terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tornado: Portecção Civil: Lista das zonas mais afectadas


Segundo a Protecção Civil, as zonas mais afectadas pelo tornado foram Tomar, Ferreira do Zêzere (distrito de Santarém) e Sertã (distrito Castelo Branco).

Ferreira do Zêzere

Mais de 100 edifícios afectados, entre eles o da Câmara Municipal e o quartel dos bombeiros (neste caso foi a cobertura). Também as piscinas municipais sofreram danos.

Mais de 50 veículos danificados, entre eles autocarros (neste caso com vidros partidos).

Quatro feridos ligeiros.

Estão no local 24 veículos e 75 operacionais.

Tomar

Mais de 100 edifícios afectados.

Elevado número de queda de estruturas e árvores.

Jardim Escola S.João de Deus foi afectado.

Dois feridos graves (um adulto e uma criança) e 34 ligeiros.

Estão no local 33 veículos e 85 operacionais.

Sertã

Zona industrial com elevados danos.

Quedas de postes de electricidade, de iluminação e de árvores.

Edifícios danificados (não contabilizados).

Sem registo de feridos (até ao momento).

30 veículos e 96 operacionais.
Fonte: DN

Mau tempo: alerta amarelo até quarta-feira


A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) accionou o alerta amarelo para Portugal continental, até final da manhã de quarta-feira, devido à previsão de chuvas fortes e ventos, que podem atingir os 90 quilómetros por hora.

O alerta amarelo, o terceiro mais grave numa escala de cinco, é sustentado pelas informações do Instituto da Meteorologia, que dão conta de instabilidade em Portugal continental «causada por uma depressão com vários núcleos associados e que pode provocar forte precipitação localizada e vento forte, com rajadas que podem atingir os 90 quilómetros por hora», informou a Protecção Civil.

O alerta é para «todos os distritos até às 12:00 do dia 08 [quarta-feira]» e vigora desde o início da tarde.

A ANPC recomenda especial atenção às informações da Meteorologia e às indicações da Protecção Civil transmitidas pelos órgãos de comunicação social.

Dá ainda recomendações para a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas da chuva e para a retirada de lixos que possam ser arrastados, para a limpeza dos bueiros e outros sistemas de escoamento de águas.

A Protecção Civil aconselha também cuidados redobrados com actividades relacionadas com o mar, incluindo «passeios à beira-mar e estacionamento de veículos na orla marítima», e com a condução de veículos.

Fonte: IOL Diário

CERCIMAC promove mascote


“Animarte” – é o nome da mascote da CERCIMAC, a Cooperativa de Educação e Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados de Macedo de Cavaleiros. Criada pelos alunos do curso EFA de Animação Sociocultural, que a instituição leva a cabo com a Tecnin, uma empresa de formação.
Os resultados da venda da mascote revertem para a compra de material para a sala snoezelen, de estimulação multissensorial.

A Animarte, uma estrela laranja, vai ser vendida ao preço de um euro, ao mesmo tempo que decorre a campanha de sensibilização de recolha de alimentos em alguns supermercados de Macedo e ainda de entrega de brinquedos na CERCIMAC, que serão depois distribuídos por famílias carenciadas.

Ana Garcia, uma das alunas do curso EFA, explica as razões que levaram os alunos de animação sociocultural a abraçar este projecto:

“Há grupos que já saíram pelas ruas. Estão a tentar divulgar junto das pessoas para contribuírem para a CERCI. Esses fundos vão reverter para material que eles estãoa precisar. Acho que isso é fundamental. Estas instituições necessitam”.

Carlos Alberto, outro dos alunos, explica que a campanha de solidariedade surge no âmbito do tema do voluntariado tratado no curso EFA.

“A par desta campanha também estamos a recolher produtos alimentares que são para distribuir pelas pessoas carenciadas do concelho Macedo de Cavaleiros, que foi o que deu origem ao tema do voluntariado.”

A necessidade de formar pessoas que estejam próximas da população com deficiência levou a CERCIMAC a abraçar o projecto do curso de animação sociocultural e a apoiar as iniciativas que dele advêm.

“Há o envolvimento tanto dos nossos utentes. Isto é um exemplo de uma actividade que não é só voltada para a instituição mas também para outras pessoas carenciadas do concelho”, refere Sónia Sequeira, directora técnica da CERCIMAC.

A campanha de Natal decorre esta semana. Já a Animarte, a mascote da CERCIMAC, deve continuar à venda nos próximos tempos.

Foto: Sara Geraldes
Fonte: Rádio Onda Livre

Corpo de pescador encontrado e identificado


Foi encontrado o corpo do pescador que estava desaparecido desde ontem na zona da Lapa de Santa Margarida, na Arrábida em Setúbal.

O homem, de 24 anos, foi avistado pelo helicóptero dos bombeiros, próximo do local onde tinha desaparecido, e já foi identificado por familiares.

Quatro pescadores foram apanhados por ondas entre domingo e segunda-feira na Arrábida, em Setúbal. Dois morreram e outros dois foram resgatados com vida.

Fonte: RR

Tornado fez 36 feridos e vários desalojados


O tornado que atingiu o concelho de Tomar provocou 36 feridos, 19 dos quais crianças, disse à agência Lusa fonte da coordenadora do dispositivo de socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Raquel Ramos.

Raquel Ramos esclareceu que todos os feridos foram transportados para o hospital de Tomar, tendo o INEM atendido cinco vítimas (três crianças e dois adultos) que apenas necessitavam de apoio psicológico e outras quatro que acabaram por ter alta no local.

Uma das crianças acabou por ser transferida para o hospital de Abrantes por necessidade de realização de tomografia axial computorizada.

«A maioria das pessoas já teve alta», ressalvou a fonte do INEM, acrescentando que «trata-se, sobretudo, de pequenas escoriações decorrentes da projecção de partes das estruturas das casas».

Segundo informação disponibilizada pelo posto de comando, sedeado nos Bombeiros Municipais, 87 bombeiros e cerca de 40 veículos das corporações de Tomar, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Caxarias, Ourém, Torres Novas, Constância e Abrantes foram mobilizados.

A Força Especial de Bombeiros, sedeada no Sardoal, e os Sapadores Florestais de Tomar, também intervieram para apoiar as pessoas afectadas pelo mau tempo, assim como 18 elementos com oito viaturas do INEM, a quem coube também, além do socorro, prestar o apoio psicológico.

Igualmente técnicas da Segurança Social estão em Tomar para dar apoio psicológico, assim como para fazer o levantamento de eventuais necessidades de alojamento.

«Neste momento, há a indicação de que pelo menos um senhor, que vivia sozinho na freguesia de São João Batista, na cidade, necessita de alojamento para esta noite, estando a ser providenciada a sua estada numa pensão», referiu uma das técnicas.

Duas pensões da cidade de Tomar estão de prevenção para acolher mais desalojados, assim como o Regimento de Infantaria n. 15.

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvelo de Sousa, adiantou que dezenas de funcionários da autarquia estão mobilizados para apoiar as pessoas, assim como para proceder à limpeza das vias que ficaram obstruídas pelos destroços e aferir as condições de segurança das habitações.

Corvelo de Sousa explicou que os efeitos do tornado, segundo o Instituto de Meteorologia, não se sentiram apenas na cidade, mas também nos arredores. «A gravidade da situação foi diferente consoante os lugares», adiantou, explicando que «há um número ainda não determinado, mas elevado, de casas destruídas total ou parcialmente quer na cidade quer na zona rural», cujo levantamento «está em curso».

Por outro lado, o autarca, que activou o plano de emergência municipal, referiu que há desalojados, embora não saiba quantificar quantos, tanto mais porque quase a totalidade das pessoas vai ficar em casa de familiares. O Governo Civil de Santarém estima mais de 200 casas danificadas.

Segundo Carlos Catalão, chefe de gabinete da governadora civil de Santarém, Sónia Safona, a região tem sido afectada por fenómenos meteorológicos semelhantes ao que atingiu Tomar e Ferreira do Zêzere. No entanto, a ocorrência hoje registada foi «a mais violenta» desde pelo menos 2006.

«Isto tem a ver com as alterações climáticas e, ano após ano, tem vindo a atingir cada vez mais violência», acrescentou. Desde 2006, «houve todos os anos pelo menos uma ocorrência deste género», segundo Carlos Catalão.

