segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Jaime Soares tem missão “difícil” à frente dos Bombeiros



O comandante Jaime Soares assumiu este domingo, na Régua, a presidência da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e salientou que os desafios prioritários passam pela problemática do transporte de doentes, o financiamento das associações e a sua sustentabilidade.

Bombeiros de todo o país estiverem reunidos durante três dias no 41º congresso que teve como objectivo eleger os novos órgãos sociais, debater as dificuldade e o futuro das corporações. Jaime Marta Soares, que sucede a Duarte Caldeira que ocupou o cargo durante 12 anos, venceu com 375 votos, contra Joaquim Rebelo Marinho, que alcançou 298 votos. O novo responsável pela LBP afirmou aos jornalistas que a sua missão "não vai ser fácil".
Para já, os desafios prioritários da nova liderança da liga passam pela "problemática do transporte de doentes, o financiamento das associações e a sua sustentabilidade". Até ao final de Setembro, mais de 300 postos de trabalho foram extintos na componente profissional das associações humanitárias dos bombeiros, na sua esmagadora maioria associados ao transporte de doentes não urgentes.
"Nós não temos que ser subsiadores do Serviço Nacional de Saúde. Somos um parceiro imprescindível no transporte hospitalar", frisou. Jaime Soares criticou a estrutura da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) que diz ter "imensos custos e é elitista", uma espécie de "estrutura com generais sem tropa".
Quer ainda que seja criada uma direcção nacional que represente e dê autonomia aos bombeiros no seio da ANPC. "Queremos efectivamente ter o nosso comando único, tal como têm outros agentes de protecção civil como a PSP ou a GNR", frisou.
Jaime Soares quer uma tipificação dos corpos de bombeiros a um nível da área de município, que permitirá saber quais são as verbas necessárias para financiar os corpos de bombeiros. "Aqui tem de haver uma profunda negociação entre o poder central, a Associação Nacional de Municípios e a LBP para que, através de uma economia de escala, consigamos rentabilizar todos os recursos que possamos ter ao nosso alcance, mas sem ultrapassar aquilo que são as reais necessidades dos bombeiros para uma boa prestação de serviço", salientou.
O responsável defendeu a transferência de verbas, através de um acordo entre o Estado e a ANP, que "possam efectivamente financiar os corpos de bombeiros". “Não podemos continuar a estender a mão à caridade ou melhor, pagar para fazer socorro", frisou. Cerca de 65 por cento do pessoal profissional remunerado nos bombeiros está afectado às áreas da saúde e da emergência pré-hospital, estando o restante (35 por cento) ligado aos incêndios e ao socorro.
No país existem seis corpos de bombeiros sapadores nas principais seis cidades, 21 corpos de bombeiros municipais e 436 associações humanitárias, com um efectivo de 36 mil homens e mulheres. No continente, apenas o concelho de Castro Marim não possui nenhuma corporação. Os bombeiros fazem um milhão de actos de socorros de emergência por ano.






Fonte: Correio da Manhã

Administração Interna extingue Empresa de Meios Aéreos



Miguel Macedo deixou esta novidade no encerramento do Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses onde garantiu que esta medida não vai pôr em causa o serviço.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou a extinção da Empresa de Meios Aéreos (EMA), cujas funções serão assumidas directamente pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (AMPC).

O governante participou na cerimónia de encerramento do Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses, onde aproveitou para anunciar que o Governo está a preparar reformas no domínio da protecção civil.

"São reformas que queremos concretizar com o objectivo de melhorar e adequar o dispositivo de protecção civil, racionalizar estruturas e meios e definir com clareza prioridades e critérios de actuação", afirmou o ministro.

Entre as alterações que vão ser implementadas, Miguel Macedo adiantou a extinção da EMA, "determinando que a Autoridade Nacional de Protecção Civil assuma directas responsabilidades também neste domínio".

O ministro considera que esta decisão "não põe em causa" o dispositivo de meios aéreos de que o país carece para enfrentar as diversas missões que são pedidas à protecção civil.

"Pelo contrário, com esta decisão pouparemos dinheiro dos impostos dos contribuintes sem pôr em causa a capacidade operacional do dispositivo dos meios aéreos", acrescentou.

Fonte: RR

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jaime Marta Soares, candidato da lista A, nas eleições para a Liga dos Bombeiros Portugueses, é um histórico social-democrata do distrito de Coimbra.

Liga dos Bombeiros vai escolher uma nova direcção no fim-de-semana, no congresso marcado para o Peso da Régua. Jaime Marta Soares é um dos dois candidatos à sucessão de Duarte Caldeira.

Jaime Marta Soares, candidato da lista A, nas eleições para a Liga dos Bombeiros Portugueses, é um histórico social-democrata do distrito de Coimbra. Tem 68 anos, é presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, localidade onde é também comandante dos bombeiros. É ainda responsável pelo pelouro da protecção Civil na Associação Nacional de Municípios.

Qual é o projecto da sua lista?

“O nosso projecto assume-se pelo repor da esperança dos bombeiros portugueses. Há, efectivamente, a perda de esperança na vida dos bombeiros portugueses, pelas várias dificuldades com que nos vamos deparando no dia-a-dia. A crise também nos vai atrofiando e pode pôr em causa muita da nossa actividade. Outra parte do nosso projecto é assumirmo-nos pela total liberdade e autonomia perante os poderes instituídos, sem conotações nem subserviências a quem quer que seja. Nós temos o nosso projecto, os nossos objectivos, sabemos o que queremos, donde viemos, para onde vamos, o que é preciso fazer pelas populações e o que há a exigir aos poderes instituídos, porque, muitas vezes, os poderes instituídos esquecem-se daquilo que é este parceiro fundamental que são os bombeiros portugueses. Muitas vezes, poderão pensar que se resolvem os problemas impondo decisões arbitrárias, assumindo-se através de uma estrutura, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, que eu costumo conotar com generais sem tropas e que se tornou extremamente elitista. Em Portugal, em vez de haver um órgão coordenador do Sistema Nacional de Protecção Civil, há um órgão de comando que não comanda nenhumas estruturas, a não ser as associações e corpos de bombeiros. Portanto, é este sentido da nossa liberdade de consciência, da nossa liberdade enquanto representantes de uma estrutura com a dimensão dos bombeiros portugueses. Não queremos conotações, queremos é fazer como que um aviso à navegação”.

Fala numa maior autonomia dos bombeiros. O que é que defende então que aconteça aos bombeiros neste sistema de Protecção Civil?

“Há um Serviço Nacional de Protecção Civil que tem muitos agentes: o Exército, a Marinha, o INEM, os Bombeiros, todos são agentes da Protecção Civil. E depois há o órgão regulador que é a Autoridade Nacional de Protecção Civil, que tem competências que ultrapassam aquilo que deve ser a estrutura da Protecção Civil em Portugal e, por isso, eu sou defensor de que os bombeiros tenham uma autonomia ao ponto de terem uma direcção nacional, estrutura única dos bombeiros, integrado no sistema nacional de Protecção Civil, ou seja, toda ela administrada em termos do funcionamento de todo o sistema, qualificada e dirigida pelos bombeiros, dentro da estrutura do serviço municipal de Protecção Civil, mas fora da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Eu não posso escamotear essa verdade: para tentarem calar os bombeiros, criaram uma direcção nacional dentro da estrutura da Autoridade Nacional, o que é absolutamente nada. Não são as pessoas que estão em causa, até são boas pessoas, mas isso é como que uma pequena caixa de correio da Autoridade Nacional, não libertando os bombeiros desta amarra de uma estrutura que não tem nada em termos de ter comando sobre os bombeiros. Os bombeiros e o seu comando começam e acabam nos galões do comandante, queremos estar inseridos no Serviço Nacional de Protecção Civil, com total autonomia, dentro daquilo que são as orientações. Isto não é retrocesso, isto não é querer andar para trás, mas é reeditar um Serviço Nacional de Bombeiros adaptado às novas realidades e às exigências da sociedade actual e ainda com algo que, para mim, é extremamente importante, indo ao encontro da situação de crise e para ajudar a ultrapassar a crise: é que nós com o mesmo dinheiro, eu diria, com menos dinheiro, fazemos muito mais e muito melhor do que aquilo que está a ser feito hoje, em Portugal. É uma questão de reorganizar, refundar o sistema. Aceitem as propostas de quem está no terreno, de quem sabe, porque em Portugal há um problema muito grande: é que há muita gente que aparece, ou no Governo ou nestas direcções nacionais, que como tocados por uma varinha de condão, de um dia para o outro sabem tudo. Por exemplo, nos fogos florestais há muita gente a mandar, mas não diferencia um chaparro de um eucalipto e não podemos continuar assim.

Quando se realizar o congresso da Liga dos Bombeiros, no final do mês, não se saberá ainda o que Governo irá fazer com o sector. Está pré-anunciada uma reforma, que passa pela fusão da Autoridade Nacional de Protecção Civil, o INEM e também a Comissão de Emergência Civil. Faz sentido esse tipo de fusão para a criação de uma outra entidade global?

