sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A última de 2010...




Imagem de menino Jesus desaparece de igreja do centro de Macedo


Uma igreja foi assaltada no centro da cidade de Macedo de Cavaleiros.

Foi roubada uma imagem do Menino Jesus, do século XVII.

“A senhora que faz a limpeza deu pela falta da imagem do Menino que faz parte de um conjunto da Sagrada Família” explica o Cónego Melo, da Paróquia de São Pedro. “É uma imagem do séc. XVII com 40 centímetros de altura” descreve.

A Igreja de São Pedro, em Macedo de Cavaleiros, tem videovigilância e vão agora ser analisadas as imagens pelas autoridades.

“Vamos ver o que está gravado nas câmaras de vigilância para ver o que se consegue apurar” refere. “Já aprestámos queixa na GNR, que já esteve lá, e ver se se consegue descobrir onde estará a imagem” acrescenta.

O alerta foi dado ontem mas não se sabe ao certo quando é que a imagem terá sido roubada.

“Pode ter desaparecido já há alguns dias, mas só depois de vermos a imagens é que se poderá saber o dia em que desapareceu” afirma o cónego Melo.

O responsável da paróquia desconhece o valor da imagem do menino Jesus, do século XVII, que desapareceu.

Fonte: CIR

Desfibrilhadores iniciam funcionamento amanhã, garante Protecção Civil

Com o inicio do ano, vai avançar, de forma experimental, o programa de desfibrilhação automática externa, em quatro corporações de bombeiros: Angra do Heroísmo, Praia da Vitória, Ponta Delgada e Ribeira Grande.

Desde Setembro que o projecto estava pronto, os equipamentos comprados, mas não arrancava.

Ricardo Barros, o vice-presidente da protecção civil açoriana garantiu à Antena 1 Açores que é amanhã.

57 operacionais dos bombeiros receberam formação para operar com estes equipamentos que serão também instalados, mais tarde, nos aeroportos, portos, na Assembleia Regional e na Presidência do Governo dos Açores.

Fonte: Antena 1 Açores

Cobertor e calorífero custaram uma vida


Uma idosa morreu carbonizada, ontem de madrugada, em Encoberta, Penalva do Castelo, quando se encontrava sozinha em casa.

Ema Rodrigues, de 79 anos, foi a segunda pessoa a morrer num fogo urbano no concelho. Mas na região de Viseu, só nos últimos dois meses, morreram quatro idosos nas mesmas circunstâncias.

A idosa vivia sozinha e contava com alguns cuidados dos vizinhos. Na noite de quinta-feira, estes "foram ver como ela estava e desligaram o aquecedor e o cobertor eléctrico", disse um deles, Manuel António. Populares e bombeiros acreditam que a idosa terá "voltado a ligar o aquecimento e adormecido".

Às 07.46 da manhã de ontem, os vizinhos aperceberam-se de uma explosão. "Já só vimos a casa a arder." Alertaram os bombeiros, avisando que a idosa estaria no interior da habitação, mas quando as primeiras viaturas chegaram ao local, "a habitação tinha ruído e estava totalmente tomada pelas chamas", disse o comandante dos bombeiros de Penalva do Castelo.

A preocupação foi "circunscrever o fogo e evitar que alastrasse às casas vizinhas", adiantou Manuel Pereira. Extintas chamas, os bombeiros começaram a remover os escombros e localizaram o corpo.

O cadáver foi removido para o Instituto de Medicina Legal de Viseu e a PJ chamada a investigar. Fonte policial adiantou que "a instalação eléctrica era velha e não deverá ter aguentado um cobertor eléctrico e um aquecedor ligados".

Fonte: DN

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mobile Fire Command Post

Protecção de Emergência contra Fumo


Pouco recomendado ou publicitado em Portugal, contrariamente aos restantes países da UE, estes tipos de “escape de emergência contra fumo, gases e calor” foram projectados para aumentar as hipóteses de sobrevivência a utilitários de espaços envolvidos em incêndios estruturais.

São dispositivos de salvamento e recomendados para utilizações em curtos espaços de tempo.

Estas capotas são para serem colocadas sobre a cabeça, preparadas e adaptadas a todos os tipos de rostos sem interferência com próteses visuais, destina-se a proteger a cabeça, face, vias respiratórias e oculares dos produtos provenientes da combustão ou de atmosferas potencialmente perigosas.

A protecção respiratória é efectuada através de filtros especiais, o isolamento quase total das vias respiratórias faz-se através de uma adaptação na zona do pescoço que permite uma muito boa estanquidade do equipamento na face do utilizador.

Podem ainda ser utilizados pelas equipas de bombeiros que efectuam buscas e salvamentos, que ao encontrarem a vítima, adaptam este tipo de equipamento à mesma, oferecendo-lhes maior autonomia e protecção na sua deslocação até ao exterior.

Algumas dicas sobre como é utilizado este equipamento:

1) Oferece protecção ao fogo, fumo e gases, monóxido de carbono, cianeto de hidrogénio, cloreto de hidrogénio, etc.

2) Oferece pelo menos 15 minutos de protecção contra altas concentrações destes gases letais.

3) Foi testado para um padrão nacional apropriado, como do 403 EN padrão Europeu.

4) Possui um selo de estanquidade na zona do pescoço.

5) Permite a utilização do sentido visual.

6) È feito de um material resistente ao calor, oferece protecção a temperaturas elevadas e cobre completamente a cabeça do usuário.

7) È fácil de colocar e têm instruções claras para o uso adequado.

8) Possuem uma vida útil longa desde que guardado de acordo com instruções de fabricantes.

9) Se pretende implementar várias capas de evacuação de emergência e ópera em ambientes perigosos, vale a pena investir no dispositivo de treino.

Hoje em dia o investimento neste tipo de equipamentos, mesmo que seja um investimento familiar, é sempre uma mais-valia na tentativa abstracta de lutarmos por mais um dia de sol.
A prevenção passiva, devia estar incumbida na cultura de todos os cidadãos, ter em casa uma manta ignífoga, um extintor de co2 ou pó químico, ou um simples detector portátil de gás na cozinha, poderia contribuir para um melhoramento na segurança de todos.

Fonte: FIRESHELTER52

Cruz Verde apresenta novos comandantes e comissão para angariação de fundos

No âmbito das comemorações do 120º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiro Voluntários da Cruz Verde, foram empossados o 1º e 2º comandante do Corpo de Bombeiros. A cerimónia serviu também para apresentar a Comissão de Honra…
…que vai dinamizar uma angariação de fundos para apoiar as obras de ampliação do quartel da corporação. Presidida pelo antigo governador civil de Vila Real, Aires Querubim, esta comissão vai dinamizar actividades de angariação de fundos para cobrir o investimento não comparticipado pelos fundos comunitários ou pela autarquia. Os fundos angariados irão servir para equipar os novos espaços criados com a remodelação e ampliação do quartel. Aires Querubim apelou à “solidariedade para com os bombeiros” e destacou que esta é “a oportunidade de os vila-realenses retribuírem a dedicação da Cruz Verde ao concelho ao longo dos seus 120 anos de existência”.