O chefe de gabinete recordou que no ano passado uma central fotovoltaica, na freguesia de Areias, concelho de Ferreira do Zêzere, foi destruída por um temporal.

Em 2008, um fenómeno com características semelhantes atingiu a povoação de Amiais (Santarém), Alcanena e Torres Novas, adiantou Carlos Catalão.

Fonte: IOL Diário

Simulacro de acidente químico no dia 15 de Dezembro à tarde em S. João da Madeira

Para além do principal objectivo da Protecção Civil que é prevenir acidentes, é necessário que as equipas de socorro estejam preparadas e treinadas para desenvolver um socorro eficiente e eficaz quando o acidente for inevitável.

Deste modo, será realizado na tarde do dia 15 de Dezembro, um simulacro de acidente na Zona Industrial da Devesa Velha, em S. João da Madeira, com a participação dos bombeiros e forças de segurança, além de outras entidades da Protecção Civil.

O objectivo é testar as normas, os procedimentos, o grau de treino das equipas, o planeamento de emergência e outros aspectos que permitam o aperfeiçoamento das acções planeadas.

Fonte: metronews

Governador Civil defende bom senso entre políticos e operacionais

Depois de a Liga dos Bombeiros ter denunciado pressão dos políticos nos locais de combate às chamas, o Governador Civil da Guarda disse que é preciso bom senso.

«A minha presença nos locais onde entendi estar presente foi útil», defendeu o Governador Civil da Guarda, que esteve várias vezes no terreno na época de fogos, que duraram vários dias, como aconteceu em São Pedro do Sul.

Para Santinho Pacheco, a pergunta deve ser feita «ao contrário».
«O que é a opinião pública pensaria se alguém com responsabilidades no âmbito distrital, designadamente na área da protecção civil, estivesse porventura em férias enquanto no seu distrito os fogos consumiam hectares de terreno?», questionou.

Na opinião do Governador Civil da Guarda, é «preciso bom senso» e que os políticos não se envolvam «em nada de operacional» e não prejudiquem «absolutamente ninguém» no terreno.
Fonte: TSF

Liga dos Bombeiros critica pressão dos políticos nos locais de combate

Num exame à última época de fogos, a Liga dos Bombeiros denuncia as dificuldades no reabastecimento de comida e água, bem como a pressão dos políticos nos locais de combate às chamas.

A Liga dos Bombeiros aponta pelo menos 13 falhas na análise à última época de fogos, denunciando por exemplo as dificuldades no reabastecimento de comida e água para os bombeiros nos locais de combate, falta de rigor, falta de pessoal, e desequilíbrios nos grupos de reforço.

Estas são algumas das debilidades apontadas pelo relatório da Liga de Bombeiros sobre a época de incêndios, até 15 de Outubro.

Em declarações à TSF, o presidente da Liga, Duarte Caldeira, falou numa logística muito frágil, com várias insuficiências.

«Há elementos e bombeiros que estão muitas horas sem se alimentarem, muitas horas sem haver pausas de recuperação física. Portanto, uma debilidade do nosso ponto de vista é a organização desta logística», sublinhou.

Os planos de emergência municipais nem sempre foram activados quando se justificava, a aplicação de normas de segurança foi insuficiente, faltou uma estratégia de comunicação pública, mas sobrou a pressão de decisores políticos.

Por isso, Duarte Caldeira deixou uma recomendação para que seja «repensada a necessidade e oportunidade da deslocação de decisores políticos aos teatros de operações de incêndios nos casos, onde comprovadamente tal não tem qualquer justificação».

O presidente da Liga dos Bombeiros defendeu ainda que é preciso avançar com urgência, para um plano integrado de requalificação dos bombeiros, «que passa, num primeiro momento, pela realização de uma auditoria técnica quanto a equipamentos, a veículos de socorro, recursos humanos e a sua qualificação, e quanto a instalações».

Porém, um plano de requalificação levaria três a cinco anos a ser implementado, passando também por uma revisão da lei orgânica da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Este relatório já foi entregue ao secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, que em declarações à TSF justificou algumas destas falhas com o facto do último Verão ter sido dos mais secos dos últimos anos.

Sobre a requalificação dos bombeiros, proposta pela Liga, Vasco Franco admitiu adoptar algumas dessas ideias, lembrando contudo que já existe formação.

Quanto à pressão dos decisores políticos, o secretário de Estado reconheceu a necessidade de ser feita uma análise, ressalvando que por exemplo os autarcas têm o direito de estar presentes nos locais de combate aos fogos.

Fonte: TSF

Incidente com avião da Aerovip sem explicações


Levantam-se dúvidas quanto ao incidente que envolveu o avião que faz a carreira entre Lisboa e Bragança, na última quinta-feira. A empresa vai agora abrir um inquérito interno.

Fotografias a que tivemos acesso pouco após a aterragem mostram um dos cabos de electricidade cortados ainda preso à fuselagem do avião e não ao trem de aterragem.

Mas quatro dias volvidos e ainda não há uma explicação para a baixa altitude a que estava a voar o aparelho na altura em que bateu nos cabos de média tensão, na zona de Vale de Lamas, uma aldeia próxima do aeródromo.

Contactada a Aerovip, a empresa responsável pela carreira de serviço público, com comparticipação estatal, foi-nos garantido apenas que “a empresa está a tentar apurar o que aconteceu”. Quanto às dúvidas sobre as condições de segurança do próprio avião é que não houve comentários.

Mas o próprio comandante distrital da Protecção Civil, Carlos Alves, tem dúvidas quanto ao que aconteceu.

“Vou inteirar-me disse a seguir. O organismo que licencia os aeródromos (INAC) é extremamente exigente. Achei estranho o incidente”, admite Carlos Alves, que garante que “os planos de emergência estão sempre prontos a entrar em funcionamento e se acontecesse alguma coisa com certeza que iríamos tirar de lá as pessoas”.

Carlos Alves admite que a fraca visibilidade é um problema e que a autarquia terá feito alguma pressão para que não fossem cancelados voos para o aeródromo de Bragança.

“Este ano foi feito um grande esforço, mas eu não gosto de falar do municipal, para não lhes tirar protagonismo e para lhes fazer entender que têm responsabilidade a esse nível, mas foi feito um esforço para não haver interregnos da ligação a Lisboa”, adianta. “O problema são as questões de visibilidade, e as ajudas à navegação que o nosso aeródromo tem, ou não tem, ou tem deficitárias”.

Recorde-se que o presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes, um dos passageiros no voo acidentado, garantiu na última sexta-feira que os meios são suficientes.

“Não temos aparelhos de que dispõe Lisboa para uma aterragem automática, nem é viável que os teremos nos próximos anos mas os meios são suficientes, funcionaram bem, o aeródromo está certificado e tudo o que tinha de acontecer, aconteceu em tempo útil”, garantiu Jorge Nunes.

Há cerca de ano e meio foi instalado um novo radar de auxílio às aproximações do aeródromo municipal, que custou cerca de um milhão e trezentos mil euros.

Também a pista tinha sido já aumentada para os actuais 1700 metros.

A Brigantia contactou também o Instituto Nacional de Aviação Civil mas, até ao momento, não tivemos qualquer resposta.
Foto:cbbragança
Fonte: Brigantia

Aumentou o número de acidentes e de mortes nas estradas do distrito de Bragança face a 2009


Aumentou o número de mortes nas estradas do distrito de Bragança este ano, comparativamente com 2009. Até ao final de Novembro já tinham sido contabilizados 13 mortes só pela GNR. Mas a estes há que juntar ainda pelo menos mais duas vítimas contabilizadas pela PSP, em Bragança e Mirandela.

Os dados foram divulgados no sábado durante o primeiro seminário da Protecção Civil do distrito de Bragança.
António Fernandes, o comandante da Unidade Territorial da GNR, tem uma explicação para o aumento do número de mortes.

“Há mais alguns mortos do que no ano passado mas este ano estão a ser contabilizados os mortos a 30 dias. Não só são contabilizados os mortos no acidente mas também os que vão para o hospital e morrem no espaço de um mês”, explica.

