terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A.H.B.V.M.C. faz 89 Anos de Existência

Gostaria de felicitar a nossa ilustre Corporação pelos seus 89 anos. Estão também de parabéns todos os Bombeiros, que por este CB passaram e deram o seu melhor, à Corporação e à nossa cidade. Embora os tempos não corram de feição, deixo aqui um apelo aos Senhores da Direção:
contribuam para sermos dos melhores Corpos de Bombeiros do Distrito, como rezava a nossa história. Do passado todos temos saudades e orgulho. Do presente é melhor nem falar. Espero que no próximo ano tenhamos mais motivos para festejar.

Liga dos Bombeiros discute sustentabilidade económica


Segundo a LBP, no encontro estará em debate "a sustentabilidade económica das associações de bombeiros voluntários ameaçada pela ausência de um modelo de financiamento adequado", tendo em conta que o actual é provisório desde 2007 e há muito que "não responde".
A crise no transporte de doentes também vai estar em cima da mesa, apesar do assunto não depender do Ministério da Administração Interna, mas sim do Ministério da Saúde.
No entanto, a LBP considera que o transporte em ambulâncias de doentes não urgentes deve ser equacionada numa perspectiva global, já que "poderá afectar também a própria prestação do socorro".
O presidente da LBP, Jaime Soares, defende que o MAI deveria participar activamente nas negociações com o Ministério da Saúde sobre o transporte de doentes não urgentes, cuja redução de pedidos está a levar a uma "redução drástica nas receitas" e "afligir" as associações de bombeiros, estando muitas em falência técnica, a vender material e a despedir pessoas.
O presidente LBP já lançou um ultimato ao Governo, garantindo que o não cumprimento de quatro exigências pode levar a uma paralisação nacional na prestação total de serviços, exceptuando os de emergência.
"Queremos que o Ministério da Saúde acerte connosco, de imediato, o aumento de preços por quilómetro, da taxa de saída, da utilização de oxigénio e das horas de espera", afirmou Jaime Soares há cerca de uma semana.
A formação dos bombeiros é outros dos assuntos que a LBP quer abordar com o ministro Miguel Macedo.

Fonte: CM

Lei Orgânica que decreta a fusão do ICNB e da ANF vai sair em breve

Já só falta publicar a Lei Orgânica que decreta a fusão do ICNB e da Autoridade Nacional Florestal. O secretário de Estado das Florestas, Daniel Campelo, diz que todo o trabalho administrativo para a junção das duas entidades já está concluído.

O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural disse que há já passos dados na fusão da Autoridade Nacional Florestal com o ICNB. Daniel Campelo referiu que apenas se aguarda pela publicação da Lei Orgânica que oficializa a fusão dos dois organismos públicos:

“Estamos a aguardar apenas pela publicação da lei orgânica mas posso dizer que já há um trabalho que está a ser feito no terreno em conjunto pelas duas entidades para que seja aproveitada toda a matéria que exista. Com essa fusão vamos poder ser mais eficazes na resposta naquilo que é função do Governo na matéria das florestas”.

Com esta estratégia o Governo pretende racionalizar meios humanos e técnicos e adapta-los às necessidades da região. Quanto às áreas protegidas do nordeste transmontano, Campelo ficou-se pelas meias palavras:

“O que nós esperamos com essa fusão é uma maior racionalização dos meios, sejam financeiros ou humanos. Nós temos situações que algumas destas entidades tinham carro e não tinham gasóleo e outras tinham gasóleo e não tinham carros. Espera-se que no futuro esta gestão possa ser uma gestão equilibrada”.

ICNB e Autoridade Nacional Florestal vão ser apenas uma só entidade em nome da reestruturação dos serviços públicos”.

Fonte: RBA

Jovens electrocutados ao furtar cobre em posto de transformação


Dois jovens, de 17 e 22 anos, foram hoje electrocutados quando estavam alegadamente a furtar cobre num posto de transformação da EDP no Barreiro e foram transportados para o Hospital de São José (Lisboa), devido às graves queimaduras sofridas.
«Tratava-se de dois indivíduos que, ao que tudo indica, estavam a furtar cobre na freguesia do Lavradio, no Barreiro, tendo sofrido graves queimaduras», disse à Lusa fonte da PSP.

Fonte dos Bombeiros Voluntários do Barreiro disse à Lusa que a corporação recebeu o alerta às 11h31. «No local estavam dois indivíduos que foram electrocutados, apresentando queimaduras na face, crânio, tórax e membros superiores», disse.

A mesma fonte acrescentou que os dois feridos receberem também apoio dos médicos e da equipa de enfermagem do Centro de Saúde do Lavradio, que fica a poucos metros, tendo depois sido levados para o Hospital do Barreiro.

Devido à gravidade dos ferimentos, os dois foram depois transferidos para Lisboa.

A situação originou também uma falha de luz que abrangeu toda a frequência, tendo sido reposta mais de uma hora depois, após uma intervenção de elementos da EDP.

Lusa / SOL

domingo, 29 de janeiro de 2012

Bombeiros ponderam acabar com o transporte de doentes


António Carvalho foi reconduzido esta sexta-feira à presidência da Federação dos Bombeiros do distrito de Lisboa e assumiu que as corporações “ponderam acabar com o serviço de transportes de doentes” caso as actuais condições se mantenham.

Há uma redução de 20 a 30 por cento no transporte de doentes. Estes serviços têm de ser pagos ao preço justo, para que possamos mantê-los especializados e dentro dos bombeiros, porque senão teremos de acabar com ele”, advertiu o responsável, em declarações à Lusa, após ter sido reeleito, com 90 por cento dos votos, para um mandato de três anos.

Os despedimentos nos corpos de bombeiros é outro assunto que vai merecer especial atenção por parte de António Carvalho. “É um problema que nos assusta há mais de um ano. Tememos que o despedimento generalizado dos bombeiros possa pôr em causa o socorro às populações, já que são esses bombeiros que também faziam a emergência”, alertou.

Sobre o transporte de doentes e os valores pagos pelo serviço por parte do Ministério da Saúde, o presidente foi claro: “O preço do quilómetro é importante, mas não essencial. Preocupa-nos mais que o valor a ser pago por cada serviço seja justo para que seja sustentável. Se as coisas se mantiverem como estão, ponderamos seriamente acabar com esse serviço”, afirmou.

António Carvalho recordou que há um grupo de trabalho nomeado pelo Ministério da Saúde que está em negociações com a Liga dos Bombeiros. “Dentro de 30 dias esse grupo irá apresentar algumas conclusões e a partir daí veremos o que iremos fazer”, adiantou.

A questão do financiamento estatal aos corpos dos bombeiros é outro dos temas onde o recém-eleito espera desenvolvimentos.

“Em conjunto com a Liga [dos Bombeiros] veremos quando é que o Governo pode avançar para discutir o modelo de financiamento dos corpos de bombeiros. É uma promessa adiada e que está estrangular todas as associações do País”, disse o operacional.

António Carvalho irá lutar também pela reforma legislativa: “No regime jurídico dos corpos de bombeiros, dos bombeiros e o seu estatuto social. Diplomas publicados em 2007 e que carecem de ser reajustados à realidade actual. Ser bombeiro voluntário hoje não é o mesmo que ser voluntário há 20 ou 30 anos”, especificou.

Quanto à formação dos operacionais, o presidente da Federação assumiu o compromisso de “exigir à Escola Nacional de Bombeiros que dê mais e melhor formação no âmbito das técnicas de emergência pré-hospitalar” e defendeu o “alargamento dos cursos de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS) aos bombeiros”.

António Carvalho, que é comandante dos Bombeiros da Póvoa de Santa Iria, encabeçou esta noite a única lista que concorreu às eleições da Federação dos Bombeiros do distrito de Lisboa, tendo sido reeleito com 64 votos, o que representa 90 por cento do universo de votos das corporações da Federação.

O presidente da direcção dos Bombeiros de Sintra, Bento Marques, foi eleito para um primeiro mandato como presidente da mesa da Assembleia-geral, e para o conselho fiscal foi reconduzido o presidente dos Bombeiros de Moscavide e Portela, Simenta Mordido.

300 pessoas encontradas mortas em casa desde 2008

Quase 300 pessoas, na sua maioria idosas, foram encontradas mortas em casa em Lisboa nos últimos quatro anos e em 2012 o número já alcança uma dezena, segundo dados da Câmara de Lisboa.
Este ano, até quarta-feira, quando duas idosas foram encontradas em avançado estado de decomposição em casa, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa descobriram dez pessoas mortas em casa. O total, desde 2008, é de 289.
De acordo com os dados da autarquia, no ano passado os sapadores depararam-se com 79 pessoas já cadáveres, num total de 1511 operações de abertura de portas com socorro. O vereador da Proteção Civil, Manuel Brito, disse à Lusa que a maioria destes casos são pessoas idosas.
Destes quatro anos, 2010 é o que apresenta o menor número destes casos: foram encontradas 60 pessoas mortas em casa. É também em 2010 que surge o único mês -- março - em quatro anos sem identificação de cadáveres em interiores das casas de Lisboa.
O número volta a subir em 2009, quando os bombeiros descobriram 71 pessoas sem vida no interior das suas habitações. Os sapadores foram chamados 1365 vezes, mais de 300 delas as pessoas estavam em situações de risco.
Em 2008, foram encontradas 69 pessoas "já cadáveres" no interior. É neste ano que se regista também o mês, nestes quatro anos, com mais casos deste tipo: em dezembro os bombeiros depararam-se com 14 pessoas mortas em casa.

