
terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Depois de casa roubada... Trancas na porta...

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Governador Civil quer encontrar soluções para minimizar acidentes do IP4
O governador civil de Bragança já reuniu com os especialistas de segurança rodoviária e agentes da autoridade sentido de encontrar uma solução para evitar que aconteçam mais acidentes de viação no cruzamento de vale de nogueira. O Governador Civil do distrito de Bragança reuniu, ontem, com especialistas em segurança rodoviária, agentes de segurança e concessionário da futura auto-estrada transmontana no sentido de se arranjar uma solução que tenha em vista minimizar os acidentes de transito no fatídico cruzamento de Vale de Nogueira, paralelo ao IP-4. Jorge Gomes avançou mesmo, que até ao final da corrente semana deverá surgir uma solução, a qual será implementada o mais rapidamente possível no terreno. “ O cruzamento de Vale de Nogueira sempre foi considerado perigoso. Já alguns anos que se fala na necessidade de desnivelar cruzamentos deste tipo”, explicou Jorge Gomes. Segundo disse aquele representante do Governo, estão em estudo varias soluções, para que de forma temporária se consiga criar situações mais seguras em termos rodoviários. No entanto o representante do Governo no distrito de Bragança sempre avançando que a “verdadeira segurança rodoviária naquela zona e outras pontos negros do IP-4, só acontecerá com a construção da auto-estrada transmontana”. Em estudo está a iluminação do local, impedir que haja o atravessamento total da via com recurso a sinalização ou construção uma rotunda de grandes dimensões entre outras soluções que serão analisadas e propostas por especialistas em segurança rodoviária. Fonte: RBA |
Morreu afogado no esgoto à procura do telemóvel
Um austríaco morreu afogado num esgoto ao tentar recuperar o telemóvel."Quando encontrámos o cadáver nem queríamos acreditar", desabafou um polícia austríaco. Segundo as autoridades locais, o homem, de 39 anos, perdeu a vida quanto tentava recuperar um telemóvel que havia caído num esgoto.
O insólito aconteceu na cidade austríaca de Innsbruck, no Tirol. Em vez de dar o telemóvel, de baixo custo, por perdido, o homem levantou a tampa da sarjeta e meteu a cabeça no buraco, à procura do aparelho, de uma marca de baixo custo.
O homem terá perdido o equilíbrio e caiu, de cabeça, no esgoto. Ficou com o corpo entalado e acabou por morrer afogado no buraco, de 60 centímetros de profundidade, conta o jornal austríaco "Österreich".
A presidente da câmara de Innsbruck, Hilde Zach, lamentou o sucedido e pediu à população para chamar os bombeiros e evitar riscos desnecessários. "mais vale pagar os 40 euros que custa o serviço, do que arriscar a vida", disse.
Fonte: JN
Portugueses confiam na emergência médica
O INEM mandou fazer um estudo sobre a satisfação dos utentes e concluiu que os portugueses confiam na emergência médica.De acordo com o inquérito feito pelo INEM os utentes estão satisfeitos com o serviço que lhes é prestado e confiam na actuação dos profissionais da emergência médica, embora tenham queixas sobre as perguntas a que têm que responder quando ligam para este serviço.
O presidente do instituto, Abílio Gomes, explica os principais resultados e destaca o facto da generalidade dos portugueses saber como activar a emergência médica.
«Relativamente à utilização do 112 as pessoas maioritariamente revelaram ter um bom conhecimento de como utilizar este número e qual é a situação da vida em que devem utilizá-lo, depois responderam aos tempos de espera, que globalmente foram satisfatórios», adianta.
Abílio Gomes afirma ainda que foi pedido aos utentes que avaliassem as características que mais gostam nos profissionais do INEM.
«Em primeiro lugar foi a rapidez e cortesia, logo seguidas da competência e profissionalismo. Houve alguns aspectos que desagradaram, cinco por cento dos inquiridos ficaram apontaram a demora que constitui responderem às perguntas quando atendem a chamada», refere.
O presidente do INEM revela que houve também outros pontos que mereceram críticas neste estudo de satisfação sobre os serviços de emergência médica como a «melhoria das comunicações e da transmissão de dados à distância».