Este ano, e só na área da GNR, registaram-se 866 acidentes com vítimas, que provocaram 349 feridos leves, 41 feridos graves e 13 mortos, mais três do que os registados em todo o ano de 2010.
Quase metade das vítimas situa-se na faixa entre os 25 e os 35 anos.

De acordo com os dados apresentados pela GNR, 42 por cento dos acidentes deve-se a falta de concentração e 23 por cento a distracção.

Por concelhos, Bragança é o que concentra maior número de acidentes, também por ser o que tem mais população. Mas na área de intervenção da GNR, é Macedo de Cavaleiros que lidera a lista negra com 230 acidentes registados este ano, contra os 122 de Mirandela, 117 de Torre de Moncorvo e 115 de Vila Flor.
No lado oposto, Freixo de Espada à Cinta é o menos atingido, com apenas 23 acidentes registados nos primeiros 11 meses do ano.

O IP4 é a estrada mais perigosa, com 65 acidentes.
“Este ano também produziu mais acidentes porque está todo em obras. Têm ocorrido alguns acidentes fruto do estreitamento das vias e das dificuldades que as pessoas têm em reduzir a velocidade, que às vezes não se apercebem ou não vêm com o cuidado necessário. As obras vão-se prolongar e os acidentes vão continuar a surgir.”

Segundo António Fernandes, os carros com mais de 12 anos provocam cerca de quatro vezes mais acidentes que os restantes, sobretudo devido à degradação de componentes do veículo como os travões ou a suspensão.
Por isso, o comandante da GNR defende que deve haver maior investimento na prevenção e menos na repressão, como a chamada “caça à multa”.

“A solução que defendo passa pela prevenção, o alerta, o estar nos locais, chamar a atenção para erros simples mas que poderão evitar muitos acidentes.”

Em 11 meses, a GNR já contabilizou 1144 acidentes no distrito de Bragança, contra os 1124 em todo o ano passado.

76 por cento aconteceram numa recta.Mesmo assim, nos últimos dez anos o número de acidentes com vítimas mortais caiu para quase metade.
Os dados da sinistralidade foram conhecidos no primeiro seminário da Protecção Civil do distrito de Bragança, que juntou mais de 200 participantes no Instituto Politécnico de Bragança no último sábado.

Paulo Ferro, da organização, faz um balanço positivo mas sublinha que a população ainda está pouco esclarecida quanto à prestação de socorro e muitas vezes até atrapalha os próprios bombeiros.

“Atingimos os objectivos e considero que foi um sucesso. Vamos agora abordar outras problemáticas. Estamos já a pensar num seminário técnico voltado para os acidentes com máquinas agrícolas”, adianta Paulo Ferro, que considera que as pessoas “ainda dificultam um bocado o socorro, por falta de entendimento” do que é o socorro. “Esse também era um dos objectivos”, friza.

A organização pertenceu à Associação Humanitária de Bombeiros de Bragança e à Juvebombeiro do distrito.

Fonte: Brigantia

Unidade de cuidados continuados que vai nascer em Macedo é única que acolhe doentes com demência

A Unidade de Cuidados Continuados do Piaget é a única do género no distrito e mesmo no país. Um tema debatido durante a comemoração dos 20 anos da instituição em Macedo de Cavaleiros.

A Unidade de Cuidados Continuados que vai nascer em Macedo de Cavaleiros é única em Portugal. A afirmação é de Ema Prada, enfermeira da equipa coordenadora local dos cuidados continuados.

“Esta unidade é muito importante porque vai ter a valência de demências, algo que ainda não temos no nosso país”, sublinha.

A docente do Piaget, Elisa Dias salienta as mais-valias que a unidade vai trazer à região transmontana.

“Neste cordão, na zona de Mirandela, Macedo Bragança, não há uma resposta de cuidados continuados. E também investimos num mestrado de cuidados continuados. Seria conciliar as duas dimensões, a oferta à população e a formação.”

A obra vai ser construída no actual campo de futebol em frente à Escola de Saúde mas ainda não há uma data prevista para o início da construção.

“Há exigências para estes projectos, nomeadamente o estabelecimento com a Segurança Social, que já está estabelecido. Neste momento tem a ver com o financiamento, que já está aprovado, mas falta assinar o protocolo que vai permitir fazer o edifício”, explica.

Tudo não passa ainda de um projecto mas Ema Prada explica o tipo de valências que a unidade vai ter.

“Em termos de camas serão de média e longa duração. E houve a conversão de algumas camas para dementes. Quando não sabemos.”

Declarações feitas à margem da comemoração dos 20 anos da presença do Piaget em Macedo de Cavaleiros cujo objectivo era não só “pensar o passado” mas também “projectar o futuro.

Fonte: CIR

Vimioso: Jovem morre após ser electrocutado e cair de poste


Um jovem de 21 anos morreu esta segunda-feira após ter sofrido uma descarga eléctrica seguida de queda quando procedia à montagem de uma linha de média tensão num poste junto a Argozelo.

João Afonso, comandante dos bombeiros locais, afirmou à agência Lusa que o acidente ocorreu pelas 11h30, quando o electricista procedia à montagem de uma das linhas de média tensão que vão fazer a ligação ente Argozelo e Coelhoso.

As equipas de socorro depararam-se com alguma dificuldades para chegar ao local do acidente, necessitando de recorrer a viaturas de todo-o-terreno, avançou o comandante.

"Quando chegámos ao local, já se encontrava em paragem cardiorrespiratória e nada pôde ser feito para lhe salvar a vida", acrescentou o responsável.

O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica, estacionado em Macedo de Cavaleiros, ainda foi accionado mas não chegou a ser necessária a sua utilização.

O electricista, residente na Figueira da Foz, estava ao serviço da Bragalux, uma empresa sub-empreiteira da REN.

A Autoridade para as Condições de Trabalho já tomou conta ocorrência.

No espaço de um mês é já a quarta vítima de acidentes a envolver electricistas de media e alta tensão, sendo que dois dos acidentes se tornaram fatais.

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Liga quer explicações sobre aplicação do novo sistema de transporte de doentes


A Liga dos Bombeiros Portugueses vai exigir à Secretaria de Estado da Saúde uma rápida clarificação sobre o que classifica como uma aplicação "diferenciada e desregulada" do novo sistema de transporte de doentes em ambulâncias.
Em declarações à Lusa, o presidente da Liga, Duarte Caldeira, contestou hoje a "dissonância" entre as declarações do Ministério da Saúde sobre o atual processo de criação do novo sistema e algumas iniciativas desenvolvidas pelas administrações regionais de saúde, geridas pela tutela, nalguns locais.
"Enquanto o secretário de Estado não nos tem dado conta da alteração do sistema integrado, nalgumas administrações regionais - e não em todas, o que é mais absurdo - esse sistema está a ser apresentado numa perspetiva de que possa ser implementada, através de protocolos a estabelecer com as federações distritais e não com a Liga", disse.
"Se, por um lado, o Ministério diz à Liga que esse processo não está dentro da sua alçada e sabemos que as administrações regionais dependem da tutela do Ministério, não percebemos isto ou alguém está a mentir", acrescentou.
Segundo Duarte Caldeira, não está em causa o novo sistema ou a plataforma informática que o sustenta, mas o facto de ele não estar a ser introduzido de uma forma uniforme.
O responsável referiu também ser necessário averiguar em que medida o sistema a implementar poderá colidir com o protocolo que regula a relação entre as duas entidades a nível do transporte de doentes: "Algumas exposições não estão em conformidade com as do protocolo".
Como exemplo, Duarte Caldeira apontou a nova exigência de que os bombeiros confirmem até às 17:00 a sua disponibilidade para, no dia seguinte, responder aos serviços requisitados.
A Liga não questiona a medida, mas pede garantias de que haja uma solicitação "estável" dos serviços dos bombeiros, já que poderá implicar uma reorganização de recursos humanos e físicos.
"Não podemos correr o risco de avançar para essa reorganização da qual possam eventualmente resultar novos investimentos e depois o Ministério continuar a diminuir o recurso dos serviços, recorrendo à utilização de táxis e à prescrição de transporte público ou de viatura própria dos doentes", sustentou.
O tema esteve em debate num encontro realizado no sábado pela Liga, no qual foi também abordada a definição do modelo de financiamento dos corpos de bombeiros, um processo que deverá arrancar no início de 2011 em conjunto com o Ministério da Administração Interna.
Para Duarte Caldeira, é fundamental que todos os corpos de bombeiros tenham uma "base de segurança mínima", mas que cada um seja depois financiado em função das suas características e contextos.
A dimensão da população servida, as vias rodoviárias ou os planos de água que estão sobre a sua responsabilidade, por exemplo, deverão ser fatores a ter em conta nessa adequação.
A Liga espera que o novo modelo seja contemplado no próximo Orçamento do Estado.
Fonte: ROC/Lusa BP