Fonte: DN

Bombeiros fazem dois partos, um dos quais de gémeos, na ambulância

Duas meninas gémeas e um menino nasceram hoje de madrugada e manhã em ambulâncias dos bombeiros de Santa Marinha do Zêzere, a caminho do Hospital do Vale do Sousa, em Penafiel.
Segundo disse à Lusa fonte daquela corporação, o primeiro parto, de um menino, aconteceu pelas 02:30 e foi o terceiro filho que a parturiente teve numa ambulância.

«Fomos chamados para a ir buscar a casa às 01:50, mas vi logo que não chegávamos ao hospital», relatou à Lusa o bombeiro Fábio Miranda, que ajudou no parto.

Fonte: Diário Digital

Três mortos nas obras da barragem do Tua


Três trabalhadores das obras da barragem de Foz Tua morreram hoje soterrados.Um problema com a máquina que estava a fazer aterros fez com que toneladas de terra e pedras caíssem em cima dos operários.
O acidente aconteceu pouco antes das duas da tarde entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.
Em declarações à RTP, o vice-presidente da câmara de Alijó, Adérito Figueira, explica que “o acidente deu-se por volta das 13H40. Uma máquina estava a fazer desaterros caiu e arrastou algumas toneladas de terra apanhando três vitimas que já está confirmado que são mortais”.As vítimas, com idades entre os 35 e os 50 anos, eram todas naturais da região.A falta de condições de segurança no local está a dificultar a operações para o regate dos corpos.“Procedemos ao resgate dos corpos para um ponto de maior segurança, pois dois dos corpos ainda estão numa zona que oferece algum perigo pois há material solto que a qualquer momento pode desabar” refere o comandante distrital de protecção civil de Vila Real.Carlos Silva salienta que este tipo de acidentes estava previsto nos planos de emergência da obra.“A obra é de grande complexidade e está numa zona muito perigosa. Esta situação estava prevista que pudesse acontecer no planeamento de emergência da obra e que tem sido testado pelos agentes da protecção civil neste local” afirma.No local estão cerca de 20 bombeiros, GNR e INEM e também um helicóptero da Protecção Civil que aterrou na ponte que atravessa a zona a jusante do local do local onde está a ser construído o paredão da barragem.
A Autoridade para as Condições de Trabalho está já a avaliar as causas deste acidente.


Escrito por Brigantia (CIR)
Foto: Eduardo Pinto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nova administração da ULS já publicada em Diário da República


Apesar de já estar em funções, desde a passada sexta-feira, a nova administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste, foi ontem publicada em diário da República a respectiva nomeação assinada pelos ministros da Saúde e das Finanças. Os cinco membros da administração têm à sua frente um mandato de três anos, e vão auferir salários que vão desde os quatro mil aos 4 mil e 800 euros mensais.

O conselho de administração é composto pelo presidente e por quatro vogais, nomeados por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da saúde, para um mandato com a duração de três anos, sendo dois dos seus membros obrigatoriamente médicos que asseguram, respectivamente, a direcção clínica da área dos cuidados de saúde primários e da área dos cuidados hospitalares, e um outro, um enfermeiro que assegura a direcção de enfermagem. São nomeados, pelo período de três anos, para o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste. O presidente é António Marçoa, 55 anos, licenciado em Economia, pela Faculdade de Economia do Porto. Exercia o cargo de vogal no extinto Centro Hospitalar do Nordeste, desde 2005. Domingos Fernandes, 35 anos, licenciado em Medicina, pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, vai desempenhar o cargo de director clínico da área dos cuidados hospitalares. Armandino Raposo, 55 anos, licenciado em Medicina na Faculdade de Medicina do Porto, será o director clínico na área dos cuidados de saúde primários. Segue-se a enfermeira especialista que até aqui exercia funções de chefia no serviço de Bloco operatório, Ângela Prior, 45 anos, Mestre em Ciências de Enfermagem no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar — Universidade do Porto que vai desempenhar o cargo de enfermeira directora. A fechar a nova administração da ULS do Nordeste conta ainda com Aida Palas, 55 anos, licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Aida Palas exercia as funções de directora dos serviços financeiros e de contabilidade, no Centro Hospitalar de Trás -os -Montes e Alto Douro. O Diário da República revela ainda que a remuneração mensal do presidente da administração da ULS do Nordeste será de 4834 euros e 81 cêntimos, enquanto os quatro vogais vão receber menos cerca de 800 euros, por mês, o que dá um salário de 4065 euros, mais 58 cêntimos.
Escrito por Terra Quente (CIR)

PCP acusa Governo de desprezar bombeiros. Governo diz que está a ser “bombeiro”


O PCP levou esta tarde ao Parlamento uma denúncia da Liga dos Bombeiros, segundo a qual a não actualização de regras para o transporte de doentes não urgentes começa a pôr em causa a sobrevivência financeira de algumas corporações.
O deputado Antonio Filipe destacou o facto de já terem sido dispensados mais de 400 bombeiros em todo o país.
“Já foram 400 os bombeiros dos serviços de ambulâncias que viram os seus contratos de trabalho rescindidos por falta de meios financeiros das corporações de bombeiros e isso são pessoas que ficam de fora, pessoas que têm prestado um contributo inestimável ao país e que são lançadas ao desemprego”, disse.
António Filipe lamenta que entretanto “os doentes ficam sem qualquer protecção para se deslocar a tratamentos médicos, que em alguns casos até depende a sobrevivência das pessoas”.
Em defesa do Governo, a deputada do PSD Teresa Leal Coelho afirmou que este, tal como muitos outros problemas, foi herdado do executivo anterior.
“Este ministro da Administração Interna e este ministro da Saúde estão a cuidar de recuperar o Serviço Nacional de Saúde e por outro lado as condições de manutenção da segurança em Portugal”, declarou.
“Este Governo está a ser mais bombeiro que outra coisa”, afirmou Teresa Leal Coelho, defendendo ainda que o Executivo “herdou dívidas que está a resolver dentro de um quadro orçamental de responsabilidade”.

Fonte: RR

Está em curso desde o início do dia de ontem, terça-feira, 24 de Janeiro, um exercício da Autoridade Nacional da Proteção Civil que consiste na transferência da sala de comando entre o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) e o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.

O exercício que termina às 20h00 de hoje, 25 de Janeiro tem como finalidade testar a capacidade operacional do CNOS em caso de catástrofe ou quaisquer problemas que impeçam o funcionamento deste Comando nas suas instalações de Carnaxide.

Na prática, se a estrutura principal da Protecção Civil em Lisboa deixar de ficar operacional por catástrofe ou outro qualquer motivo, o comando nacional de socorro passará a estar concentrado em Almeirim, sendo esta a base de resposta a todas as situações de emergência.

Esta deslocação do Comando Nacional para as instalações de Almeirim foi anunciada por Arnaldo Cruz, durante a cerimónia de assinatura do protocolo para a construção da futura base do grupo de Santarém da Força Especial de Bombeiros em Almeirim.

Fonte: O Almeirinense

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Banco Alimentar ajuda Cavaco Silva



Na semana passada, Cavaco Silva, Presidente da República, afirmou que a sua reforma não dá para as despesas. Assombrada e chorona, a nação entrou em choque depois de ouvir estas palavras. Portugal descobriu que tem um Presidente pé-rapado. A crise não deixa escapar ninguém, nem mesmo aqueles com quase 700 mil euros a render (de facto, os juros estão muito baixos). Mas, mais uma vez, a nação mostrou que tem um coração especial. Há um quinto imperalista da piedade no coração de cada português. E, dando azo a esta bondade intrínseca, uma onda de solidariedade varreu todos os lares, do Minho a Timor. Milhares de pessoas acorreram à segurança social mais próxima no sentido de doarem parte das suas reformas ao empobrecido e sobreendividado Presidente. Na segurança social do Príncipe Real, enquanto uma horda comovente de cidadãos entregava os seus porquinhos mealheiros, ouviam-se gritos de "Cavaco, amigo, os tesos estão contigo".

A onda de solidariedade não ficou por aqui. Na paredes do compro, vendo e alugo dos supermercados, centenas e centenas de cidadãos ofereceram quartinhos ao Presidente ("se não se importar de partilhar quarto com a Irina e Svetlana, que estão cá em Erasmus, V. Exa. está à vontadinha"). T1 e T2 a preço de amigo também foram anunciados. Entretanto, esta onda transformou-se num verdadeiro tsunami de boa vontade quando as instituições de solidariedade social abriram as portas ao nosso querido e carenciado Presidente. A Caritas prometeu roupinha, porque, como se sabe, 10 mil euros de reforma não chegam para comprar muitos trapinhos. E o Banco Alimentar lançou uma recolha especial.