Bombeiro há 13 anos, Miguel Fonseca foi empossado comandante da corporação, depois de ter assumido o lugar de comandante interino em Abril, após a saída de Fernando Mota. O agora comandante pretende “dar continuidade ao trabalho que tem sido feito e desenvolver novos projectos”, sendo que a formação será uma das apostas nos próximos anos. A criação de novos espaço no quartel para os bombeiros vão limitar o espaço ao nível da formação, mas Miguel Fonseca assegurou que a Cruz Verde pretende avançar com a construção de um novo espaço onde irá funcionar um centro de formação. “Estamos neste momento em discussão do projecto a nível interno”, revelou.

Sobre as obras de ampliação do quartel, Miguel Fonseca considera que “estão à vista”. “As obras estão a correr muito bem e, segundo a informação que temos, os prazos serão cumpridos”, revelou. O próximo passo será, segundo o comandante, “equipar o corpo de bombeiros”. Quanto a recursos humanos, o comandante assume que a corporação “está bem” embora sejam sempre precisos mais voluntários. Miguel Fonseca admite que a frota precisa ser remodelada, assim como os equipamentos de protecção individual. As obras de remodelação e ampliação deverão ficar concluídas ainda este ano e vão dotar o quartel com novas camaratas, masculinas e femininas, refeitório com cozinha, lavandaria, salas de formação, gabinetes de apoio para graduados, comando e direcção, e ainda um novo parqueamento para viaturas.

Fonte: NVR

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Transportes de doentes com restrições


É mais um corte anunciado do Ministério da Saúde já a partir de 1 de Janeiro de 2011.

O transporte de doentes não urgentes só será pago quando for receitado pelo médico mas também só se o doente fizer prova de insuficiência económica.

Até ao momento não foi possível obter esclarecimentos do Ministério da Saúde. Já a Liga de Bombeiros, através de Duarte Caldeira, garante à Renascença que o despacho vai ser rectificado.

Assinado pelo secretário de Estado da Saúde, o despacho diz que ainda vai ser feito um regulamento global para o transporte de doentes mas, desde já, e logo a partir de dia 1 de Janeiro, as regras apertam.

O transporte de casos urgentes continua a ser assegurado pelo INEM. Quanto aos doentes não urgentes só serão reembolsados quando, na receita, o médico especificar que é necessário por razões clínicas, mas também se essa pessoa preencher os requisitos da condição de recursos para ter este apoio do Estado.

Tal como a Renascença avançou ontem, também a partir de dia 1 de Janeiro, o Ministério da Saúde passa a exigir a prova de carência económica para isentar pensionistas e desempregados do pagamento de taxas moderadoras. No caso dos pensionistas é também uma condição exigida para terem maior comparticipação nos medicamentos

Fonte: RR

INEM entrega desfibrilhadores automáticos externos a 30 corporações


O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai disponibilizar 30 desfibrilhadores a outros tantos corpos de bombeiros de todo o país, aos quais foi já dada formação para que a partir de 1 de janeiro possam passar a utilizar este tipo de equipamento nas ambulâncias do Instituto.
O alargamento do Programa de Desfibrilhação Automática Externa do INEM aos seus parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) é um passo importante para uma melhor assistência médica às vítimas de paragem cardio-respiratória e terá como reflexo a melhoria na qualidade do serviço prestado aos cidadãos, adianta o Instituto em comunicado.
O desfibrilhador automático externo é um dispositivo portátil que permite, através de elétrodos colocados no tórax de uma vítima em paragem cardio-respiratória, analisar o ritmo cardíaco e recomendar ou não um choque elétrico.

Fonte: BP

Hospital de Bragança vai ter unidade de medicina intensiva


O quarto piso do Hospital de Bragança deverá ser transformado numa unidade de medicina intensiva.

O último andar do edifício é o único que está por requalificar e o conselho de administração do Centro Hospitalar do Nordeste pondera instalar ali uma parte do serviço de medicina.

Actualmente, esta valência está instalada num edifício contíguo à principal estrutura do hospital de Bragança.

Mas a administração tenciona colocar no último piso uma parte do serviço que se destina a casos mais agudos.

“A nossa ideia era termos naquele quarto andar áreas especializadas, quartos de uma ou duas camas, para um atendimento mais crítico dentro de área da medicina” adianta o presidente, Henrique Capelas, acrescentando que “aqueles doentes de um pós ou pré-operatório, os doente mais críticos estariam ali internados porque estando no edifício central estão mais perto do bloco cirúrgico e da urgência”.

A requalificação do quarto andar vai rondar um milhão de euros.

Ainda não há prazos estipulados, mas o conselho de administração espera que seja durante 2011.

“Queremos iniciar o projecto de requalificação quando pudermos pois os tempos não estão fáceis, mas eu estou empenhadíssimo e garanto que vamos avançar com as obras” refere.

Para além do quarto piso, falta ainda requalificar o bloco operatório, no Hospital de Bragança.

Uma intervenção orçada em dois milhões de euros.

Escrito por Brigantia

Fonte: Rádio Brigantia

O bombeiro esquiador


Os bombeiros da Covilhã têm um grupo de salvamentos que usa esquis e macas-trenó. Flávio Martins comanda a Brigada de Montanha, que tem de lidar com um tipo muito especial de turistas. Segunda de uma série de cinco reportagens sobre os heróis da serra da Estrela.
Em frente ao jipe Land Rover do Grupo de Resgate, o comandante Flávio partilha com os companheiros cálculos e raciocínios. "Geralmente, uma pessoa não se afasta mais de 100 ou 150 metros." Um dos bombeiros acrescenta: "A senhora saiu com o cão e um balde para apanhar cogumelos." Flávio olha para ele:

"O cão é que torna isto estranho. Mesmo que ela tenha morrido de hipotermia, um cão aguenta muito mais."

"Levava um cão rafeiro de 15 quilos, e um balde vermelho", precisa um.

"A filha não sabe em que dia exactamente ela desapareceu", diz outro. "Domingo foi vista a almoçar. O jantar, foram levar-lho, mas ela já não o comeu." O que significa que a mulher pode estar desaparecida há quatro dias. Vive sozinha, tem mais de 70 anos e Alzheimer.

Já foram efectuadas várias buscas, sem resultados. O comandante Flávio decidiu agora mobilizar outros recursos. Aqui, junto à estrada da Atalaia de Teixoso, logo a seguir a Canhoso, nos arredores da Covilhã, estacionam os veículos da GNR e de várias corporações de bombeiros. Ao todo, 58 pessoas. O terreno está a ser batido por jipes, moto-4 e agentes apeados. Uma malha de cinco metros entre cada homem.