“Eu sou pela redefinição do sector, defendo que se façam reformas profundas e importantes, mas tenho sempre para mim que uma reforma, antes de ser colocada no terreno, tem de ser o mais possível testada e consensual entre os vários agentes do sector. Ela tem que chegar ao terreno e ter êxito e essas reformas, algumas têm que ser imediatas, mas outras têm que ser amadurecidas, nomeadamente a integração de todos os sistemas, que eu defendo, devidamente sectorizado, dentro da estrutura de um comando nacional global, mas com os tais subsectores, INEM, Bombeiros e outros agentes de Protecção Civil, mas aquilo que sei neste momento – eu acredito na palavra das pessoas – não há integração dos bombeiros em nenhum outro Ministério que não seja o da Administração Interna e se me perguntar o que é que penso neste redefinição de todo o sistema, ele deve ser todo incluído, integrado no Ministério da Administração Interna. Eu acho que se todos estivermos de boa vontade e não pensarmos que cada um tem a sua capelinha, não tenho dúvidas nenhumas que as reformar podem fazer-se sem convulsões e adaptadas à realidade do país e às exigências da sociedade portuguesa”.

Se for eleito, como pretende resolver o problema do financiamento dos bombeiros?
“Temos que negociar, com base no Orçamento do Estado, um financiamento dos corpos de bombeiros adaptado à realidade da prestação [de serviços] que nós fazemos, que se não a fizermos alguém tem de a fazer. Eu pergunto: conseguem criar alguma estrutura à dimensão daquilo que já está no terreno e da força que tem em resposta às solicitações das populações que faça melhor e mais barato? Não, portanto, temos que negociar a nossa prestação de serviços nesse socorro na emergência e, por isso, passa por uma transferência de verbas do Orçamento do Estado, mas eu tenho propostas concretas. Entendo que tem que haver transferências de competências para os municípios, para que os municípios, localmente, contratualizem com as associações de corpos de bombeiros.

O seu adversário nesta corrida propõe uma taxa municipal para financiar os bombeiros.
Ele não descobriu nada. Essa taxa já está há muitos anos lançada, mas eu pergunto: neste momento, os municípios estão em condições de lançar mais taxas sobre os seus munícipes? Claro que ela está à nossa disposição, só que só há quatro, cinco ou seis municípios em Portugal que as lançaram. Por alguma razão é.

O senhor é presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, liderada os bombeiros locais, é presidente da federação distrital de Coimbra, também está na Associação Nacional de Municípios com o pelouro da Protecção Civil. Se for eleito presidente da Liga vai desistir de algum cargo ou vai acumular todos?

Em primeiro lugar, quero dizer que fui eleito para todos os cargos em que estou. Sou um homem eleito, nunca fui nomeado. Estou a dois anos do final do meu mandato de presidente da Câmara e também de director da Associação Nacional de Municípios Portugueses e também da federação a que não me vou candidatar em circunstâncias nenhumas, até porque já estou a preparar eleições para a transição na federação, mas uma coisa garanto: se a Liga dos Bombeiros precisar de mim 24 sobre 24 horas, eu estarei disponível 24 sobre 24 horas por dia. As pessoas conhecem-me, sabem que eu sou um homem que quase não dorme, que ando sempre a correr de um lado para o outro e, por isso, posso garantidamente afirmar aqui que, sem descurar nestes dois últimos anos o meu município, posso fazê-lo perfeitamente, resolver os problemas, poder estar em presença física e intelectual na Liga dos Bombeiros Portugueses.

Fonte: RR

Joaquim Marinho quer separação da Protecção Civil

Liga dos Bombeiros vai escolher uma nova direcção no fim-de-semana, no congresso marcado para o Peso da Régua. Joaquim Marinho é um dos dois candidatos à sucessão de Duarte Caldeira.
Joaquim Marinho, candidato da lista B, tem 56 anos, é professor do ensino secundário, e tem paralelamente uma longa ligação aos bombeiros. Já foi presidente do Serviço Nacional de Bombeiros antes da sua extinção em 2003 e é actualmente vogal da direcção da Escola Nacional de Bombeiros. É presidente da Federação distrital de Viseu e sócio-fundador dos voluntários de Sátão, localidade onde tem as principais ligações familiares, profissionais e até politicas, com forte militância no Partido Socialista.


Por que se candidata e que projecto tem para a Liga dos Bombeiros?


“O que me faz avançar para a Liga, neste momento, é o cumprimento de um objectivo que tinha e que tenho de introduzir mudança na Liga, quer em termos de políticas, quer em termos de prioridades, quer em termos de programa. Aquilo que eu venho observando ao longo dos últimos anos é que os bombeiros estão paralisados, anestesiados, perante um conjunto de situações que aconteceram e é importante dar-lhes vitalidade, dinâmica, capacidade de resposta, ao fim e ao cabo, dar esperança e dar-lhe voz. É um sector contraditório que, por um lado, sabe e ouve dizer que ocupa o lugar central na Protecção Civil, que é o eixo e a coluna vertebral e depois, por outro lado, um sector que está perfeitamente em perda de protagonismo e em perda de identidade. Era importante nós percebermos qual é o papel dos bombeiros, que bombeiros queremos, que missões queremos abraçar, até onde é que o Estado pode ir, se o Estado pode ou não ter forças próprias. Este é o discurso que eu penso que tem de ser feito, que é o discurso do balanço entre o papel dos bombeiros e o papel do Estado e há uma enormíssima confusão neste domínio e há uma enormíssima tendência de apropriação pelo Estado do sector dos bombeiros. Isso é absolutamente inquestionável e eu penso que esta é uma questão ideológica, é uma questão doutrinária, que importaria discutir, aprofundar, porque depois tudo o que viesse a seguir seria instrumental e acessório”.


No sistema de protecção e socorro o que é que defende para os bombeiros?


Uma maior autonomia?“Sou perfeitamente claro nesse aspecto. Os bombeiros nos últimos anos têm estado claramente diluídos na estrutura operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), estão submetidos à cadeia operacional da ANPC e isto não tem lógica nenhuma, nem histórica, nem operacional, nem funcional. Não tem sentido nenhum que os bombeiros sejam, precisamente, de entre os cinco, o único agente de protecção civil que não tem uma direcção nacional própria, estando num patamar perfeitamente inferiorizado em relação aos demais. Aquilo que eu defendo é um organismo próprio dos bombeiros, claramente separado e autonomizado da direcção nacional de bombeiros [da ANPC], uma autonomia administrativa, financeira, patrimonial, não integrada na Autoridade Nacional de Protecção Civil, completamente separada, a todos os títulos autónoma, que seja o interlocutor do Estado junto dos bombeiros. Uma direcção nacional de bombeiros, um serviço de bombeiros ou uma direcção geral de bombeiros, o termo é absolutamente indiferente, mas que depois seja, de facto, o interlocutor e que tenha uma estrutura regional. É isto que eu defendo para os bombeiros, a separação da Autoridade Nacional de Protecção Civil, naturalmente, continuando sob a coordenação da Autoridade Nacional de Protecção Civil, mas não sob o comando da Autoridade. A Autoridade não deve comandar, deve tratar o agente bombeiros tal como trata os demais agentes e sobre isso não pode haver a mínima confusão e, enquanto nós não conseguirmos este caminho e não conseguirmos sucesso neste objectivo, não teremos identidade dos bombeiros e não teremos um tratamento igual para o principal agente de protecção civil.


Esse é uma, de alguma forma, um regresso ao passado, uma proposta para um sistema onde participou, para uma estrutura àquela que já liderou no passado?


“Há, de facto, da minha parte uma identificação plena com uma estrutura que deve ser uma estrutura do Estado, mas onde a matriz associativa e voluntária deve ter reflexo, deve ser ouvida, deve ter nível de participação e o peso dos bombeiros e a sua matriz associativa e voluntária obrigam, convidam, que o tratamento que o Estado dê a este sector não seja igual a outros agentes. Portanto, esta apropriação que há da Autoridade Nacional de Protecção Civil sobre o agente bombeiros em perfeita desigualdade do que acontece com os outros agentes não é um regresso ao passado é uma procura de igualdade de tratamento. O que provocou a diferença foi esta reforma que se fez e esta junção, a partir de 2003, que eu julgo que numa primeira abordagem teria uma visão economicista de poupança de meios e de recursos e que hoje se verifica que não tem nenhum tipo de equivalência neste momento”.



Como é que se financia o sistema?Ponto um, ao longo dos anos nunca houve nenhum modelo de financiamento para bombeiros. Houve políticas de subsídio, medidas de apoio, mas nunca houve nenhum modelo de financiamento e chegou a hora de haver esse modelo, por esta razão: as famílias não têm capacidade de intervir, as empresas cada vez estão mais depauperadas financeiramente e sem possibilidades de apoiar os bombeiros, o Estado cada vez menos e, se continuarmos neste caminho, os bombeiros vão ficar absolutamente isolados, deprimidos e sem apoio de ninguém, porque ninguém está obrigado a apoiar ninguém, ninguém está vinculado a apoiar os bombeiros, esta é que é a realidade. Daí que nós façamos esta primeira pergunta no nosso modelo de financiamento: os bombeiros são ou não são estratégicos para o sector?