Esta reportagem viu, ao vivo e a cores, a extraordinária boa vontade do povo português nesta acção do Banco Alimentar. Nos supermercados de Lisboa, das Avenidas Novas a Xabregas, os cidadãos encheram carrinhos para o casal Aníbal e Maria. No super da João Crisóstomo, senhoras de farta idade entregaram pacotes de bolacha de água e sal, dizendo "isto é para a primeira-dama molhar no leitinho, 'tá bem?". A par da bolachinha de água e sal, o povo providenciou uma enxurrada de pacotinhos de leite, de linguiça, de farinha, de azeite e de óleo. No meio desta boa vontade colectiva, houve apenas um estranho incidente: um cidadão forçou a oferta de um carrinho cheio de cadernos quadriculados e máquinas de calcular. Por enquanto, os responsáveis desconhecem a identidade e a intenção do cidadão. Assim que se justificar, a nossa reportagem voltará ao caso.


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/banco-alimentar-ajuda-cavaco-silva=f701145#ixzz1kWA3wvI4

Força Especial de Bombeiros Canarinhos


Apresentação:

A Força Especial de Bombeiros Canarinhos é uma força especial de proteção civil, dotada de estrutura e comando próprio, organizada e inserida no dispositivo operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), criada ao abrigo do disposto no artigo 19º do Decreto-Lei n.º 247/2007, de 27 de Junho, que aprovou o regime jurídico dos Corpos de Bombeiros.

Visão

“Afirmar a Força Especial de Bombeiros como uma força de proteção civil de referência, disciplinada, organizada, respeitada e prestigiada, projetando-se pela eficácia e profissionalismo das suas intervenções, em ordem à proteção dos direitos e interesses legalmente consagrados dos cidadãos, no âmbito de missões de proteção e socorro.”

Missão

Compete à Força Especial de Bombeiros:

Responder, com elevado grau de prontidão, às solicitações de carácter emergente de proteção e socorro, a ações de prevenção e combate em cenários de incêndios, acidentes graves e catástrofes em qualquer local no território nacional ou fora do país e em outras missões do âmbito da Proteção Civil;
Ministrar formação especializada nas valências em que venha a estar credenciada pela Escola Nacional de Bombeiros (ENB).

Valores

A Força Especial de Bombeiros tem por valores:

Disponibilidade permanente para a Missão;
Trabalho em equipa multidisciplinar;
Cultura da exigência;
Qualidade e eficácia da intervenção;
Rigor, disciplina e profissionalismo;
Dedicação, competência, produtividade e responsabilização dos seus bombeiros;
Ética profissional;
Bom relacionamento interpessoal.

Organização e Estrutura

A Força Especial de Bombeiros (FEB), atualmente constituída por 3 Companhias e 7 Subunidades de escalão "Grupo", conta atualmente com um efetivo global de 259 bombeiros.

O Comando da FEB integra um Comandante, um 2.º Comandante, um Adjunto de operações, um Adjunto de planeamento, um Adjunto administrativo e logístico e três Comandantes de Companhia. O 2.º Comandante é, por inerência e em acumulação, o Comandante de uma das Companhias.

A FEB possui uma Unidade de Apoio Administrativo e Logístico que assegura o respetivo apoio administrativo e logístico ao Comando.

O Estado-Maior é um órgão de apoio e aconselhamento ao Comandante da FEB, que integra o 2º Comandante, o Adjunto de operações, o Adjunto de planeamento, o Adjunto administrativo e logístico e o Coordenador da Unidade de Apoio.

A Companhia é a unidade operacional da FEB que integra, no mínimo, dois Grupos e o Comandante de Companhia.

O Grupo é a unidade operacional da Companhia que integra, no mínimo, duas Brigadas. Cada Grupo é comandado por um Chefe de Grupo, que responde diretamente perante o Comandante da Companhia, sem prejuízo da articulação operacional com o Comandante Operacional Distrital (CODIS) respetivo. Assim, cabe ao Comandante do Grupo garantir a disciplina, a formação e a proficiência do desempenho do seu Grupo, cabendo ao CODIS garantir o apoio logístico e o controle operacional do Grupo que lhe está atribuído quando em apoio direto.

A Brigada é a unidade operacional do Grupo que integra 2 ou 3 Equipas e é comandada por um Chefe de Brigada, que acumula as funções de chefe de uma das Equipas.

A organização da subunidade de escalão "Grupo" tem como base um conceito modular, multidisciplinar, de 5 bombeiros, designada por Equipa, sendo que um de entre eles desempenha a função de Chefe de Equipa. Pretende-se assim que, em cada uma das Equipas, para além da formação de base, cada um dos elementos seja altamente qualificado em áreas específicas de intervenção.

Este modelo organizativo flexível e facilmente adaptado à natureza da missão permite, por um lado, garantir uma maior capacidade de resposta qualificada, nos distritos onde se encontram sedeados, sem prejuízo de uma pronta e rápida movimentação para todo o restante território de possível atuação.

Valências

Grupo de Recuperadores - Salvadores
Os Recuperadores-Salvadores (RS) integram um Grupo específico na direta dependência do Comandante da FEB, distribuído pelas Bases de Helicópteros de Serviço Permanente (BHSP), definidas superiormente.

Ao Grupo de Recuperadores-Salvadores compete a execução de missões de busca e salvamento em ambiente aquático e terrestre.

O Grupo tem como missão:

Responder, com elevado grau de prontidão, às solicitações de busca e salvamento que requeiram a intervenção de um meio aéreo dotado das necessárias qualificações;
Participar em ações de prevenção no âmbito da proteção civil;
Participar em outras ações para as quais estejam tecnicamente preparados e se enquadrem nos fins específicos das missões atribuídas à Força Especial de Bombeiros (FEB).
Cada BHSP dispõe de um efetivo de 1 Verificador Técnico, 1 Adjunto do Verificador Técnico e 4 RS.

O RS Verificador Técnico é equiparado, para efeitos hierárquicos e funcionais, a Chefe de Brigada, enquanto o adjunto é equiparado, para os mesmos efeitos, a Chefe de Equipa.

Grupo de Resgate em Montanha
O Grupo de Resgate em Montanha organiza-se de forma modular, dispondo de uma estrutura própria e específica, competindo-lhe a execução de missões de proteção e socorro no âmbito do salvamento em montanha com ou sem ambiente de neve.

O Grupo de Resgate em Montanha encontra-se distribuído pelas Bases Permanentes da FEB inerentes aos distritos da Guarda e Castelo Branco.

O Grupo de Resgate em Montanha desenvolve a sua missão na área definida no PONSE (Plano de Operações Nacional da Serra da Estrela). Contudo, o Grupo de Resgate em Montanha pode ser mobilizado para outras áreas de intervenção por indicação do Comandante Operacional Nacional ou imposição que decorra da ativação de planos e diretivas nacionais. O Grupo de Resgate em Montanha pode prosseguir as suas atribuições fora do território continental, quando mandatado legalmente para esse efeito.

O Grupo de Resgate em Montanha é constituído por um Chefe de Grupo, dois Chefes de Brigada, dois Chefes de Equipa e um número de Bombeiros adequado às necessidades inerentes à vertente operacional.

Brigada de Apoio Logístico
A Brigada de Apoio Logístico da FEB foi criada para colaborar e apoiar as tarefas de âmbito logístico da Célula de Logística do CNOS.

A Brigada é constituída por um Chefe de Brigada, um Chefe de Equipa e nove Bombeiros, sendo constituída maioritariamente por elementos do Grupo de Santarém.

Grupo de Resposta Internacional
Ao Grupo de Resposta Internacional compete executar missões internacionais de proteção e socorro ou ajuda humanitária, podendo intervir integrado em forças conjuntas ou combinadas, em simultâneo com outros agentes de proteção civil, ou de forma destacada, como força de reação rápida.

O Grupo organiza-se de forma modular, dispondo de uma estrutura própria e específica, integrando 22 elementos, de entre o efetivo territorial da FEB, com competências e qualificações técnicas específicas.

Brigada de Salvamento Aquático
A Brigada de Salvamento Aquático realiza missões de socorro às populações em caso de inundações, socorro a náufragos e buscas subaquáticas, particularmente no plano de água e subaquático da Barragem do Alqueva.

A Brigada é constituída por elementos dos Grupos de Beja e Évora, com formação específica em mergulho e nadadores salvadores, credenciados com a carta de patrão local, que operam duas embarcações de socorro. A Brigada possui equipamento de mergulho para buscas subaquáticas e de nadador salvador para salvamentos no plano de água.

Equipas de Posto de Comando Operacional de Reserva Nacional
Os elementos da estrutura de Comando e Chefia da Força Especial de Bombeiros integram as Equipas de Posto de Comando Operacional, de âmbito nacional, com capacidade para prover todas as células previstas no sistema de gestão das operações.

