sábado, 31 de julho de 2010

Faleceu o CMDT Henrique Godinho


Faleceu no dia 28, no Brasil, o Cmdt Carlos Henrique Godinho que era piloto de helicópteros. Henrique Godinho, operou muitos anos no distrito de Bragança no combate com aeronaves. Passou principalmente pelo extinto CMA de Macedo de Cavaleiros, CMA da Nogueira e CMA de Bornes.

O Cmdt Godinho, faleceu devido a cancro no estômago, doença que se agravou nos últimos 2 anos, que apesar de ter sido submetido a cirurgia, pelo menos em 2008. De nacionalidade Brasileira, não havia ano que no Verão o Cmdt Godinho não viesse para Portugal.


Em 2007 anunciou como sendo o ultimo ano a operar aeronaves em Portugal, mas mesmo assim, em 2008 não se conteve e voltou. 2009 também marcou presença, mas desconhece-se se chegou a fazer incêndios no território português.


No ano de 2007, no dia 30 de Setembro, bombeiros de Alfandega organizaram uma festa de despedida, visto ser o ultimo ano que pretendia trabalhar nos incêndios, e relembramos as palavras dele como que" Portugal é o meu segundo país e o que mais adoro" e "eu adoro o Norte.".


Respeitado por muitos e sobretudo amigo do Bombeiro, no seu peculiar à vontade relembra-mos uma celebre frase deste homem: "Fogo apagado, Bombeiro molhado"!


À família do Cmdt Godinho deixamos os sinceros e respeitosos pesâmes.

Fonte: cbbragança

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estão há dias a fio na frente de fogo, com a roupa colada ao corpo, alimentados a sandes, bebem poucos líquidos e dormem muito pouco. Quando pedem reforços a resposta é a mesma há dias: "Não há." As rotações não estão a ser feitas e há bombeiros que chegam a estar 24 horas na frente de fogo. Mal alimentados e sem descanso, os operacionais dão sinais de exaustão.

Desde que há uma semana começou a aumentar o número de fogos, nos quartéis, o serviço é feito em regime non stop. Um bombeiro de Oliveira de Frades, que por razões disciplinares prefere o anonimato, contou que foi chamado para um incêndio na segunda-feira, onde esteve "até terça à noite", altura em que "dormiu cinco horas. Às 7.00 de ontem estava de novo na frente de fogo".

Em Cabanas de Viriato outro bombeiro adiantou que "desde segunda-feira que dormir é no carro, quando se pode. Alimentação são umas bifanas, quando as mandam, e sumos". Em Vila Nova de Paiva as queixas são iguais. "Chegámos ao fogo de Carregal à hora de almoço e a primeira alimentação chegou perto da meia-noite."

"A falta de descanso, para recuperação, faz aumentar o risco de acidentes", alerta o presidente da Associação Médicos de Emergência. Para que o bombeiro suporte tantas "horas na frente de fogo são precisos alimentos e água para evitar a desidratação", adianta Vítor Oliveira. "É preciso uma logística, que forneça líquidos, alimentos, um período mínimo de descanso e condições de higiene." E quando o fogo demora mais de 12 horas a ser extinto, "o tempo máximo para estar numa frente de fogo", alerta, "tudo piora".

"Cada corporação tem em média duas dezenas de operacionais que aparecem sempre à chamada e que estão na primeira linha", contou ao DN uma fonte do Comando de Operações de Socorro de Viseu. A grande maioria destes bombeiros "não é rendida, por falta de efectivos, e acumula horas na frente de fogo". E após "pequenos períodos de descanso voltam novamente ao teatro de operações porque todos os meios disponíveis estão empenhados e não chegam", concluiu.

A Protecção Civil, que comanda os bombeiros, não impõe tempos máximos nas escalas de serviço ou nas frentes de fogo. Em muitos quartéis, onde a dificuldade de mobilização é maior, as escalas ostentam o mesmo nome dias seguidos. Uma realidade que é confirmada pelo comandante dos Bombeiros de Poiares e responsável pela protecção civil na Associação Nacional de Municípios. "Quem se esforça são os bombeiros, que estão na primeira linha e têm que acudir a todas as situações". Jaime Soares lembra que o actual sistema "está mal planeado, não equacionou rendições de homens, nem substituição de equipamentos". "Gastam-se milhões numa estrutura paralela que não se vê na frente de fogo", acusa, apontando o dedo à Protecção Civil. O DN pediu esclarecimentos à Protecção Civil que não foram prestados.

Por outro lado, nos incêndios vêem-se bombeiros sem capacete, luvas e semas botas especiais. Nas viaturas o panorama é pior. Apenas as equipas de primeira intervenção estão devidamente equipadas e isso não acontece em todas as corporações. Apenas estão equipados cinco mil bombeiros "da primeira linha", cerca de metade, afirmou Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma imagem...

Prática comum desde à anos, denunciada pelos Bombeiros que andam no terreno e desmentida pelos Bombeiros de ar condicionado, a fome, é comum nos grandes incêndios e parece que o GRIF do Distrito de Bragança no Distrito de Viana do Castelo em serviço, não foge à regra... sabemos que foram alimentados apenas às 15:30, o que nos resta apenas lamentar a balburdia e a desorganização que prolifera em grande parte dos Teatros de Operações do país...
Para uns, é mais importante ostentar insignias e medalhas ou então desfilar em paradas, forças com excelentes meios e muito bem equipadas... mas na realidade para alguns Bombeiros, o queriam mesmo um pedaço de pão e um sumo...

Foto: Correio da Manhã

Portugal enfrenta um número "completamente exagerado" de incêndios para a dimensão do país


Portugal enfrenta um número "completamente exagerado" de incêndios para a dimensão do país. Quem o diz é o Comandante Nacional de Operacões e Socorro da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Paulo Gil Martins. Por isso lança o apelo aos portugueses: proteger a floresta depende de todos.
As estatísticas são claras: em Portugal, 97% dos incêndios têm origem humana. Este ano, o número de fogos florestais com origem em causas naturais cifra-se apenas nos 0,1%. A maior parte são incêndios causados por negligência, pelo que a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tem reforçado as campanhas de sensibilização nos últimos dias.
"Apelamos à adopção de comportamentos tendo em vista o que está a acontecer do ponto de vista metereológico e tendo em conta o próprio território onde as pessoas habitam. A floresta é um bem estratégico do país, e têm de ser os portugueses a defendê-la e a tratar dela", afirmou ao SAPO Notícias Paulo Gil Martins, Comandante Nacional de Operacões e Socorro da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
A região mais afectada é a do litoral, a centro e norte do país, com os concelhos de Aveiro, Braga, Viana do Castelo e Santarém a serem mais fustigados.
Na altura de falar em dificuldades, Paulo Gil Martins é premptório: desde logo, o elevado número de ocorrências dificulta qualquer operação. Logo a seguir, vem o comportamento dos cidadãos: "Qualquer chama mal utilizada pode potenciar um incêndio florestal grave e por isso nós dizemos tolerância zero ao uso de fogo em zonas florestais", diz o comandante Nacional de Operações da ANPC.
A floresta é um bem estratégico do país. Paulo Gil Martins
Das 390 ocorrências registadas até as 19h de hoje, quase todas estão resolvidas com excepção de 26. Para Paulo Gil Martins, os números demonstram a capacidade de resposta, "com mais ou menos dificuldade", dos operacionais e meios no terreno.
Não acredita, por isso, que Portugal se depare com falta de meios no combate aos fogos, apesar de as condições metereologicas apontarem para temperaturas muito elevadas nos próximos dias.
Ontem a ANPC registou, até à 00H00, 416 ocorrências, mas o número deverá ser ultrapassado hoje. A acontecer, este será o dia com mais fogos registados nos últimos 5 anos. Ao longo dos 3 meses de Verão a ANPC tem um dispostivo que abrange 10.000 operacionais e 56 meios aéreos que são geridos espacialmente pelo território tendo em vista as situações mais críticas. No dia de ontem estiveram no terreno 8.100 operacionais e 2.200 viaturas e todos os 56 meios aéreos- Hoje Portugal recebeu ainda o auxílio de dois Canadairs espanhóis .


Recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil


SE FOR PASSEAR À FLORESTA
- Não deite fósforos ou cigarros para o chão.
- Não deite pela janela do automóvel cinzas ou pontas de cigarro.
- Leve a refeição preparada. Não acenda fogueiras.
- As fogueiras só podem ser feitas nos locais próprios e com os seguintes cuidados especiais: remova as folhas secas; ponha um círculo de pedras em redor do fogo; molhe bem o local à volta; mantenha por perto um recipiente com água; vigie-a atentamente; apague-a muito bem com água e terra; nunca faça fogueiras em dia de muito vento; não abandone na floresta nenhum lixo, incluindo garrafas de vidro.
Fonte: sapo@

Bombeiros de Macedo a caminho de Viana do Castelo

Um Auto-Tanque com a capacidade de 18 mil litros de água dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros vai integrar um grupo Distrital de Apoio aos camaradas do Distrito de Viana do Castelo, onde se tem registado um número anormal e exagerado de incêndios florestais.
Boa sorte para todo o GRIF do Distrito de Bragança!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um morto e um ferido em acidente com camião de carnes


Um acidente com um pesado de mercadorias resultou numa vítima mortal esta manhã em Mirandela. Ao local deslocaram-se 10 viaturas e 22 homens das forças de socorro de Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Valpaços.