E o Governo terá que responder a esta pergunta. E se são estratégicos para o sector, então o Governo tem de encontrar um modelo de financiamento para os bombeiros, modelo esse que, a nosso ver, parte logo deste princípio: devemos fazer uma distinção do financiamento em função da natureza económica dos serviços que os bombeiros prestam. O socorro é um bem público, tem que ser financiado por fundos públicos. O serviço de transporte de doentes e outros serviços têm natureza privada, têm um custo, têm um preço, devem ser pagos pelo utente ou pelo requisitante. Financiamento para o socorro: financiamento através de regras do Estado, claramente uma fatia do Orçamento do Estado, depois, a criação de uma taxa municipal de Protecção Civil ou, se se entender que do ponto de vista social não será a medida mais confortável e mais adequada neste momento, então uma medida alternativa que passa pela redistribuição de verbas. Todos nós hoje pagamos o nosso IMI sobre imóveis, sejam eles rústicos ou urbanos, naturais ou edificados, e cabe ao Estado, ao Governo, fazer a redistribuição de verbas arrecadas em cada município que, ao fim e ao cabo, recaindo sobre os imóveis, recai sobre o risco potencial que cada imóvel tem e redistribui-lo para os bombeiros. Não onera as populações, redistribui as verbas e, se assim fizer, consagra o princípio e o reconhecimento de que os bombeiros são estratégicos. Se não aceitar isto, os bombeiros não são estratégicos e a responsabilidade ficará naturalmente da parte do Governo. Nós, no nosso modelo de financiamento, não ficamos apenas por uma actualização dos prémios de exploração dos jogos sociais, que são insuficientes, nem por uma actualização dos prémios de seguros, que também são insuficientes. Vamos mais longe. O Estado tem que consagrar verbas suas para este sector e as populações têm que ser chamadas a contribuir para este sector, directamente com uma taxa ou indirectamente redistribuindo as verbas que já recebem. Como medidas complementares propomos mais: propomos que os bombeiros possam ter acesso ao uso do gasóleo agrícola, que tenham isenção do IVA sobre o gasóleo à semelhança do que acontece com empresas transportadoras que reembolsam 100% do IVA e de outras que reembolsam 50%, que haja uma alteração das comparticipações nacionais no quadro estratégico de apoio para 15% apenas e que se negoceie, por exemplo, com a EDP um tarifário especial para o fornecimento de energia eléctrica aos quartéis de bombeiros.
Nesta altura ainda não se sabe o que o Governo vai fazer na área da Protecção Civil. Por exemplo, a fusão da ANPC com o INEM, também com a Comissão de Emergência Civil, a criação de um novo organismo que junte todas estas valências e, a dada altura, falou-se mesmo de que esse organismo poderia passar para tutela do Ministério da Defesa. Qual é a sua opinião? “A minha primeira preocupação nesse aspecto é garantir a identidade dos bombeiros e os bombeiros têm de ter o seu serviço próprio, têm que ter a sua estrutura própria e o Governo terá toda a legitimidade para arrumar a Autoridade Nacional de Protecção Civil no Ministério onde entender e arrumá-la juntamente com o INEM da mesma forma como entender. O vital, e daqui não me afasto, é um serviço próprio de bombeiros, sem deixar de dizer que eu penso que, por razões de efectividade e históricas, os bombeiros sentir-se-iam melhor agregados ao Ministério da Administração Interna”.


O que acha que o distingue da outra lista à Liga dos Bombeiros?


“Primeiro, o mote da minha campanha, a mudança. Não é possível mudar com os mesmos, os mesmos não podem fazer diferente, porque tiveram tempo para fazer diferente e não fizeram, e depois o programa. O meu programa é um programa concreto, pragmático, objectivo, que vincula, que compromete e que obriga. Não é um programa doutrinário, não é um programa ideológico, não é um programa de intenções e de compromisso, é um programa de medidas objectivas. Nós com a visita que fizemos aos 450 corpos de bombeiros fizemos o diagnóstico, identificámos problemas, ouvimos as pessoas, conhecemos os responsáveis e fizemos um programa de 102 medidas objectivas. Não fico pelo compromisso, não fico pela intenção, não fico pela proposta”.

Fonte: RR

PS contra encerramento de Otorrino no hospital

A transferência do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Macedo de Cavaleiros para a unidade hospitalar de Mirandela gera polémica
A transferência do serviço de Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Macedo de Cavaleiros para a unidade hospitalar de Mirandela, já foi repudiada pela Comissão Política Concelhia do PS, lamenta “o desprezo a que o concelho é votado” pelo actual Governo do PSD/PP.
O líder concelhio, Rui Vaz, considera esta decisão do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) “uma aberração, que é mais uma machadada nas já escassas oportunidades de desenvolvimento e na dignidade do nosso concelho”. Todavia, ressalva que “não vale a pena tentar deitar areia para os olhos dos macedenses, a responsabilidade deste encerramento não é de um conselho de administração em gestão corrente (que podemos ou não concordar com a sua gestão), que não tem autoridade para encerrar, abrir ou deslocar serviços”.

Fonte: Mensageiro Bragança

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Caminhada ao Sto Ambrósio em Apêlo ao Cmdt Joca

Os Bombeiros do Distrito de Bragança reuniram-se ontem à noite para uma caminhada de fé em prol da boa recuperação do Comandante Joca, do Corpo de Bombeiros de Macedo de Cavaleiros. Recorde-se que o mesmo sofreu lesões abdominais graves em consequência de um rebentamento de um tudo hidráulico quando desligava uma plataforma porta-maquinas de um camião do Corpo de Bombeiros de Macedo.

A noite fria, mas sem chuva, não demoveu os fieis e crentes do percurso de quase 10 km realizados por Estrada Nacional. Pessoas de todas as idades e desde a família, a amigos, a Bombeiros e ate os jornalistas, percorrem todo o percurso. Levaram velas, preces e orações ao Sto Ambrósio. Apesar de o pior já ter passado, é momento de pedir melhoras significativas e agradecer o poder divino da regressão de estado tão grave.

Mais de 200 pessoas participaram, tendo-se reunido no quartel dos Bombeiros de Macedo, que depois de assinar um "livro de honra" iniciaram a marcha pelas 20h00. Esta veio a terminar no Santuário de Sto Ambrósio perto das 22h00, onde depois com todos reunidos foi rezada uma missa, e no queimatório foram deixadas velas.

A organização esteve da caminhada esteve a cabo da Secção Desportiva dos Bombeiros de Macedo, presidida por Rómulo Pinto, que se encarregou juntamente com outros elementos da direcção da Secção de assegurar apoio logístico para os participantes. Também a GNR de Macedo de Caveleiros teve um papel importante na realização da caminhada, tendo assegurado, com veículos e pessoal apeado, que a caminhada decorreria com segurança e sem incidentes.

O Comandante Joca encontra-se ainda internado na Unidade de Cuidados Intensivos, no Hospital de Sto António, mas já sem medicação que o manteve em estado de coma induzido. A medicação administrada, anestesias variadas, continua a fazer efeito e por isso o nosso amigo Joca ainda não acordou. Os médicos mandam esperar, pedido alguma paciência, mas que a qualquer momento recupere desse sono mais profundo e possa voltar á normalidade. Quanto ao estado dos órgãos afectados, esses encontram-se todos funcionais.
Fonte: CBBRAGANÇA






Agradecimento



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Marcha a Pé ao Santo Ambrósio pelo Comandante e amigo João Venceslau

Devem trazer roupa adequada à prática de caminhada e no mínimo com uma peça de roupa alusiva aos Bombeiros ou Reflectora.


O percurso decorre em cerca de 9 km, e deve ter especial cuidado para evitar a hipotermia pelo frio ou chuva.

No final da caminhada ao Santo Ambrósio existe transporte de regresso para o quartel.

Comandante dos bombeiros ferido com “ gravidade” após rebentamento de tubo hidráulico



O comandante dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros ficou ferido, com gravidade, na sequência do rebentamento de um tubo hidráulico quando manobrava um camião da corporação, avançou fonte dos bombeiros.

"O comandante João Carlos Venceslau ficou ferido com gravidade na região abdominal", avançou a mesma fonte.
Segundo o chefe de serviço de OBS da Unidade Hospitalar de Bragança “a vítima foi sujeita a uma intervenção cirúrgica, que decorreu durante a tarde de sábado, sendo o prognóstico reservado”.
O acidente ocorreu na manhã de sábado, nas instalações do Corpo de Bombeiros de Macedo de Cavaleiros.

Fonte: RBA

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Protecção Civil alerta para mau tempo no domingo


A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) lançou hoje um comunicado, alertando os cidadãos para as previsões de precipitação e ventos fortes no território de Portugal Continental, que irão sentir-se a partir da tarde de domingo, sugerindo medidas de autoprotecção.

Acompanhar as informações do Instituto de Meteorologia e as indicações das Forças de Segurança, retirar obstáculos ao livre escoamento das águas, adoptar uma condução defensiva e garantir a fixação adequada de estruturas soltas são algumas das medidas recomendadas pela ANPC.

O aviso alerta ainda para eventuais consequências do agravamento do estado do tempo – piso escorregadio e formação de lençóis de água, cheias rápidas em meio urbano, inundações em zonas vulneráveis e danos em estruturas montadas ou suspensas.

O Instituto de Meteorologia (IM) tinha já alertado, durante esta semana, para a mudança significativa no estado do tempo. Amanhã céu muito nublado e possibilidade de aguaceiros fracos por vezes acompanhados por trovoada, em especial nas regiões do interior sul. Para domingo prevê-se chuva persistente e intensa por todo o território continental e, na segunda-feira, trovoadas e queda de granizo.

A chuva irá persistir durante a semana, de acordo com o IM, associada a uma descida considerável da temperatura. Para quarta e quinta-feira, 26 e 27, prevêem-se mais episódios de precipitação forte.