Equipas de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS)
As ERAS caracterizam-se pela sua grande mobilidade e capacidade técnica, garantindo a interligação permanente, e têm como principal objetivo dotar o CNOS ou o CDOS, de acordo com o escalão de acionamento, com informação imediata e indispensável ao processo de tomada de decisão:

Fazendo um ponto de situação imediato ao CNOS ou CDOS, sobre o evento;
Fazendo um ponto de situação operacional;
Analisando e avaliando toda a situação e propondo ao CNOS ou CDOS, os recursos mais adequados para lidar com a emergência;
Executando outras missões que lhe sejam determinadas pelo CNOS ou CDOS.
As ERAS têm ainda como missão percorrer a zona de intervenção (ZI), por via aérea e/ou terrestre e recolher toda a informação disponível sobre as consequências do evento em causa, nomeadamente no que se refere ao reconhecimento e avaliação de:

Situações urgentes ou emergentes;
Locais com maiores danos no edificado;
Locais com maior número de sinistrados;
Estabilidade de vertentes;
Estabilidade e operacionalidade das infra-estruturas;
Núcleos habitacionais isolados;
Pessoas isoladas;
Eixos rodoviários de penetração para a zona de intervenção.

Equipas de Análise e Uso do Fogo (EAUF)
Coordenadas tecnicamente pela AFN, e constituídas por 3 elementos cada, são acionadas e coordenadas operacionalmente pelo CNOS, por iniciativa deste ou perante solicitação do CDOS, estando qualificadas para análise dos fatores condicionantes de progressão e supressão do fogo, identificação e aplicação das técnicas mais adequadas à extinção do fogo incluindo, quando devidamente identificadas e credenciadas, recorrer a manobras de fogo tático

Operadores de Telecomunicações de Emergência (OTE)
Os Operadores de Telecomunicações de Emergência têm por missão reforçar as SALOC dos CDOS e CNOS em situações de Alerta Amarelo e de nível superior e reforçar os Veículos de Comando e Comunicações da ANPC em teatros de operações.



Âmbito Territorial

A Força Especial de Bombeiros, de âmbito nacional, assume-se como unidade profissional de bombeiros apta a intervir em qualquer cenário no domínio da proteção e do socorro, seja em território nacional, seja fora do país.

Esta Força, que depende técnica e operacionalmente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, é constituída por sete grupos que foram atribuídos a sete distritos: Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja.

A constituição desta Força só foi possível com a colaboração imprescindível das Associações Humanitárias de Bombeiros que disponibilizaram os seus bombeiros e os destacaram de acordo com o Protocolo estabelecido com a ANPC.

Na fase inicial de funcionamento, a Força Especial de Bombeiros foi primariamente utilizada no ataque inicial a incêndios florestais, por via aérea ou por via terrestre. Progressivamente, as equipas e grupos iniciaram formação especializada nas restantes valências de proteção civil.


Fonte: ANPC

Idosos com dificuldades em suportar preço das ambulâncias

Com as novas regras para o transporte não urgente de doentes, há muitos idosos que deixaram de ter condições para ir às consultas, em especial aqueles que vivem mais isolados e os que têm reformas mais baixas.

A população idosa e isolada não tem maneira de pagar o transporte de acordo com a nova lei. Em Odemira, como conta a repórter Maria Augusta Casaca, há casos de reformados que recebem 250 Euros por mês e têm de pagar 200 Euros pelo transporte nas ambulâncias. Há mesmo quem pergunte aos bombeiros se é possível o pagamento em prestações.
O comandante Nazário Viana, dos Bombeiros de Odemira, conta que se depara todos os dias com situações dramáticas. Muitas vezes, os idosos dizem que «se pagarem a ambulância não tem dinheiro para os medicamentos» refere. «Às vezes optamos por não receber o transporte da ambulância para eles levantarem os medicamentos» continua.
Se através da chamada telefónica o INEM não considerar o caso urgente, ou se o doente tiver uma consulta marcada no centro de saúde terá que pagar a deslocação de ambulância. No caso de Odemira, o maior concelho do País, para qualquer deslocação é preciso percorrer longas distâncias. Por exemplo, para ir da freguesia de Sabóia ao centro de saúde de Odemira, a 37 km de distância, o doente paga um valor que pode ir de 75 a 80 euros.
O Sr. Vidaúl de 76 anos é exemplo desta realidade. Mora num monte isolado de Sabóia e para apanhar o autocarro tem que se deslocar a pé um quilómetro, pelo que opta por ir ao centro de saúde de táxi. Em Odemira os bombeiros já optam por cobrar a taxa mais baixa por quilómetro, no valor de 50 cêntimos, ainda assim os idosos não têm como pagar.

Fonte: TSF

Bombeiros admitem paralisação nacional caso Governo não cumpra exigências

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) lançou um ultimato ao Governo, garantindo que o não cumprimento de quatro exigências pode levar a uma paralisação nacional na prestação total de serviços, exceptuando os de emergência. O aumento de preços por quilómetro, de taxa de saída, de utilização de oxigénio e das horas de espera são as quatro áreas fundamentais para garantir a saúde financeira dos bombeiros, explicou o responsável à Lusa.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Helicóptero do INEM mantém-se à noite


Afinal, o helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros vai continuar a operar durante a noite.A garantia foi deixada à Brigantia por fonte ligada ao Ministério da Saúde. O helicóptero vai funcionar mesmo durante a noite.Fonte ligada ao processo explicou, no entanto, que, apesar de a disponibilidade do helicóptero e das equipas médicas se manter, vai haver uma reorganização na escala dos pilotos, que passam a estar à chamada.Falta ainda agilizar a forma como isso será feito, mas o objectivo é haver poupanças com o valor pago aos dois pilotos.

Actualmente, a presença do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros em regime de permanência, 24 sobre 24 horas, custa cerca de 1,8 milhões de euros por ano.O contrato entre o Ministério da Saúde e a empresa fornecedora do serviço, a Helisul, prevê um pagamento fixo pela disponibilidade dos meios e um outro que depende da actividade, por horas de voo.

A empresa disponibiliza os meios e uma escala assegurada por dois pilotos e técnicos de assistência.
Segundo dados do INEM, os helicópteros estacionados em Macedo de Cavaleiros e Santa Comba Dão são os que mais voam, enquanto os de Lisboa e do Porto têm menos saídas.

No primeiro meio ano de actividade, o helicóptero de Macedo já tinha 106 saídas.Este helicóptero cobre os distritos de Bragança e Vila Real mas também parte dos distritos da Guarda e Viseu.
Foi prometido em 2007 pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, como contrapartida para o fecho de serviços de atendimento permanente nos centros de saúde e urgências hospitalares.
Foto: blogBVFozCoa
Fonte: Brigantia (CIR)

Bragança: críticas à política de saúde do governo na tomada de posse da distrital do PSD


José Silvano tomou ontem à noite posse como presidente da comissão política distrital do PSD, com vários recados ao Governo da coligação PSD/CDS.

No topo das preocupações de Silvano está a saúde no distrito. O líder distrital dos sociais-democratas não esquece as palavras do presidente do INEM, que abriu a porta para o fim do funcionamento permanente do helicóptero de emergência médica estacionado em Macedo de Cavaleiros e lembra que esta foi uma das contrapartidas dadas pelo anterior Governo para o encerramento dos SAP no distrito.

Também o não-pagamento dos transportes aos doentes não urgentes, dadas “as especificidades do território e serviços de saúde espalhados por tantos quilómetros” e a possibilidade de encerramento ou desclassificação de urgências no distrito preocupa Silvano, que diz que a população “não pode aceitar de bom grado” estas possibilidades.

Perante este quadro, em que Silvano inclui o esvaziamento de serviços dos centros de saúde, com a não-renovação dos contratos de muitos profissionais, o responsável promete uma “oposição frontal e na rua do presidente da distrital do PSD”.

José Silvano tomou ontem posse em Bragança como presidente da comissão política distrital do PSD. O antigo autarca de Mirandela manifestou alguma preocupação face às próximas autárquicas e apelou à mobilização dos militantes e apoiantes do PSD. Para o responsável, as medidas duras tomadas pelo Governo podem dificultar em 2013 as candidaturas dos sociais-democratas no distrito, mas avisou que a distrital não vai permitir divisões nas concelhias e que esta vai ter um papel activo na escolha dos candidatos às eleições de 2013.

Fonte: RBA

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

BE acusa governo de insensibilidade por eliminar a isenção para bombeiros e dadores de sangue


O Bloco de Esquerda criticou hoje, junto ao Hospital de S. Sebastião, na Feira, a insensibilidade do governo quanto à saúde dos portugueses, considerando que, além de impor taxas moderadoras "exorbitantes", eliminou a isenção para bombeiros e dadores de sangue.

O deputado do Bloco pelo distrito de Aveiro, Pedro Filipe Soares, afirmou: "As taxas moderadoras duplicaram e um doente que queira ter acesso a uma consulta de urgência poderá ter que pagar 20 euros, o que é uma enormidade, atendendo às condições económicas em que se vive atualmente".