Um violento acidente próximo a Vale de Telhas resultou num morto e num ferido ligeiro esta segunda-feira. O sinistro ocorreu numa zona isolada, quando um veículo pesado de mercadorias se despistou ao km 178 na estrada nacional 206.
Segundo fonte da GNR de Torre de Dona Chama, a vítima mortal, de 52 anos de idade, faleceu no local, tendo ficado encarcerada no veículo. Foi necessário desencarcerar o corpo que, depois de libertado, foi transportado para a morgue de Mirandela.
Marcelo Lago, presidente da Associação dos Bombeiros de Mirandela e elemento da Protecção Civil de Bragança explica como se deu o acidente. “Uma viatura de transporte de derivados de carne, do matadouro de Vinhais, despistou-se numa curva a descer, a 500 metros da ponte de Vale Telhas, e capotou sobre um muro de suporte da própria via e caiu numa ravina com cerca de 7 metros de profundidade”.
O acidente aconteceu por volta das 10h, mas ainda não foi possível retirar o camião da ravina. Segundo o responsável da protecção civil este deverá ser retirado por voltas das 18h30 de hoje.

Fonte: RBA

Incêndios já chegaram ao Nordeste Transmontano


Está oficialmente aberta a época de incêndios no Nordeste Transmontano. Este sábado, a serra do Reboredo, em Torre de Moncorvo, foi palco do maior incêndio registado este Verão no distrito de Bragança.
O fogo começou por volta das 11h30 da manhã de sábado e só ao cabo de mais de duas horas é que foi controlado.
No local estiveram 53 homens, 14 viaturas e uma máquina de rasto a combater as chamas.
Este poderá ser o início da época de incêndios no distrito de Bragança. A Brigantia sabe que a Protecção Civil espera o início dos sinistros no sul do distrito a partir do final do mês de Julho, devendo começar a chegar ao Norte à medida que as culturas de cereal forem sendo colhidas.
Hoje, a Autoridade Nacional de Protecção Civil colocou dez dos 12 concelhos do distrito de Bragança em Alerta máximo de risco de incêndio.
Apenas Mirandela e Miranda do Douro estão em alerta muito elevado, o quarto de cinco níveis de alerta.
Fonte: Brigantia

1º Torneio de PES 2010


Há menos sete mil bombeiros no combate aos fogos


No terreno estiveram ontem 3100 bombeiros, 650 veículos e 50 meios aéreos para atacar chamas. Foi dos piores dias do ano.


Em Portugal há 28 mil bombeiros para combater fogos, menos sete mil que os 35 mil esperados. Ontem, com os termómetros a atingirem os 40 graus em diversos distritos do País, os incêndios dispararam e a Protecção Civil admite que pode ter sido o pior dia do ano.

Ao final da tarde eram oito os grandes fogos por circunscrever: Paredes, Castelo, Valença e Pedreira, no distrito de Viana do Castelo. Cunha Alta, em Viseu, Feira, Aveiro e Vieira do Minho, Braga. Durante o dia combateram as chamas mais de três mil bombeiros.

A Liga de Bombeiros Portugueses reconhece que em determinadas zonas do País este número fica aquém das necessidades. Na prática, enquanto em Lisboa os fogos são reforçados com centenas de efectivos, noutros distritos, como Viana do Castelo, chegam a ser sete bombeiros a combater as chamas durante horas. Ontem, dia em que as temperaturas atingiram os 40.º, estiveram no terreno 3100 homens, 650 veículos e 50 meios aéreos. Terá sido o pior dia do ano e obrigou a uma intensa mobilização de bombeiros.

Ontem, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, divulgava em Vouzela o número de bombeiros apurado no último recenseamento do Governo. "Há 28 mil bombeiros activos para fazer frente a fogos florestais e calamidades", anunciou. Uma afirmação que contraria os 35 mil bombeiros, que se supunha existirem em Portugal, e que têm sido divulgados pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

Duarte Caldeira justifica a discrepância com o facto de a contagem da Liga ter incluído "bombeiros das regiões autónomas e estagiários", e refuta que haja falta de operacionais em Portugal. Mas reconhece que "em determinadas zonas do País há carências. Uma constatação que vem de encontro às preocupações da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, que tem vindo a alertar para um problema que "pode levar a falhas no combate aos fogos. Temos exemplos, em Lisboa e Porto, onde há centenas de bombeiros em falta, mas em muitas cidades do País a situação é pior", denuncia Fernando Curto.

Na prática, "enquanto em Lisboa os fogos são combatidos por 200 homens em menos de duas horas, no interior do País há incêndios que lavram durante várias horas com um número reduzido de bombeiros", salienta Curto. Os números da Protecção Civil dão-lhe razão.

Um violento incêndio, que eclodiu cerca das 03.00 de ontem no Parque Natural de Sintra, mobilizou 200 operacionais. Em Viana do Castelo houve incêndios combatidos com sete homens, como em Arcos de Valdevez. Para este distrito foram mesmo enviados reforços de Lisboa, Leiria e Aveiro.

No terreno a pior situação registava-se em Amarante, onde um incêndio em mato continuava a lavrar em quatro frentes distintas.

Ao início da noite, a Protecção Civil não tinha ainda um balanço, mas assumia que domingo "terá sido o pior do ano e terá ultrapassado os números de sábado, em que se registaram 299 ".

Fonte: DN

domingo, 25 de julho de 2010

Meios aéreos não estão a ser usados em todos os fogos


Bombeiros falam em "anomalia", mas Protecção Civil alega que decisão é sua.


Os meios aéreos de combate a incêndios não estão a ser usados em todos os grandes fogos florestais no País, ao contrário do que define a directiva operacional, elaborada pela Protecção Civil. A Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) alerta que "todos os fogos nascentes devem ser enfrentados com meios aéreos" e considera que a não utilização de helicópteros e aviões só pode ser justificada com uma "anomalia".

Na tarde de ontem para um incêndio, com "duas frentes activas", em Vila Nova de Gaia, não foi enviado qualquer meio aéreo. Para um outro fogo, que deflagrou às 14.46 em Viana do Castelo - o distrito mais fustigado pelas chamas desde sexta-feira - também não foi despachado qualquer meio aéreo. No momento do alerta, o fogo tinha "uma frente activa" e foi combatido com 42 homens e 11 veículos. Só mais de duas horas após o alerta é que a Protecção Civil enviou um helicóptero.

Uma actuação que "contradiz a Directiva Operacional do Dispositivo Especial de Combate a Fogos Florestais, que garante um ataque com equipas helitransportadas, terrestres e meios aéreos, de cumprimento obrigatório", diz o comandante operacional da LBP, José Campos, que alerta que "o uso de meios aéreos é gerador de eficácia e quando isso não acontece é porque há alguma anomalia".

O comandante não acredita que na base da decisão estejam "critérios económicos. Ainda não houve um número elevado de fogos para que estes meios já tenham esgotado as suas horas de voo", conclui. Ao início da noite, o fogo ainda não estava dominado.

Apesar das orientações, os meios aéreos continuam a falhar vários fogos por dia. Na sexta-feira, também em Viana do Castelo, para os incêndios de Tugo, em Valença, e Freixelo do Soutelo não foram enviados helicópteros. No caso do incêndio de Vila Nova de Gaia a Protecção Civil justifica que o fogo "estava dominado uma hora após a deflagração". Sobre todos os outros, a assessora Gisela Oliveira alega que "as decisões operacionais apenas dizem respeito à Protecção Civil e à sua estrutura de comando".

O dispositivo de combate aos incêndios florestais custa este ano 103 milhões de euros, dos quais 37,2 milhões para os meios aéreos.

Ontem registaram-se incêndios nos distritos de Viana de Castelo, Vila Real, Viseu, Bragança e Castelo Branco. A situação mais complicada viveu-se em Viana do Castelo, onde um fogo em Esturranha mobilizou três meios aéreos. Aviões pesados foram também usados em Torre de Moncorvo, Bragança.

Fonte: DN

sábado, 24 de julho de 2010

'Afastar' GNR dos fogos viola normas operacionais


O Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS), da GNR não foi accionado para três dos quatro grandes fogos que ontem deflagraram em Portugal, ao contrário do que estipulam as directivas operacionais. Quando é dado o alerta, aquela força de intervenção deve ser a primeira a chegar ao terreno, mas ontem isso aconteceu apenas num incêndio em Viana do Castelo. Até à hora de fecho da edição, a Protecção Civil recusou comentar aquela situação.

No distrito de Viana do Castelo, onde se viveram as piores situações, estes operacionais só foram mobilizados através do accionamento de um helicóptero, como ontem confirmava o site da Protecção Civil, que faz a divulgação das operações de combate.

Um incêndio em Ponte de Lima, com "três frentes activas", apenas foi combatido com bombeiros. A dificuldade de acessos obrigou à mobilização de uma equipa de contra fogo, mas o GIPS não foi mobilizado. Uma hora depois, um novo alerta de chamas, em Tuído, Valença, levava à mobilização de 20 bombeiros e de 17 sapadores florestais. Uma vez mais, o Grupo de Intervenção Protecção e Socorro não foi accionado. De acordo com o comandante dos Bombeiros de Valença, o fogo tinha três frentes activas e para o local avançaram dois aviões Canadair. A meio da tarde um outro incêndio em Valença, na localidade de Fontoura, também não contou com o GIPS. Para o local apenas foram enviados sapadores florestais e bombeiros.