MAI entregou três das 95 viaturas operacionais e de socorro

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, entregou sexta-feira três das 95 viaturas operacionais de proteção e socorro a distribuir pelos bombeiros e cujo investimento ronda os 12 milhões de euros.
As três primeiras viaturas foram entregues aos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal, Campo de Ourique e Sabugal. Estava previsto ser entregue outra viatura aos Bombeiros de Vila Nova de Milfontes, mas um problema mecânico impediu.
Segundo Rui Pereira, o concurso de aquisição de 78 das 95 viaturas já está concluído, prevendo-se que a sua entrega seja faseada nos próximos meses, a uma média de três/quatro de três em três semanas.
Para as restantes 17 o concurso ainda está a decorrer.
"No total, para a aquisição das 95 viaturas, o investimento é de 12 milhões de euros. As verbas vêm do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e dos vários governos civis", adiantou Rui Pereira no final da cerimónia, que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Oeiras, distrito de Lisboa.
A juntar à distribuição pelos bombeiros portugueses deste tipo veículos de proteção e socorro, o ministro garantiu que também vai ser renovado o parque de viaturas das corporações de bombeiros.
"Vamos procurar renovar o parque de viaturas das cooperações e bombeiros recorrendo ao QREN, mas ao nível de programas regionais, num investimento de 26 milhões de euros", disse.
Segundo o ministro, "é um esforço notável que permitirá modernizar o sector estratégico da Proteção Civil, porque a segurança também se joga na prevenção de catástrofes e acidentes".
Numa altura em que o frio e a neve têm provocado alguns constrangimentos em várias estradas portuguesas, nomeadamente na zona da Serra da Estrela, Rui Pereira garantiu que o Governo está atento à situação.
"Estamos também atentos e dentro em breve iremos distribuir para as forças de segurança correntes de neve para os veículos e estamos a tratar, no âmbito de candidaturas regionais, de adquirir um veículo da limpeza da neve moderno e funcional", referiu.
A candidatura para a compra deste veículo está a ser preparada pelo Governo Civil da Guarda.

Fonte: Lusa

Depois do frio, o vento e a chuva


O Instituto de Meteorologia emitiu quatro avisos laranja, o segundo mais grave da escala, devido a agitação marítima, para o litoral de Faro, Setúbal, Lisboa e Beja e 11 avisos amarelos devido a vento e chuva.

O mau tempo vai manter-se, pelo menos, até quarta-feira, segundo a previsão do meteorologista, Bruno Café que confirma chuva e vento, mas com menos intensidade, nos próximos dias.

Em Lisboa o regimento de Sapadores Bombeiros registou 44 inundações por toda a cidade, incluindo o Parque das Nações, apenas numa hora, entre as 20h14 e as 21h16.

Segundo fonte da corporação, as situações de inundação multiplicaram-se por diversas zonas da capital devido às fortes chuvadas do princípio da noite.

Fonte: RR

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ambulância caiu num ribeiro

Uma ambulância dos Bombeiros da Cruz Verde-Vila Real caiu hoje, domingo, num ribeiro, provocando ferimentos ligeiros no condutor, único ocupante. O despiste ocorreu, cerca das 17 horas, junto ao Hospital de Vila Real. O mau tempo pode estar na origem do acidente.

O socorro foi prestado pela outra corporação de bombeiros da cidade de Vila Real, a da Cruz Branca, já que o local onde ocorreu o acidente está na sua área de intervenção. Recebido o alerta, às 16.53 horas, foram enviadas para o local duas ambulâncias e um veículo de desencarceramento, que não chegou a ser necessário.

Na freguesia de Lordelo, a cerca de 500 metros da Unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, encontraram uma ambulância dos bombeiros da Cruz Verde enfiada na vegetação que praticamente cobre um riacho, afluente do rio Corgo, a cerca de cinco metros da estrada.

"O motorista estava consciente e apercebeu-se de tudo o que se passou", adiantou, ao JN, o comandante dos Bombeiros da Cruz Branca, Álvaro Ribeiro, acrescentando que, apesar das escoriações que apresentava deu entrada no hospital para tratamento e despiste de qualquer outra mazela.

Segundo o comandante, o motorista, com 20 anos de idade, era o único ocupante da ambulância que "transportava medicamentos urgentes para o hospital de Mirandela". Apesar de não estarem apuradas as causas do acidente, Álvaro Ribeiro suspeita que tenha ocorrido por causa do "mau tempo e o piso escorregadio". A ambulância foi retirada do local onde caiu com a ajuda de uma grua.

Fonte: JN

Protecção Civil. Buscas em casa de Gil Martins apreendem dois ratos de computador e um iPod


DIAP fez buscas em casa do comandante operacional da Protecção Civil. A mulher de Gil Martins foi ouvida na semana passada pela Judiciária

A casa do comandante operacional da Protecção Civil, Gil Martins, foi alvo de buscas há duas semanas. A operação, levada a cabo pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, foi feita no âmbito do inquérito ao desvio de 100 mil euros, entre os anos de 2007 e 2008, pelo comandante operacional da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC).

A mulher de Gil Martins, entretanto, foi ouvida pela Polícia Judiciária dois dias depois das buscas, efectuadas no dia 23 de Novembro, soube o i, não tendo sido possível confirmar se foi ouvida na qualidade de testemunha ou se foi constituída arguida no processo.

As apreensões feitas pela polícia em casa do comandante operacional são de pequena monta. Na verdade, a PJ apreendeu apenas um videogravador, um aparelho de televisão, um iPod, dois ratos de computador e uma máquina fotográfica. Fonte ligada à ANPC revela que o DIAP suspeita que o material apreendido terá sido adquirido com verbas desviadas da associação.

o processo da igai O comandante operacional da Protecção Civil começou por ser alvo de um inquérito interno na ANPC, que levou à abertura de um processo instruído pela Inspecção-geral da Administração Interna (IGAI), em curso desde Maio. Posteriormente, o DIAP de Lisboa confirmou que o inquérito está em curso, recusando-se a prestar mais esclarecimentos por o processo se encontrar em segredo de justiça.

Em causa estão cerca de 100 mil euros que terão sido desviados durante dois anos através de um esquema que consistia no aumento do número de pessoas que prestavam serviço na sala do comando nacional durante a época de incêndios, nos mapas mensais de remunerações. A direcção financeira da associação transferia o pagamento para uma corporação de bombeiros e esta, após pagar o pessoal que efectivamente tinha prestado serviço na sala de comando, entregava o resto ao comandante operacional.

Fonte da Administração Interna afirmou ao i que as verbas desviadas terão servido para pagar despesas sem cabimento orçamental, designadamente do próprio comando da Protecção Civil. A mesma fonte salienta existir a convicção de que Gil Martins não terá tirado proveito pessoal dessas verbas, embora fossem efectivamente gastos ilegais, com verbas obtidas de forma indevida.

Os factos deverão ser apurados em breve mas, de acordo com o estudo de enquadramento que o gabinete de Rui Pereira terá promovido, não há nada que o ministério possa fazer preventivamente.

suspensão só se igai pedir Gil Martins manteve-se até agora em funções. O ministro da Administração Interna, questionado pelos deputados sobre o processo, afirmou que a manutenção em funções do comandante operacional do Comando Nacional de Operações de Socorro foi "uma boa decisão". Segundo Rui Pereira, apesar de o processo ter sido levantado antes da época de fogos florestais, "a não suspensão, atendendo aos valores em causa, foi uma boa decisão para garantir o êxito do nosso combate aos incêndios". O ministro disse ainda que qualquer decisão de suspender preventivamente o comandante nacional teria de lhe ser proposta pela Inspecção-geral da Administração Interna (IGAI).