"Isto já demonstra a insensibilidade do governo", continua o parlamentar, "mas essa é agravada pelo facto de agora deixar de haver isenção para quem dá aos outros algo que faz falta à sua própria vida, como acontece com os dadores de sangue, e para quem dedica o seu tempo a auxiliar quem mais precisa, como é o caso dos bombeiros".

Pedro Filipes Soares defende que o novo modelo do Serviço Nacional de Saúde obriga os portugueses a pagarem duas vezes pelo mesmo atendimento - "porque, como contribuinte, o utente já pagou para ter acesso à Saúde e agora, de cada vez que precisa do serviço, volta a pagar taxas moderadoras de contornos absolutamente exorbitantes", explica - e lamenta que "os doentes crónicos, que são quem mais precisa de ajuda, sejam precisamente quem fica mais prejudicado com esta história toda".

O deputado considera, por isso, que "o governo é insensível não apenas no que toca às taxas moderadoras, mas também no que se refere à universalidade do serviço de saúde que, como vem definido na Constituição, deveria ser para todos, protegendo os bons exemplos e aqueles que, por força das circunstâncias da vida, têm uma doença crónica e precisam de acompanhamento regular".

As preocupações de Pedro Filipe Soares estendem-se também ao transporte de doentes não urgentes, situação que "chegou a implicar um acordo entre o governo anterior e a Liga Nacional de Bombeiros, mas, na prática, está num impasse total".

O parlamentar do Bloco considera que, ao serem "empurrados para as ambulâncias dos bombeiros", muitos doentes estão a deixar de comparecer aos seus tratamentos regulares, sujeitando-se assim a que a falha a uma sessão possa colocar em risco a eficácia de todo o processo de cura.

"O que o governo está a conseguir com isto é piorar a Saúde dos portugueses e provocar a degradação geral da sua qualidade de vida", conclui o deputado.

Fonte: Lusa

Bragança: dívida do hospital aos bombeiros deve começar a ser paga este mês

O presidente da Associação humanitária dos Bombeiros de Bragança espera que a corporação seja uma das beneficiárias dos mil e quinhentos milhões de euros inscritos no Orçamento de Estado para ajudar os hospitais EPE do país a pagar as dívidas.

Rui Correia refere que são mais de 300 mil euros em dívida e que, sem a sua regularização, são os próprios bombeiros que estão em risco:

“Eu não espero, eu sei que a Associação Humanitária dos Bombeiros tem de ser uma das beneficiárias, porque de facto a dívida do hospital [de Bragança] é muito grande e não poderemos sobreviver se não formos um desses contemplados”.

Ainda assim, Rui Correia assegura que o hospital tem cumprido com as garantias dadas aos bombeiros e refere que os pagamentos da dívida devem começar ainda este mês:

“Continuo a achar que não é uma dívida. Estão em falha, mas sempre que conversámos com o hospital, foi cumprida a parte com que se comprometeram. Enviaram-nos uma comunicação a dizer que iam começar os pagamentos em Janeiro e solicitámos já uma reunião com a direcção para ver qual será a forma de pagamento”.

O antigo Centro Hospitalar – agora Unidade Local de Saúde do Nordeste, tem uma dívida aos bombeiros de Bragança que ultrapassa os 300 mil euros e que deve que começar a ser regularizada ainda este mês.

Fonte: RBA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

GIPS podem ser retirados do distrito de Bragança


O Distrito de Bragança pode vir q perder os dois centros dos GIPS (Grupo de Intervenção Protecção e socorro) sediados em Bragança mas com centros na serra de Bornes, em Alfândega da Fé, e na serra da Nogueira, em Bragança, durante o Verão. Apesar de ainda não haver uma decisão oficial, tudo indica que o Governo prepara a extinção das companhias de Bragança e de Faro, numa reorganização que estará a ser preparada.


Aliás, os rumores já chegaram à autarca de Alfândega da Fé que confessa estar muito preocupada com essa possibilidade. Berta Nunes considera mesmo que, a verificar-se essa extinção, será mais uma machadada na segurança e até na economia da região.

Pode vir a sair do distrito de Bragança uma força de intervenção que durante todos os dias do ano tem equipas prontas a intervir na área da Segurança e do Socorro. O GIPS foi criado pelo conselho de Ministros, em 2005, com um total de sete companhias em todo o País e surgiu para responder à necessidade da existência de um corpo profissional para actuar em situações de emergência de protecção e socorro, designadamente em ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes ou acidentes graves.
A sétima companhia de Bragança tem dois centros, em Bornes e na serra da Nogueira e correm rumores de que podem vir a ser extintos. A presidente do município de Alfândega da Fé está muito preocupada porque entende que o GIPS seria uma perda significativa para a região, dado que Berta Nunes considera que este grupo tem efectuado um trabalho de prevenção em termos de protecção civil singular no distrito, e tem especial relevo na redução clara do número de ignições que têm flagelado o distrito. Para além de que a autarquia já fez um investimento importante para instalar os elementos numa antiga escola primária.

“Estamos contra porque trata-se de encerrar mais um serviço importante. Aqui no concelho temos 20 homens e já investimos em instalações condignas. E tem havido bons resultados”, sublinha.

Berta Nunes ressalva ainda que, em termos económicos, não menos importante, o GIPS garante no distrito a presença de pelo menos cerca de 5 dezenas de militares que consomem e começam a instalar-se na zona, trazendo para o distrito outras pessoas contribuindo de forma positiva para a economia local. A autarca diz que não faz sentido, uma região com uma área florestal tão vasta venha a perder um serviço tão importante.

“Essa reformulação pode fazer sentido, o que não faz sentido é a retirada do serviço do distrito, mantendo-o no litoral. Ainda por cima somos um distrito com área grande com muita floresta.
Berta Nunes promete ficar atenta a este processo para não ser apanhada desprevenida e até já solicitou ao deputado Mota Andrade para questionar o Governo sobre esta questão, estando a aguardar uma resposta.
Apesar de ser apenas um rumor, a autarca de Alfândega da Fé está muito preocupada com a possibilidade de ser extinta a sétima companhia do GIPS, instalada em Bornes e na serra da Nogueira.
Uma hipótese que, para já, nem o novo comandante do GIPS de Bragança nem sequer o Ministério da Administração Interna se mostraram disponíveis para confirmar ou desmentir. Escrito por CIR

Três acidentes fazem seis feridos


Três acidentes, ontem ao final do dia, na zona de Macedo de Cavaleiros, fizeram seis feridos, um deles em estado grave. Teve mesmo de ser transportado de helicóptero para o hospital de Bragança. Este foi um dos três feridos que resultaram de um acidente na cidade de Macedo, uma colisão entre um carro e um jipe. Ali perto, no IP4, também se viveram momentos de caos, com dois acidentes no desvio das obras do IP4, entre o cruzamento do Azibo e o pontão de Lamas.

Um automóvel, com uma família, não terá visto as indicações do desvio, pouco antes das oito da noite, e seguiu pelo IP4, acabando por cair numa vala das obras de construção da auto-estrada transmontana, provocando três feridos ligeiros.

O acidente foi presenciado por Vítor Leal, condutor de um camião, que tinha sofrido um outro acidente, ali bem perto, e esperava auxílio para retirar o seu veículo da valeta.

“Feridos houve. O sujeito entrou pela obra do IP4 em contramão, a acelerar como se estivesse numa estrada normal. A estrada está barrada, ele passou por cima da barreira e entrou num fosso à frente. Pernas partidas e costelas devem ter. O carro vai para a sucata”, contou.
No local estiveram os bombeiros de Macedo de Cavaleiros, os de Bragança e a equipa da VMER.Já o acidente com o camião aconteceu na Nacional 15, ao lado do IP4, e não terá sido o único no local.
Vítor Leal diz que a culpa é do desvio.

“Isto aqui é uma curva apertada, e estreita. Já antes de mim se enterraram dois. Vinha carregado e apareceu-me um camião de frente. Nem se deu ao trabalho de parar e encostar. Tive de encostar eu e resvalou. Há que pensar no trânsito que há.”

Na Estrada Nacional 15, o trânsito esteve condicionado ao longo de várias horas, sobretudo porque foi preciso recorrer a uma grua para voltar a colocar o camião na estrada.

“Uma grua para levantar a traseira, porque se não tomba logo. E tem de ser um reboque a puxar o conjunto todo. Fazem os desvios e não se preocupam com as condições.”
Este tem sido um local problemático, nos últimos dias, com alguns condutores de pesados a queixarem-se de que o local é demasiado estreito para o cruzamento de veículos. Escrito por CIRFotos:cbbragança

INEM não divulga números das saídas dos helicópteros à noite


O INEM recusa divulgar os números das saídas nocturnas dos helicópteros por “não ser oportuno”, uma vez que “decorrem negociações com o Ministério da Saúde”.
Foi esta a resposta dada ontem à Brigantia pelo Gabinete de Comunicação e Imagem daquele instituto público, na sequência de um pedido de esclarecimento a propósito das declarações dos autarcas do distrito de Bragança.
Recorde-se que, após uma reunião que juntou à mesma mesa dez dos 12 autarcas do distrito, os presidentes de câmara contrariaram, terça-feira, o próprio presidente do INEM, Miguel Soares de Oliveira, que alega que os helicópteros têm apenas uma saída a cada dois dias.