O presidente da Liga dos Bombeiros concorda que o serviço prestado pelo INEM, nomeadamente o tempo de resposta aos casos de emergência médica, tem vindo a melhorar.
Duarte Caldeira defende, no entanto, que em algumas zonas do país e em particular no interior, é preciso reforçar o número de ambulâncias e recorda que grande parte destes serviços são assegurados pelas corporações de bombeiros.
Fonte: TSF
Bombeiros perdem quarto elemento em acidente
A corporação de Bombeiros Voluntários de Esposende está em choque. Em Setembro perdeu três elementos da corporação que seguiam para o combate a um incêndio e, ontem, outro jovem bombeiro morreu num acidente de automóvel que provocou mais um morto e um ferido grave."Estamos em choque. Está tudo a acontecer ao mesmo tempo, não dá para perceber", desabafou ao DN fonte dos voluntários de Esposende. Bruno Joel, de 26 anos e há seis naquela corporação, morreu após o despiste da viatura em que seguia, na Estrada Nacional 13, na zona de Marinhas, Esposende. O acidente matou outro jovem que seguia na viatura e provocou ferimentos graves a um terceiro ocupante, uma jovem transferida para o Hospital de Viana do Castelo.
"Foi um choque para o primeiro carro nosso que chegou lá e viu que era um colega que estava sem vida", admitiu o mesmo bombeiro. O acidente, que apenas envolveu a viatura de Bruno Joel - que não estava de serviço -, residente em Viana do Castelo, aconteceu cerca da 01.00 e surge depois de, em Setembro, três voluntários de Esposende terem perdido a vida. Entre estes, Paulo Lachado, que, curiosamente, era "patrão" de Bruno na oficina de mecânica em que este trabalhava até à morte do colega. "Parece que uma tragédia nunca vem só", contava ontem de manhã um colega da vítima.
Ao acidente acorreram duas viaturas VMER do INEM (Viana do Castelo e Barcelos), três ambulâncias dos Bombeiros Voluntários de Esposende, uma viatura de desencarceramento e outra de limpeza da via.
O acidente de Setembro aconteceu quando a viatura de combate a incêndios dos Bombeiros Voluntários de Esposende seguia na A7 para apoiar as operações num incêndio em Fafe. Numa descida acentuada, próximo de Felgueiras, o rebentamento de um pneu foi suficiente para provocar o despiste e uma queda de 12 metros desde o viaduto.
Fonte: DN
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Uma opinião!

É A SEGUNDA VÍTIMA MORTAL EM MENOS DE 48 HORAS
Um morto e cinco feridos com gravidade é o resultado de mais um acidente de viação. A vítima mortal trata-se de uma a mulher na casa dos 70 anos. O sinistro aconteceu pouca passa das 21 horas de ontem, no cruzamento de Vale de Nogueira, junto ao IP-4, no concelho de Bragança. A tragédia acontece no mesmo local onde na passada quinta feira se deu outro acidente do qual se registou igualmente uma vítima mortal, para além de quatro feridos. Dada a gravidade do embate entre duas viaturas ligeira, as equipas de socorro tiveram de recorrer a material de desencarceramento.
No local do acidente estiverem dois corpos de bombeiros (Macedo de Cavaleiros e Bragança) num total de 20 efectivos apoiados por nove viaturas.
Segundo fonte da GNR, quatro sinistrados, incluindo a vítima mortal, regressavam do funeral da mulher que perdeu a vida no acidente da passada quinta-feira que se registou no mesmo local. A outra viatura envolvida na contenda, dirigia-se para um outro velório numa aldeia próxima do local do acidente.
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Foto do Mês Janeiro 2010
Foto de 23-10-2000, num exercício realizado na antiga fábrica de vinhos, em Macedo de Cavaleiros.
É pá... és um Blogueiro...
Grupo de Caretos de Podence

"Os Caretos representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence – Macedo de Cavaleiros.
Interrompendo os longos silêncios de cada Inverno, como que saindo secretos e imprevisíveis dos recantos de Podence, surgem silvando os Caretos e seus frenéticos chocalhos bem cruzados nas franjas coloridas de grossas mantas."