Fonte: Público

CHNE duplica gastos com combustível


O Centro Hospitalar do Nordeste é a unidade de saúde portuguesa que suportou o maior encargo em combustíveis gasto nas viaturas de serviço dos membros do conselho de administração. É o que consta no relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas. Cerca de 25 mil euros, em 2008, e 20 mil euros em 2009, foi quanto gastaram os sete membros da administração, em combustível.No entanto, apesar do Tribunal de Contas ter recomendado uma redução da despesa total com a frota automóvel, a administração do CHNE quase duplicou, em 2010, os gastos em combustível, ficando próximo dos 37 mil euros. Para além disso, foi o segundo mais gastador do país em despesas de telemóveis. No mesmo relatório, o Tribunal de Contas pede urgência na reformulação do sistema remuneratório das unidades de saúde que deve ter em conta a dimensão e complexidade de gestão da cada. Os membros dos conselhos de administração dos hospitais EPE receberam 14,4 milhões de euros em 2009, mais 19% do que no ano anterior. Quanto aos números de 2010, o Centro Hospitalar do Nordeste, a única Empresa Pública Não Financeira existente no distrito de Bragança, gastou só em remunerações fixas com os sete membros da administração cerca de 385 mil euros.Só para despesas de representação, cada membro do CA recebe 970 €/mês, excepto o presidente da administração que aufere cerca de 1.300 euros. Os números são avultados, mas o CHNE não é caso único no País, mas apenas uma das 39 unidades de saúde que gozam do estatuto de Entidade Pública Empresarial - EPE.A mesma administração que invoca a necessidade de racionalizar as despesas para justificar a dispensa de 39 enfermeiros com contrato a termo certo nos Hospitais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, é também aquela que, entre as 39 entidades públicas empresariais que prestam cuidados hospitalares em Portugal, mais dinheiro gasta em combustível na frota automóvel dos sete membros do conselho de administração. O relatório do tribunal de contas sobre a auditoria ao sistema remuneratório dos gestores hospitalares dos hospitais EPE, que englobou 198 administradores (39 presidentes e 159 vogais), diz respeito aos anos 2008 e 2009. Nestes dois anos, o CHNE gastou 25 mil euros e 20 mil, respectivamente. Um valor elevado que a administração justificou ao tribunal de contas pelo facto do CA ser composto por sete membros e a todos ter sido alocada viatura de serviço. A equipa que realizou a auditoria revela que o Centro Hospitalar do Nordeste definiu o limite de consumo de combustível em quilómetros, pelo que não foi possível concluir pela existência de eventuais desvios face ao limite fixado, devido à constante mutação de preços do combustível bem como o desconhecimento do tipo de combustível que as viaturas consomem. O mesmo relatório acrescenta que penas 11 unidades de saúde EPE, das 23 que afectaram viaturas de serviço aos administradores, fixaram limites para o consumo de combustíveis, cujo valor se situou entre € 3.000 mil e € 7.200 anuais. Os restantes conselhos de administração que não estabeleceram aqueles limites, que é o caso do CHNE, deviam ter actuado de acordo com os princípios de bom governo, salvaguardando o controlo de custos e a transparência, pode ler-se no relatório. Como forma de mudar este tipo de situações, a auditoria recomenda que as unidades de saúde EPE devem proceder a uma redução da despesa total com a frota automóvel, designadamente com as viaturas de serviço afectas aos administradores, relativamente ao valor executado em 2009. Apesar desta recomendação, em 2010, apuramos que o CHNE gastou em combustível 36.767 euros, quase o dobro de 2009, quando gastou 20 mil euros. Para tal aumento, muito contribuiu o presidente da administração com 13 mil euros de combustível gasto na sua viatura de serviço. Num só ano (2010), Henrique Capelas gastou mais 3 mil euros do que em dois anos juntos (2008 e 2009).O ano passado, Capelas gastou mais de mil euros mensais de combustível, fazendo, em média, cerca de 8 mil quilómetros por mês. Também António Marçoa, vogal, duplicou os gastos em combustível, passando de quase 3 mil euros, em 2009, passou para mais de 7 mil, em 2010. O director Clínico, Sampaio da Veiga, aumentou de 3 mil para 5 mil euros, Claúdia Miranda, vogal, também duplicou, ultrapassou os 4 mil e 600 euros, em 2010. Isabel Barreira aumentou a despesa em 500 euros e a enfermeira directora, Maria Vieira, teve mais 700 euros que em 2009. O único elemento da administração que diminuiu os gastos em combustível, foi José Cardoso passando de 3200 para 1900 euros, em 2010.Todos têm viaturas cujo valor oscila entre os 26 e os 30 mil euros com sistema de locação operacional com rendas mensais que variam entre 626 e os 828 euros. A auditoria verificou ainda que, em 2008 e 2009, o CHNE foi o segundo do país com maior valor de reembolso de despesas de telemóvel. Em 2008, gastou 6753 euros, só batido pelo CH Porto. Em 2009, a despesa subiu para 8683 euros, só superado pelo Médio Ave.
Em 2010 reduziu para 6579. Nos dois anos a que se reporte a auditoria, o CHNE foi reincidente no incumprimento ao falhar no dever de prestar contas ao tribunal atempadamente, isto é, até ao mês de Abril do ano seguinte a que dizem respeito.
Escrito por CIR

Vila Flor: homem de 37 anos morre em colisão frontal

Uma colisão frontal entre dois ligeiros em Meireles, no concelho de Vila Flor, resultou esta manhã, pouco antes das 06h, num morto e num ferido ligeiro.
Quando os bombeiros chegaram ao local já “nada se podia fazer”.

“Foi dado o alerta para o helicóptero do INEM, mas sem resultado”, disse à RBA o comandante dos bombeiros de Vila Flor, António Martins.

A vítima mortal tinha 37 anos de idade e era natural da freguesia de Nabo. O ferido, de 48 anos é residente em Vilas Boas, também no concelho de Vila Flor, foi transportado para o hospital de Mirandela.

Fonte: RBA

“Aqui não há má, há péssima gestão”


Cerca de uma centena de enfermeiros do Centro Hospitalar do Nordeste manifestaram-se esta manhã em Bragança por causa da não renovação de contratos de trabalho.Dos 106 profissionais que estão com contrato, 39 poderão vir a ser dispensados.Até ao momento 7 receberam carta.Os restantes já estão a ser informados verbalmente pelos responsáveis dos serviços. Ana Pimentel, uma das enfermeiras já despedida, está a viver dias dramáticos porque o marido também pode vir a ser dispensado.“Eu trabalho no serviço de medicina e ele na Unidade de AVC’s e eu estava a gozar uma licença de maternidade e já recebi a carta a confirmar o término do contrato individual de trabalho. O meu marido termina no dia 3 de Janeiro ma está na mesma situação que eu” explica Ana Pimentel, acrescentando que “vamos ficar os dois desempregados e vai ser uma situação muito complicada. Eu até estava numa situação boa, deixei um quadro para vir para a minha terra com um contrato individual de trabalho e agora estou no desemprego e não tenho qualquer esperança”.É precisamente no Hospital de Macedo de Cavaleiros que se vive a situação mais crítica, nomeadamente na Unidade de Cuidados Continuados onde 15 enfermeiros poderão vir a ser dispensados.Ana Gonçalves e Rómulo Pinto, que estavam a trabalhar neste serviço há dois anos, já foram notificados oficialmente da não renovação de contrato.Dizem que a prestação de cuidados aos utentes vai ficar em causa.“Dois colegas já saíram do sistema biométrico sem qualquer informação aos chefes de serviço e neste momento já não é possível realizar o horário de Novembro na unidade e fica em risco de fechar” refere Ana Gonçalves. “Até agora ainda ninguém percebeu como é que os nosso lugares ainda não foram ocupados, não sabemos como vão ficar os cuidados” afirma Rómulo Pinto.Os enfermeiros juntaram-se no parque Eixo Atlântico e formaram um cordão humano até ao Hospital de Bragança.O presidente da direcção do Sindicato dos Enfermeiros deixou duras críticas à gestão do Centro Hospitalar do Nordeste.“Aqui não há má, há péssima gestão” refere José Azevedo, acrescentado que “é impensável que transformem o quarto andar do hospital num serviço de gabinetes de uns tais gestores que não têm aplicação prática num hospital como este. São arranjos para dar emprego a pessoas que não têm outra área onde trabalhar”. E dá o exemplo de “um chefe de cirurgia que praticamente não opera. Os enfermeiros ganham 900 euros, mas esse senhor e capaz de estar a ganhar 10 mil ou mais”. “São estes problemas que nós queremos que o primeiro-ministro e o ministro da saúde limpe porque são os enfermeiros que estão a pagar a factura”.
Em comunicado enviado às redacções, o conselho de administração do Centro Hospitalar do Nordeste garante que “se manterão todos os que se vier a concluir como tendo passado a necessidade permanente de posto de trabalho” e salienta que “com a constituição da Unidade Local de Saúde e consequente integração do quadro de pessoal hospitalar com o dos cuidados de saúde primários, torna-se necessário a reanálise dos recursos humanos”.