Berta Nunes, a presidente da câmara de Alfândega da Fé, garantiu que o meio aéreo estacionado em Macedo de Cavaleiros era o segundo com mais saídas, logo atrás do de Aguiar da Beira. Já o meio pesado estacionado em Baltar era o que tinha menos serviço.

Os números genéricos a que tivemos acesso, que não fazem a distinção entre serviços à noite e durante o dia, indicam que, de facto, até Novembro, o helicóptero de Aguiar da Beira foi o mais activo, com 209 saídas. Logo atrás segue o de Macedo de Cavaleiros, que registou 185 saídas, excluindo as que não puderam ser efectuadas por causa das condições meteorológicas, apesar de haver a necessidade do serviço.

Berta Nunes considerou que se está a enganar a população. “A ideia que foi passada na comunicação social é que se iriam desactivar os helicópteros do INEM por falta de saídas mas o de Macedo é o segundo com mais saídas do país, a seguir ao de Santa Comba Dão. O que tem menos é o de Matosinhos. Isso é estar a enganar as pessoas.”

O INEM promete divulgar os dados, mas apenas quando terminarem as negociações.
Escrito por Brigantia

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Bombeiros sem apoio judiciário


O Tribunal Constitucional declarou ser nulo o decreto-lei de 2009 que concedia apoio judiciário aos bombeiros nos processos que resultassem do decorrer do exercício das suas funções, independentemente da sua condição financeira.

A decisão surge após um recurso interposto pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro, invocando que o decreto-lei dava mais poderes ao Ministério Público do que aqueles que realmente a lei prevê, nomeadamente o facto de serem os procuradores a decidir em que casos devem conceder tal apoio. Os juízes declararam o decreto como inconstitucional.
Os bombeiros voltam à estaca zero. A situação terá de voltar a ser discutida e ser publicado um novo decreto-lei em Diário da República, que ultrapasse a nulidade invocada por Pinto Monteiro.
No acórdão a que o CM teve acesso, o procurador-geral da República alerta para o facto de o aumento do poder do Ministério Público ser uma matéria reservada à Assembleia da República. "O decreto-lei 286/2009 foi emitido pelo Governo no exercício da função legislativa em matérias não reservadas à Assembleia da República, apesar de, nos termos já expostos, a matéria da ‘competência do Ministério Público’ ser objecto de ‘reserva relativa de competência legislativa’ da Assembleia da República", lê-se no acórdão.
Os juízes do TC entenderam que o decreto-lei não molda apenas as funções do Ministério Público mas, pelo contrário, atribui-lhe novos poderes.
"Trata-se da fixação à magistratura do Ministério Público de uma competência estrutural e materialmente nova e, como tal, insusceptível de reconduzir-se ao quadro funcional definido no respectivo Estatuto e/ou na lei que estabelece o regime geral de acesso ao direito e aos tribunais", consideram os magistrados do Tribunal Constitucional.
SAPADORES NA RUA CONTRA REDUÇÃO DE EFECTIVOS
Os Bombeiros Sapadores de Lisboa estiveram cerca de duas semanas em protesto pela redução de efectivos, já que a autarquia lisboeta decidiu aumentar os turnos de trabalho. Cerca de 150 homens fizeram uma paralisação, em frente ao Regimento, para contestar a decisão da câmara – que pretendia cinco turnos em vez de quatro. Durante a greve de zelo, os funcionários estavam no quartel, mas apenas respondiam a emergências onde estivesse em perigo a vida humana.

Fonte: Correio da Manhã

Uma urgência pode custar meia reforma no Distrito de Bragança


Uma urgência tem custos adicionais para muitos habitantes do Distrito de Bragança obrigados a desembolsar dezenas de euros em táxi para regressar a casa devido às distâncias a que são transportados para receberem os cuidados hospitalares necessários.

É um "drama social" num dos distritos mais envelhecidos do país, com idosos a receberem pensões mínimas, como disse à Lusa o comandante dos bombeiros de Vila Flor, António Martins.

As corporações de bombeiros asseguram o transporte de emergência médica ao serviço do INEM, mas as ambulâncias deixam o doente na unidade de destino e têm de regressar imediatamente à base para estarem operacionais para outras emergências.

Fonte: Destak/Lusa

Administração da ULS começa a trabalhar amanhã

Está confirmado. A administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste começa a exercer funções, esta sexta-feira, ao que apurámos junto de fonte ligada ao processo.

Também estão confirmados os nomes já avançados para o conselho de administração.
Assim, António Marçôa será o presidente, o único que transita da administração do Centro Hospitalar do Nordeste.
A adjunta, será Aida Palas, natural de Mirandela, actual directora financeira do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.
Na direcção clínica hospitalar ficará Domingos Fernandes, que tem chefiado a Unidade do Doente Crítico.
Armandino Raposo será o director clínico dos Cuidados de Saúde Primários, ao passo que Ângela Prior assumirá o cargo de enfermeira directora.

Com esta tomada de posse, chega ao fim o longo processo de nomeação que já dura desde Julho de 2011, quando foi criada em Diário da República, ainda no anterior Governo socialista.

Consequentemente, cessam funções os elementos da administração do Centro Hospitalar do Nordeste, bem como do Agrupamento de Centros de Saúde do Nordeste, entretanto extintos para darem lugar à ULS do Nordeste que passa a gerir os três hospitais do distrito de Bragança, os 15 centros de saúde e três unidades de urgência básica.
Escrito por CIR

GIPS de Bragança têm novo comandante

A sétima companhia do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR tem novo comandante. Luís Pinheiro substituiu Jorge Barbosa na semana passada.
Na hora da despedida, o tenente Barbosa faz um balanço positivo.“Durante estes dois anos penso que o balanço foi extremamente positivo, não só pelas sinergias com as instituições, mas porque se conseguiram melhores instalações e resultados operacionais muito bons”, frisa.O Tenente Jorge Barbosa sublinha que foram várias as dificuldades encontradas ao longo de dois anos aqui na região.“A região tem algumas particularidades, no Inverno e no Verão. Tivemos diversas intervenções por causa do gelo, nomeadamente no IP4 e em Bornes. Quanto aos incêndios florestais tivemos muitas ocorrências fora da época e a orografia do terreno tem inclinações enormes”, explica.O novo comandante chama-se Luís Pinheiro e vem de Arcos de Valdevez. Espera continuar o trabalho efectuado pelo seu antecessor.“As expectativas são altas. Venho para uma companhia que estava bem comandada e funcionava muito bem. Venho com a expectativa de diminuir o número de ocorrências e diminuir a área ardida, aumentar a vigilância nas áreas protegidas. Na área da segurança manter o policiamento e o reforço às unidades territoriais”, explicou.Luís Pinheiro frisou ainda que, para diminuir os números de área ardida, não é no combate aos incêndios que se deverá apostar.“Temos que deslocalizar mais meios para a prevenção e não para o combate. É mais barato”, frisou.A mudança de comando foi efectivada no passado dia 9.
Esta companhia tem cerca de 50 efectivos e em 2011 interveio em mais de 200 ocorrências.
Escrito por Brigantia

INEM atropela rapaz de 15 anos


Um adolescente de 15 anos foi atropelado nesta quarta-feira à saída da escola por um carro do INEM, que não seguia em missão de urgência, avança o Correio da Manhã. O acidente deu-se na Estrada da Luz, em Lisboa.
O jovem atravessava a rua fora da passadeira para apanhar um autocarro rumo a Sete Rios, explica o CM. Eram 13h30 quando o aluno da Escola Delfim Santos foi atropelado.

Com a violência do embate, o jovem foi projectado vários metros e partiu o vidro da viatura de emergência médica.

O médico e enfermeira que seguiam na viatura assistiram o rapaz, que sofreu vários ferimentos na cara e no corpo, mas sem gravidade.

Os membros do INEM garantem que circulavam a 30 km/hora.

Fonte: SOL

Moncorvo: Acidente de trabalho

Um homem ficou ferido com gravidade após um acidente de trabalho na Barragem do Baixo Sabor em Adeganha, Torre de Moncorvo. A vítima foi abalroada por uma máquina industrial. Um helicóptero do INEM foi ao local para que o transporte do operário ao hospital fosse mais rápido.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

LBP APLAUDE EXTINÇÃO DOS GIPS


Liga dos Bombeiros Portugueses vê com bons olhos a extinção dos os Grupos de Intervenção Protecção e Socorro criados em 2006, no seio da GNR, com o objectivo de intervirem na primeira meia-hora em incêndios florestais e em situações de catástrofe.

Os GIPS, constituídos por 620 militares da GNR que deverão regressar ao destacamento de onde foram requisitados no final do próximo mês de Fevereiro, deverão ser extintos no âmbito de uma reestruturação que o governo vai anunciar em breve. As funções dos GIPS deverão ser delegadas nos bombeiros "a concretizar-se, será uma boa medida" considera o vice presidente da Liga. Para Gil Barreiros a medida deve ser complementada com outra "o material sofisticado que deram aos GIPS e não nos deram a nós, deve ser distribuído pelos bombeiros". A LBP sempre foi contra a criação destes grupos "porque o socorro e os incêndios não tem horário de expediente como este grupo tinha".