Fonte: caretosdepodence.no.sapo.pt
quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Idoso desapareceu sem deixar rasto
Um idoso de Torre de Moncorvo, em Bragança, desapareceu há quase seis dias e sem deixar rasto, revelou a GNR. As autoridades não possuem qualquer pista sobre o paradeiro ou em que circunstâncias ocorreu o desaparecimento, adianta a agência Lusa.Ao fim de três dias de buscas, que envolveram elementos da GNR e dos bombeiros, estas foram suspensas na segunda-feira, de acordo com as declarações das Relações Públicas da GNR de Bragança.
Uma filha do idoso alertou as autoridades sábado de manhã, ao verificar que o senhor de 76 anos tinha deixado as chaves na porta e as luzes acesas.
O caso foi também entregue à Polícia Judiciária, que prosseguirá com a investigação.
Desculpa do INEM nunca chegou a viúva de médico

Entidade admite erro no accionamento de meios, mas ainda não deu uma explicação.
O INEM activou por erro bombeiros a 57 quilómetros para socorrer uma vítima, que faleceria a 400 metros de uma corporação.
O episódio ocorreu em Fevereiro de 2008 mas, até hoje, ninguém daquele organismo forneceu informação do sucedido aos familiares.
Se houve responsáveis pelo erro e se o inquérito interno aos procedimentos teve consequências, Verónica Bento de nada soube. Há cerca de dois anos que aguarda que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) lhe dê uma explicação para o incidente que envolveu funcionários daquele organismo e culminou na morte do marido, esvaído em sangue enquanto aguardava por uma ambulância.
Apenas um subsídio da Ordem dos Médicos (OM), para que o filho Pedro não abandone os estudos e as memórias de uma vida partilhada ao lado de Jorge Bento, um cirurgião do Hospital de Vila Franca de Xira, restam a Verónica, após o episódio dramático da noite de 27 de Fevereiro de 2008. "Fiquei sem a minha base de sustentação. Ninguém nos procurou para nos ajudar. Se não fosse a Ordem dos Médicos, o meu filho não tinha como estudar", confessa a mulher, de 53 anos.
Problema com a activação
A falha do INEM ocorreu quando um dos operadores do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) activou uma ambulância da corporação de Almeirim, a 57 quilómetros da residência da vítima, quando a mais próxima distava somente a 400 metros.
A chamada para o 112 foi feita pelo filho de Jorge Bento, pelas 23.35 horas, depois de o médico ter desencadeado uma pequena hemorragia, devido a uma traqueotomia realizada duas semanas antes para a extracção de um tumor.
Só às 00.15 horas os bombeiros de Samora Correia agem, respondendo ao apelo de populares, que os abordam directamente. Aí, já os de Almeirim tinham invertido a marcha de urgência. A espera deixou o médico a agonizar. "Um amigo do meu marido teve de ir a pé chamar os bombeiros. Enquanto isso, via o meu marido a desfalecer", lembra Verónica Bento
Confidencialidade de processo
O JN apurou que o inquérito interno acabou por apontar um "comportamento negligente" do operador do INEM, tendo o funcionário sido punido com uma sanção disciplinar. Pelo menos, esta versão constava de um ofício do gabinete do secretário de Estado da Saúde enviado à Câmara Municipal de Benavente.
Fonte oficial do INEM, questionada pela ausência de uma resposta à família sobre este incidente, adiantou ao JN que foram cumpridos "todos os procedimentos necessários numa situação deste tipo", recusando prestar qualquer informação de carácter judicial, porque considera tratar-se de uma questão relacionada com a conduta profissional de "um ou mais funcionários".
"Mais importante do que a punição do ou dos elementos envolvidos, [o INEM] procurou também encontrar soluções, quer ao nível da organização dos procedimentos, quer ao nível do sistema informático, para que não ocorram situações futuras, ou seja, minimizando o mais possível a margem de erro de actuação do CODU", salientou.