Fonte: Brigantia

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Enfermeiros do CHNE protestam contra despedimentos


Os enfermeiros do Centro Hospitalar do Nordeste vão juntar-se amanhã numa acção de protesto por causa dos despedimentos a que alguns ficaram sujeitos devido aos cortes nas despesas.Em causa estão 39 postos de trabalhos com contrato a termo certo nos Hospitais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela. Já foram informados por carta que vão ser dispensados até ao final do ano não lhes sendo renovado o contrato.Esta situação poderá colocar vários serviços ou especialidades em situação de ruptura.A falta de profissionais pode mesmo pôr em causa o funcionamento do serviço de convalescença e de cuidados continuados no Hospital de Macedo.O CHNE invoca a necessidade de racionalizar as despesas para justificar a medida.Por isso, amanhã às 10H30, os enfermeiros vão juntar-se no Parque Eixo Atlântico em Bragança para contestar contra esta medida.
Esta acção de protesto foi decidida ontem durante um plenário entre os profissionais e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses que foi convocado para avaliar a situação.

Fonte: Brigantia

Queda de heli fere bombeiro


Um helicóptero de combate a incêndios florestais caiu ontem ao final da tarde, em Moreira de Rei, Trancoso, provocando ferimentos num dos bombeiros que seguiam na aeronave.

O aparelho tinha estado a auxiliar o combate a um fogo em Celorico da Beira e regressava ao Centro de Meios Aéreos de Mêda quando caiu, devido "a uma falha nos motores", informou um elemento do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.
No helicóptero, além do piloto, seguia uma equipa da Força Especial de Bombeiros Canarinhos. Um dos operacionais desta equipa sofreu ferimentos ligeiros e foi transportado ao Centro de Saúde de Trancoso para receber assistência médica. A aeronave regressava de um incêndio florestal próximo de Vila Boa do Mondego, Celorico da Beira, que esteve activo cerca de três horas.

Fonte: CM

Liga dos Bombeiros teme pelo fim da actividade das corporações

Em declarações à agência Lusa, o presidente da LBP, Duarte Caldeira, afirmou que as associações de corpos de bombeiros "estão em risco na sua globalidade", caso não seja tomada "qualquer medida compensatória ou correctiva dos efeitos" provocados pelas medidas prevista no Orçamento de Estado.
"A primeira abordagem às consequências de natureza económica e financeira deste orçamento não são apenas preocupantes, mas sem nenhuma medida adicional de compensação ou de minimização dos efeitos deste orçamento, só falta perguntar quando é o que o Governo começa a encerrar estas instituições", sustentou Duarte Caldeira.
Segundo o mesmo responsável, os corpos de bombeiros são responsáveis por 85 por cento dos actos de socorro prestados diariamente em Portugal e no próximo ano vão ser confrontados com agravamentos de IVA e retirada de benefícios fiscais "legalmente concebidos há muitos anos".
O presidente da LBP adiantou que também "estão em risco" os postos de trabalho ligados ao transporte de doentes não urgentes, tendo em conta o "agravar" da situação dos últimos meses.
Lamentou igualmente a "barreira de incompreensível silêncio" que estão a encontrar no Ministério da Saúde, que ainda não respondeu ao pedido de reunião feito há mais de três meses para analisar uma "área que ocupa uma parte muito significativa da missão dos bombeiros".

Fonte: DN

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Calor vai continuar e chuva só depois do dia 23 de outubro


A primeira quinzena de outubro registou temperaturas do ar, em particular da máxima, muito acima do valor médio para época, com aumentos superiores a 5ºC segundo o Instituto de Meteorologia (IM). Outono está mais quente.

Neste período, cerca de 80% das estações - particularmente nas regiões do norte e centro do continente - registaram pelo menos um dia com temperatura máxima do ar igual ou superior a 30ºC (dias quentes) e 35% das estações registaram em todos os dias, durante os primeiros 7 dias de outubro, valores de temperatura máxima do ar igual ou superior àquele valor. regundo dados do Instituto de Meteorologia.

Dados históricos ultrapassados e ondas de calor

Entre os dias 1 e 15 foram ultrapassados os extremos históricos da temperatura máxima para o mês de outubro em algumas estações, nomeadamente Bragança com 30.8ºC no dia 12, Lisboa com 33.9ºC no dia 13, Anadia com 35.8ºC no dia 13, Carrazeda de Ansiães com 29.9ºC no dia12 e Mirandela com 33.9ºC no dia 5 de outubro.

A persistência do tempo quente determinou que durante o mesmo período se tenham registado duas ondas de calor, a primeira com inicio ainda durante o mês de setembro e que se prolongou até 6/ 7 de outubro, que teve uma duração mínima de 6 dias no Montijo, Lavradio e Sines e duração máxima de 12 dias em Alverca e Alcácer do Sal.

A segunda teve início em 9/10 de outubro e ainda só terminou nas estações do Porto, Setúbal e Sines no dia 14.

Ainda não choveu este mês

Na primeira quinzena de outubro não se registou precipitação em todo o território do continente, prolongando um período de ausência de precipitação que se havia iniciado em setembro, mês em que a precipitação no território do continente foi cerca de 65% da média.

Esta situação veio agravar a seca meteorológica no continente, que no final da quinzena atingia todo o território, sendo que 1/3 se encontra já em situação de seca severa e extrema, os níveis mais elevados de severidade deste fenómeno.

Calor continua e chuva só virá depois do dia 23 de outubro

Prevê-se que a situação de tempo quente se mantenha no decorrer da semana, ainda que se espere que a partir da tarde de amanhã, dia 18, a circulação do ar predomine do quadrante oeste, com neblinas ou nevoeiros matinais no litoral norte e centro e que a temperatura possa ter uma descida a partir de quarta-feira, 19.

A partir de dia 23, regista-se uma forte probabilidade para a ocorrência de precipitação em todo o território do continente, também acompanhada de uma tendência para uma descida mais acentuada nas temperaturas (máximas e mínimas).

A persistência do tempo seco e das temperaturas com valores acima da média para esta altura do ano deve-se à situação meteorológica que afetou o território do continente, caracterizada por um anticiclone de bloqueio localizado sobre a Europa Central e que se estendeu a quase toda a Europa Ocidental, desde a Escandinávia ao Mediterrâneo e da Polónia à Península Ibérica, transportando na sua circulação ar muito quente e seco.

Esta situação originou, em Portugal continental, vento em geral fraco de leste e valores baixos da humidade relativa do ar, excetuando os dias 6 e 7, em que o vento soprou moderado do quadrante norte, por vezes forte no litoral e nas terras altas, tendo-se registado temporariamente uma descida da temperatura.

Outono cada vez mais quente

Apesar de nos últimos 6 anos, à exceção de 2010, ter sido observada um aumento da temperatura máxima do ar em outubro, nomeadamente em 2009 com +2.8ºC, dada a grande variabilidade da temperatura deste mês, de ano para ano, não se pode atribuir este aquecimento, por si só, a um efeito da alteração climática.

Recorda-se, contudo, que os vários cenários climáticos em Portugal Continental apontam para uma maior frequência destes episódios e mesmo para uma elevação média da temperatura do ar no outono, acentua o IM.

Também em alguns países do sul da Europa se verificou uma persistência de tempo quente. Tal foi o caso da França onde foram registados records de temperatura nos dias 11 e 12 de outubro com valores acima dos 31ºC.

Fonte: O.A

31 detidos por fogo posto este ano


O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila, revelou esta terça-feira que 31 pessoas foram detidas em 2011 pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de fogo posto em florestas. Desses, 12 ficaram em prisão preventiva, noticia a Lusa.

Os dados foram anunciados na Comissão Parlamentar da Agricultura e Mar e fazem o balanço da época mais crítica de incêndios florestais, a «Fase Charlie», entre 1 de Julho e 30 de Setembro.

Filipe Lobo D'Ávila indicou que 34 por cento das ocorrências de fogo se devem a factores negligentes e 24 por cento de origem «intencional» e só um por cento de causa natural.

Os deputados presentes na Comissão Parlamentar questionaram o secretário de Estado sobre a possibilidade de uma revisão da moldura penal do crime de incêndio florestal, o qual adiantou que essa questão chegou a ser equacionada pelo anterior Executivo.

Filipe Lobo D'Ávila apelou à Assembleia da República para que pondere a necessidade dessa alteração.

Fonte: TVI24

Militares passam a intervir no rescaldo de incêndios


O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila, avançou esta terça-feira que as Forças Armadas podem vir a intervir em operações de rescaldo dos incêndios florestais em 2012, avança a Lusa.

Durante a Comissão Parlamentar da Agricultura e Mar, o secretário de Estado considerou «muito importante» o papel das Forças Armadas em operações de rescaldo, avançando que «podem ser dados passos para que na próxima época isso possa ser desenvolvido».

Para Filipe Lobo D'Ávila, as Forças Armadas podem contribuir no combate a incêndios florestais e adiantou que o ministro da Defesa tem manifestado abertura para «aprofundar esse caminho, quer na vertente do Exército, quer na Força Aérea».

Na Comissão Parlamentar, foi feito ainda, pelo secretário de Estado, o balanço da época mais crítica em incêndios florestais, mas Filipe Lobo D'Ávila considera ainda «cedo» para oficializar números, uma vez que «a fase mais complicada do ano ainda está a decorrer».

Os «bons» resultados obtidos durante a época de incêndios mais crítica deveram-se às condições meteorológicas e «empenho» do dispositivo operacional que esteve no terreno.

No entanto, Filipe D'Ávila salientou que a «fase mais difícil» está a ser durante o mês de Outubro, que levou ao Governo reforçar o dispositivo de combate a incêndios florestais e a despender mais de 1,2 milhões de euros.