Fonte da Administração Interna confirmou ontem ao i que o processo na IGAI "está em fase muito adiantada de diligências" e que o ministério espera que o processo disciplinar seja mais rápido do que o inquérito criminal.

O ministro Rui Pereira afirmou aos deputados que nos quatro anos em que trabalhou com Gil Martins, este demonstrou "grande competência" no exercício das suas funções.

Segundo fonte do MAI, os novos desen-volvimentos do caso não poderão levar à suspensão do comandante por Rui Pereira, excepto se a suspensão preventiva for pedida pela IGAI ou pela própria inspectora titular do processo, Cláudia Porto, nos termos previstos na lei. O i tentou ontem contactar Gil Martins até ao fecho desta edição, sem sucesso.

Fonte: i

Mogadouro: trabalhador gravemente ferido em descarga eléctrica

Um homem ficou este sábado gravemente ferido no concelho de Mogadouro, num acidente de trabalho ocorrido durante a montagem de uma linha de alta tensão, junto à localidade de Bemposta, disse à agência Lusa o ajudante de comando dos bombeiros de Mogadouro.

Rui Monteiro avançou que a vítima, um homem, de 30 anos, procedia à montagem de uma linha de alta tensão quando sofreu uma descarga eléctrica seguida de uma queda em altura.

O acidente de trabalho aconteceu cerca da 15 horas. O homem de foi de imediato transportado para a unidade Hospitalar de Bragança com apoio da Viatura Médica de Emergência e Reanimação, com sede no Centro Hospitalar do Nordeste.

«Quando a tripulação da ambulância de socorro chegou ao local, deparou-se que a vítima apresentava falta de sensibilidade nos membros superiores e sinais de hipotermia», adiantou o ajudante de comandado Rui Monteiro.

No espaço de um mês, esta é a terceira vítima de acidente de trabalho a envolver electricistas de alta tensão nos trabalhos em curso na região do Douro Superior.

Fonte: IOL Diário

sábado, 4 de dezembro de 2010

Saiba os cuidados a ter com o frio


O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) alertou a população para os cuidados a ter com o frio, em especial quando forem utilizadas lareiras e aquecedores, que podem propiciar risco de incêndio e intoxicação.

Nos últimos dias, Portugal continental tem registado temperaturas baixas, com alguns distritos a enfrentarem valores negativos, situação que se deverá manter nos próximos dias, de acordo com o Instituto de Meteorologia.

Em comunicado, o INEM aconselha, principalmente os idosos e crianças, tidos como grupos mais vulneráveis, para se manterem «quentes» e «seguros», alertando, contudo, para os principais problemas relacionados com o frio.

«Embora permanecer em casa o maior tempo possível ajude [as pessoas] a reduzir o risco de acidente de automóvel e quedas, poderá também enfrentar riscos domésticos», refere o comunicado.

O Instituto lembra que a utilização de aquecedores e lareiras para as pessoas se manterem quentes aumenta o risco de incêndio e de intoxicação por monóxido de carbono.

Por outro lado, a exposição a baixas temperaturas, no interior e no exterior, podem causar sérios riscos à saúde.

«Quando exposto a baixas temperaturas, o corpo perde calor mais depressa do que o que consegue produzir e o resultado é hipotermia (temperatura corporal excessivamente baixa), que afecta o cérebro, fazendo com que a vítima não pense claramente nem se mova com a facilidade habitual», explica o INEM, salientando que nesses casos não se deve fazer nada para tentar resolver a situação.

As vítimas de hipotermia são geralmente idosos, com fraca alimentação, roupa ou aquecimento, bebés que dormem em quartos frios, pessoas que permanecem por períodos prolongados no exterior, sem-abrigo, montanhistas, caçadores e consumidores de álcool ou drogas.

Os sinais de aviso nos adultos são tremores, exaustão, confusão, sonolência, mãos inquietas, perda de memória, fala lenta e baralhada confusa e nas crianças pele muito vermelha e fria e apatia.

O INEM aconselha as pessoas que notarem algum destes sinais a procurar ajuda médica e adianta ainda que a vítima deve ser colocada num quarto quente ou num abrigo e aquecer a parte central do corpo primeiro.

Outras consequências do frio são as queimaduras causadas por congelação, que condicionam a perda de sensibilidade e de cor nas zonas afectadas.

«Se existirem queimaduras sem sinais de hipotermia e não existir auxílio médico imediato», o INEM aconselha as pessoas a irem para um quarto quente logo que possível.

O Instituto médico alerta para as vítimas não esfregarem a área queimada com neve e não usarem compressas aquecedoras, lâmpadas quentes ou o calor de um fogão, lareira ou radiador, porque as áreas afectadas estão dormentes e poderão queimar facilmente.

Fonte: IOL

Cigarro pegou fogo a cama e matou doente


Um doente internado no Instituto Português de Oncologia do Porto morreu, esta semana, depois do cigarro que estava a fumar ter pegado fogo à roupa da cama. O incêndio foi rapidamente controlado, mas não foi possível salvar a vítima. O IPO abriu um inquérito.

Tudo aconteceu na madrugada da passada quinta-feira. Por volta das 5 horas, funcionários da unidade hospitalar foram alertados para um incêndio na Unidade de Cuidados Paliativos de um edifício de internamento do IPO.

Quando chegaram ao quarto, a roupa da cama estava a arder e a vítima, um homem de 65 anos, já teria morrido. Não foi possível apurar se ainda foram feitas manobras de reanimação. O IPO não chamou os bombeiros, nem o INEM. O fogo foi apagado com um extintor pelos funcionários.

A causa provável da morte terá sido a inalação de fumos, refere a administração do IPO do Porto, num comunicado enviado ao JN. O corpo foi enviado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Porto para autópsia.

O doente oncológico, internado num quarto individual dos Cuidados Paliativos, encontrava-se em fase terminal e terá decidido fumar um cigarro. Este terá caído acidentalmente sobre os lençóis e cobertores da cama que rapidamente entraram em combustão. O fumo accionou, de imediato, os detectores de incêndio que começaram a lançar água no quarto.

"Os alarmes funcionaram e o Plano de Emergência do IPO Porto foi imediatamente accionado, tendo o fogo sido extinto pelos funcionários que estavam ao serviço, com a ajuda de um extintor, evitando que o fogo se propagasse para além das roupas", refere o esclarecimento do Conselho de Administração. O comunicado diz ainda que a família da vítima foi informada de imediato sobre o sucedido.

No local estiveram investigadores da Polícia Judiciária do Porto, bem como o delegado de Saúde Pública, que atestou o óbito. "O cadáver foi transferido para o Instituto de Medicina Legal, tendo o IPO Porto aberto uma comissão de inquérito", acrescenta a administração.

Fonte: JN

Alfândega da Fé: um morto em acidente com retro escavadora


Um homem morreu esta sexta-feira no concelho de Alfandega da Fé num acidente de requalificação de um troço da estrada municipal que liga Sendim da Serra e os Picões, disse o comandante dos bombeiros locais.
João Martins explicou à Lusa que a vítima, um homem de 38 anos, era operador de uma retro escavadora giratória que trabalhava junto à berma da estada quando a viatura capotou dando varias voltas sobre si.

O acidente de trabalho aconteceu cerca da 16.30 horas. A vítima foi de imediato transportada ao Centro de Saúde de Alfandega da Fé e, devido à gravidade dos ferimentos foi accionado o helicóptero do INEM para o evacuar para um hospital central, mas não chegou a ser utilizado.

Segundo a presidente da câmara de Alfandega, Berta Nunes, o homem trabalhava para um empreiteiro quem estava ao qual estava adjudicada a requalificação da estrada municipal que liga Sendim da Serra aos Picões.

A autarca avançou que todos procedimentos junto a Autoridade para as Condições no Trabalho foram tomados, no sentido apurar responsabilidades e as causas do acidente.

Fonte: Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Neve: Se nevasse em todo o país, preocupação seria maior


O responsável distrital pela Protecção Civil de Bragança, Carlos Alves, considerou hoje que se a neve atingisse todo o país como os incêndios a "preocupação" com os constrangimentos recorrentes causados por esta intempérie seria diferente.
Há vários invernos consecutivos que neva nas regiões do interior centro e norte do país com constrangimentos, principalmente na circulação, que levam ao encerramento de estradas e de serviços, sobretudo escolas.