Fonte: Jornal Noticias
Concluído o envio dos códigos de acesso ao Portal do Bombeiro

Assim, os elementos dos diversos quadros do corpo de bombeiros deverão dirigir-se aos utilizadores credenciados do mesmo e solicitar o respectivo código de acesso.
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Quartel novo

Segundo a edição de ontem (01 de Fevereiro) do Correio da Manhã, a mudança dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros para o novo quartel, só não acontece porque 98% da corporação se recusa a fazê-lo. A mesma publicação cita uma fonte da corporação que afirma que a situação se arrasta apenas porque não há entendimento entre a autarquia e a Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo. Duarte Moreno, vice-presidente da autarquia, nega qualquer desentendimento entre as instituições.
“O entendimento entre a Câmara e a Associação Humanitária existe. Temos um bom relacionamento. O nosso compromisso era concluir o quartel, ele já está concluído. Já dissemos ao senhor presidente da AHBVMC que ele se poderia mudar quando assim o entender.”
Duarte Moreno garante ainda que o novo quartel reúne todas as condições para a mudança.
“O quartel tem todas as infra-estruturas, está em condições para ser lá instalado o corpo de bombeiros. Tem as condições necessárias e suficientes para albergar o corpo activo dos bombeiros, por isso não sei o que está a atrasar a mudança. Afirmo que têm espaço condignos para a vivência de uma corporação.”
A Onda Livre sabe que o novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Macedo tem há pouco tempo placas identificativas. Contactado o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo, Benjamim Pinto, sem prestar declarações gravadas, adiantou que ainda não há data marcada para a mudança, e que a identificação do quartel não significa que a mesma esteja iminente. Explicou apenas que faltam ultimar pormenores no interior, como por exemplo o mobiliário.
Fonte: Rádio Onda Livre
Regresso a Portugal da Missão da Protecção Civil Portuguesa no Haiti

A missão deixou em Delmas, nos arredores de Port-au-Prince, um campo para desalojados, composto por 65 tendas para alojamento temporário, que serve uma população estimada de 615 pessoas, com possibilidade de apoiar outras 1000 da área limítrofe. Neste campo foram instalados 2 depósitos de água com capacidade total de 20.000 litros, 30 latrinas, redes eléctrica e de drenagem pluvial, uma estação de purificação de água e um posto de assistência médica, entre outras valências.
Através de um contrato de doação, foi confiada à AMI, que acompanhou a missão durante a permanência no território, a gestão e operacionalização do campo.
Fonte: Prociv
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
quebra cabeças...e HUMOR!
SIV DE MACEDO??????????
Quartel novo sem bombeiros
Macedo de Cavaleiros: Diferendo entre Câmara e Corporação
Uma votação interna apurou que 98 por cento dos elementos da corporação só aceitam ir para o novo espaço quando estiverem concluídas as obras exigidas. Alegam que o projecto tem mais de onze anos e que está completamente desajustado da realidade de uma corporação.
Os órgãos executivos do corpo de bombeiros já elaboraram um memorando, onde estão descritas as falhas. O documento foi entregue à direcção da associação e ao presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (CMMC), mas até à data nada foi feito.
Ambas as entidades se recusaram a fazer comentários sobre a situação. O comandante da corporação também não comenta o assunto, mas o CM apurou que as instalações não contemplam vestiários condignos e não estão preparadas para receber material informático e multimédia.
Segundo fonte da corporação, este arrastar "incompreensível" da obra deve-se ao mau entendimento entre a direcção dos bombeiros e a autarquia. Um mal-estar que impede a criação de uma Equipa de Intervenção Permanente no concelho, situação única no distrito.
Fonte: Correio da Manhã
Parabéns??

domingo, 31 de Janeiro de 2010
sábado, 30 de Janeiro de 2010
Acidente na Serra de Bornes

CB Bragança: Entrevista ao Comandante
Homem respeitado pelos corredores do quartel, e de um inqualificável respeito pelas fardas... não hesita um segundo que seja, quando se trata de defender os seus bombeiros, “quando aqui cheguei, faz agora 5 anos, e fui para um acidente apercebi-me que o GNR, era o Senhor GNR, que o PSP era o Senhor PSP, e os técnicos do socorro eram os básicos do acidente. Fui forçado a chama-los á razão e dizer-lhes que eles estariam no mínimo dos mínimos em situação de igualdade com todos os outros intervenientes do socorro”, e prossegue visivelmente incomodado com o que se passava, “hoje as mentalidades são diferentes e tudo mudou...”