Na primeira quinzena de Outubro, o reforço de 360 bombeiros nos 14 distritos com «maior perigosidade florestal» foi de 180 mil euros, enquanto os 1022 bombeiros e o aluguer de oito helicópteros para os restantes 15 dias do mês teve um custo de 1,2 milhões de euros.

De acordo com o secretário de Estado, na mesma quinzena deflagraram, em média, 312 incêndios por dia, num total de mais de 4600 ocorrências de fogo, representado o mês com mais incêndios dos últimos 12 anos.

Filipe Lobo D'Ávila revelou que o Ministério da Administração Interna está «avaliar» um conjunto de questões relacionadas com a protecção civil, nomeadamente com a Empresa de Meio Aéreos (EMA), mas que qualquer «alteração» só será decidida e introduzida após a época de incêndios encerrar.

Fonte: TVI24

Rebelo Marinho defende a criação de uma estrutura nacional de comando dos Bombeiros


Durante o contacto com as direcções e comandos de São Romão e Seia - Loriga ficou de fora por indisponibilidade dos dirigentes - o candidato defendeu que as fontes do financiamento devem ser o Orçamento do Estado, a actualização dos prémios dos seguros e dos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e também uma taxa municipal de protecção civil a instituir.

São Romão e Seia receberam candidato à Liga dos Bombeiros PortuguesesO candidato à presidência da Liga dos Bombeiros Portugueses Rebelo Marinho defende a criação de uma direcção nacional de bombeiros «autónoma, administrativa e operacionalmente», da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
O anúncio foi feito durante a apresentação do programa da sua candidatura e também às direcções e comandos das Associações Humanitárias do Distrito da Guarda, encontros que tiveram lugar nos passados dias 30 de Setembro e 1 de Outubro. Rebelo Marinho considerou essencial a reestruturação institucional e operacional do sector, até porque, disse, «não encontrei um comandante de bombeiros que se reveja nesta estrutura e que entenda que não deva ser reposta a estrutura de uma direcção nacional», afirmou, explicando que o seu programa foi construído com base nos contributos que reuniu nas visitas feitas às corporações.
Rebelo Marinho explicou que quer para os bombeiros «exactamente o mesmo tratamento que existe para os demais agentes de protecção civil» portugueses. «PSP, GNR, Forças Armadas, INEM, todos eles têm uma direcção nacional. Sendo os bombeiros o principal agente de protecção civil, não tem lógica que sejam os únicos a não ter uma direcção nacional e uma estrutura de comando hierárquica própria», justificou o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu.
Na sua opinião, «deve ser reposto o modelo regional de estruturas de comando, abandonando as estruturas distritais e instituindo os comandos regionais de bombeiros». A sua candidatura defende também «a criação de estruturas consultivas ao nível regional onde todos os bombeiros e federações tenham assento, participação e envolvimento nos processos de decisão» e considera «prudente a recuperação e a reconstituição das antigas zonas operacionais e a multiplicação das equipas de intervenção permanente».

Candidato defende que cidadãos devem financiar bombeiros

A necessidade de construir um modelo de financiamento das associações humanitárias e corpos de bombeiros é outra das ideias centrais da candidatura de Rebelo Marinho, de forma a não estarem dependentes das receitas geradas pelo transporte de doentes, que sofreram «uma redução agressiva e violenta» nos últimos tempos.
«Chegou a hora de a Liga conceber, propor, negociar um modelo de financiamento com o Governo e não esperar que seja o Governo a propô-lo. Nós definimos e defendemos um modelo de financiamento que fixe montantes, que identifique responsabilidades, que defina as fontes de financiamento», explicou. No seu entender, as fontes do financiamento devem ser o Orçamento do Estado, «com uma fatia robusta», a actualização dos prémios dos seguros e dos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e também uma taxa municipal de protecção civil a instituir. Quanto à criação desta taxa municipal, Rebelo Marinho considera que com o actual quadro económico do país, onde o governo, as câmaras e as empresas têm menos dinheiro, «a única solução é chamar mais gente à responsabilização do financiamento».
Rebelo Marinho tem como adversário o presidente da Federação de Bombeiros de Coimbra e da Câmara de Vila Nova de Poiares, Jaime Soares. O congresso decorrerá de 28 a 30 de Outubro na Régua. Garantiu que, se no final de Outubro for eleito para a presidência da Liga, exercerá o cargo «em completa disponibilidade e exclusividade, não acumulando este lugar com outro», por considerar que «dividir a presença divide a capacidade para encontrar soluções para os problemas».
A lista de Rebelo Marinho integra alguns elementos dos bombeiros do distrito, como é o caso de Paulo Hortênsio, presidente da Assembleia-Geral dos Bombeiros Voluntários de Seia e actual vice-presidente do Conselho Executivo da Liga, sendo recandidato ao mesmo lugar. Benedita Dias, presidente dos Bombeiros Voluntários do Soito, Sabugal, é indicada como suplente ao Conselho Superior Consultivo.

Fonte: Porta da Estrela

"CHEGOU O TEMPO EM QUE O SILÊNCIO É TRAIÇÃO"




O QUE MAIS ME PREOCUPA É O SILÊNCIO DOS BONS!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Despesa da Administração Interna cai 4,5%


A despesa total consolidada do Ministério da Administração Interna (MAI) em 2012 é de 1.978 milhões de euros, uma diminuição de 4,5% face à estimativa de 2011, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2012.

O documento, entregue esta segunda-feira pelo Governo à Assembleia da República, prevê também uma diminuição da despesa com investimento, com um impacto positivo de 5,6 milhões de euros.
A nível sectorial, o MAI, tutelado por Miguel Macedo, irá implementar em 2012, entre outras medidas operacionais, a racionalização dos serviços com a eliminação de 21 entidades e um impacto na ordem dos quatro milhões de euros.
Das transferências internas num total de 88 milhões de euros, a maior parte corresponde à transferência do subsector Estado para a Autoridade Nacional de Protecção Civil, que totaliza 79 milhões de euros.

Fonte: CM

Recorde de fogos batido este sábado


Sábado foi o dia com mais incêndios florestais este ano com um total de 436 ocorrências de fogo em 24 horas, de acordo com dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Entre quinta-feira e sábado, o recorde de incêndios foi sendo batido: 418 fogos na quinta-feira, 429 na sexta, 436 no sábado.

No domingo foram registados 407 fogos que foram combatidos por 3.991 bombeiros, apoiados 1.061 veículos e com o auxílio de 45 meios aéreos.

O Governo decidiu na quinta-feira autorizar o reforço do dispositivo de combate a incêndios até 31 de Outubro, prorrogando até esta data o período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Segundo os dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional, os incêndios consumiram até 30 de Setembro deste ano 41.964 hectares de floresta, menos 67,5% do que em igual período do ano passado.

O Instituto de Meteorologia prevê para hoje em Portugal continental céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade durante a tarde nas regiões do interior. Em Lisboa prevê-se uma temperatura máxima de 28 graus, em Faro de 26 e no Porto de 25.

Fonte: RR

Militar dos GIPS sofre queimaduras em combate a incêndio


Um militar dos GIPS ficou ontem ferido durante o combate a um incêndio próximo da aldeia de Aveleda, em Bragança. O fogo consumia mato em pleno Parque Natural de Montesinho e atraiçoou o militar da equipa helitransportada do Centro de Meios Aéreos da Nogueira.O militar foi obrigado a refugiar-se numa zona já ardida na sequência de um reacendimento repentino. Ficou com queimaduras de primeiro e segundo grau nas pernas e foi transportado para o Hospital de Bragança pelo helicóptero que se encontrava a combater o fogo como conta o comandante do GIPS.“A equipa helitransportada fazia o combate normal ao fogo com o apoio de um helicóptero, mas com as condições atmosféricas adversas, visto que o teor de humidade relativa é muito baixo, rondas os 5, 10 por cento, tem dificultado muito o combate e também fez com que uma área que já estava apagada reacende-se com muita intensidade. O militar que se feriu foi para uma zona de segurança que já tinha ardido, mas devido à irradiação sofreu queimaduras nas pernas, os restantes elementos conseguiram retirá-lo da área de perigo e teve que ser transportado para o Hospital de Bragança”, conta o tenente Barbosa. O tenente Jorge Barbosa garante que estavam a ser cumpridas todas as medidas de segurança, mas as condições atmosféricas adversas atraiçoaram a equipa de militares que combatiam o fogo numa zona com difíceis acessos.“Fomos atraiçoados pelo comportamento do fogo que não é de todo previsível, apesar dos cuidados que nós temos, em que fazemos uma análise precisa das condições diárias, mas são situações que podem acontecer a qualquer momento, derivadas de vários factores, como a orografia do terreno, as condições meteorológicas. São vários factores que não se dominam completamente”, afirma o tenente Barbosa. O incêndio de Aveleda mobilizou cinco GIPS e 42 bombeiros, auxiliados por dois helicópteros e 10 veículos operacionais.
Durante o fim-de-semana também se registaram incêndios de grandes dimensões em Urros, Torre de Moncorvo, em S. Jomil, Vinhais, no Parque Natural Douro Internacional, na zona de Freixo de Espada à Cinta, e em Meirinhos, no concelho de Mogadouro.
Fonte: Brigantia

Agricultor morre em acidente de tractor

Um homem de 52 anos perdeu a vida num acidente de tractor, em Bemposta, no concelho de Mogadouro.Segundo a Agencia Lusa o homem andava a lavrar um olival, que seria propriedade de família, quando o tractor tombou e capotou vitimando o tractorista. O acidente ocorreu por volta das 11 da manhã de sábado. Na assistência à vítima estiveram os bombeiros de Mogadouro e a equipa helitransportada do INEM.Este é o nono acidente mortal de tractor a registar este ano no distrito de Bragança.Em pouco mais de uma semana é a segunda vítima.
De recordar que no dia 7 de Outubro um outro acidente de tractor matou também um idoso em Vinhais.
Fonte: Brigantia/CIR

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Alerta tardio" na origem de muitos problemas em Outubro


Em declarações à Renascença, o Comandante Vaz Pinto reconhece que o dispositivo tem sido sujeito a um grande esforço, com um número anormal de incêndios registados todos os dias.