No distrito de Vila Real, ao início da manhã ,uma reactivação de um incêndio que começou na quinta--feira apenas foi combatida com bombeiros. Vários focos de incêndio "dispersos e com difícil acesso" obrigaram ao reforço de meios, mas, novamente, sem o GIPS.

Na informação da Protecção Civil, que assume e comanda as operações de combate aos fogos, o GIPS apenas foi mobilizado com o envio de um helicóptero para um incêndio em Viana do Castelo. Saíram oito homens, da brigada helitransportada.

A não activação do GIPS contraria o disposto na directiva operacional que define a "direcção e comando", bem como a "actuação operacional dos agentes integrantes do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro". O documento "garante o ataque inicial, como primeira intervenção organizada e integrada, de forma musculada e consistente, de meios de combate a incêndios florestais". E estabelece que "as equipas do GIPS da GNR, em todas as fases, são de exclusiva utilização em ataque inicial".

Fonte: DN

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Incêndios: Accionado alerta amarelo para todo o Continente


A Proteção Civil determinou hoje alerta amarelo, para perigo de incêndios florestais, para todos os distritos do Continente a partir das 20:00 de hoje e até às 20:00 de segunda feira, face à previsão de temperaturas elevadas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) refere em comunicado que a decisão teve em consideração "as previsões disponibilizadas pelo Instituto de Meteorologia para o período de 23 a 26 de julho e que apontam para a possibilidade de temperaturas elevadas, conjugadas com humidades muito baixas e vento moderado a forte".

O alerta amarelo é o segundo numa escala de quatro para perigo de incêndios florestais.

A ANPC recomenda à população que não faça fogo em espaços florestais em qualquer situação e que adote medidas de prevenção e precaução.

Além disso, a Proteção Civil lembra que são proibidas queimadas ou fogueiras, queima de matos ou de sobrantes de exploração, lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes e utilização de equipamentos que não estejam dotados com dispositivos de retenção de faúlhas.

"Uma pequena chama pode provocar um grande incêndio", adverte a ANPC.

Fonte: Agência Lusa

Acidente corta IP4 por duas horas

Acidente ocorreu ontem, pelas 19:20 no Troço do IP4 junto à aldeia dos Passos, tendo resultado 2 feridos ligeiros e 1 grave que se encontrava encarcerado! No local estiveram os Bombeiros de Mirandela com 3 viaturas e cerca de 15 Bombeiros, e os meios do INEM Ambulância SIV de Mirandela e o Helicóptero estacionado em Macedo de Cavaleiros.








quinta-feira, 22 de julho de 2010

Que siga o Exemplo a Federação dos Bombeiros do Distrito de Bragança


Através de uma candidatura conjunta de várias corporações, protagonizada pela Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto, os Bombeiros Voluntários da Trofa vão receber novos equipamentos de protecção para combate a incêndios. Os contratos referentes a estes investimentos foram assinados no Governo Civil do Porto, a 13 de Julho, e permitem à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), com recursos a verbas do Programa Operacional de Valorização do Território, financiar a compra de equipamentos de protecção individual para as corporações de bombeiros do distrito. A Trofa está incluída e o no valor de cerca de 15 mil euros, financiado por fundos comunitários, vai ser aplicado em equipamento específico de combate a fogos florestais, urbanos e industriais e, ainda, de protecção para o bombeiro.

Ao valor cedido a fundo perdido pela União Europeia, acrescem seis mil euros financiados pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT). Pedro Ortiga, presidente da Direcção da AHBVT, confessa que este montante representa "um esforço" por parte da associação, no entanto, defende que o investimento é "fundamental". Para o financiamento do valor a cargo da AHBVT, Pedro Ortiga explicou ao NT que espera "encontrar um parceiro" que dê apoio, uma vez que a associação tem outras despesas e necessidades também prioritárias: "Deixamos um apelo à comunidade civil para que possa colaborar".

No caso específico dos soldados da paz trofenses, as verbas vão ser utilizadas para a aquisição de equipamentos completos de protecção individual para combate a fogos florestais e urbanos e industriais e Aparelhos Pessoais de Segurança (APS). Estes aparelhos são uma inovação e servem para localizar o bombeiro em caso de imobilidade, uma vez que passado um determinado período sem que o soldado da paz se mexa, o aparelho emite um sinal visual e sonoro, que facilita a identificação do local. Da mesma forma, o APS envia também um sinal de radiofrequência. Outra das vantagens do dispositivo é permitir ao bombeiro activar um sinal de socorro em situação de perigo. Os equipamentos adquiridos vão também contribuir para a ideia defendida pela associação e corpo dirigente da corporação: "Cada bombeiro ter o seu equipamento".

João Pedro Goulart, Comandante dos Bombeiros Voluntários da Trofa, explicou ao NT que este material é importante, sobretudo porque "é certificado". A certificação dos equipamentos utilizados pelos bombeiros "começa a ser uma questão fulcral" e constitui "uma garantia da segurança do bombeiro em situações extremas de actuação", atestou.

Os equipamentos deverão chegar ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa antes do final de Setembro.

Fonte: O Notícias da Trofa

Mais 25 por cento de acidentes nas áreas urbanas do distrito de Bragança este ano


Os acidentes nas áreas urbanas do distrito de Bragança têm aumentado este ano em relação com anos anteriores, notando-se um crescimento de cerca de 25 por cento.
Dados do comando distrital da PSP revelam que se registaram já mais de quatro dezenas de feridos e dois mortos, ambos na cidade de Mirandela.
“Tivemos um início de ano muito difícil em termos de consequências pessoais. Não muito graves mas em número de vítimas, sobretudo feridos leves, que aumentaram muito em relação ao ano passado”, começou por explicar Amândio Correia. O comandante distrital da PSP diz que o erro humano é a principal causa dos acidentes. Actualmente há “cerca de quatro dezenas de vítimas”. “Dois mortos, em Mirandela, oito feridos graves e mais de três dezenas de feridos ligeiros”, precisa. E em Bragança há alguns pontos negros já identificados.
“No que se refere, por exemplo, a atropelamentos, a Avenida Sá Carneiro é um dos locais onde há bastantes casos. Também a General Humberto Delgado, devido à frequência de jovens que utilizavam essa avenida”, onde se situam três das escolas da cidade.
Dados da sinistralidade no distrito desde o início deste ano.


Fonte: Brigantia

Acidente aparatoso às portas de Gimonde


Um aparatoso acidente fez esta manhã um ferido grave na EN218, a cerca de um quilómetro da aldeia de Gimonde.
O acidente aconteceu por volta das nove da manhã quando um Honda que seguia no sentido Caravela-Bragança se despistou após ter realizado uma ultrapassagem.

A condutora, de 49 anos, teve de ser desencarcerada pelos bombeiros de Bragança.
De acordo com o marido da vítima, A. Centeno, na origem do acidente terá estado o rebentamento de um pneu, que terá descontrolado o carro. O veículo acabou por subir a parede de terra da faixa contrária, voltou a cruzar a via antes de se imobilizar fora do asfalto.
A vítima sofreu várias escoriações, para além de um braço partido.
Fonte: Brigantia

terça-feira, 20 de julho de 2010

INEM à beira da ruptura, escreve «Diário de Notícias»


O INEM está à beira da ruptura, depois do Tribunal de Contas chumbar o contrato entre o Instituto e a empresa que gere toda a frota de emergência médica (Finlog), noticia o «Diário de Notícias» na edição desta terça-feira.
Há ainda dívidas a bombeiros, fornecedores e médicos. De tal forma que já faltam máscaras de oxigénio nas ambulâncias e profissionais de saúde nas viaturas.
O «Diário de Noticias» escreve, ainda, que o INEM pode mesmo ser forçado a parar toda a frota de socorro, uma vez que não está autorizado a efectuar pagamentos.
Fonte: IOL Diário

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Caçador furtivo morto a tiro por um irmão


Um caçador furtivo morreu esta noite atingido por um disparo alegadamente do próprio irmão quando faziam uma espera a javalis, na aldeia de Milhão, no concelho de Bragança.

O major Rui Pousa, do gabinete de comunicação da GNR de Bragança, explica o que terá acontecido.
“Aconteceu cerca das 11h30 da noite, quando dois irmãos, da quinta de Vale Prados, em Milhão, andavam num terreno à caça furtiva do javali. Ele contou que atirou a um javali e foi ver se lhe tinha acertado. Terá dito ao irmão para permanecer no mesmo sítio mas o irmão também terá ido à procura do animal. O autor dos disparos era o único que andava armado e viu mexer o cereal e atirou, atingindo o irmão”, contou.

O alegado autor dos disparos ficou detido.
“Ficou detido e o caso já foi entregue à Policia Judiciária”, revelou, adiantando que não eram conhecidas desavenças entre os dois. “Terá sido mesmo um acidente”, concluiu a mesma fonte.

Segundo o comandante dos bombeiros de Bragança, José Fernandes, a vítima terá tido morte imediata mas o alerta foi dado já de madrugada.