Gil Barreiros falava na tomada de posse da nova federação distrital de bombeiros de Castelo Branco, naquele que foi o seu primeiro acto oficial nas funções de vice presidente da Liga de Bombeiros Portugueses.

Referindo-se aos Centros de Operações Distritais de Socorro, o novo responsável deixou bem claro que "não somos contra os Codis, mas contra alguma gordura excessiva".

Fonte: Rádio Cova da Beira

Autarcas do distrito ameaçam com protestos de rua

Os autarcas do distrito de Bragança ameaçam tomar medidas duras e sair à rua em protesto contra o estado a que chegou a saúde no distrito.Em causa está a ameaça de perda do helicóptero do INEM durante a noite, bem como a perda de serviços nos centros de saúde devido à não renovação de contratos com quase 80 profissionais. Ontem, dez dos 12 concelhos fizeram-se representar numa conferência de imprensa conjunta, após a segunda reunião para debater estas questões.Apenas Macedo de Cavaleiros e Mirandela não se fizeram representar.A presidente da câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes, ameaça mesmo avançar para medidas mais duras. “Tomaremos as acções que forem necessárias, desde a via judicial a trazermos as pessoas para as ruas. Os presidentes de câmara sentem que não têm interlocutores”, explicou, garantindo que se sentem “enganados”.Berta Nunes desmente ainda o responsável do INEM que alegou pouca utilização para desactivar o helicóptero de Macedo de Cavaleiros durante a noite.“A ideia que foi passada na comunicação social é que se iriam desactivar os helicópteros do INEM por falta de saídas mas o de Macedo é o segundo com mais saídas do país, a seguir ao de Santa Comba Dão. O que tem menos é o de Matosinhos. Isso é estar a enganar as pessoas.”Moraes Machado, presidente da câmara de Mogadouro e também ele médico, não se conforma com o tratamento a que a saúde do distrito tem sido votada.“Os hospitais têm vindo a ser desactivados. O de Macedo até já perdeu Otorrino. O de Mirandela tem vindo a perder valências e o hospital de Bragança é uma miséria.”Os autarcas pedem também a rápida resolução quanto aos trabalhadores dos centros de saúde. Mais do que o regresso dos profissionais, querem a manutenção de serviços que tanto custaram a conquistar para a região.Nesta altura, todos se queixam de falta de serviços nos seus centros de saúde, desde os podologistas a radiologistas, psicólogos, médicos ou terapeutas da fala.José Santos, de Freixo de Espada à Cinta, o mais longínquo da capital de distrito, mostrou-se preocupado com os transportes e com a perda de serviços.“Aqui estamos a falar de um concelho envelhecido e que precisa de uma atenção mais forte e também relativamente às crianças, sobretudo as que têm alguma deficiência. Há oito que precisam de terapia da fala”, explica.Já Moncorvo insiste na reivindicação de um serviço e Urgência Básica, dada as distâncias para os outros serviços de saúde no distrito.
Na generalidade, os autarcas do distrito querem respostas rápidas do Governo, a quem pedem uma reunião urgente, sob pena de levantar uma onda de protestos nunca antes vista na região.
Escrito por Brigantia

Detido homem que incendiou própria casa cinco vezes para provar que podia ser bombeiro


Um homem foi detido pelas autoridades depois de ter incendiado por cinco vezes a casa dos pais, em Penamacor, para provar que podia ser bombeiro, disse hoje fonte da Polícia Judiciária.
O suspeito de 28 anos, trabalhador num posto de combustível, acabou por deixar inabitável a casa de família e deverá ainda hoje ser ouvido em tribunal para aplicação de eventuais medidas de coacção, depois de ter sido detido no final da tarde de terça-feira.

Fonte policial explicou à Agência Lusa que o jovem confessou que queria ingressar nos bombeiros, «mas nunca lhe deram grandes esperanças. Por isso, diz que ateava o fogo para demonstrar que o conseguia apagar».

Entre finais de Outubro de 2011 e o último domingo terá provocado cinco incêndios na casa, de construção moderna, na zona urbana da vila de Penamacor, a diferentes horas do dia e madrugada, quando os pais também estavam em casa.

O método seria simples: «derramava álcool nas divisões onde queria provocar o fogo, riscava um fósforo» e, depois, «ele próprio dava o alerta».

Nos primeiros incêndios, «suspeitou-se que teriam sido causados por curto-circuitos», mas a reincidência das chamas e a destruição causada pelo último fogo levaram a GNR a chamar a Polícia Judiciária de Coimbra.

No domingo, o homem terá espalhado álcool sobre um colchão e móveis colocados na garagem, materiais inflamáveis que provocaram um grande incêndio, deixando a casa inabitável.

Segundo a mesma fonte da PJ, «pela forma como os incêndios ocorreram, teriam que ser causados por alguém dentro da casa e por exclusão de partes chegou-se ao suspeito».

Apesar de não ser conhecido nenhum tipo de distúrbio ao indivíduo, suspeita-se que, «à semelhança do que acontece com os incendiários”, o suspeito «agisse por compulsão», concluiu.

Fonte: Lusa/SOL

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Autarcas de Bragança em luta pelo helicóptero noturno do INEM




Os autarcas do distrito de Bragança prometem lutar para manter o helicóptero do INEM durante a noite e fazer regressar alguns serviços de saúde que têm perdido nos últimos meses.
Na ausência de resposta do Governo há presidentes de Câmara que pensam já em avançar para tribunal.

Fonte: SIC

Ministérios da Administração Interna e Saúde vão alugar meios aéreos em conjunto


Os Ministérios da Administração Interna e da Saúde vão passar a alugar meios aéreos em conjunto, significando uma redução de custos e mais helicópteros de combate a incêndios, anunciou hoje o ministro Miguel Macedo no Parlamento.

"É um ganho efetivo para o Estado a gestão conjunta dos meios aéreos", disse Miguel Macedo na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos e Liberdades, destacando as "vantagens de partilha" e de "sinergias" entre os dois Ministérios, designadamente entre o INEM e a Protecção Civil.

Nesse sentido, adiantou que os dois ministérios vão lançar, até ao final do mês, um concurso público internacional para a contratação de meios aéreos.

Para o ministro, este concurso vai permitir que, no próximo período crítico de combate a incêndios florestais, estejam disponíveis mais meios aéreos "por menos dinheiro".

A redução de custo é possível, segundo Miguel Macedo, graças a esta sinergia com o Ministério da Saúde.

O ministro adiantou que chegou a ser ponderada a hipótese de alargar essa "sinergia" com outros ministérios, nomeadamente com o da Defesa, mas depois de "feitas avaliações sucessivas" chegou-se à conclusão que "isso não se mostraria adequado nos próximos tempos".

O responsável da administração interna explicou que foi ponderado o recurso a seis helicópteros da Força Aérea que estavam desativados e não funcionavam há dois anos, mas que o MAI concluiu que gastaria nove milhões de euros na reabilitação desse Plumas, que só estariam operacionais em 2014.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai ficar com a responsabilidade da Empresa de Meios Aéreos (EMA), cujo processo de liquidação pode ir até dois anos, revelou.

O ministro sublinhou que o Estado vai ficar com a gestão dos nove helicópteros da EMA, que custaram cerca de 44 milhões de euros, mas que podem vir a ser operados por entidades terceiras.

Para os deputados do PCP João Oliveira e do Bloco de Esquerda Luís Fazenda, a operação das aeronaves por terceiros significa "a privatização dos meios aéreos".

Porém, o ministro garantiu que "não há privatização, nem cedência" dos meios aéreos, esclarecendo que a ANPC vai ser "juridicamente titular dos direitos e deveres que estão na esfera da EMA", sendo a operação desses meios geridas por entidades privadas através de concursos.

Questionado pelo deputado do PS Neto Brandão sobre as últimas notícias que dão conta da extinção do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, Miguel Macedo respondeu que a intenção "não é aquela que está a ser transmitida publicamente" pelas associações sócio profissionais da Guarda, adiantando que em breve serão apresentadas as alterações à Lei Orgânica da Guarda Nacional Republicana.

No entanto, adiantou que "não é positivo para o país ter um sistema dual", ou seja, ter os GIPS da GNR, cuja função principal é o ataque inicial a incêndios florestais, e a Força Especial de Bombeiros (FEB), conhecidos como os "Canarinhos".