No caso do distrito de Bragança, o responsável que comanda o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) acredita que "a gestão criteriosa dos meios, tem permitido que a situação não tome proporções de calamidade".
Porém, entende que ainda não há no país uma cultura relativamente à neve como acontece, por exemplo com os incêndios.

"Os incêndios têm grande historial, Portugal está virado para não deixar arder a sua floresta, toda a gente está preocupada com a floresta e a neve é uma coisa que não existe nalguns distritos e não existe em todo o Portugal", disse à Lusa.
A maior parte da Europa está a ser fustigada pela neve com notícias de encerramento de aeroportos e outros constrangimentos no quotidiano das populações.
O responsável reconhece que há diferenças nestas situações, desde logo porque na maior parte destes países há maiores períodos de neve, mas também porque existe há muitos anos uma cultura em que os cidadãos foram desenvolvendo mecanismos para atuar nessas situações, o que não acontece em Portugal.

"As pessoas inclusivamente, se calhar, têm três jogos de pneus, uns para o verão, para a chuva e para a neve. Nós cá nem isso fazemos", afirmou.
"Eles até têm um conjunto de pneus com pitons para andarem em cima da neve, em qualquer país do norte da Europa veem os carros a andarem a oitenta, cem ou 120 nas autoestradas em cima de camadas de gelo. Para nós é impensável", acrescentou.
Ainda assim, reconhece que nem os cidadãos portugueses estão sensibilizados, nem as entidades institucionais e exemplo disso são os transportes escolares que ficam impedidos de circular por causa da neve ou do gelo.

"Nem os autocarros têm correntes, nem jogos de pneus com pitons para puderem circular em cima da neve e do gelo", disse, considerando que "é sempre uma questão de dinheiro" e de "prioridades" para o aplicar.
O distrito de Bragança tem quatro limpa neves, ainda assim de segunda para terça feira duas estradas nacionais, a 315 (Alfândega da Fé) e a 206, na Serra da Nogueira (Bragança) estiveram cortadas aos trânsito devido à neve.
O gelo que habitualmente se forma sobre as camadas de neve ou com temperaturas negativas é outro motivo de constrangimento.

No CDOS de Bragança existem dois mapas, um com as zonas de acumulação de gelo e outro com os circuitos para espalhamento de sal gema que são percorridos diariamente ao longo da semana e alterados, se necessário, consoante as necessidades".

Fonte: HFI/LUSA

Formação em suporte básico de vida deve chegar às escolas


Congresso O presidente do Conselho Português de Ressuscitação, Rui Araújo, criticou ontem "a falta de visão" nacional quanto à importância da formação em suporte básico de vida (SBV), defendendo que esta seja dada nas escolas. "Falta uma visão integrada que permita intervir em termos de formação básica, para crianças e profissionais que interagem com grandes grupos de população", disse Rui Araújo durante o congresso internacional "Ressuscitation 2010", no Porto. Assistindo a uma "aula" sobre SBV para cerca de 150 alunos de três escolas do Porto, o responsável frisou que uma pessoa que sofra um colapso tem uma probabilidade de sobreviver entre 60 e 70% se tiver de imediato SBV. O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, reconheceu a importância de dar formação aos mais novos. "Tem de começar nas escolas, depois do crescimento e consolidação do INEM, temos de dar agora mais atenção à formação aos mais jovens".

Fonte: DN

Governo admite falta de meios para limpeza de neve


A queda de neve que se tem registado no norte e centro do país nos últimos dias está a levar a que dezenas de estradas estejam cortadas ao trânsito na Guarda, Viseu, Porto, Vila Real e Bragança. Na maioria dos casos, a falta de meios de limpeza da neve está a dificultar a reabertura das vias. A escassez de equipamentos é admitida pelo secretário de Estado da Protecção Civil.

Vasco Franco, que falava em declarações à TSF, admitiu que, em situações como as verificadas nesta semana, “se tivéssemos mais equipamento, poderíamos fazer um pouco mais”. Apesar de reconhecer que faltam meios para dar resposta às necessidades locais, o governante sublinhou que se trata de “necessidades pontuais”.

O distrito de Bragança é um dos mais afectados pela neve. As escolas de quase metade dos concelhos de Bragança estão encerradas devido ao gelo que se formou durante a noite sobre a neve que caiu na região. É o caso dos alunos de escolas de Vinhais, Mogadouro, Vimioso, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé.

Ainda neste distrito, são várias as estradas intransitáveis. Segundo a GNR, estão cortadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 316, entre Podence e Ousilhão, a EN315, entre o cruzamento do Mouco e o Alto de Bornes (Alfândega da Fé) e a Estrada Municipal 570, entre Vila Verde e Gebolim (Alfândega da Fé). Além destas vias, a circulação encontra-se condicionada em várias estradas municipais da região e as autoridades recomendam prudências aos condutores devido à neve e ao gelo existente.

Na Guarda, também as escolas de sete dos 14 concelhos do distrito não abriram portas, confirmou à Lusa governador civil local. Santinho Pacheco indicou que “por prudência”, as aulas estão hoje suspensas “em parte ou na totalidade” nos estabelecimentos de ensino dos concelhos de Aguiar da Beira, Gouveia, Seia, Manteigas, Sabugal, Guarda e Trancoso.

O responsável também admitiu que a situação está a originar “vários constrangimentos” para a actividade económica da região “porque há muita gente que não consegue chegar ao local de trabalho”. O gelo e a neve originaram uma situação “muito perigosa” para a circulação rodoviária e levaram ao corte de várias estradas no distrito, nomeadamente os acesso ao maciço central da Serra da Estrela. Está fechada ainda ao trânsito a via que liga Seia/S. Romão/Valezim/Loriga/Portela de Arão (concelho de Seia) e existem “muitas dificuldades” no acesso a Folgosinho, Nabais e Aldeias, no concelho de Gouveia.

O governador civil também deu conta da existência de estradas condicionadas nos concelhos de Trancoso, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira, Sabugal e Guarda.

Devido ao gelo nas estradas, os bombeiros da Guarda transportaram hoje dezenas de pessoas e entregaram refeições a dezenas de idosos de aldeias que ficaram isolados pela neve. Segundo Paulo Sequeira, adjunto do comando dos bombeiros voluntários, nas últimas 24 horas a corporação recebeu “muitas solicitações” para apoio a pessoas residentes na cidade e no concelho.

O responsável referiu que os bombeiros colaboraram na desobstrução de vias com carros bloqueados e no transporte de pessoas que tiveram que abandonar os veículos na estrada ou sofreram quedas devido ao piso escorregadio. Paulo Sequeira indicou ainda que os voluntários também transportaram profissionais para os locais de trabalho, nomeadamente médicos em enfermeiros para o Hospital Sousa Martins, e colaboraram com Centros de Dia e Lares de Idosos na entrega de refeições ao domicilio.

O adjunto do comando dos bombeiros voluntários da Guarda referiu que devido ao mau tempo a corporação fez uma mobilização “muito grande” de meios e de homens, tendo cerca de 15 voluntários em permanência no quartel.

No distrito de Vila Real, são treze as estradas nacionais, municipais e regionais que estão cortadas por causa do gelo, o que impediu a circulação dos transportes escolares em concelhos como Montalegre e nas zonas mais altas de Boticas e Ribeira de Pena. Algumas escolas ficaram fechadas porque os alunos não chegaram às aulas.

Fonte: Público

Neve: Mais de uma dezena de estradas reabertas, quase 30 continuam cortadas - GNR


Quase três dezenas de estradas permaneciam cortadas em todo o país cerca das 12:00 de hoje, por causa da neve e do gelo, disse à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).

A mesma fonte acrescentou que, depois de ao início da manhã se terem registado 43 estradas cortadas por causa da forte queda de neve e do gelo que se acumulou na via, cerca de 15 já foram reabertas.