Foi desta forma que o Comandante dos Voluntários de Bragança nos recebeu no seu amplo gabinete, e de onde se tem, através de uma vasta janela, uma vista privilegiada da avenida principal de Bragança. Em todos os pormenores do gabinete exibe-se uma exigência suprema por cada objecto no seu devido lugar, denotando assim, que atrás daquela secretaria estaria uma pessoa de rigor, ordem e exigência no trabalho.
Sem papas na língua, “e sem nada que o amedronte”, o Major Fernandes, homem de estatura media, cabelo grisalho e de uma postura afável mas não menos respeitadora e forte, dispara sem hesitar, quando se fala nas áreas de intervenção, “Eu sou contra as companhias destacadas, os bombeiros em Portugal estão demasiado partidos, demasiado fragmentados, e os próprios comandantes com essa situação perdem poder, coesão e liderança. Quanto mais dividirmos, menos reinamos”, e avança em tom intimidatório, “não me repugnava nada, se Izeda fosse uma secção de Bragança, mas as pessoas são muito bairristas e gostam de ter os seus bombeiros.”
O corpo de bombeiros de Bragança “dispõem de 124 elementos e 33 viaturas de combate a incêndios e saúde, que chegam perfeitamente para as nossas necessidades, embora nós “consumimos” duas ambulâncias por ano… aliás eu costumo dizer que aos dias úteis nos vamos sempre até Moscovo, porque na verdade fazemos 5000 Km/dia, e perfazemos um total anual de 1 500 000 Km.”
Quando entramos no gabinete do comandante não tínhamos em mente aborda-lo acerca da colaboração mútua com os vizinhos Espanhóis, porem, face a duas bandeiras que se encontravam lado a lado em cima de uma pequena mesa do gabinete, puxamos a questão para a entrevista, “se nós virmos um incêndio vamos, se eles virem também vão, quando se trata de incêndios na fronteira estão sempre os dois lados."
No que toca aos incêndios urbanos e industrias temos acordos com cinco alcaides (Presidentes de Câmara) da região, onde a primeira intervenção e mesmo a extinção é da nossa responsabilidade, com os custos ressarcidos por parte dos respectivos alcaides. Mais, o Alcaide de Zamora queria fazer um protocolo muito mais alargado, só que nós entendemos que aí estaríamos a comprometer o nosso Concelho, pelo que nos vimos forçados a declinar o convite.”
Confesso, que na viagem para Bragança, se comentou a viva voz, como seria um Comandante Militar no activo á frente de um corpo voluntário. Nesse sentido, foi textualmente essa a pergunta que colocamos ao Ex. Mo Sr. Comandante de Bragança, á qual obtivemos a seguinte resposta: “Sim, sou o único militar no activo á frente de um corpo de bombeiros voluntários, o convite surgiu da câmara municipal e dos próprios bombeiros, e como é a minha terra, não hesitei por um segundo e decidi aceitar, e vou-lhe dizer isto vicia! Na minha profissão, chegamos ás 17 h de sexta-feira e após a formatura desligava o telemóvel e a guerra acabava. Depois só começava na segunda-feira ás 08h… aqui a guerra trava-se 24 h por dia, 365 dias por ano… por vezes fico sem rede no telemóvel 5 minutos e penso logo que poderá ser nesse momento que alguma coisa acontecerá...”
Quando confrontamos o Major Fernandes com as suas primeiras decisões após a chegada ao CB, ele olhou para nós, parou uns segundos... hesitou, pegou na caneta e começou a esboçar num calendário de mesa uns pequenos rabiscos, como que a ganhar tempo para ponderar a resposta... olhou novamente para nós e disparou: “o que mais me fez confusão quando cheguei, é que perante um incêndio saía um carro, chegava ao teatro de operações viam que não chegava, ia outro, depois esse não chegava, ia outro, depois não chegava, iam os meios aéreos, e um pequeno foco que poderia demorar 30 minutos a debelar prolongava-se pela tarde inteira”, mas no seu tom calmo e ponderado, ajeitando o cabelo com a mão direita prosseguiu, “esse foi o primeiro grande desafio, tínhamos de passar actuar em massa, em força, e a doutrina nacional hoje dá-me razão."