"Em montanha, a busca faz-se sempre a descer", explica Flávio. "Estacionam-se os carros num ponto superior, e avança-se para baixo, porque é mais fácil e menos cansativo." Da parte da tarde, a operação vai ser mais minuciosa. O terreno será verificado palmo a palmo. Declives, fossas, zonas de arbustos e de rochas, o ribeiro.

Bruno Bonifácio, 29 anos, um dos elementos da Brigada de Montanha, abre a porta traseira do Land Rover. Uma estrutura com gavetas guarda toda a espécie de material de alpinismo. Outra área da caixa do jipe está reservada para os esquis, a maca-trenó e outro equipamento de neve. O veículo não tem qualquer semelhança com um carro de bombeiros normal. Os seus tripulantes também não são bombeiros normais. Tal como não são normais as situações que enfrentam.

"Uma vez, há quatro anos, um casal ia a andar e ele caiu num buraco. Estavam 17 graus negativos.Estava a nevar, escureceu, levantou-se um nevoeiro denso, não havia maneira de os tirar dali", conta Bruno. "Nós conseguimos chegar lá, enterrados na neve até à cintura."

Filipe Batista, também com 29 anos, o bombeiro mais graduado da Brigada de Montanha, recorda episódios em que as condições meteorológicas eram extremas, incomparáveis com o que acontece em qualquer outro ponto do país. "Uma vez encontrei um grupo, naquela estrada íngreme da Torre, que não era capaz de achar o caminho de volta. O nevoeiro era tão denso que me perguntaram: "Para que lado fica a Torre?" Não conseguiam perceber se iam a subir ou a descer."

Para poder actuar neste tipo de situações, Bruno, Filipe e os outros elementos da Brigada servem-se de equipamento específico, como esquis, alguns com pele de foca na base, para os percursos ascendentes, uma moto de neve, uma maca-trenó, que é rebocada pela moto, uma ambulância todo-o-terreno e diverso material de escalada. Além disso, frequentaram cursos especiais, com actualizações de três em três anos, de actuação em montanha, de escalada, de esqui, para além dos de Técnico de Emergência Pré-hospitalar e de Tripulante de Ambulância de Socorro.

Não é qualquer um que pode entrar para a Brigada de Montanha. São escolhidos de acordo com os seus conhecimentos, perícia e capacidades atléticas. Dos 13 elementos desta espécie de grupo de operações especiais de salvamento, 11 são homens na casa dos 20 anos,um é do sexo feminino e outro... tem 64 anos. Este último, porém, é o mais apto de todos. Foi ele que criou a Brigada e é ele que a comanda. Não há nenhuma operação em que não esteja presente. Trabalha dez horas por dia, não conhece fins-de-semana nem feriados. Está nos bombeiros desde os 14 anos, faz esqui desde os sete.

Antes de se dedicar a tempo inteiro à Associação dos Bombeiros Voluntários da Covilhã e à sua Brigada de Montanha, Flávio Martins foi professor de Educação Física. Especializou-se em desportos de montanha, embora nunca tenha conseguido introduzir essas modalidades nos cursos do ensino secundário. Foi membro do Clube Nacional de Montanhismo e foi com os grupos de esquiadores do clube, na Covilhã, que começou a ajudar os bombeiros nas operações de salvamento. Alcançavam os lugares mais inacessíveis, improvisavam macas e padiolas com os esquis, amarrados com cordas."Quando havia problemas com os esquiadores e os turistas, os bombeiros quase nunca conseguiam fazer nada, porque eram incapazes de chegar aos locais. Nós colaborávamos com eles." Os bombeiros, treinados na Escola Nacional de Bombeiros, em Sintra, não sabiam esquiar, nem enfrentar situações próprias de um ambiente de montanha, inexistentes no resto do país.

O primeiro par de esquis

Flávio tinha começado a esquiar muito cedo, numa época em que a actividade não era comum na região. Apesar de a natureza ser, aqui, muito diferente da do resto do território nacional, nunca houve na serra da Estrela uma tradição de desportos da neve. O que os autóctones conhecem é a pastorícia, não as pistas de esqui. Os senhores da serra sempre foram os pastores, que usam cajado, capote, cobertor de papa e botas nos pés, não esquis nem raquetes.

Flávio aprendeu a esquiar aos sete anos, com amigos mais velhos, alguns estrangeiros que já para cá vinham praticar desportos de Inverno. Comprou nessa altura um par de esquis em segunda mão, por 200 escudos, que pagou a prestações de 20 escudos por mês. Eram uns esquis de dois metros, de madeira pesada, fabricados por alguém da região, nada adequados aos pés de uma criança, e com os quais não era nada fácil dar as curvas. Mas Flávio foi aprendendo, criou um espírito de atleta, nunca fumou nem bebeu, e chegou a ganhar vários campeonatos em modalidades de montanha, em Portugal, Espanha e Andorra.

Quando entrou para os bombeiros, era o único que sabia esquiar. E continuou a ser nos anos seguintes, em que viajou para vários países, onde conheceu estâncias de montanha e estudou os dispositivos de segurança e técnicas de salvamento. Na serra da Estrela, entretanto, a prática do esqui e o turismo de montanha tornavam-se cada vez mais populares.

Em 1993, Flávio achou que só havia uma coisa a fazer: ensinar os bombeiros a esquiar. Enfrentou muitas resistências, de mentalidade e de burocracia, mas logrou criar a Brigada de Montanha, e formar os seus elementos. "Hoje, há seis indivíduos que descem comigo a todos os lugares", diz ele. Os outros ambicionam conseguir o mesmo. Há resgatadores, manobradores, "mas todos são capazes de fazer tudo, se for preciso".

No Verão, o grupo passa muitos dias a treinar, nas zonas mais baixas da serra. Mas no Inverno estão quase sempre na Torre. "O facto de estarmos lá dá segurança às pessoas", explica Flávio. E há sempre que fazer. "Quando há neve e vêm turistas, aos fins-de-semana, há sempre acidentes." Os acidentes normais das estâncias de Inverno, e outros, que são pouco comuns na Serra Nevada ou nos Alpes.

A ignorância dos turistas

"A maior parte dos acidentes ocorre com os trenós e os sacos de plástico", diz Flávio. Na sua maioria, os turistas da serra da Estrela não são propriamente esquiadores experientes. "Muitos não têm a noção." Quando deslizam de trenó ou saco de plástico, "andam de qualquer maneira, usam os calcanhares para travar, fazem fracturas do menisco ou na zona da articulação tibiotársica".

Nos Alpes, os acidentes são provocados pelas irregularidades das pistas, que os esquiadores percorrem a altas velocidades. Na serra da Estrela os socorristas tiveram de desenvolver uma especialidade que deriva da ignorância dos turistas.