“O alerta só chegou aqui há uma da manhã. Quando chegámos a vítima já estava morta. Foi atingida na cabeça e terá tido morte imediata”, revelou José Fernandes.
A vítima, Alcino Fidalgo, tinha 48 anos.

Este é o primeiro caso mortal de acidentes de caça, este ano, no distrito de Bragança.
O último aconteceu em 2009, em Cova de Lua, e vitimou um militar da GNR.

Fonte: Brigantia

domingo, 18 de julho de 2010

Azibo - um oásis no Nordeste Transmontano

A Albufeira do Azibo é um dos locais turísticos mais procurados no Nordeste Transmontano, pese embora, a nível nacional, ainda sejam poucos aqueles que conhecem este verdadeiro “oásis” nascido pela mão do homem num local que já foi uma espécie de “deserto”.

Construída nos anos 70, a barragem foi pensada para suprir as carências de água do concelho macedense e para servir a agricultura, através da rega por gravidade para todo o vale de Macedo de Cavaleiros, Brinço, Cortiços e Chacim. Mas quando o empreendimento foi concluído, rapidamente as populações locais começaram a acorrer ao local, atraídas pelo enorme espelho de água.

Com a criação das praias fluviais, a construção dos acessos, de um cais de embarcação e de um parque de merendas, a Albufeira tornou-se num sítio verdadeiramente aprazível e convidativo ao descanso.

Ao local já lhe chamaram até um “manual do ambiente por si só”, a que acresce ainda o facto de ter disponíveis, hoje em dia, duas praias com bandeira azul, uma delas galardoada consecutivamente desde 2003, sendo a praia que, até hoje, mais bandeiras azuis teve atribuídas em Portugal e na Europa. Factores que atraem ao local milhares de visitantes, todos os Verões, e que levam a câmara municipal a apostar no desenvolvimento turístico daquele local. Em volta do grande lago foram depositadas toneladas de areia e construídos equipamentos públicos para fruição e lazer. Vários nadadores-salvadores asseguram a segurança das praias, promovendo as boas práticas e fornecendo conselhos e informações aos veraneantes.

Assinala-se que nas praias do Azibo nunca se registou nenhum incidente grave, motivo que, este ano, levou a que ali arrancasse, oficialmente, a nível nacional, a campanha “Verão de Campeão”, uma iniciativa da do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN) e da Fundação Vodafone, que visa a sensibilização e o incremento da cultura de segurança nas praias.
Uma nova praia, do outro lado da margem poderá nascer, no próximo ano, de forma a possibilitar um melhor acesso a partir da cidade de Macedo de Cavaleiros e a garantir a qualidade de excelência do local.

O alojamento continua a ser uma lacuna que a autarquia pretende suprimir. Os visitantes podem ficar nas muitas unidades de turismo de habitação existentes no concelho bem como nas unidades de alojamento da cidade. Na cidade está ainda em construção um novo hotel mas Beraldino Pinto, presidente da câmara, confessa que ainda há “dificuldades em corresponder a toda a procura”.

O alargamento da oferta pode passar pela construção de um parque de campismo, uma infra-estrutura que poderá vir a ser construída por privados, desde que autorizada pelas entidades que gerem a Paisagem Protegida.

Este desenvolvimento terá que seguir os regulamentos que vierem a ser ditados pelo Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, um documento que se encontra actualmente em apreciação e discussão e que a autarquia espera que venha a compatibilizar as diferentes utilizações que têm sido dadas àquele espaço.



História de uma paisagem alterada pelo homem

Quando o visionário engenheiro Camilo Mendonça pensou em construir a barragem do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, certamente não terá imaginado o potencial turístico e ambiental que estava prestes a nascer.

Localizada numa área marcadamente árida, a albufeira do Azibo veio transformar toda aquela paisagem e ajudar à criação de biodiversidade que, de outra forma, nunca existiria naquele local. Em verdade, se a construção da barragem do Azibo tivesse sido sujeita a estudos de impacto ambiental, como acontece hoje em dia, provavelmente não teria sido aprovada, pelo menos não o seria tal e qual como a conhecemos hoje.

É que, a grande massa de água, (55 milhões de metros cúbicos), alimentada pelo rio Azibo e por pequenos ribeiros, veio alterar toda uma paisagem marcada pela aridez dos verões muito quentes e invernos rigorosos, criando um microclima mais próximo do Mediterrâneo, alterando a paisagem e favorecendo o aparecimento de outros ecossistemas.

Quando o empreendimento foi concluído, em 1982, previa-se que demorasse cerca de um ano a encher completamente, mas o rigor das chuvadas que então se fizeram sentir, provocaram um rápido enchimento da albufeira, em menos três de meses, alagando uma área superior àquela que tinha sido pensada. As operações de limpeza não foram concluídas a tempo, tendo sido inundados vários campos com sobreiros, lameiros, bem como algumas corriças de animais.

Hoje sabe-se também que a barragem veio inundar alguns locais de interesse arqueológico significativo e, de uma maneira geral, perturbar o ambiente natural daquela zona. Contratempos que nunca foram contabilizados devido à ausência do estudo de impacto ambiental mas que, a longo prazo, vieram a ser ultrapassados por todo um conjunto de factores que, hoje, tornam o Azibo um local de excelência, em termos de biodiversidade e turismo, e um local que mantém os objectivos para o qual foi criado – a rega agrícola e o abastecimento público.

Azibo – “um laboratório de experiências”

Com a afluência de cada vez mais pessoas à Albufeira, começaram-se a realizar as primeiras abordagens cientificas ao ecossistema do local e decidiu-se avançar com a criação da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

Esse passo foi fundamental para a protecção e conhecimento da biodiversidade do local e fez do Azibo uma espécie de “laboratório de experiências no que diz respeito às áreas protegidas”. É que o Azibo é uma Paisagem Protegida que só existe como tal pela construção da barragem, conforme notou Manuel Cardoso, presidente da comissão directiva da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

“Não fosse o facto de ter sido construída uma albufeira e não conheceríamos a Paisagem Protegida do Azibo tal como ela é hoje. Teríamos uma paisagem na orla daquilo que é a Rede Natura 2000 do monte Morais, mas não seria com esta biodiversidade que temos hoje”.

Numa área de cerca de quatro mil hectares coexistem uma diversidade de aves migratórias que fazem ali escala e que tornam aquele espaço como um ponto privilegiado para a observação de diversas espécies. Há ainda várias espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e peixes possíveis de observar durante todo o ano através de actividades direccionadas para o efeito. Mas se alguns mamíferos permitem a aproximação razoável do ser humano, ou são passíveis de observar ou ouvir, outros há que têm comportamentos nocturnos e que requerem maior “investigação” para serem identificados.

Já a flora é marcada pelas formações de sobreiro e manchas de carvalho negral e carvalho-cerquinho, mas não só. Para além de uma grande representatividade de espécies denominadas “Quercus” e de toda uma flora que é mais tradicional ocorrer nesta região, há ainda as orquídeas silvestres, que aparecem durante os meses de Maio e Junho, bem como os narcisos ou as tulipas bravas, a par dos fungos que aqui também têm forte expressão.

Um mundo de biodiversidade que é dado a conhecer ao visitante através de trilhos, devidamente sinalizados e interpretados, que fazem ainda a aliança entre o que é o património natural e o património humano e cultural. É o caso do trilho dos Caretos, que passa pela casa do Careto, em Podence; ou o trilho dos Fornos, que destaca a recuperação dos fornos de Salselas. Depois há ainda o trilho Ricardo Magalhães, mais voltado para a valorização natural; o trilho Quercus, onde estão presentes as espécies “quercus”, como o carvalho negral ou o sobreiro, permitindo observar onde o rio Azibo entra na paisagem protegida. O visitante pode ainda percorrer a ciclovia, entre Macedo de Cavaleiros e a Albufeira, ou circundar grande parte das margens.


Ecoresorts à espera do aval do ICNB

A câmara de Macedo de Cavaleiros quer apostar na construção de ecoresorts na Albufeira do Azibo e até já tem dois projectos empresariais orientados nesse sentido, com propostas muito consistentes, mas que têm “esbarrado” na falta de clarificação da abordagem que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer dar à Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

O Plano de Ordenamento está em estudo mas, segundo Beraldino Pinto, presidente da autarquia, “não tem corrido bem” porque o ICNB tem outro “entendimento” do que deveria ser a envolvente da albufeira do Azibo.

A autarquia encomendou até um estudo de marketing territorial à Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), orientado para as questões do turismo, e que apontou a Albufeira como um dos produtos âncora a ser trabalhado para desenvolver esta actividade no concelho. João Medina, um dos responsáveis do estudo, diz mesmo que “o Azibo é o produto turístico mais conhecido de Macedo de Cavaleiros”, motivo pelo qual ali devem ser realizados investimentos, em consonância com o estatuto ambiental daquela área, mas potenciando o turismo.

Esse é o entendimento que tem também Beraldino Pinto que acredita que projectos como os ecoresorts têm de integrar uma componente ambiental e ser uma mais-valia para o ambiente.

“As pessoas que vêm para este tipo de equipamentos, vêm pela qualidade do ambiente e da paisagem”, considerou. “Queremos permitir que haja um usufruto por parte de quem está disposto a pagar e que tal sirva para aumentar o rendimento das famílias, através do rendimento das empresas”.

O edil não aceita que não haja possibilidade de concretizar esse tipo de investimentos e considera que vai ter de se encontrar um ponto de entendimento com o ICNB.