Para além do longo período de tempo quente, sem humidade e com muitos comportamentos negligentes na floresta, o Comandante Nacional de Operações da Protecção Civil considera que se está a notar bastante a falta dos postos de vigia.

Em declarações à Renascença, o Comandante Vaz Pinto reconhece que o dispositivo tem sido sujeito a um grande esforço, com um número anormal de incêndios registados todos os dias, mas também admite que o alerta tardio está na origem de muitos problemas registados neste mês de Outubro.

O responsável pelas operações da Protecção Civil lamenta que os postos de vigia estejam fechados. “É uma situação com um padrão anormal de temperaturas e de humidade relativa e tem suscitado um número anormal para esta altura do ano. Como se justifica, não sei, o que é facto é que temos um número de ignições muito elevado. Acima de tudo penso que terá a ver com negligência, naturalmente também haverá alguns intencionais, temos vindo a constatar isso”, explica.

O Comandante Vaz Pinto conta que “o alerta é tardio e por isso quando os combatentes chegam ao teatro de operações, o incêndio já tem algumas proporções e por isso a dificuldade aumenta. Isso tem sido um dos constrangimentos que temos detectado, é de facto a tardia detecção e aviso dos incêndios”.

A GNR, entidade que gere os mais de 200 postos de vigia espalhados pelo país, confirma que os postos estão encerrados desde 30 de Setembro.

Contactada pela Renascença, fonte autorizada da GNR lembra que o seu funcionamento está previsto na directiva nacional de combate a incêndios até ao final da fase Charlie, altura em que deixa de haver verbas para esse efeito.
Estes postos são geridos pela GNR, que anualmente contrata civis para lá trabalharem.

Fonte: RR

Incêndios fora de época custam mais 1,5 milhões de euros


O Ministério da Administração Interna viu-se obrigado a reforçar novamente o dispositivo, sendo que, desta vez, precisou de uma autorização das Finanças.

Os incêndios fora de época, que estão a marcar este mês de Outubro, já custaram ao Estado mais 1,5 milhões de euros do que aquilo que estava inicialmente orçamentado.

O Ministério da Administração Interna viu-se obrigado a reforçar novamente o dispositivo, sendo que, desta vez, precisou de uma autorização das Finanças.

A dotação provisória do Ministério das Finanças, ontem aprovada em Conselho de Ministros relativa aos próximos 15 dias, e aquilo que entretanto já se gastou na primeira quinzena é dinheiro que na sua maioria serve para contratar bombeiros e para alugar helicópteros.

Mais tarde se farão outras contas, nomeadamente aos combustíveis, à manutenção de viaturas e meios aéreos, bem como aos inúmeros aspectos logísticos inerentes ao combate aos fogos.
Em relação aos meios terrestres, a Protecção Civil contratou 360 bombeiros, que recebem sensivelmente 40 euros por dia, para reforçar a primeira parte da fase Delta, e contratou agora mais 360 para a segunda quinzena. Consegue desta forma ter perto de seis mil homens disponíveis.

Já em relação aos meios aéreos, primeiro houve um reforço de quatro helicópteros ligeiros, que foram usados aproveitando as horas de voo já contratualizadas que não foram usadas durante o Verão.

Conseguiu-se assim quase com o mesmo dinheiro ter 21 meios aéreos, quando a primeira metade da Fase Delta só previa 17.
Agora, na segunda metade de Outubro, em que o planeamento anual só prevê a existência de oito helicópteros - aqueles que pertencem ao Estado - o Governo reforça o dispositivo com mais oito.

São aparelhos BELL 206 e 212, que vão continuar ao serviço ao abrigo de uma cláusula que prevê a prorrogação do contrato por mais 15 dias. Neste caso, a factura é de 432.683 euros.

Fonte: RR

Mais de 400 incêndios registados quinta-feira em Portugal

Esta quinta-feira foi o dia do ano com maior número de registos de incêndios em Portugal. Segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), foram contabilizadas 418 ocorrências em 24 horas.

Os 400 incêndios contabilizados esta quinta-feira foram combatidos por um total de 4 763 bombeiros, apoiados por 1 322 viaturas e 62 meios aéreos de combate ao fogo.

Em declarações à Lusa, uma fonte da ANPC revelou que o mês de Outubro está a ser o "mês com maior número de ocorrências dos últimos 12 anos".

Fonte: Actualidades

INEM premiado por desfibrilhadores em ambulâncias

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi galardoado com o primeiro Prémio Nacional de Boas Práticas em Saúde devido ao projeto de Desfibrilhação Automática Externa (DAE), divulgou a organização em comunicado.
O prémio, atribuído pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar e Direcção-Geral da Saúde, «visa reconhecer boas práticas na gestão clínica ou na gestão de Unidades de Saúde, com impacto na saúde e melhoria do bem-estar das populações».

O INEM divulga que «todas as viaturas do instituto já estão equipadas com desfibrilhador» e que em 2011 foram dotadas com este equipamento 131 ambulâncias de bombeiros voluntários.

Fonte: Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Bragança vai ter plano de contingência devido à seca

A partir da próxima semana a câmara de Bragança vai avançar com um plano de contingência para atenuar a falta de reservas de água que se verifica no abastecimento à população. De recordar que a barragem de Serra Serrada, em Montesinho, o principal ponto de armazenamento só já garante água até meados de Novembro.
Para evitar uma possível ruptura e à semelhança do que aconteceu em 2007, a autarquia vai começar a transportar água até à cidade.
“Ou água tratada proveniente da barragem do Azibo, em que está uma estação de tratamento e essa água é transportada para os depósitos da cidade. Esse transporte é muito demorado. Uma cisterna transporta 30 metros cúbicos e estamos a falar de oito mil metros cúbicos de consumo por dia. E as obras no IP4 tornam o transporte ainda mais moroso. Poderemos usar ainda a água da barragem de Gostei, mas tem de ser transportada para a Estação de Tratamento de Água da Serra de Montesinho.”
A autarquia já suspendeu a rega de jardins de forma a canalizar todas as reservas para o abastecimento público.
O vice-presidente Rui Caseiro salienta que este plano obriga a uma complexa operação de logística para a qual existem poucos meios.
“Por um lado, não existem no distrito meios suficientes. A Protecção Civil Nacional também nos disse que não há meios para resolver o problema em situação de catástrofe. Seria precisos 70 camiões, que não temos. O plano de contingência indica-nos para aumentar a capacidade de transporte gradualmente. No início temos seis camiões em transporte 24 horas por dia, recorrendo aos meios que estão na região.”
Para tal vão ser utilizadas auto-tanques de diversas corporações de bombeiros do distrito.
Este plano de contingência foi delineado esta quarta-feira entre e a câmara de Bragança e o presidente do Instituto Nacional da Água que visitou a barragem de Serra Serrada onde verificou que a situação é crítica.
“Confirmo que a situação é crítica porque é comparável a situações no passado que fizeram que houvesse este transporte adicional, como em 2005 e 2007. Mas a verdade é que as condições para fazer o reforço e garantir os caudais mínimos à população, implicam uma logística muito complicada. A situação tem de ser gerida com alguma antecedência para que a cidade não fique sem água por completo.”
Neste momento está a decorrer o quarto estudo de impacto ambiental para a construção da barragem de Veiguinhas.
A câmara de Bragança considera este projecto fundamental para garantir o armazenamento de água no concelho.
O presidente do INAG, Orlando Borges, diz que é urgente encontrar uma solução que garanta estabilidade no futuro.
“Tem que haver uma alternativa à Serra Serrada, que não é suficiente para o abastecimento a Bragança. O Instituto da Água considera que, dentro dos cenários que estão colocados no estudo de impacto ambiental, uma solução deve ser tomada e respeitar as condicionantes ambientais que podem existir. O que dizemos, a não ser que alguém conseguisse justificar que exista outra solução, do ponto de vista da sustentabilidade e económico mais barata, que a solução de Veiguinhas é a solução, dentro das variantes do estudo de impacto ambiental. Aliás, a situação que estamos a viver agora decorre de vários anos sem uma solução final e esperamos que possamos tê-la, dentro de um quadro de normalidade.”

A situação já levou a autarquia a distribuir cartas aos cidadãos a apelar ao racionamento da água.
A população manifesta-se preocupada e diz que já toma medidas de poupança.
“Claro, muito preocupada mesmo, temos de poupar o mais que pudermos”, diz Maria de Lurdes Machado. Já Maria Adelaide Coelho confessa que “já poupava antes deste apelo”. “NA minha opinião era fundamental mais uma barragem, para haver mais reserva durante o Inverno”, defende João Martins. “Sim tenho hábito de poupar água”, conta Maria Amélia Barros, enquanto Maria Freira diz que, por exemplo, não lava a louça com água a correr.
Segundo a autarquia os consumos até têm sido inferiores ao ano passado por esta altura.