Fonte: Jornal i

Bombeiros de Macedo querem vender antigo quartel à câmara


A Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros vai formalizar uma proposta para a alienação do antigo quartel e apresentá-la à Câmara Municipal. É este o próximo passo que a direcção vai dar no sentido de encontrar uma solução premente e eficaz para o pagamento das dívidas que ascendem a 200 mil euros. Esta proposta foi aprovada por unanimidade na última Assembleia Geral Extraordinária daquela instituição.O presidente considera que este é o único caminho a seguir.“A única diligência a fazer-se é unicamente a venda das instalações velhas. É a única solução para sairmos desta situação. Vou contactar a câmara e até outras entidades” afirma José Carlos Dias.Também já foi pedido por duas vezes crédito bancário e não foi concedido. “A banca diz logo que não” assegura.José Carlos Dias está ainda a ponderar solicitar ajuda aos deputados eleitos pelo distrito de Bragança.Quanto a despedimento de pessoal, o presidente da Associação Humanitária descarta esta hipótese.“Uma das minhas bandeiras de candidatura nas eleições foi de que não haveria despedimentos de pessoal. A culpa não é de quem aqui trabalha mas sim das condições que foram criadas nos últimos anos” explica.
A próxima Assembleia Geral Extraordinária ficou marcada para dia 24 de Janeiro.
Escrito por CIR

Tomada de posse da Liga dos Bombeiros Portugueses nas Caldas


Dois caldenses eleitos para os órgãos directivos da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Marques e Rui Silva, tomaram posse no passado sábado, numa cerimónia que serviu para os 70 elementos dos cinco órgãos que compõem a LBP assumirem funções. O evento trouxe à cidade das Caldas da Rainha o secretário de Estado da Administração Interna, quatro deputados na Assembleia da República, altas chefias da Autoridade Nacional da Protecção Civil, PSP e GNR, o padre Vítor Melícias (presidente honorário da LBP), os presidentes da Associação Nacional de Municípios Portugueses e da Associação Nacional de Freguesias, presidentes de Câmara da região, entre outros.

António Marques, vice-presidente da associação humanitária das Caldas da Rainha, vai secretariar o Congresso, órgão máximo da Liga, e Rui Silva, presidente da assembleia-geral da associação humanitária de Arruda dos Vinhos, será vice-presidente da Comissão Executiva, encabeçada por Jaime Soares, que agora substitui Duarte Caldeira, após 12 anos de presidência.

Outros nomes da região fazem parte dos novos órgãos sociais da LBP para o triénio 2012/2014. São os casos de Mário Cerol, dos bombeiros de Alcobaça, vice-presidente do Conselho Jurisdicional, e Sérgio Gomes, dos bombeiros de Óbidos, Nélio Gomes, dos bombeiros de Pataias, José Abrantes, dos bombeiros de Torres Vedras, e Eduardo Agostinho, dos bombeiros de Rio Maior, que integram o Conselho Superior Consultivo.

O novo presidente da LBP tomou posse com um aviso: se o Governo não apoiar as 400 corporações do país e não arrepiar caminho nos cortes, os mais de 30 mil bombeiros estão prontos para a “guerra”.

Jaime Soares, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, eleito pelo PSD, disse que é seu dever defender os interesses dos bombeiros, seja “contra quem for”, pelo que dele só devem esperar um “fervoroso e determinado” combate a favor das associações que atravessam um “momento muito difícil”, sobretudo devido à redução dos pedidos de transporte em ambulâncias de doentes não urgentes.

Jaime Soares reclamou do Ministério da Saúde que a aplicação da taxa de saída para o transporte de doentes não urgentes seja igual para todas as corporações de bombeiros e que a região de Lisboa e Vale do Tejo não seja uma excepção.

As corporações de bombeiros da área de Lisboa conseguiram um acordo com a administração regional de saúde (ARS), segundo o qual em cada saída de uma ambulância todos os doentes são pagos a sete euros e meio, em vez das novas regras impostas em Novembro, em que apenas o primeiro doente é pago a sete euros e meio, sendo que todos os outros custam ao Estado 20% daquele valor, ou seja, um euro e meio.

“Queremos que o Ministério da Saúde, já a partir de segunda-feira, dê ordens a todas as ARS para que o tratamento seja igual para todos”, manifestou Jaime Soares.

Segundo o dirigente, “a redução drástica das receitas das associações de bombeiros está associada à redução de pedidos de transporte de doentes”. “Não podem querer fazer de nós entidades financiadoras do Serviço Nacional de Saúde. Para isso há outras – o BCP, o BPI, o BPA, a CDG, passo a publicidade”, exclamou, arrancando fortes aplausos da assistência.

“Não foi pelos bombeiros portugueses que existe endividamento público. Os poderes instituídos não têm estado à dimensão da nossa entrega e do muito que temos feito pela nossa pátria. Somos obrigados a levantar a voz contra a tremenda injustiça que está a ser levada a cabo pelo Ministério da Saúde no que concerne ao transporte de doentes em ambulância”, frisou, fazendo notar que os cortes no transporte em ambulâncias de doentes não urgentes está “afligir” as associações de bombeiros, estando muitas em falência técnica, a vender material e a despedir pessoas.

O presidente da LBP considerou “necessário que a comissão de trabalho com o Ministério da Saúde para analisar o transporte de doentes acelere as soluções”. “O Ministério da Saúde deu 60 dias para fazer o relatório final. Os bombeiros não podem esperar e já propusemos que se façam duas reuniões semanais para reduzir para 30 dias. As corporações próximo de Lisboa não fizeram paralisações para estarem a brincar. Foi para dizer ao povo que já não tinham capacidade financeira para prestar socorro”, sustentou.

A tomada de posse ficou marcada pelo envio de vários “recados” ao Governo, ao qual o novo presidente da LBP vai exigir “a imediata criação de comissões permanentes” nos ministérios da Administração Interna e da Saúde, com vista à revisão da legislação em vigor e a revisão do protocolos com o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).

A LBP quer ainda ver consagrado o Estatuto Social do Bombeiro e descentralizada a formação, com a ressalva de que a certificação, a nível nacional, seja assegurada sempre pela mesma entidade.

Jaime Soares afirmou-se “pelo diálogo” e pelo “consenso” com o Governo para concretizar os objectivos da liga para o próximo triénio, mas “não a qualquer preço”, sublinhou durante o discurso em que teceu várias criticas ao actual sistema de transporte de doentes não urgentes.

Exigiu a “urgente concretização da tipificação dos corpos de bombeiros e sistema de financiamento com origem no Orçamento de Estado” e defendeu ainda “cortes nas gorduras das estruturas intermédias do Serviço Nacional de Protecção Civil e que essas verbas possam chegar às tropas que estão no terreno”.

De acordo com a LBP, “o modelo de financiamento das associações, sistematicamente adiado pelos sucessivos governos, continua assente, desde 2007, numa solução provisória, que agrava a discrepância entre os sucessivos aumentos dos custos suportados pelos bombeiros e os valores recebidos do Estado, há muito dissociados da realidade”.

O presidente da LBP apontou a necessidade de estabelecer negociações com o Governo para produzir alterações no ordenamento jurídico do sector que leve à criação de uma estrutura própria representativa dos bombeiros, e reivindicou uma política que “estimule o associativismo e o voluntariado, para a consagração de um verdadeiro estatuto social do bombeiro”.

Aproveitou para criticar a ausência de “câmaras de televisão” na cerimónia, considerando que “as empresas públicas tinham toda a obrigação de estarem aqui para passarem a nossa mensagem, o que não é admissível”.

“Contamos com o Governo. Venha daí connosco fazer o 25 de Abril que os bombeiros há muito reclamam e que ainda não conseguiram”, foi a última mensagem.



Secretário de Estado reconhece missão



O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d’Avila, presente no evento, disse que iria comunicar “todos os muitos recados que ouviu” ao Governo e revelou que no que diz respeito ao Ministério da Administração Interna, “não registámos qualquer corte no Orçamento de Estado da Autoridade Nacional de Protecção Civil”. “Trata-se de um orçamento de 130 milhões de euros, dos quais 118, quase 90% são destinados às corporações, à LBP e à Escola Nacional de Bombeiros”, apontou.

O Governo está a preparar incentivos para a elaboração de cartas de risco municipais que vão interferir no modelo de financiamento das corporações de bombeiros em 2013, anunciou o secretário de Estado.

De acordo com o governante, a existência de cartas de risco, “em consonância com os próprios planos de emergência municipais” são essenciais para que o Governo possa avançar com “um novo modelo de financiamento”.

Filipe Lobo d’Avila transmitiu “profundo respeito e gratidão a todos os bombeiros”, reconhecendo que “não é um mero serviço que prestam”, para frisar que “o Governo olha para a LBP como um parceiro”.



Fernando Costa deixa recado



A actuação de Trupe de Reis dos bombeiros voluntários de Ovar abriu a cerimónia. O padre Vítor Melícias evocou o valor da solidariedade, enquanto que o edil das Caldas, Fernando Costa, desejou que o novo presidente da LBP “fique tantos anos como tem de presidente da Câmara”. Foi o autarca caldense quem deixou o primeiro recado ao Governo, indicando que a actividade dos bombeiros “não pode ser vista com a frieza e o rigor dos orçamentos”.

Jaime Soares aproveitou para anunciar que iria propor a limitação de mandatos para todos os elementos da LBP e também que iria propor a atribuição da mais alta condecoração da LBP ao presidente cessante, Duarte Caldeira, com quem trocou de funções, passando agora este a exercer o cargo de presidente da mesa dos congressos.

Fonte: Jornal das Caldas