Os distritos mais afetados pelos cortes de trânsito devido à neve e gelo são Viseu, Guarda e Vila Real.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Última hora: Duas mil pessoas sem luz depois de acidente com avião


Um avião embateu hoje numa linha de distribuição de electricidade, deixando duas mil pessoas sem luz em Bragança, mas sem consequências para a aeronave e ocupantes.
Fonte do aeródromo municipal de Bragança disse à Lusa que o incidente ocorreu na aproximação à pista do último voo do dia, o que chega a Bragança pelas 17:20 oriundo de Lisboa, com escala em Vila Real, a cargo da empresa Aerovip.

De acordo com a fonte, «quando saiu do nevoeiro», que se abateu sobre a cidade associado à neve, «o piloto apercebeu-se que se encontrava a uma altitude baixa e ao levantar (para inverter a situação) embateu com a roda do nariz (da frente) na linha de electricidade».

A fonte garantiu que «não houve qualquer consequência para os passageiros, nem danos na aeronave, que está estacionada no aeródromo municipal pronta para levantar voo» amanhã (sexta-feira) de manhã rumo a Lisboa.

O incidente deixou, no entanto dois mil clientes da EDP sem luz, segundo disse à Lusa, Maria Antónia Fonseca, a responsável pelos cortes de energia regionais na empresa.

Segundo contou, «a linha de distribuição de electricidade quebrou, 12 postos de transformação ficaram fora de serviço e dois mil clientes da zona sem fornecimento de electricidade».

A EDP já enviou para o local uma equipa para avaliar a situação e só após esse trabalho é que a empresa poderá apontar uma solução para o problema e quanto tempo demorará a ser reposta a electricidade aos clientes afretados.

Maria Antónia Fonseca realçou que o trabalho de avaliação no local, além de perigoso pela linha danificada, «é dificultado pela neve e por ser noite».

Segundo disse ainda, «logo que a situação esteja avaliada, a EDP vai tentar repor a situação, mesmo que tenha de ser feito através de outra linha».

Fonte: TSF

Único no País




Gelo causa perigo nas estradas


Pela segunda vez esta semana, a região voltou a acordar pintada de branco.

Ainda assim, a neve não está a causar grandes constrangimentos uma vez que não caiu com grande intensidade.

O problema coloca-se mais ao nível do gelo formado durante a noite devido ás baixas temperaturas.

De qualquer forma não foi suficiente para cortar estradas.

Segundo informações da Protecção Civil Distrital, as principais vias de comunicação da região estão todas transitáveis, embora se recomende alguma precaução aos automobilistas.

No IP4, a zona mais problemática é o Alto de Rossas, onde a circulação está a ser feita mais lentamente, tal como na N206 na Serra da Nogueira.

Os meios da protecção civil estão no terreno a proceder à limpeza da neve e ao espalhamento de sal, sendo que em alguns pontos da cidade de Bragança essa tarefa já começou a ser feita ontem à noite.

Hoje, apenas os transportes urbanos estão a circular.

Por isso, tal como na terça-feira, as escolas estarão a funcionar a meio gás, uma vez que os alunos provenientes do meio rural não têm como se deslocar.

O Instituto de Meteorologia prevê continuação de queda de neve durante todo o dia de hoje e amanhã.

Fonte: Brigantia

Sistema de combate teve problemas em dias de Verão com mais de 350 fogos


O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, admitiu ontem que o dispositivo de combate a incêndios teve dificuldade em atuar nos dias de Verão em que ocorreram mais de 350 fogos.
Numa audição parlamentar conjunta das Comissões de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, Rui Pereira afirmou que o sistema está preparado para responder satisfatoriamente até 250 fogos por dia.
"Este ano provou-se que o sistema está preparado para ir até 350 ignições por dia, mas foi aí que as dificuldades começaram, com dias em que ocorreram 400 e mesmo 500 ignições", afirmou o ministro.
Rui Pereira considerou que, "mesmo assim, a resposta [do dispositivo de combate a incêndios florestais] foi muitíssimo competente".
Questionado pelos deputados da oposição sobre a grande quantidade de reacendimentos que ocorreram, Rui Pereira justificou que "quando há muitas ocorrências ao mesmo tempo não é possível dar tanta atenção" aos fogos em rescaldo para evitar que se reacendam.
A lição a tirar da época de incêndios é a importânica de "manter a disponibilidade de meios humanos e materiais", afirmou, argumentando que "não houve qualquer exagero no investimento neste setor".
Na audição, pedida pelo PCP e Bloco de Esquerda, o deputado comunista Agostinho Lopes questionou os "recursos escassos" do dispositivo de combate aos fogos e afirmou que "o principal problema é a falta de investimento na prevenção estrutural".
Rita Calvário, do Bloco de Esquerda, questionou também que a fatia maior do investimento vá para o combate e não para a prevenção e apontou "falhas de coordenação do dispositivo, a nível local e municipal".
Pelo PSD, Pedro Batista Santos afirmou que "ainda há muito por fazer" e criticou a queda de "3,7 por cento" das verbas previstas no Orçamento do Estado para 2011 para a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Rui Pereira reconheceu que a Autoridade Nacional de Proteção Civil e a existência de um comando único de todas as forças de combate a incêndios é uma estrutura "muito complexa", mas afirmou que "funcionaram bem".
Quanto à descida de verbas destinadas à Autoridade Nacional de Proteção Civil, Rui Pereira afirmou que se trata de uma redução "no orçamento inicial mas não no orçamento executado", para o que se conta também com os fundos europeus do Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Abel Baptista, do CDS-PP, afirmou que o dispositivo "não está oleado" e indicou que existem "falhas graves na estrutura", criticando ainda que a entrega de 78 viaturas de bombeiros às corporações do país só vá começar esta semana, quando os concursos foram lançados há três anos.
O ministro justificou a demora na entrega das viaturas de bombeiros com os "trâmites legais" do concurso que foi preciso seguir.
Rui Pereira afirmou ainda a necessidade de apostar mais na prevenção estrutural e no estímulo ao voluntariado nas corporações de bombeiros.

Fonte: APN/Lusa BP

Cadáveres encontrados em casa


Os Bombeiros Sapadores de Braga (BSB) foram ontem de manhã chamados a um apartamento da Praça do Bocage, em Braga, para proceder ao levantamento do corpo de um homem com cerca de 60 anos.
Tudo indica que o homem tenha tido uma morte natural, mas o caso encontra-se a ser investigado pelas autoridades policiais.

Entretanto, durante a tarde, os mesmos bombeiros foram chamados para proceder ao levantamento de outro cadáver na Rua do Bairro, na freguesia de Nogueira.
Trata-se de um homem de 78 anos.
Segundo uma fonte dos BSB, o homem já devia estar morto há alguns dias.
<> “Os vizinhos aperceberam-se do mau cheiro proveniente da casa onde morava o senhor e chamaram a Polícia. Nós só fomos lá para levantar o corpo”, disse a mesma fonte dos BSB.
O alerta foi recebido às 14.54 horas e os BSB fizeram deslocara para o local uma viatura com dois homens.

Alguns familiares comparece-ram, entretanto, no local.
Tudo indica que se tenha tratado de uma morte natural.
O médico do INEM também foi chamado ao local, mas limitou-se a confirmar o óbito. Os cadáveres foram transportados para a morgue do Hospital de Braga, para serem autopsiados.

Fonte: Correio do Minho

Municípios querem plano para enfrentar nevões e cheias


Vila Real, Viseu e Guarda sentiram fortemente as baixas temperaturas, que vão continuar a descer. Prevê-se queda de neve no Alentejo

Estradas fechadas, crianças que não podem ir às escolas, acessos interrompidos. É um cenário que se repete cada vez mais nos municípios do interior norte e centro do País quando há queda de neve. Por isso, os autarcas defendem a existência de um "plano global da protecção civil e em colaboração com os municípios". As temperaturas vão continuar a descer e prevê-se queda de neve no Alentejo.

"Têm vindo a aumentar as situações problemáticas com a queda de neve e chuva intensa, que tem a ver com as alterações climáticas. E tem estado em cima da mesa a possibilidade de negociar um plano global para fazer face a estes problemas, em articulação com os bombeiros, GNR e municípios", disse ao DN Jaime Soares, dirigente da Associação Nacio- nal de Municípios Portugueses (ANMP) para a protecção civil.