Fonte: Brigantia

Bombeiros das Caldas à espera de nova proposta do INEM


Os bombeiros das Caldas ainda continuam com o serviço de INEM, porque as negociações continuam, mas Abílio Camacho mantém-se a exigência de mais verbas para continuar com a ambulância do INEM.

“Tenho uma proposta do INEM que se passa dos 5 para os 7,5 euros. Nós queremos mais do que isso”, disse.

Para já ainda não foi entregue a rescisão de contrato, porque tudo dependerá de uma reunião que terá lugar entre as duas instituições.

Entretanto, o presidente da associação humanitária já prescinde de ter duas ambulâncias se o contrato for alargado até ao escalão três, o que corresponde só por si a um aumento da verba a pagar trimestralmente.

“Temos direito ao alargamento até ao escalão três. Isto significa que ganhamos mais dinheiro. Em vez de pagarem os dez mil euros de três em três meses e cinco euros por saída, terão de pagar 22,5 euros por cada saída, mais combustível e os dez mil euros de três em três meses. Esta é uma proposta que vamos apresentar e esperamos a resposta do INEM. Neste momento estamos a negociar e tudo é possível”, revelou Abílio Camacho.

Apesar deste diferendo o dirigente reforça que os bombeiros nunca deixarão de garantir a segurança na sua competência.

O presidente da Associação Humanitária indicou que tem recebido inúmeros telefonemas de outras associações de bombeiros devido a este diferendo.

“Todos estão a analisar os contratos com o INEM. As associações não conseguem aguentar o funcionamento nestes moldes. Todas as associações estão sem dinheiro”, fez notar.

Fonte: Jornal das Caldas

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Já há data para o fim do calor, mas sem «certezas»


O Outono sem chuva está a esgotar as reservas de água para abastecimento em Bragança, o que levou já a Câmara Municipal a avançar com um plano de contingência que prevê o recurso a camiões cisterna, a partir da próxima semana, para reforçar o armazenamento.

O tempo seco está também a afectar a produção de energia com a albufeira da barragem hidroeléctrica do Alto-Lindoso, em Ponte da Barca, uma das mais importantes da rede nacional, a apresentar o valor mais baixo de armazenamento de água em pelo menos dois anos de registos.De acordo com a meteorologista, «a partir do dia 19 já há possibilidade (de chuva), os modelos já começam a indicar uma alteração do estado do tempo com precipitação, mas as certezas são pequenas».«É provável que haja, mas não podemos garantir», afirmou, explicando que a incerteza resulta de a previsão estar longe da data actual.A única certeza da meteorologia é a de que «até ao fim da semana, domingo, o tempo continuará seco com céu pouco nublado ou geralmente limpo».Segundo Paula Leitão, a tendência para a mudança do estado do tempo poderá ser, no entanto, visível já no fim-de-semana, com uma pequena descida da temperatura, sábado e domingo, principalmente no litoral.«A partir de segunda-feira as nossas previsões são mais cautelosas porque à medida que nos afastamos da data prevista há mais hipótese de erro», afirmou.Ainda assim, os meteorologistas têm «algumas garantias de que ao longo da próxima semana a temperatura vai continuar a descer gradualmente e a partir do dia 19 e 20 há já algumas hipóteses de precipitação».«Os modelos, neste momento, estão a indicar que para dia 19, 20 há passagem de uma superfície frontal que vai dar origem a chuva e que essa chuva será em todo o território do Continente», disse.Sublinha, porém que «estes modelos ainda são muito falíveis», pelo que a única garantia que a meteorologia pode dar, para já, é a de que «até ao dia 18 não vai haver precipitação».

Fonte: TVI24H

Trás-os-Montes perde valências hospitalares


Os 39 enfermeiros do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) com contrato a termo vão ser dispensados dos seus serviços até ao final do ano. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) diz que esta é uma situação muito grave e alerta que haverá serviços ou especialidades que podem entrar em ruptura.

As cartas de rescisão já começaram a chegar. Este mês, cinco enfermeiros do Hospital de Macedo de Cavaleiros e uma auxiliar do Hospital de Bragança já foram notificados que o contrato anual de trabalho não será renovado. No próximo mês, serão notificados mais 20 enfermeiros e, até Janeiro, o número chega praticamente às quatro dezenas de profissionais que deixam o serviço.
A situação mais preocupante é a que se vive no Hospital de Macedo de Cavaleiros, onde há 19 profissionais em risco de dispensa.
Segundo uma carta de rescisão de contrato, a que o CM teve acesso, o centro hospitalar transmontano justifica a medida com a "racionalização das despesas". Antónia Alves, coordenadora do SEP para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, diz que já reuniu com os profissionais no Hospital de Macedo e que foi informada de que "o serviço de convalescença e de cuidados continuados pode, inclusive, fechar por falta de profissionais para atender os utentes".
Perante a gravidade da situação, a sindicalista já agendou um plenário com todos os profissionais do CHNE com contratos a prazo para o próximo dia 18, para avaliar e discutir a situação.

FUSÃO ORIGINA "EXCEDENTES" DE PROFISSIONAIS
António Marçoa, do conselho de administração do Centro Hospitalar do Nordeste, explica que a renovação de contratos é da competência da Unidade Local de Saúde, que ainda não tomou posse. Mesmo assim, o responsável adiantou que a fusão dos 12 centros de saúde da região com o CHNE pode originar um excedente de profissionais de saúde. "Por esse motivo os contratos de trabalho a prazo não são renovados até uma análise concreta dos recursos humanos disponíveis", justificou. Segundo ainda o que o Correio da Manhã apurou, o Centro Hospitalar do Nordeste tem actualmente 116 contratos de trabalho a prazo.

Abastecimento com auto-tanques começa na próxima semana

O abastecimento de água a Bragança está numa “situação crítica” confirmou o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges.
O abastecimento de água a Bragança está numa “situação crítica” confirmou o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, que esta manhã esteve na barragem da Serra Serrada a avaliar o problema. Esta reserva só tem água para garantir o abastecimento público durante um mês e meio. Na próxima semana vai iniciar-se o transporte de água com auto-tanques a trabalhar 24 horas por dia para reforçar o sistema de abastecimento e aliviar o problema de modo a evitar “a ruptura”, explicou o vice-presidente da Câmara, Rui Caseiro. Durante uma reunião esta manhã entre Orlando Borges e o executivo municipal, ficou decido como medida de precaução que o município vai elaborar um plano de contingência para estarem “garantidos os usos mínimos se o cenário de não precipitação continuar”, referiu o responsável pelo INAG, que teme que o problema seja ainda mais grave do que nos anos de 2005 e 2007, alturas em que foi necessário recorrer a auto-tanques para fazer o transporte de água desde a albufeira do Azibo, no concelho de Macedo de Cavaleiros. O INAG vai ainda indagar a possibilidade de fazer novas prospecções a furos para em situação de contingência reforçar o armazenamento. As hipóteses em análise são o transporte a partir da barragem do Azibo (em Macedo de Cavaleiros), água já tratada e que seria transportada directamente para o reservatório na Mãe d’Água, “mas é muito demorado, porque uma cisterna transporta 30 mil metros cúbicos, além que o IP4 está em obras devido à construção da A4”, justificou Rui Caseiro. A barragem da Castanheira, nas proximidades de Bragança, é outra possibilidade, todavia trata-se de água que tem de ser transportada para a ETA do Montesinho, para ser submetida a tratamento. “O transporte por auto-tanques tem custos brutais, mas mais do que isso do ponto de vista logístico exige dezenas de camiões por dia. A própria transferência de água que demora muitas horas”, explicou Orlando Borges. Em caso de ruptura do sistema seriam necessários cerca de 70 camiões cisterna para assegurar as necessidades da população, que consome mais de oito mil metros cúbicos por dia. O custo rondaria os 1.800.000 euros por mês, além de que a Protecção Civil Nacional não tem capacidade e meios suficientes. Orlando Borges considera que se trata de uma situação comparável a outros de anos em que se manteve o tempo quente, que obrigaram a meios adicionais, a restrições e fazer o transporte através de auto-tanques para garantir os caudais mínimos à população, o que do ponto de vista logístico é muito complicado. As previsões de tempo quente e seco para os próximos dez dias não ajudam. “Cada dia que passa é menos esse valor que sai da barragem”, disse o presidente do INAG, que assegura ser fundamental fazer com alguma antecedência um trabalho para que a cidade de Bragança não fique sem água por completo. O município está a aplicar desde a semana passada medidas adicionais de poupança de água, restringindo os usos secundários, os espaços públicos ajardinados deixaram de ser regados. A população diminuiu o consumo face ao ano passado. Uma possível situação de ruptura no abastecimento ao concelho foi comunicada aos munícipes presidente da Câmara, Jorge Nunes, via carta, onde se explica o que está a acontecer. O presidente do INAG disse ainda que é necessário que seja decidido se a construção da barragem de Veiguinhas avança ou não. “Tem que haver uma alternativa à Serra Serrada que não é suficiente para o abastecimento a Bragança”, disse, reforçando que é “urgente” encontrar uma solução.

Fonte: Mensageiro Bragança