"Nos Alpes, as pistas são fechadas e têm os seus próprios pisteiros, a quem as pessoas obedecem, não saindo dos recintos marcados", conta Flávio. "Aqui não. Os turistas fazem o que querem. Não respeitam as nossas advertências. Andam por todo o lado. Por isso é muito fácil perderem-se. Se lhes digo alguma coisa, respondem: "Eu vim para aqui para me divertir. A vida é minha, faço o que quiser." E gostam de se aventurar. Somos um povo de aventureiros."Não é fácil tomar conta desta espécie particular de turistas de Inverno. "A neve só é igual na cor", explica Flávio, que conhece os vários tipos de neve, as suas características e perigos, e as formas de lidar com ela. "Há a neve-pó, muito leve, em que se faz esqui enterrado até à cintura. Há a neve gelada, formada por grossos cristais, que forma uma placa dura de gelo. Há a neve da Primavera, que entra em estado de fusão, e onde só se pode esquiar até às 11 horas da manhã." Tudo coisas que a generalidade dos turistas não sabe. Mas os elementos da Brigada de Montanha dos bombeiros têm de saber.

"Não foi fácil explicar aos responsáveis que temos de estar adaptados ao meio ambiente", diz Flávio Martins. "Tal como no deserto se anda de camelo, o meio de locomoção específico na neve são os esquis."

Fonte: Público

Chocar para sensibilizar jovens

Foi com imagens chocantes e números de uma realidade dramática, que a GNR iniciou ontem um conjunto de acções de formação para futuros condutores. A iniciativa é pioneira no país e vai abranger todas as escolas de condução do distrito de Santarém.

Depois das campanhas de "prevenção rodoviária" para condutores e crianças, o Governo Civil de Santarém decidiu ir mais longe e apostar naqueles que serão os futuros automobilistas. A aposta é ambiciosa e tem por base a dura realidade que marca este distrito. Até ao dia 15 de Dezembro já se registaram 5054 acidentes nas estradas de Santarém, que provocaram 43 mortos e 206 feridos graves.

"Os números não sendo bons, são animadores", admite a governadora civil, realçando a diminuição do número de mortos e dos feridos graves que se tem registado ao longo dos últimos anos. Sónia Sanfona acredita que "isso é, também, resultado das inúmeras campanhas" do Governo Civil que, pela primeira vez, engloba os futuros condutores.

Estas novas acções contam com a colaboração das forças de segurança (PSP e GNR) e todas as escolas de condução do distrito de Santarém. O protocolo, celebrado em Setembro, prevê ainda que os bombeiros dêem formação no âmbito da protecção e socorro aos futuros condutores, sobre "como se devem comportar quando forem intervenientes ou assistam a um acidente na estrada", esclareceu a governadora.

Ontem, na escola de condução Fatimense, os mais de 20 alunos olharam atentamente as imagens de automobilistas que realizaram manobras perigosas, e de vítimas de acidentes de viação. Ouviram o comandante do Destacamento de Trânsito da GNR de Santarém dizer que "a causa principal dos acidentes é o condutor e não a via ou o veículo", e que "o álcool e as drogas são fatais para a condução". Segundo o capitão Márcio Nunes a principal causa dos acidentes "está nas manobras perigosas". E lembrou que o uso do telemóvel "aumenta em quatro vezes a probabilidade de acidentes".

Fotografias e vídeos "chocantes" serviram para alertar os novos condutores para os perigos da estrada. "Não esqueçam estas imagens. Isto pode acontecer a qualquer um" pediu o capitão.
O comandante territorial da GNR de Santarém, coronel Vítor Lucas, lembrou "o drama" que se vive nas estradas do distrito, e alertou para a necessidade de "mudar mentalidades" e "parar de vez este drama".
Fonte: JN

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sistema de Informação de Planeamento de Emergência (SIPE)


O SIPE é uma plataforma informática na qual se encontram alojados e disponíveis, em formato digital, todos os Planos de Emergência de Protecção Civil de segunda geração, aprovados pelas autoridades territorialmente competentes. Este Sistema destina-se à partilha de informação no domínio do planeamento de emergência, a qual passa a estar acessível a partir deste sítio.

Operação Natal 2010 da GNR


16 acidentes nas estradas do distrito de Bragança em quatro dias da Operação Natal 2010.

16 acidentes dos quais resultaram cinco feridos ligeiros é o balanço dos quatro dias da “Operação Natal” nas estradas nordestinas. O patrulhamento começou no dia 23 e terminou ontem.
Em relação a período homólogo do ano passado não é possível fazer comparações já que no último natal a operação durou cinco dias. Mesmo assim, há menos um acidente, menos um ferido grave e menos cinco ligeiros como refere Rui Pousa, porta-voz do comando distrital da GNR de Bragança:

“Tivemos menos um acidente, não houve mortos, não tivemos nenhum ferido grave este ano e tivemos menos cinco feridos ligeiros”.

Quanto às causas dos 16 acidentes não foi possível determina-las:

“Não foi possível. Aliás teríamos que fazer uma análise mais profunda para apurar as causas dos acidentes. Só fazemos essa análise se houver um inquérito por crime”.

Em agenda está já a “Operação Ano novo” que vai para as estradas na quinta-feira, dia 30, e termina no próximo dia dois de Janeiro.
Cerca de 80 militares da GNR vão vigiar as estradas do distrito divididos por 30 patrulhas.
No panorama nacional da “Operação Natal” registaram-se 868 acidentes que provocaram oito mortos. Acidentes que resultaram ainda em 21 feridos graves e 240 ligeiros.
O balanço final aponta para o dobro de mortos nas estradas, em comparação com o Natal do ano passado. No mesmo período de 2009, foram contabilizadas quatro vítimas mortais. As infracções mais detectadas foram a velocidade excessiva, o uso de telemóvel e a condução e manobras perigosas.
Fonte: RBA

Luxemburgo: Bombeiros portugueses participam


O Luxemburgo acolhe há muito uma significativa comunidade portuguesa. Trata-se de uma comunidade bem integrada, como prova a sua participação em diferentes actividades cívicas e sociais.

Daí que não espante ver também cidadãos portugueses a colaborar nos Bombeiros de Schengen.

A informação chega-nos através de um deles, Fernando Soares, que nos enviou a foto do grupo de luxemburgueses e portugueses após a realização de um exercício nas margens do rio Moselle.

Para todos eles vai a nossa saudação, desejando que essa colaboração permaneça e se desenvolva, em prol da prestação do socorro naquele país e da segurança dos seus habitantes, sejam nacionais ou estrangeiros.

Fonte: BP

Um bombeiro e três doentes feridos em colisão com ambulância perto de Ponte de Sor

Um bombeiro e três doentes sofreram hoje ferimentos ligeiros na sequência de uma colisão da ambulância em que seguiam com um automóvel, junto ao paredão da Barragem de Montargil, Ponte de Sor, disse fonte dos bombeiros.

A fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre indicou à Agência Lusa que o acidente ocorreu na Estrada Nacional (EN) 2 e que a ambulância pertencia aos Bombeiros Voluntários de Alter do Chão.