“Não tem sido possível, mas esperamos que a breve prazo se consigam ultrapassar esses problemas”, apontou, acrescentando que o desenvolvimento sustentável não tem de passar pelo abandono do território, mas antes pela sua ocupação correcta. “Nós já demos provas do que é preservar e hoje a Paisagem Protegida do Azibo é um território que recuperou em termos de biodiversidade”, justificou.

No plano de marketing territorial definido pela SPI são definidas várias linhas de acção que têm como objectivo aumentar a visibilidade turística do concelho. Nesse projecto, a Albufeira do Azibo é apontada como um dos três produtos âncora a trabalhar, a par com as Aldeias de Cavaleiros e o Parque Geológico de Morais.


Plano de Ordenamento em estudo

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) encomendou um estudo a uma equipa técnica que já apresentou quatro cenários distintos mas sobre os quais a câmara municipal aponta várias divergências. Em cima da mesa está a possibilidade da renaturalização total do espaço; a manutenção da situação actual (status quo); o desenvolvimento agrícola e florestal; ou o desenvolvimento do turismo.

A autarquia defende que o novo Plano de Ordenamento, que tem como horizonte 2030, venha a ser, simultaneamente, um plano de desenvolvimento, mas, segundo o presidente da autarquia, tem havido alguns “entraves a esta perspectiva”.

O autarca considera que o espaço é essencial para o desenvolvimento do turismo na região mas defende, ao mesmo tempo, a compatibilização dos usos, como tem acontecido. Uma opinião que é também partilhada por Manuel Cardoso, presidente da Comissão Directiva da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. O responsável pensa que é possível compatibilizar as diferentes vertentes até porque o local só se tornou naquilo que é hoje, uma paisagem protegida, pela acção directa do homem (construção da barragem). “Não podemos pensar que vamos ter aqui um santuário ambiental a preservar, retirando daqui as actividades humanas”, apontou, dizendo que tal é “impensável”. Por outro lado, Manuel Cardoso defende também que qualquer actividade, investimento ou utilização do espaço, só faz sentido enquanto este mantiver o estatuto de Paisagem Protegida. “Caso contrário perde-se a excelência sítio. O Plano tem de nascer do conjunto de diferentes visões”, considerou.

O Plano de Ordenamento está numa fase adiantada de elaboração mas a discussão técnica já se arrasta há alguns anos. Quando o ICNB entregar os documentos e depois de seguidos os trâmites normais, o Plano deve ser alvo de uma discussão pública na qual todos poderão intervir.

Carla A. Gonçalves
Fonte: Díario de Bragança

sábado, 17 de julho de 2010

Bombeiros de Izeda criaram Unidade de Formação Local


A Associação dos Bombeiros Voluntários de Izeda criou, em parceria com a Escola Nacional de Bombeiros, uma Unidade de Formação Local. Numa área de 15 mil metros quadrados, foram instalados contentores onde os soldados da paz podem testar os conhecimentos práticos relativos a incêndios urbanos, incêndios industriais e incêndios florestais.

Todo o campo está iluminado e dotado de óptimas condições que permitem a simulação de situações reais e até a simulação sem fogo, com pistas de obstáculos onde os bombeiros entram “às cegas”.

Em toda a região transmontana, Izeda é a única Associação que, actualmente, está habilitada a prestar formação, indo de encontro às novas directrizes da Escola Nacional de Bombeiros que vai apostar na formação descentralizada. Em Bragança, é certo que o pólo existente vai encerrar mas, na verdade, aquela infra-estrutura nunca teve condições para este tipo de formação, limitando-se aos cursos de operador de central.

Já em Izeda, os Bombeiros apostaram na criação de uma unidade a expensas próprias, utilizando a mão-de-obra e boa-vontade dos voluntários para levar a cabo a construção das infra-estruturas existentes. Ao todo, a Associação já investiu naquela Unidade de Formação cerca de 25 mil euros, faltando apenas asfaltar o terreno, uma promessa da câmara municipal de Bragança que a corporação espera ver cumprida a breve prazo.

O comandante João Lima apontou ainda a necessidade de investir na construção de um tanque que possibilite ainda ministrar o curso de mergulho.

“Se tivéssemos apoio para construir aqui um tanque, estaríamos prontos para dar a formação total que os Bombeiros necessitam para a progressão na carreira”, apontou.

Ao lado do quartel existe ainda uma casa, propriedade do Estado, que necessita de algumas obras de requalificação, mas que já está em uso para a prática formativa.

“Ela já serve de apoio à formação porque quando eles saem do contentor do incêndio, entram aqui para esta sala, mas a casa está velha, no inverno chove lá dentro. Precisávamos de fazer algumas obras”, notou o comandante.

Com o investimento realizado e as infra-estruturas prontas a ser utilizadas, o comandante teme agora que se venham a realizar investimentos idênticos em Bragança, num possível novo pólo de formação, que inviabilizaria a Unidade já existente em Izeda.

“Estamos com algum receio porque as autoridades do concelho só falam na Escola Nacional de Bragança e nós já fizemos aqui um forte investimento”, notou, apontando que a criação de uma unidade idêntica em Bragança não serviria a descentralização.

“Isso seria promover a centralização dentro do distrito”, considerou. É que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Izeda conta com um terreno de 15 mil metros, sendo das corporações que tem uma das maiores áreas disponíveis em todo o país. Acrescente-se que também o terreno foi adquirido sem qualquer financiamento tendo sido os próprios voluntários que, há 20 anos atrás, quando os piquetes começaram a ser pagos, prescindiram desse valor para ajudar a Associação.

Dificuldades financeiras

Com 26 anos de idade, os Bombeiros de Izeda são uma das mais jovens corporações do distrito. Localizados numa área geográfica que confluiu com três concelhos, (Bragança, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros), a corporação apostou na criação da Unidade de Formação para fazer face à falta de financiamento.

É que a posição em que se encontram tem levado a que percam muitos dos transportes que, antigamente, realizavam. Neste momento, grande parte do serviço resume-se aos pedidos de socorro, pedidos do INEM e consultas de utentes acamados ou com problemas de mobilidade.

As deslocações, que representavam uma grande parte do financiamento, têm vindo a ser feitas por outras corporações, nomeadamente Macedo de Cavaleiros e Bragança.

“Há situações pontuais que têm vindo a acontecer e que nos prejudicam”, contou o comandante. “O INEM pode activar os Bombeiros de Bragança para virem a Calvelhe ou a Salsas, são mais recursos que o Estado gasta, o doente leva mais tempo a ser socorrido e nós perdemos com isso”, exemplificou.

Ao mesmo tempo, a corporação de Izeda não conta com o apoio financeiro da câmara municipal de Bragança para criar Equipas de Intervenção Permanente (EIP’s). O pagamento dessas equipas é pago pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e pela autarquia mas, no concelho de Bragança, o município dispôs-se apenas a financiar a existência destas equipas na sede de concelho.

Segundo o comandante essa é outra das situações que afecta a corporação que conta com as essas equipas todo o ano, mas suportadas pela Associação.

Face ao aumento de despesas e à diminuição de serviço que têm sentido, de ano para ano, os Bombeiros têm agora esperança que a Unidade de Formação Local possa ajudar à manutenção daquela Associação na vila de Izeda.

Para já, as indicações que receberam da Escola Nacional de Bombeiros apontam para a inscrição de 212 bombeiros do distrito nas formações que ali serão ministradas, possivelmente em Setembro/Outubro. A corporação conta, ainda, com um formador da área, Óscar Esménio, que já teve oportunidade de ministrar a prática aos bombeiros da Associação, bem como aos alunos da Escola Emídio Garcia e da Cespu.

Alargamento do Quartel

Outra das reivindicações antigas dos Bombeiros de Izeda é o alargamento do quartel que, quando foi inaugurado, “já era pequeno”, conforme notou o comandante João Lima.

A corporação necessita de espaço para a colocação dos materiais, para o oficina de veículos e de uma sala de desinfecção das ambulâncias. Os balneários masculinos também já são pequenos e é necessário um salão maior para a formação teórica.

A corporação de Izeda conta, actualmente, com 59 bombeiros, homens e mulheres, tendo disponível camaratas para ambos os sexos.

Fonte: diariodebraganca

Meios do INEM são um “luxo” para o distrito segundo director da cirurgia do CHNE


Um helicóptero de emergência médica, duas VMER’s e uma ambulância de suporte imediato de vida são um luxo para o distrito de Bragança. A opinião é do director do departamento de cirurgia do Centro Hospitalar do Nordeste. António Ferrão considera que, no distrito, um caso de emergência médica chega mais depressa a uma unidade hospitalar do que na região do grande Porto.

“Um acidentado, por exemplo, numa ponta da cidade do Porto, tem mais dificuldades em chegar ao centro hospitalar do que um sinistrado em Mirandela ou em qualquer outro ponto deste distrito. Porque também contam as coisas que estão pelo meio, como a Circunvalação, Avenida Fernão de Magalhães ou VCI. E também não conheço nenhum centro hospitalar, mesmo do Mundo, onde haja um INEM por cada unidade hospitalar e um helicóptero, como o Centro Hospitalar do Nordeste.”