Quando interrogado sobre a sua ascensão a CODIS, avança que uma rapidez implacável "eu quero dizer a todos, e aproveito esta oportunidade dada por vocês, que eu quando sair daqui, vou para casa ou para a reserva do exercito, quando deixar de ser comandante não vou ser mais nada...”
Acerca dos GIPS da GNR e da FEB o Comandante foi pragmático, não deixando margem para duvidas quanto á sua opinião, “o espaço é só um, quando uns não o querem, vem outros, e a imagem e vontade dos bombeiros era má... depois apareceu alguém com rigor e disciplina que esta a tentar impor-se, só que falta-lhes meios humanos e materiais, e há uma coisa que eles não tem... é a vontade e espírito da comunidade dos voluntários.”
Mas quando interrogado sobre o crescimento dos GIPS, o nosso interlocutor é honesto e directo, sem ponderar a resposta, “os GIPS já estão na curva descendente”.
Quanto á relação com aquela força, a mesma “tem sido excelente, até porque eu costumo dizer que se não me querem ouvir como comandante do CB, então eu falarei com eles enquanto Major”, mas afiança, “até ao dia de hoje não foi necessário”.
De trás da sua secretária, e com a caneta na mão, atira mais uma vez sem medo, “o Governo esta apoia-los muito mais do que aos bombeiros, mas dêem-nos os meios que eles tem e vão perceber que fazemos melhor.”
Ainda neste domínio, há uma afirmação que importa reter, “a estrutura dos bombeiros tem culpa do aparecimento dos GIPS, inclusivamente a LBP. Repare, se você contratar um funcionário, paga-lhe e ele tem que fazer, nos bombeiros isso não se passava, ou seja ia-mos reivindicar viaturas, material e apoios, depois quando o estado precisava de nós, alguns comandantes limitavam-se a dizer que não iam porque o material era deles, claro que o estado teve necessidade de criar mecanismos de protecção própria, os GIPS foram a solução para este problema.”
A recente Portaria que veio regulamentar que cada bombeiros tem que ter como minímo de serviço e formação 270 horas anuais, foi o tema seguinte da nossa conversa, e aí o comandante é unânime com os restantes presentes no gabinete, “tínhamos de acabar com os bombeiros de papel, e penso que esse numero de horas não é exagerado, e nem vejo que isso seja o fim do voluntariado”
Quanto o BPS lhe deu a novidade de que se projecta alterar a Portaria para 605 operacionais, obtivemos apenas esta resposta: “a corda não pode ser muito esticada, porque senão o bombeiro pondera se as horas que abdica do seu bem-estar familiar de lhe compensa, e vai acabar por nos dizer “até amanha, mas eu não estou disposto”, e talvez acabemos com a operacionalidade comprometida!”
A conversa corria em tom agradável, e onde salientamos a franqueza e a honestidade do comandante, quando em cima da mesa metemos a palavra INEM, e também nesse campo fomos premiados com algo que todos sabemos, “o INEM não assume todo o socorro pré hospitalar porque não tem dinheiro. Depois é lamentável o exibicionismo e as campanhas de marketing que o INEM faz. Um exemplo, é a SIV de Mirandela, quando é a velhinha vai lá a SBV dos bombeiros, a seguir há uma outra velhinha nas mesma condições, mas com a televisão á porta e já vai a SIV, posso-lhe dizer que enquanto eu for Comandante desta casa isso não vai acontecer em Bragança, se querem assim, vem buscar o carro e asseguram eles o socorro no Concelho.”