A mesma fonte adiantou que o alerta foi dado às autoridades às 15:35, tendo o acidente provocado quatro feridos ligeiros, entre os quais o bombeiro que conduzia a ambulância.

As operações de socorro mobilizaram cinco bombeiros, auxiliados por três viaturas dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor, e efetivos da GNR.

Fonte: Lusa

Tentativa de homicídio

Tentativa de homicídio, ontem, em pleno Centro da cidade de Macedo de Cavaleiros.
Junto ao quartel dos bombeiros, um homem terá disparado dois tiros sobre outro indivíduo, este do concelho.
O major Rui Pousa, da GNR, conta os contornos da ocorrência.

“Na madrugada de 26, cerca de vinte minutos depois da meia noite houve uma tentativa de homicídio junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários. O indivíduo foi atingido por dois tiros no abdómen. Foi transportado inicialmente ás urgências de Macedo de Cavaleiros e posteriormente para Bragança. Foi submetido a uma intervenção cirúrgica e encontra-se livre de perigo.”

O caso está entregue à Polícia Judiciária e ainda não são conhecidos pormenores desta tentativa de homicídio.

“A pessoa que foi atingida é do sexo de masculino e da área de Macedo de Cavaleiros. O outro indivíduo desconhecemos”

Tentativa de homicídio, ontem, junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros.

Fonte: Rádio Onda Livre

Curto-circuito em presépio causa incêndio em igreja de Mogadouro


Um incêndio destruiu parcialmente a igreja da aldeia de S. Martinho do Peso, em Mogadouro.

No dia de Natal à noite, cerca das 22H, os sinos tocaram a rebate e a população juntou-se para combater as chamas.

O presidente da comissão fabriqueira explica que “uns rapazes íam para o café, viram o fumo e deram o alerta. Foram bater-me à porta, tocaram os sinos a rebate e as pessoas apareceram”.

“Primeiro abri a porta principal mas não conseguimos entrar porque o fumo era muito e depois demos a volta por trás pela porta da sacristia e lá conseguimos combater o incêndio com baldes de água” acrescenta. “Ainda chamámos os bombeiros mas quando chegaram já tínhamos a situação dominada”.

José Carlos Felgueiras suspeita que a origem das chamas terá estado num curto-circuito nas luzes do presépio.

“Puseram lá uma luzinhas para tornar o presépio mais bonito e com certeza houve algum curto-circuito que incendiou as cortiças que enfeitavam o presépio” afirma. “Junto ao presépio estava um altar, de maneira que quando demos conta estava a igreja cheia de fumo e o altar já estava a arder porque o presépio já tinha sido consumido pelas chamas”.

Os prejuízos ainda não estão contabilizados, mas certo é que algumas imagens ficaram complemente danificadas.

“Duas imagens arderam na totalidade e um dos altares está bastante danificado. As paredes da igreja e o forro está tudo negro, cheio de fumo. Vai ser preciso lavar tudo” descreve José Carlos Felgueiras. “Nós não podemos fazer contas aos prejuízos porque não temos aqui pessoas que saibam o trabalho que dá, mas estou convencido que vai para uns euros largos” estima o responsável.

A igreja tinha sido restaurada há oito anos.

Agora terá de ser sujeita a novos trabalhos de recuperação.

Escrito por Brigantia
Fotos: Miguel Cabral

Santa Casa da Misericórdia de Macedo aumenta exploração vinícola

A Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros prepara-se para aumentar a sua exploração vinícola. Actualmente a instituição tem apenas cinco hectares de vinha e quer aumentá-los para o dobro.

O provedor, adverte que o crescimento do sector ficará por aqui, até porque a santa casa quer que o seu vinho continue associado à qualidade e não à quantidade.

“A produção deste ano é boa. Não temos muita quantidade, nem queremos” afirma Castanheira Pinto. “Temos cinco hectares de vinha, estamos a preparar-nos para irmos até aos dez hectares, mas não queremos ultrapassar”.


A produção da Santa Casa da Misericórdia de Macedo esgota todos os anos. Castanheira Pinto sublinha que depois do vinho tinto, a aposta da instituição passa pelo vinho branco, que está a ser bem escoado no mercado.

“Praticamente vendemos tudo então agora com o Natal está quase tudo esgotado” avança. Este ano “o vinho é mais graduado do que no ano passado e temos um vinho novo no mercado que é o branco e está a ter uma boa aceitação” avança.


O vinho tinto da Santa Casa da Misericórdia de Macedo já chegou inclusive a ganhar prémios em concursos nacionais.

A procura é boa e levou à necessidade de aumentar a exploração vinícola desta IPSS, sendo esta uma forma de conseguir rentabilidade e sustentabilidade para a instituição.

Fonte: Rádio Onda Livre

Professor de Bragança está desaparecido na Madeira


Está desaparecido desde a madrugada de segunda-feira, na Madeira, um professor de inglês natural de Bragança. O carro de Óscar Quintas foi encontrado de portas abertas junto a uma das estradas afectadas pela enxurrada do passado fim-de-semana, e ainda com as chaves na ignição.

As autoridades suspeitam que tenha sido arrastado pela enxurrada.

Os colegas da escola em Lombo de Aguiares estranharam a sua ausência numa reunião marcada para segunda-feira e deram o alerta.

Óscar Quintas, de 34 anos, está desaparecido desde essa altura.

A família, em Bragança, desespera com falta de notícias.

“Não temos respostas em concreto, apenas estamos atentos às poucas noticias que vêem da Madeira. Houve apenas um último contacto com a minha mãe no domingo, pelas 17 horas, e com um amigo professor, entre as 18 e as 19 horas. Nem a própria polícia nos dá informações concretas, sabemos apenas que estão a trabalhar no assunto”, contou à Brigantia o irmão, Bruno Quintas, que acrescenta que o professor já tinha viagem marcada para regressar a Bragança nas férias do Natal.

“Tinha bilhete para embarcar na terça-feira. Contactei o aeroporto para ver se o check in tinha sido feito, mas não”, sublinha Bruno Quintas. Emocionado, diz que, desta vez, para a família “o Natal não existe”.

Ao que foi possível apurar, a PSP e a protecção civil municipal já efectuaram buscas no local mas, até ao momento, não conseguiram encontrar o professor natural de Bragança.
Fonte: Brigantia

sábado, 25 de dezembro de 2010

Operação Natal já conta sete mortos

O número de mortos na Operação Natal deste ano já subiu para sete, depois de um acidente grave este sábado à tarde, disse à TSF o tenente coronel Rebelo, da GNR.

Um despiste de um ligeiro na A25 resultou num morto e num ferido grave e fez elevar para sete o número de vítimas mortais na Operação Natal de 2010.