Em relação à VMER que está estacionada no Hospital de Bragança, o director clínico, Sampaio da Veiga, revela que a falta de médicos para assegurar o serviço se verifica sobretudo no período da manhã.

“A sua actividade normal centra-se no período da manhã até meio da tarde. Por isso é que a nossa operacionalidade anda entre os 95 e 97 por cento que corresponde a algum período da manhã em que não temos médico disponível. E recentemente tivemos médicos doentes, que não puderam ser substituídos pela escassez de meios.”

Já o helicóptero e a VMER de Macedo são da responsabilidade directa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Fonte: Rádio Brigantia

quarta-feira, 14 de julho de 2010

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Um helicóptero de emergência médica, duas VMER (Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação) e uma ambulância de suporte imediato de vida são um luxo para o distrito de Bragança.
A opinião é do director do departamento de cirurgia do Centro Hospitalar do Nordeste.
António Ferrão considera que, no distrito, um caso de emergência médica chega mais rápido a uma unidade hospitalar do que na região do grande Porto.

“Um acidentado numa ponta da cidade do Porto demora muito mais tempo e tem mais dificuldade em chegar ao Centro Hospitalar do que um sinistrado em Mirandela ou em qualquer parte deste distrito. Não contam só as distâncias físicas, toda a gente sabe que há trânsito e a VCI (Via de Cintura Interna). Também não conheço nenhum Centro Hospitalar de Portugal e do mundo, mesmo dos países mais civilizados como os Estados Unidos e o Canadá, onde um Centro Hospitalar tenha um INEM por cada unidade hospitalar e um helicóptero. Eu diria que é verdadeiramente um luxo.”

Em relação à VMER que está estacionada no Hospital de Bragança, o director clínico, Sampaio da Veiga, revela que a falta de médicos para assegurar o serviço se verifica sobretudo no período da manhã.

“A sua actividade normal centra-se no período da manhã até ao meio da tarde. É por isso que a nossa operacionalidade de 95%, 97% e 98% corresponde a alguns períodos da manhã em que não temos médico disponível. Recentemente tivemos médicos doentes que também não puderam ser substituídos.”

Já o helicóptero e a VMER de Macedo são da responsabilidade directa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Fonte: CIR
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES...

Estes Exmºs Senhores, que estão sempre certos e nunca erram , devem ter conhecimento que:
O Distrito de Bragança, tem UMA VMER e não duas...Só em Bragança meus senhores... a de Macedo?? ( que falta de informação...)
Se em conjunto com a Ambulância SIV estacionada em Mirandela mais o Helicóptero que está estacionado em Macedo de cavaleiros, são um verdadeiro luxo para o socorro do Distrito, deviam ir para o terreno conhecer a realidade do Distrito, e deixarem de proferir tantos disparates!
Deviam também fazer as contas um pouco mais realistas ao tempo que a VMER de Bragança está INOP...limitando e de que forma o socorro pré-hospitalar no Distrito de Bragança em que situações graves, passam despercebidas ou pela falta de passagem de dados ao CODU (
lacuna que surge pela falta de formação dos Bombeiros ou porque os TAS formados quer pela ENB, quer pelo INEM, estão a fazer conduções de doentes ), ou simplesmente porque não há meio diferenciado a enviar para as situações GRAVES que TODOS os dias ocorrem no Distrito de Bragança
Trabalhei no Porto 4 anos e nunca demorei meia hora a chegar a uma unidade hospitalar, pelo que provavelmente devem estar a falar de outro Porto... no entanto, os tempos que são referenciados são utópicos, já que pelos vistos só conhecem os tempos de transporte para a unidade de saúde... então e o caminho do local?? e o tempo que se perde no local?? será que estes senhores só conhecem a expressão " scoop and run?" (provavelmente não a conhecem...) Será que sabem os tempos que em média se demora a chegar ao local dos meios de socorro do Distrito de Bragança? Por acaso sabem que há determinações Europeias em que ao fim de 8 minutos, qualquer sinistrado deverá ter o socorro junto a si? Isso no Distrito de Bragança acontece quando? Quando a situação é na Cidade de Bragança e a VMER está operacional? Então e se alguém tiver um acidente em Vilarinho Cova de Lua, também terá esse socorro assim tão rápido que se possa considerar um luxo? Será que os familiares do Srº que recentemente padeceu num acidente de tractor em Vidoedo reconhecerão esse luxo?
Também deveriam conhecer um pouco mais a realidade dos países a que se referem, já que os termos de comparação do Canadá e dos EUA ( realidade que conheço e onde ja fiz serviço ) são no mínimo absurdos, não queiram comparar referências mundiais nos serviços de emergência, onde há uma verdadeira rede organizada de serviços de Emergência com recurso a meios que consideramos de ponta, mas que para eles são banais e a pessoas DEVIDAMENTE FORMADAS a prestar socorro que sabem minorar as consequências de situações potencialmente fatais, executando manobras que aqui em Tras os Montes ( e em Portugal ), estamos habituados a ver apenas nos hospitais....
Não obstante, no Distrito de Bragança, há ambulâncias de emergência com mais de 15 anos a fazer serviço, com pessoal sem qualquer tipo de formação e com poucos recursos, ou quase nenhuns, onde é vulgar não haver material tão básico como luvas, compressas e oxigénio...sei que muitos Bombeiros ao lerem isto, ficarão tristes comigo, mas ao estarmos conscientes das nossas limitações, só nos ajuda a que de futuro e no nosso dia a dia, nos esforcemos para prestar um melhor socorro...
O socorro no Distrito de Bragança, não passa só pelo INEM...e é da responsabilidade do CHNE a operacionalidade da VMER!
Sei também que o que importa de momento neste país, é agraciar a classe politica com entrevistas absurdas como a supra citada e noticiada pela CIR, mas a verdade, anda bem longe do luxo a que se referem... E já agora, vejam lá se se dão ao luxo de comprarem material de trauma para colocar nas Urgências da Unidade Hospitalar de Bragança do CHNE, para substituírem o dos Bombeiros quando aí chegam com vitimas politraumatizadas, é que reter ambulâncias de emergência por causa de uma maca de vácuo, ou de um plano duro por mais de uma hora( na maior parte dos casos bem mais ), é um absurdo que compromete o "luxo "que tanto gabam...

RISCO DE INCÊNDIO PARA HOJE, 14 DE JULHO

terça-feira, 13 de julho de 2010

Salários em atraso para os médicos dos helicópteros


Os médicos dos helicópteros de emergência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garantem que não recebem desde Abril, quando o serviço foi alargado a todo o país e passou a contar com cinco veículos. O INEM adianta apenas que está a elaborar protocolos para remunerações e satisfação de outras necessidades destes profissionais.
De acordo com a edição desta terça-feira do Diário de Notícias, em Abril, três novos helicópteros foram colocados ao serviço do INEM, ficando estacionados em Loulé, Macedo de Cavaleiros e Santa Comba Dão, mas, desde essa altura, que «uma centena de médicos, todos sem qualquer vínculo, e que recebem uma média de 500 a 600 euros por turno de serviço, estão sem receber», tendo sido «contactados e cumprem agora as escalas em regime de prestação de serviço», adianta uma fonte.

Fonte: Diário Digital

RISCO DE INCÊNDIO PARA HOJE


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Voos com turbulência...


O deputado do PSD, eleito pelo círculo de Bragança, diz-se decepcionado com a situação da inoperacionalidade do helicóptero do INEM, estacionado em Macedo de Cavaleiros, por falta de médicos.
Adão Silva quer que a ministra da Saúde, Ana Jorge, lhe explique o sucedido porque, segundo o deputado, a situação é contrária à que anunciou no mês de Abril, na inauguração deste meio de socorro aéreo.

“Não foi isto que foi anunciado pela Sra. ministra, em Abril, em Macedo de Cavaleiros. O helicóptero requer sempre a equipa médica de apoio e só não intervém no caso de haver condições climatéricas adversas. Compreendemos que aí não há nada a fazer. Não estávamos à espera é que houvesse esta deficiência na equipa médica, que deve estar sempre junto do helicóptero para poder acorrer a situações muito complicadas e, portanto ficámos muito decepcionados.”

Adão Silva refere que os custos com o meio aéreo são muitos, e que por isso não admite o cenário de operacionalidade por falta de médicos. Pior ainda quando em simultâneo estão inoperacionais o helicóptero e a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) de Bragança.

“A circunstância que se dá é que as situações se verificam em simultâneo, não há equipa médica para o helicóptero, nem equipa médica para a VMER. O helicóptero é algo que custa cerca de três a quatro milhões de euros por ano na sua operação, qualquer dia que está inoperacional é um dia de enorme desperdício. Isto não pode ser, para além de não haver apoio às pessoas é um imenso desperdício de recursos e é uma falta de cumprimento do compromisso que o ministério da Saúde teve com Bragança, depois de ter encerrado os serviços de apoio locais, os Centros de Saúde. Nós protestamos contra esta matéria, manifestamos a nossa decepção quanto a isso e queremos informações.”

O deputado do PSD pede ainda uma alteração da situação, para que não se repita no futuro.

“Precisamos ter credibilidade e confiança nos instrumentos que são postos pelo governo à disposição dos cidadãos. Não pode haver uma situação em que há dias em que funcionam e outros não, isto não contemporiza com situações de urgência e de emergência como aquelas do dia sete. Ainda por cima vai haver uma larga lista de dias no mês de Julho, em a equipa médica não estará operacional, e por isso este meio aéreo não vai estar disponível.”