E prossegue em tom critico, levando ligeiramente a voz, “o marketing do INEM, vai ao ponto de ter as ambulâncias amarelas, e mais… não é por acaso que a VMER quando sai, ligam a sirene em qualquer lado a qualquer hora... é que se levarem só os strobes podem não ser vistos, com as sirenes, todos vão olhar para um carro em alta velocidade que diz “INEM” de lado”, e deixa uma interrogação no ar, “isto não é marketing?”
Também no que toca ao CODU, o Major Fernandes é muito critico, “essas centrais deveriam ser integradas, com elementos de vários sectores do socorro, e distritais, porque repare, a realidade social do Porto é muito diferente de a de Bragança. Eu não posso admitir que a ambulância seja accionada na nossa central 6/7 minutos depois de a chamada chegar ao CODU, e eu sei do que estou a falar... porque já fizemos esse teste...”
Para finalizar, pedimos ao comandante para deixar uma mensagem aos bombeiros Portugueses. O Major, olhou para mais uma vez para nós, como que inadvertidamente, criou-se um brilho nos seus olhos, e avançou, “espero que todos os bombeiros deste país tenham orgulho na farda que envergam, porque na verdade, quem é bombeiro uma vez, é bombeiro a vida inteira...”
Presente estava também o 2.º comandante Carlos Martins, pessoa reservada, mas de aspecto serio, impecável, e devidamente talhado para a função que exerce, deixando bem patente a confiança mútua entre comandantes, e foi precisamente a ele que lhe pedimos uma palavra acerca do BPS, onde orgulhosamente nos disse “que o blog esta a fazer um trabalho de muito valor, dando voz a quem não a tinha, e acima de tudo o importante é que não deixem que se cai em exageros.”
terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Resgate de cão envolve 50 bombeiros em Los Angeles
O resgate de um pastor alemão que havia caído em um rio mobilizou 50 homens e um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, na última sexta-feira.
O salvamento foi transmitido ao vivo pelas emissoras de TV a cabo em todos os Estados Unidos.
Joe St. Georges, responsável por ter retirado o cão da margem do rio, foi mordido na mão e sofreu uma fratura no polegar.
Mesmo chamado de heróis, os bombeiros foram bastante criticados pelo tamanho da operação.
Mas o capitão Steve Ruda defendeu o resgate, dizendo que "toda forma de vida é importante" e que o salvamento não retirou homens de outras operações nem gasto mais dinheiro do contribuinte americano.
Fonte: BBC Brasil
segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Macedo de Cavaleiros uma vez mais no bombeirosparasempre pelas piores razões...
10 milhões de euros para a Protecção Civil

O Programa Operacional Regional do Norte disponibilizou dez milhões de euros para a Protecção Civil, repartidos pelos planos municipais e intermunicipais de emergência, sistemas de georeferênciação e equipamento individuais para bombeiros. O anúncio foi feito depois de uma reunião em Vila Real entre a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e representantes dos governos civis de Bragança, Vila Real, Porto, Braga, e Viana do Castelo. Carlos Lage, da CCDR, refere que este investimento é uma “aposta na protecção directa das pessoas, relativamente a incêndios, catástrofes, riscos naturais ou tecnológicos que são situações a que a modernidade nos expõe. Há outros que têm carácter naturais, como os incêndios, mas não é propriamente a vocação do Programa Operacional da Região Norte”. Neste encontro foram ainda anunciados fundos para plataformas de um Sistema de Georeferênciação. Um sistema que já existe no Porto mas que será alargado aos restantes distritos. Um sistema informático onde ficarão referenciados todos os pontos de risco. Na passada semana foram aprovados um conjunto de 20 candidaturas para a elaboração de Planos Municipais e Intermunicipais de Emergência de Riscos Naturais e Tecnológicos, que envolvem 83 concelhos da Região do Norte, garantindo assim a cobertura de toda a região com planos de emergência de riscos. Fonte: RBA ................................................................................................................. A ver vamos como vai ser distribuido o dinheiro e no que vai ser gasto. Esperamos que quem de direito seja um pouco mais ambicioso do que pedir SÓ VLCIs para o Distrito...Esta treta da georeferênciação é que já chateia, pelo que li, já foram gastos um milhão e 300 mil euros e os resultados estão à vista, ou seja, não se vê nada... |