É que, esclarece o Ministério da Educação, "não são as escolas que fecham devido ao mau tempo, são os alunos que não aparecem nos estabelecimentos de ensino". O dirigente da ANMP explica que "os nevões implicam uma estratégia de segurança e, nalguns casos, sobretudo em zonas de montanha, o melhor é mesmo encerrar as estradas para não correr riscos".

Jaime Soares sublinha que qualquer iniciativa a nível do Ministério da Administração Interna tem de ter em conta a experiência dos autarcas, "que é quem tem a responsabilidade de gerir o território". A proposta ainda não chegou à tutela, mas fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil refere que "a entrada em vigor da Directiva Operacional Nacional N.º 1 constitui um instrumento de planeamento, organização, coordenação e comando operacional em matéria de Operações de Protecção e Socorro". E dá o exemplo do Plano Operacional Nacional da Serra da Estrela, "que se assume como um instrumento proactivo de gestão conjunta e plurianual".

Vila Real, Viseu e Guarda são os distritos onde mais se fez sentir os efeitos do primeiro nevão deste Outono. Há 20 estradas encerradas ou condicionadas e o transtorno chegou, pela segunda vez em dois dias, às escolas e 5900 alunos ficaram sem aulas.

A empresa Estradas de Portugal possui 16 máquinas de limpeza de neve para todo o País. "Não podemos querer um limpa-neves em cada quintal", diz Jaime Soares. Acrescenta: "Temos uma boa estrutura, com bombeiros e GNR, planos e equipamento."

O presidente da Associação dos Técnicos da Protecção Civil concorda com uma "actuação mais preventiva". Ricardo Ribeira diz que "há meios e planos. Mas falta agilizar procedimentos e reforçar a componente municipal nas acções de Protecção Civil".

No terreno repete-se o optimismo. "Temos tudo o que é necessário menos civismo ", diz o comandante dos bombeiros de Seia. "Há coordenação, meios para socorro, fatos térmicos e até macas de neve", explica Virgílio Borges. Só "nota" uma falha. "As pessoas não respeitam os avisos. Usam estradas fechadas e não têm civismo para respeitar as restrições."

Fonte: DN

Protecção Civil activou plano para a Serra da Estrela


Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) anunciou hoje que activou o Plano Operacional Nacional para a Serra da Estrela, que se manterá activo até à Páscoa de 2011, para assegurar a protecção e socorro aos visitantes.

O dispositivo é constituído pelos corpos de bombeiros da Covilhã, Gouveia, Loriga, Manteigas, S. Romão e Seia, pela Força Especial de Bombeiros, pelo Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS/GNR) e por outras forças e meios, qualificados para a execução das missões de proteção e socorro.

O plano abrange uma vasta área do Maçico Central, envolvendo os distritos da Guarda e de Castelo Branco, que abrange zonas dos municípios da Covilhã, Manteigas, Seia e Gouveia, situados a uma altitude superior a 1400 metros, com excepção da área urbana das Penhas da Saúde.

Esta manhã, fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) assegurou à Lusa que as nove estradas que estavam encerradas ao trânsito no distrito da Guarda já reabriram.

Fonte: DN

Grávida de oito meses morre em colisão


Uma jovem de 23 anos, grávida de oito meses, morreu ontem ao início da noite quando a carroça onde seguia foi violentamente abalroada pela traseira por um carro, na EN259, perto do aeródromo de Évora. Na viatura de tracção animal viajava uma família de etnia cigana.

O condutor da carroça ficou ferido com gravidade e quatro outros passageiros sofreram ferimentos ligeiros. Entre os sinistrados encontram-se três crianças, de dois e quatro anos, uma tia destas, de 27, e o tio e condutor da carroça, de cerca de 30 anos. Segundo a GNR, a falta de sinalização e de iluminação da carroça e a reduzida visibilidade - por ser já noite - originaram o acidente.

O alerta foi dado pelas 18h05. "O condutor do automóvel nem se apercebeu da carroça, que seguia dentro da via uma vez que a mesma não tem berma. A visibilidade era muito reduzida", referiu ao CM o major Joaquim Vivas, da GNR de Évora. Com o embate do automóvel, os seis sinistrados foram projectados para fora da carroça. O animal, segundo a mesma fonte, não sofreu qualquer ferimento. A vítima mortal e os feridos foram transportados para o hospital local. O socorro foi prestado pelos bombeiros de Évora

Fonte: Correio da Manhã

Morreu em incêndio encurralado pelo lixo


Há muito que se temia uma tragédia do género no Cabo, em Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira. Roque acumulava lixo, no quintal e dentro de casa. Ontem, morreu no interior da habitação, num incêndio, encurralado pela quinquilharia que foi juntando.

Era um vício, uma doença. O homem que todos conheciam apenas por Roque, e que completava este mês 58 anos, trazia todo o tipo de lixo para casa. E quando deixou de conseguir transportar a tralha para dentro da pequena habitação, por falta de espaço, aproveitou a pequena área do quintal e das traseiras. Chegou ao ponto de já não conseguir abrir o portão da vivenda. Os vizinhos contam que saltava o portão e caminhava em cima do lixo. Lá dentro, também já só quase andava de gatas. O caos e a desordem chegavam, em alguns pontos, ao tecto.

Ontem de madrugada, quando as chamas deflagraram na habitação, Roque ficou prisioneiro do seu próximo lixo. Tentou fugir, mas acabou encurralado. Foi encontrado pelos bombeiros a um canto, junto a uma porta próxima da cozinha e de um quarto.

"A culpa é da Junta da Vialonga, da Câmara de Vila Franca de Xira, do Delegado de Saúde e de toda a gente que não fez nada", sublinhou, revoltado, José Esteves Farizo, um dos vizinhos da vítima, acrescentando que, há mais de um ano uma responsável do departamento de qualidade ambiental prometeu actuar, mas nada fez.

"Imagine que ele tinha botijas de gás lá dentro. Tinha ido tudo pelos ares", comentava uma vizinha, frisando que o homem sofria de esquizofrenia, mas que não tomava a medicação, nem tinha qualquer apoio social.

O alerta para as chamas foi dado cerca das 3.30 horas da madrugada. Devido à quantidade de lixo, os bombeiros tiveram que forçar a entrada pelas traseiras. Lá dentro, também eles andaram de gatas, entre a tralha e o tecto, já depois das operações de rescaldo.

Roque foi morar para o Cabo com os pais. Era um miúdo normal e levou uma vida discreta como funcionário na Câmara de Vila Franca até ao dia em que um acidente com uma máquina o conduziu à reforma antecipada e à loucura. Até o automóvel servia de armazém para lixo.

Há dois anos, ameaçado de morte pelo homem do lixo, José Esteves avançou com uma acção em tribunal, mas as testemunhas (dois vizinhos) não compareceram e o caso foi encerrado. "Eu não queria que o prendessem. Era uma forma de tentar chamar a atenção para o problema", frisou.

Alguns familiares da vítima, estiveram no local, entre os quais um irmão, mas não quiseram prestar declarações.

Serão, ao que tudo indica, os serviços da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que vão remover todo o entulho da casa. Os Bombeiros Voluntários da Vialonga - que contaram com o apoio das corporações de Povoa de Santa Iria e de Vila Franca no combate às chamas - mantiveram-se vigilantes durante o dia de ontem, temendo reacendimentos, dada a quantidade e o tipo de lixo existente na habitação.

Câes e bocas de incêndio secas

Os vizinhos mostraram-se ainda preocupados com os gatos e cães que Roque tinha e que alimentava e cuidava de forma muito afectuosa. Contam que um dos animais chegava a acompanhar a vítima para todo o lado, mesmo quando esta se deslocava para longe de bicicleta.

Outro problema que teve de ser contornado foi a falta de pressão da boca de incêndio que estava mais próxima da habitação, situada na Rua D. Pedro V. Além da falta de pressão, uma viatura estacionada mesmo em frente à boca de incêndio condicionou a operação de socorro dos bombeiros. Estes, vinham, no entanto, preparados para actuar com autotanques e recorreram a outras bocas para extinguir as chamas.

Fonte: JN

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Novo Recorde


No dia de ontem tivemos 303 visualizações de página no nosso blog, um novo recorde.
No mês de Novembro tivemos 5407 visualizações de página no nosso blog, de referir também um novo recorde para o blog. Sem parcerias…

Obrigado pela sua preferência, trabalhamos para si…