A ministra da Saúde tem agora 30 dias para responder às questões do deputado do PSD, eleito por Bragança, Adão Silva.


Fonte: Onda Livre Rádio

domingo, 11 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Médicos uruguaios serão formados para assegurar "helis" do INEM

A ausência de médicos nas escalas de helicópteros do INEM, nomeadamente em Macedo de Cavaleiros e Santa Comba Dão, levou a instituição de emergência a avançar com um plano de formação para clínicos uruguaios a trabalharem em hospitais nacionais.

O programa de formação complementar vai decorrer ainda durante este mês, "de forma a que todas as escalas dos helicópteros do INEM sejam garantidas", adiantou fonte oficial daquele organismo. Em Agosto, aqueles médicos já estarão disponíveis.

"O INEM prepara-se para dar formação adicional a alguns médicos que não tinham todas as habilitações para o helitransporte", informou o gabinete de Imprensa, que esclarece que esta questão não tem a ver com nacionalidades de médicos nem com contratações. "São médicos que já trabalham no INEM, pelo que circula, de momento, informação errada que está a provocar um enorme ruído na informação", acrescenta.

Meios funcionam em rede

O dispositivo nacional de emergência e socorro funciona "em bloco e redundância". Os meios estão colocados em locais estratégicos, com helicópteros em Macedo de Cavaleiros, Porto e Santa Comba, e podem sempre intervir caso se verifique a inoperacionalidade de um deles.

Anteontem e ontem, segundo a escala de serviço a que o JN teve acesso, o "heli" de Macedo de Cavaleiros estava inoperacional, tal como hoje, a mesma escala aponta ainda inactividade nos dias 21, 22 e 30 de Julho, e estipula o "heli" número dois como INOP nos dias 26, 27 e 28 de Julho. O INEM desmente. Explica que a escala "para este mês de Julho ainda não foi concluída, pelo que não é verdade que já existam dias "previstos" para estarem INOP".

Aguiar da Beira preocupa

Em Santa Comba Dão, onde desde Abril está estacionado o helicóptero do INEM, a aguardar transferência definitiva para Aguiar da Beira, também se registaram algumas "lacunas pontuais" de médicos em Abril (seis turnos), Maio (dois) e Julho (um).

"Estas 'brancas' não têm qualquer impacto, uma vez que o nosso "heli" faz parte de uma rede que é gerida pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes). Se há uma 'branca' num lado, acciona-se o meio que está noutro", explica uma fonte. O maior receio vai para a transferência anunciada para Aguiar da Beira. "Vai ser difícil pedir a um médico da Figueira da Foz ou de Leiria, por exemplo, que faça umas horas a Aguiar da Beira", acrescenta.

Quanto aos médicos disponíveis, "o número varia muito", admite o INEM. O serviço é feito por turnos, nos quais os profissionais se inscrevem consoante as suas disponibilidades. "Há meses em que não fazem turnos por impossibilidades das suas agendas. A inscrição nas escalas é flutuante. São 30 dias por mês, tanto podem ser 60 médicos, como podem ser 15 a repetir em dias interpolados", explicam.

Os médicos que fazem parte das tripulações dos "helis" do INEM têm formação específica. "O curso de Medicina, só por si, não os habilita ao helitransporte de doentes emergentes. Existem formações específicas que são essenciais para que possam fazer parte da tripulação. Os que têm esta formação podem inscrever-se em qualquer escala dos cinco "helis" do INEM".

O INEM frisou que espera que todos os helicópteros estejam operacionais em todos os dias dos meses de Julho e de Agosto, "como tal, a não ser que aconteça algum imprevisto não imputável à direcção do INEM e que não possa ser colmatado com a vinda de outro médico (em caso de necessidade), tudo indica que estarão operacionais".
Fonte: JN

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Helicóptero desactivado deixa dois acidentes sem assistência


O INEM não enviou o helicóptero de Macedo de Cavaleiros para socorrer dois acidentes, ontem, em Bragança e Valpaços, por estar inoperacional, devido à falta de médicos. Em Vidoedo, um homem de 73 anos morreu. Em Valpaços, dois operários ficaram soterrados.

No acidente de Vidoedo, Bragança, no qual um agricultor ficou debaixo de um tractor, o alerta para os bombeiros foi dado às 12.46 horas, via CODU. Às 12.49 horas, foi accionada a ambulância de suporte básico de vida dos Bombeiros de Bragança. Durante o alerta, foi transmitido pelo CODU que não poderia ser enviada ajuda especializada ou médica, “porque a VMER estava inoperacional”, assegura o comandante dos bombeiros, José Fernandes.

Aquele responsável explicou que foram pedidos cuidados diferenciados assim que o CODU transmitiu a informação do acidente e foi referido que se tratava de um ferido grave. “Nestes casos, sabemos que são situações complicadas. Fizemos o que estava ao nosso alcance, com manobras de reanimação”, acrescentou. O agricultor acabou por morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Fonte do INEM disse, ao JN, que, em circunstâncias normais, o CODU, ao receber o pedido, “deveria mandar para o local a VMER de Bragança ou o helicóptero de Macedo de Cavaleiros”. Todavia não foram enviados, “porque estavam ambos inoperacionais, por falta de médico”. A mesma fonte adiantou que os bombeiros terão informado o CODU de que “estavam a cerca de 35 minutos de caminho do hospital de Bragança”, mas José Fernandes não confirma essa informação.

O JN teve acesso a cópia das escalas de serviço dos helicópteros do INEM de Macedo de Cavaleiros e do Porto para este mês. Segundo esse documento, o helicóptero sediado Macedo de Cavaleiros está dado como inoperacional nos dias 7 (ontem), 8, 9, 21, 22 e 30 deste mês. A justificação dessa inoperacionalidade é a falta de médicos.

O mesmo problema verifica-se, neste momento, com o helicóptero do Porto, nos dias 26, 27 e 28 deste mês. O Gabinete de Imprensa do INEM assegura que a escala de Julho “ainda não foi concluída, pelo que não é verdade que já existam dias previstos para estarem inoperacionais”.

A mesma fonte do INEM esclareceu que o acidente com o tractor “provocou lesões incompatíveis com a vida” e que “este não era um caso aconselhado para helitransporte, podendo até ter consequências para o estado da vítima, devido ao tipo de traumatismo que tinha”. Confirma, ainda, que a VMER de Bragança “estava de facto inoperacional”. As VMER funcionam ao abrigo de protocolos entre o INEM e os hospitais.

“Ao hospital, cabe assegurar os recursos humanos necessários para o funcionamento da viatura. São os hospitais que asseguram a contratação dos médicos para prestarem serviço nas VMER”, asssegura a fonte. O Gabinete de Imprensa da unidade de Bragança disse, porém, ao JN, que a VMER era responsabilidade do INEM e não do hospital.

O INEM explicou que “perante este contexto, foi activado para o local um posto de emergência médica dos Bombeiros de Bragança (ambulância do INEM) que chegou ao local rapidamente e procedeu ao transporte da vítima em manobras de suporte básico de vida.


Fonte: Jornal de Notícias

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Octogenária morreu à espera do INEM


Após um almoço num restaurante na zona Falperra em Braga, Elvira Ferreira sentiu-se mal e os familiares chamaram o INEM. Foi a PSP de Braga que “convenceu” o INEM a deslocar-se à Falperra mas quando chegou já era tarde, porque a senhora morreu.

Era um dia perfeitamente normal. O calor abrasador que se fez sentir no domingo passado na capital minhota, levou a família Ferreira a optar por um “giro” refrescante no monte da Falperra. Almoçaram por lá e, no fim do repasto, quando desciam de carro a estrada que liga o Sameiro à cidade, via Falperra, Elvira Ferreira, de 84 anos, começou a sentir-se mal disposta.

“Paramos o carro, pois a minha mãe apresentava sinais de ritmo cardíaco fraco, vómitos, inconsciência e falta de ar”, explica ao JN Manuel Francisco Ferreira. Após estes sinais e preocupados com o estado de saúde de Elvira, um familiar da idosa decidiu chamar o INEM. “Telefonamos para lá às 14.46 horas e explicamos o que estava a passar. Do outro lado da linha, e após uma bateria de perguntas e música, ignoraram por completo a situação de emergência e como se isto não bastasse desligaram o telefone na cara”, conta Manuel Ferreira, que voltou a telefonar para o INEM mas desta vez nem sequer atenderam.

Entretanto uma patrulha da PSP de Braga que por ali passava viu o aparato e a aflição da família Ferreira face ao agravamento dos sintomas de saúde da idosa. ?A Polícia ficou estupefacta com a situação, ficando incrédulos com a atitude do INEM?, relata o filho de Elvira. Um agente da PSP pegou no seu telemóvel e, após alguma espera (15 minutos), comunicou com o INEM. ?Após 30 minutos do telefonema do agente da PSP a ambulância chegou?, disse ao JN Manuel Francisco Ferreira, em tons de revolta e indignação.