«Continuamos com resultados melhores em tudo excepto no caso dos mortos, porque já temos mais seis em relação ao ano passado», disse, fazendo uma comparação em relação à Operação Natal de 2009.

O mesmo responsável disse que a GNR tem 2000 homens a fiscalizar as estradas portuguesas. Desde o início da operação, na quinta-feira, foram fiscalizados 18 mil condutores e verificada a velocidade de 90 mil viaturas.

Fonte: TSF

Cinco pessoas foram resgatadas de helicóptero devido a inundação em Lagos

Incêndio em Lisboa destruiu a cobertura de um prédio na Travessa dos Pescadores

Cinco pessoas resgatadas de helicóptero devido à chuva intensa - CDOS

Cinco pessoas tiveram hoje de manhã de ser resgatadas pelo helicóptero da proteção Civil da zona da Portela, em Lagos, depois de terem ficado isoladas devido à chuva intensa, disse à Lusa fonte oficial.
De acordo com fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Algarve, as cinco pessoas -- uma portuguesa, uma inglesa e três de nacionalidade polaca -- foram transportadas para o Aeródromo de Portimão.
A mesma fonte frisa que não houve danos materiais e acrescenta que o mau tempo obrigou, também no concelho de Lagos, a cortar provisoriamente a Ponte de Arão, na EN 125, local por onde passa uma ribeira.

Fonte: Lusa

Milhares de australianos passaram o Natal na praia - RTP Noticias, Vídeo

Mundo - Milhares de australianos passaram o Natal na praia - RTP Noticias, Vídeo

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Força Especial de Bombeiros apta a intervir em cenários internacionais


Através do Despacho nº 116-P/2010, de 20 de Dezembro de 2010, do Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, foi criado o Grupo de Resposta Internacional da Força Especial de Bombeiros (FEB), dando cumprimento ao disposto no n.º 4 do artigo 51.º da Lei de Bases de Protecção Civil, aprovada pela Lei n.º 27/2006, de 3 de Julho, e no n.º 1 do artigo 31.º do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 134/2006, de 25 de Julho.

Este Grupo tem por missão executar missões internacionais de protecção e socorro ou ajuda humanitária, podendo intervir integrado em forças conjuntas ou combinadas, em simultâneo com outros agentes de protecção civil, ou de forma destacada, como força de reacção rápida.

O Grupo integra 22 elementos, de entre o efectivo territorial da FEB, com competências e qualificações técnicas específicas.
Fonte: ANPC

Explosão por botija de gás provocou ferimentos e queimaduras a uma mulher

Uma mulher foi esta manhã assistida no hospital da Guarda, com ferimentos e queimaduras, devido a uma explosão numa caravana, provocada por uma botija de gás quando ligou o fogão, disse à Lusa fonte policial.

A explosão ocorreu na caravana da única vítima, de 46 anos, na Quinta das Fontainhas, em Vila Franca da Serra, cerca das 08h30 da manhã, que “provocou ferimentos nos membros, face e mãos além de queimaduras de primeiro e segundo grau”, adiantou a mesma fonte.

A vítima “habitava sozinha na roulotte, que ficou destruída na explosão”, e foi transportada pelos bombeiros para o hospital da Guarda, após ter sido prestado os primeiros socorros à mulher, explicou.

As autoridades suspeitam que a garrafa de gás estava com uma fuga no tubo de ligação, mas “nesta altura ainda não se pode adiar as causas concretas da explosão”, disse à Lusa fonte envolvida no socorro à vítima.

A Lusa tentou obter mais informações sobre o estado de saúde da mulher, mas não o hospital recusou prestar declarações por telefone.

Fonte: Público

Três mortos na estrada no arranque da Operação Natal


Até ao final da tarde de ontem, três pessoas perderam a vida em acidentes rodoviários. Na A2, uma colisão entre dois ligeiros de mercadorias, cerca das 11.00, no sentido sul/norte, junto à ponte de Alcácer do Sal, provocou um morto e dois feridos ligeiros.

A Operação Natal tinha começado tragicamente logo de madrugada, pelas 05.30, na Variante Nascente, em Antas, Famalicão. Um homem, de 73 anos, que circulava a pé ao longo desta via rápida foi colhido mortalmente por um automóvel. A vítima foi transportada já sem vida para o hospital pelos Bombeiros de Famalicão.

Em Barqueiros, concelho de Barcelos, uma mulher, de 50 anos, morreu quando a viatura em que seguia se despistou, embatendo de forma violenta num eucalipto. O sinistro levou ao corte temporário da chamada Estrada da Praia, que liga a cidade de Barcelos à Póvoa de Varzim.

Uma pessoa ficou ferida com gravidade numa outra colisão entre dois veículos, na EN319, na zona de S. Vicente, concelho de Paredes. Já mais a sul, na A23, a via, no sentido sul/norte, esteve algumas horas cortada devido a um acidente do qual resultaram três feridos graves e dois ligeiros.

De acordo com a GNR, um pesado de mercadorias galgou o separador central e colheu dois veículos que seguiam na via contrária. O sinistro ocorreu pelas 14.20, na zona de Belmonte. Os feridos foram transportados para o Hospital da Guarda. O tráfego foi desviado para a EN18.

Fonte: DN

INEM só pede resposta a "perguntas simples"


Onde está? Qual o seu número de telefone? O que aconteceu? Estas são, essencialmente, as perguntas que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) faz a quem o contacta. Muitos não entendem que disso depende um socorro eficaz.

"Pode haver muita tecnologia - e estamos muito bem equipados -, mas se não houver a colaboração das pessoas a situação torna-se complicada. Os contactantes, muitas vezes, irritam-se quando fazemos perguntas. São perguntas simples, não são questionários", explica a delegada regional do Centro do INEM, Regina Pimentel.


A resistência de quem telefona espelha-se em frases como "não me faça perguntas", "não tenho nada que dar o meu número de telefone", ou "não sei, não sou médico". No entanto, "nenhum sistema informático funciona se nós [INEM] não soubermos para onde enviar os meios de socorro", frisa Regina Pimentel.


O número de telefone das pessoas que estabelecem o contacto pode ajudar à localização da vítima, já após a saída da ambulância, e permitir que quem está junto dela vá recebendo aconselhamento do INEM. "No espaço de tempo entre o pedido de socorro e a chegada dos meios, há sempre gestos que podem ajudar a salvar uma vida", garante a responsável da Delegação Regional do Centro.
Já se fizeram partos e resolveram situações de engasgamento em crianças dando instruções, por telefone. É essencial dizer o que se deve - e não se deve - fazer. Por exemplo, em caso de acidente, por vezes, o conselho é não mexer na vítima.


"O primeiro passo para que uma operação de socorro corra bem é que a pessoa que liga 112 mantenha a calma suficiente para responder a perguntas", reforça Cristina Nunes, coordenadora dos operadores do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do Centro. "O que é que aconteceu?" é das perguntas que mais se ouve ali, da boca dos operadores. A par de expressões como "as melhoras", já depois de avisarem que o socorro vai a caminho.


"Temos consciência de que ninguém quer falar connosco. Se as pessoas falam, é porque estão numa situação extrema", observa Cristina Nunes. E prossegue: "Todos os dias somos insultados. Mas isso entra a 100 e sai a 200. Não são insultos personalizados. Custa mais quando [os contactantes] são resistentes àquilo que estamos a fazer, que é pelo melhor. A vítima está sempre em primeiro lugar".


As pessoas que telefonam protestam, sobretudo, quando os operadores consideram que o envio de uma ambulância não é necessário. "O português ainda acha que a ambulância de emergência serve para fazer transporte", observa Regina Pimentel.

Fonte: JN

Noite de Natal é "complicada", há muitas chamadas de pessoas sós

"A noite de Natal é sempre uma noite complicada.Recebemos muitas chamadas de pessoas que estão sós e precisam de alguém com quem falar".

A afirmação é de Regina Pimentel, delegada regional do Centro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A presença do psicólogo é, por isso, "imprescindível", nessa noite, diz.

Mas assinala: "Temos muitas chamadas dessas, mesmo durante o ano". Nesta época festiva, Regina Pimentel faz referência, ainda, a outro tipo de chamadas: "Muitas famílias começam logo na manhã do dia de Natal, e na véspera, a tentar que os idosos sejam levados às urgências, para ver se lá ficam".

Diz a responsável que este é "um mal nacional". Na globalidade, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) Centro recebe entre 1000 e 1200 chamadas por dia, "com picos", segundo a delegada regional, que assegura: "Não há nenhuma chamada igual à anterior".


Fonte: JN

Manuel João Amaral, o bombeiro de Deus


Entrou para a corporação de Penedono em 2002e, em Dezembro deste ano, foi ordenado diácono.


"Tá bom, sô padre?". O cumprimento já é normal no quartel dos Bombeiros Voluntários de Penedono quando Manuel João Amaral aparece. É bombeiro há oito anos e diácono há nove dias. E para padre caminha, não obstante ainda ter de cumprir uma espécie de estágio até lá chegar.

Na verdade, para os colegas de corporação, Manuel João, de 25 anos, já é padre desde que para ali entrou, em 2002. Um misto de brincadeira e estima que, admite, o tornou conhecido na região: "Se falarem no João padre dos bombeiros de Penedono quase toda a gente me conhece". Ser bombeiro nasceu com ele. "Cada vez que um carro saía a apitar eu ouvia em casa e a paixão pelos bombeiros foi crescendo". No Verão de 2002 entrou finalmente na corporação de Penedono e desde então participou em várias missões, nomeadamente no combate a incêndios.

A vocação para sacerdote começou a revelar-se já depois dos 10 anos. Foi para o Seminário de Resende, "para descobrir algo mais", pois "não tinha a intenção já definida de ser padre". A ideia foi amadurecendo e no último dia 8 de Dezembro foi ordenado diácono.

Actualmente cumpre estágio na paróquia de Almacave, em Lamego, onde presta apoio ao presbitério local e se envolve em actividades de caridade. Anteontem, presidiu ao primeiro funeral da sua vida. Sim, porque pode desempenhar várias tarefas dos padres, excepto celebrar missa e o sacramento da penitência.

Manuel João Amaral quer continuar bombeiro, mas já vai admitindo que quando for sacerdote lhe vai ser "difícil encontrar tempo". Pelo menos em Penedono. É que a colocação dos padres depende do bispo da diocese, neste caso de Viseu, e "normalmente não ocorre na terra natal". A alternativa será procurar entrar para a corporação do sítio onde vier a trabalhar.

Entende que "o espírito de missão continua presente" e que "cada sacerdote acaba por ser um bombeiro. O primeiro na ajuda espiritual e o segundo na ajuda física". A amizade pelos companheiros de Penedono é que "nunca se vai perder". Até porque guarda boas memórias deles. Houve mesmo quem lhe pedisse conselhos e uma palavra de apoio. "Eu era como um elo entre eles e Deus. Ficava satisfeito com isso".

Fonte: JN

Praticante de parapente que caiu no mar do Porto Moniz continua desaparecido


O desportista da República Checa fazia parapente juntamente com dois outros praticantes, da mesma nacionalidade, que conseguiram pousar apesar dos fortes ventos que sopravam na localidade. O desaparecido caiu no mar, nas proximidades das piscinas naturais do Porto Moniz.

O alerta foi dado pelo Serviço Regional de Protecção Civil, tendo o subcentro de busca e Salvamento Marítimo do Funchal desencadeado uma operação que envolve os bombeiros daquela localidade, o SANAS (Socorro a Náufragos) e o helicóptero EH101 do destacamento aéreo do Porto Santo.
As buscas marítimas e terrestres decorrem há dois dias.

O comandante da Zona Marítima, Amaral Frazão, afirmou que as operações serão retomadas durante a manhã de sexta-feira, sendo esperada uma melhoria das condições do mar, que têm dificultado as operações.

"Vamos ter alguma esperança em que as coisas amanhã (sexta feira) corram melhor, mas a possibilidade de o corpo estar a superfície pode não se concretizar. Temos que ter algum otimismo", declarou.

Fonte: SIC

Homem baleado na praia das Pedras Negras


Um homem de 56 anos foi baleado esta tarde na praia das Pedras Negras, São Pedro de Moel, concelho da Marinha Grande, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.

Segundo o CDOS, o alerta foi dado às 17:21, tendo ao local acorrido três elementos com uma ambulância dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, a viatura médica de emergência e reanimação do INEM, o serviço municipal de Protecção Civil e a GNR.

Fonte da GNR adiantou que a vítima, transportada para o Hospital de Santo André, apresentava «escoriações no rosto e uma perfuração no abdómen», estando o caso a ser investigado pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.

Já fonte do hospital de Leiria confirmou a entrada da vítima na unidade de saúde, «com ferimento por arma de fogo», que provocou uma «lesão renal».

«Está em observação e estável», acrescentou a mesma fonte, referindo que, se a situação não se alterar, a vítima «será transferida para o Centro Hospitalar de Coimbra».

Fonte: IOL

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Chaves vai ter primeira Unidade Local de Formação de Bombeiros

Foi hoje assinado, no Governo Civil de Vila Real, um protocolo entre esta instituição, a Federação Distrital de Bombeiros de Vila Real e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Flavienses, com vista à criação da primeira Unidade Local de Formação de Bombeiros do Distrito.

A Unidade Local de Formação (ULF) é um pólo de formação da Escola Nacional de Bombeiros, que dará a possibilidade aos voluntários dos corpos de bombeiros da região de efectuarem a sua formação no distrito, sem terem necessidade de se deslocar para outras zonas do país, como acontecia até aqui.