Entre o primeiro contacto, por parte dos familiares da idosa, e a chegada da ambulância do INEM decorreu mais de uma hora e Elvira Ferreira acabaria por falecer no local. O filho da idosa conta ainda que, aquando da primeira chamada, contactaram outros familiares que estavam em Ofir, Esposende, que fica sensivelmente a 43km da Falperra e mesmo assim chegaram primeiro que a ambulância de Braga. “Se o INEM tivesse agido de acordo com o que seria de esperar talvez eu ainda tivesse a minha mãe comigo. Agora pergunto: foi por saberem a idade da senhora? Foi porque estava muito calor para saírem do fresquinho? Foi por não ser presidente da República?”, questiona Manuel Francisco Ferreira, que classifica o socorro e os serviços prestados pelo INEM de “miseráveis”.

O INEM, contactado pelo JN, afirma que o primeiro pedido de ajuda a dar entrada no CODU, a propósito deste caso, surge às 15.07 horas, onde foi “reconhecida a gravidade da situação”. Em comunicado, esclarece ainda que às 15.13 horas foram accionados uma ambulância do INEM e a VMER do Hospital de Braga, tendo esta chegado ao local às 15.16 horas (ou seja, 30 minutos após o primeiro alerta dado pelos familiares).

No entanto o INEM esclarece que “o 112 é comum a várias situações, como por exemplo, assalto, roubo, incêndio, etc., e é atendido, em primeira linha, por uma central da PSP que apenas canaliza para o INEM as chamadas que à saúde digam respeito. Poderá aí ter ocorrido a situação descrita na denúncia, não sendo por isso imputável ao INEM”, refere o comunicado. O INEM alega que respondeu, de imediato, ao pedido de socorro.

Fonte: JN

Três bombeiros feridos em acidente


Cinco bombeiros voluntários de S. João da Madeira foram vítimas de um acidente de viação, nas Caldas de S. Jorge, Santa Maria da Feira, quando seguiam numa viatura todo-o-terreno para o combate a um incêndio. Três foram hospitalizados.

O acidente ocorreu cerca das 14 horas. Os bombeiros de S. João da Madeira encontravam-se no combate a um incêndio nas Caldas de S. Jorge, quando foram chamados para outro fogo, na Freguesia de Romariz.

Na viagem pela estrada nacional (EN 223), no Lugar do Lago, zona de declive e de curva acentuada, a viatura que transportava os cinco elementos entrou em despiste percorrendo cerca de 30 metros sem a roda traseira direita, com o eixo cravado no asfalto a servir de travão. A roda com a jante partida só parou cerca de uma centena de metros à frente.

"Podia ter acontecido uma tragédia muito grande. Mas tiveram sorte de o jipe ter parado no meio da estrada sem ter capotado ou batido noutra viatura" contou, ao JN, uma das testemunhas, ainda abalada com o sucedido.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, Normando Oliveira, afirma que não há, de momento, certezas sobre as causas do acidente, O responsável prefere, por isso, esperar pela conclusão do inquérito, que será efectuado ao longo da próxima semana.

Sobre os sinistrados adianta que "três bombeiros ficaram feridos, mas estão conscientes". "Um deles apresenta suspeita de fractura do fémur, mas nenhum parece correr perigo", acrescentou.
As vítimas foram socorridas por INEM, bombeiros da Feira, Arrifana e S. João da Madeira.

No local recordava-se a tragédia ocorrida há cerca de três anos, na mesma estrada, a cerca de 50 metros daquele local e que vitimou um jovem bombeiro de Arrifana.

Fonte: JN

domingo, 4 de julho de 2010

Alerta amarelo em todo o país


Todo o território do continente está sob aviso meteorológico amarelo. Escapam apenas os distritos de Viana do Castelo e Faro. Em todos os outros os termómetros deverão marcar temperaturas a rondar os 40 graus, num dia em que o Instituto de Meteorologia prevê trovoadas, especialmente a Sul.

“Estamos a prever céu pouco nublado ou limpo, com alguma nebulosidade durante a tarde, em especial nas regiões do Sul, onde pode ocorrer aguaceiros e trovoadas. Estamos a prever uma subida da temperatura máxima. São valores que estão entre os 36 e os 40 graus, mais elevados no interior”, explicou à Renascença Margarida Gonçalves, do Instituto de Meteorologia.

Para os próximos dias, prevê a meteorologista, o tempo quente vai continuar “até dia 7, onde já se prevê uma descida de temperatura”.

Devido às previsões de tempo quente, a Autoridade Nacional de Protecção Civil accionou esta manhã o alerta amarelo para incêndios florestais em todos os distritos do continente até às 20h00 de terça-feira.

O índice de radiação ultra violeta também vai estar muito alto em todo o país durante o dia de hoje.

Fonte: Renascença

Dispositivo de combate aos fogos quase triplicou custo em cinco anos


O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, adiantou há dias, no arranque da pior fase dos incêndios florestais, a Charlie, que o dispositivo deste ano custa 103 milhões de euros, um montante que contrasta com os 36,6 milhões de euros contabilizados para o mesmo efeito em 2005, um dos piores anos em termos de área ardida com mais de 338 mil hectares de floresta destruídos pelas chamas.

O PÚBLICO tentou perceber junto do Ministério da Administração Interna (MAI), quais os principais gastos do dispositivo e o que está incluído nos 103 milhões de euros, mas o ministério não respondeu a tempo.

Contudo, o Orçamento de Estado deste ano já explica, em parte, o crescimento dos gastos da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), que coordena e monta um dispositivo, que todos reconhecem estar mais eficaz. A diminuição da área ardida prova isso mesmo. "O crescimento da despesa prevista para o conjunto dos serviços e fundos autónomos deste ministério [MAI] evidencia a política de protecção civil, nomeadamente, mediante o crescimento do financiamento dos meios aéreos utilizados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil", lê-se no relatório do Orçamento de Estado para 2010.

O orçamento da ANPC contabiliza este ano 139 milhões de euros, 136,5 dos quais para despesas de funcionamento. O valor significa um aumento de 14,5 por cento face ao ano anterior, refere o Orçamento de Estado.

Para além do razoável

Desde que, em 2007, o Estado começou a operar os dez meios aéreos adquiridos por si, cujo objectivo principal é combater os incêndios florestais, os custos dispararam. Em 2008, os gastos com a operação anual dos nove helicópteros (um foi destruído num acidente logo em 2007) foi orçamentado em 23 milhões de euros que se somaram aos 29,1 milhões gastos com o aluguer entre, Maio e Outubro, dos restantes 49 aparelhos que compuseram o dispositivo desse ano.

Há que salientar, contudo, que os helicópteros do Estado não são usados só no combate a fogos, mas também em missões de evacuação médica, operações de segurança, transporte de órgãos e salvamentos.

Já este ano o Governo autorizou, através de um despacho, a Empresa de Meios Aéreos, que gere a frota do Estado e aluga os restantes meios aéreos utilizados pela ANPC, uma despesa "com a aquisição de serviços de disponibilização e locação dos meios aéreos" de perto de 37,2 milhões de euros mais IVA. A maior parte desta verba deverá integrar os custos do dispositivo de combate aos incêndios florestais. As equipas de bombeiros voluntários que entre Maio e Outubro ajudam a combater os incêndios e que o Estado gratifica com 41 euros por dia são outra das despesas do dispositivo. Só na fase Charlie, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, há 4255 bombeiros nestas equipas, o que significa uma despesa de 16 milhões de euros, só nestes três meses.

Para o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, o custo do dispositivo já ultrapassa o razoável, defendendo, por isso, uma reavaliação dos gastos. "Depois desta época de incêndios florestais, em Outubro ou Novembro, e se se confirmar a consolidação deste dispositivo, é preciso reavaliá-lo na perspectiva do seu custo-benefício", afirma Duarte Caldeira. Apesar de reconhecer que a aquisição de meios aéreos por parte do Estado foi uma reivindicação de muito anos, o presidente da Liga sublinha que é necessário avaliar se o país precisa de tantos aparelhos. "Não sei se é ajustado ao país dispor de tantos meios aéreos", questiona.

Evitar a descoordenação

Em 2005, o dispositivo de combate contava com 47 aparelhos, tendo os fogos desse ano obrigado ao aluguer de mais dois meios. Nos últimos dois anos, o país tem tido ao dispor 56 aparelhos, incluindo os meios do Estado. Mas, mais importante que o aumento dos meios, dizem os especialistas, foi a mudança de estratégia na sua utilização. Os anos trágicos de 2003 (425 mil hectares ardidos) e 2005 (338 mil hectares ardidos) obrigaram a uma profunda reflexão sobre o dispositivo de combate que resultou num reforço de meios e numa mudança radical da sua gestão. Os meios aéreos passaram a estar vocacionados para a primeira intervenção, tendo-se criado equipas helitransportadas para ocorrer aos focos nascentes e evitar que estes se tornem grandes incêndios.

O comando único foi outra mudança fundamental, tendo os elementos da ANPC ganho competências de comando no teatro de operações, evitando-se uma descoordenação dos meios. Foi criado o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro na GNR, que conta hoje com mais de 630 homens, e a Força Especial de Bombeiros, com mais de 250, ambos numa lógica de profissionalizar o socorro e o combate aos incêndios. O mesmo objectivo teve a criação das Equipas de Intervenção Permanente nos corpos de bombeiros, com um efectivo actual de 600 elementos. Tentou-se também trazer mais conhecimento para o dispositivo, que passou a integrar o Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF), constituído por técnicos especializados.
Fonte: Publico