Esta ULF ficará instalada no quartel dos Bombeiros Voluntários Flavienses e terá o apoio financeiro do Governo Civil de Vila Real, na ordem dos 30 mil euros, e da Federação Distrital de Bombeiros de Vila Real, de cinco mil euros, no que diz respeito ao equipamento desta estrutura.

Procura-se, assim, fornecer aos bombeiros do Distrito uma ferramenta formativa que deverá levar a um incremento da sua capacidade de resposta e a uma maior eficácia dessa resposta a todos os desafios colocados ao nível da Protecção Civil, a bem de toda a população.
Fonte: Notícias de Vila Real

Criança de dois anos salva avô caído numa mina


Um menino, de dois anos, salvou o ontem o avô, de 63, que caiu numa mina com oito metros quando passeavam numa zona florestal. A inacreditável história aconteceu em Braga. O acidente poderia ter sido fatal se a criança não tivesse partido em busca de auxílio.

Avô e neto resolveram dar um passeio pelas redondezas do lugar da Ponte Nova, na freguesia de Lomar, Braga. Em pleno bosque, José Rocha, 63 anos, acabou por ser surpreendido pelo aluimento do solo, acabando por cair numa mina com oito metros de altura.

O pequeno José Barbosa, que só em Fevereiro faz três ano, conseguiu evitar a queda na mina e vendo o estado do avô partir de imediato em busca de ajuda. Estava a um quilómetro e meio de distância da casa do avô.

Sem temer a frieza da floresta, galgou um muro e rumou em direcção à Estrada Nacional 309 (EN309), próxima do local do acidente. Após ter andado meio quilómetro a pé sozinho pela estrada nacional, "Zezinho", como é conhecido, conseguiu despertar atenção de uma automobilista que no momento passava na Rua do Souto Noval, que serve de acesso à EN 309.

"O meu avô está num buraco", gritou de forma repetida. A mulher, cujo identidade não foi possível apurar, seguiu as indicações da criança, que a conduziu aos vizinhos e familiares de José Rocha, que ficou sem reacção após a queda de oito metros na estreita mina.

"Ele só dizia que o avô estava num buraco e apontava para o monte", disse, ao Jornal de Notícias, Conceição Simões, avó da criança e esposa de José Rocha.

Seguindo as indicações do menino, a população da Ponte Nova partiu em busca da mina. "Ele não sabia dizer o sítio ao certo e demorámos cerca de uma hora até encontrar José Rocha", relatou José Barbosa, pai do pequeno herói, "um anjo da guarda", como ontem foi várias vezes apelidado.

Após baterem o terreno, foi José Barbosa (pai) quem encontrou a mina. "Ele estava lá em baixo, cheio de dores mas consciente", afirmou José Barbosa, que accionou os meios de socorro.

Ferimentos ligeiros

"O INEM e a Polícia foram os primeiros a chegar e isolaram o local preparando o resgate do meu marido", referiu Conceição Simões, que lamentou o atraso do Bombeiro Sapadores de Braga. "Demoraram uma hora para chegar aqui", disse.

A verdade é que o resgate foi executado de uma forma rápida, segura e eficaz. Mesmo assim os Sapadores de Braga lamentam o facto de não terem o material adequado para este tipo de socorro. "Não há uma Garibalde (estrutura com capacidade para acolher uma pessoa de forma a ser içada) na corporação, por isso tivemos que improvisar com umas escadas de modo a fazer um ponto de segurança para descer uma corda e içar o senhor", explicou fonte dos Bombeiros Sapadores de Braga.

A vítima foi transportada ao Hospital de Braga, onde se encontra internado devido aos traumatismos provocados pela queda, mas nada de preocupante, segundo apurou o JN.

Fonte: JN

Associação Comercial e Industrial elegeu a mesma direcção


As eleições para os corpos sociais da Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros (ACMC), que ocorreram na segunda-feira passada, foram pouco participadas. Dos 500 associados votaram apenas 44, número que é justificado por ter concorrido apenas uma lista. É, pois, desta forma, que António Cunha assume o quarto mandato consecutivo.

Para António Cunha, a afluência que se registou, na segunda-feira passada, nas eleições para os corpos gerentes da Associação Comercial e Industrial “é normal” quando concorre uma única lista. Mesmo há dois anos quando concorreram duas listas, também só votaram apenas 291 eleitores, o que não representou mais que 58 por cento de associados, sublinha. Na perspectiva do dirigente, o cenário “é um sinal de que os empresários estão satisfeitos com a actual direcção”.

Em conformidade com os resultados obtidos, o reeleito presidente da ACIMC promete uma política de continuidade. No entanto, não deixa de reclamar voz mais activa em aspectos que digam respeito ao desenvolvimento da cidade. Quer, por exemplo, que a Câmara Municipal ouça mais as associações do concelho, em geral, e a ACIMC, em particular. Em sua opinião, há matérias de política autárquica relativamente às quais a direcção da associação deveria ser escutada, nomeadamente nas áreas do urbanismo, da cultura e do desenvolvimento económico. Em seu entender, as situações que hoje são matéria de polémica pública, algumas das quais ainda poderão vir a causar imbróglios de alguma complexidade, poderiam ter sido evitadas, se a ACIMC tivesse sido ouvida. Como exemplos refere casos como o dos terrenos que estão previstos para a construção dos acessos à futura Central de Camionagem, parte dos quais estará ainda por negociar, ou o do impasse provocado pela demolição do prédio situado na Rua Pereira Charula, onde se pretende construir o acesso ao projectado parque de estacionamento, ou ainda o do terreno do cemitério velho, cuja demolição e processo de trasladação das ossadas só se justificariam se já houvesse um projecto definido para o local.

Mas o presidente da ACIMC tem também algumas ideias sobre o futuro da cidade, relativamente às quais acha que o poder autárquico não deveria ser indiferente. Refere-se à sua já assumida posição sobre o acesso directo da cidade à estância balnear do Azibo, através da abertura de uma grande avenida até à Arrifana. Na sua perspectiva, essa seria a obra mais estruturante para o desenvolvimento económico da cidade. É que, seria através dela que se faria o acesso, não apenas à futura praia fluvial de Vale de Prados, mas também às já existentes da Ribeira e da Fraga da Pegada, utilizando a marginal existente naquela área ao longo da albufeira, cujo piso deveria ser pavimentado para o efeito.

Relativamente à Feira de S. Pedro, António Cunha tem o propósito de manter a qualidade, no futuro, embora reduzindo às despesas como já assumiu ter feito, na edição deste ano. Quer também dar continuidade à Festa do Emigrante, dada a importância que a mesma representa para a cidade, no período de férias.

Fonte: Semanário Transmontano

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Brevemente a Operar no Distrito...




Estado quer ser exemplo na prevenção contra fogos florestais


A Autoridade Florestal Nacional (AFN) quer duplicar em 2011 a área de intervenção preventiva contra incêndios na floresta sob sua administração, numa ação que visa tornar-se exemplo para os privados, disse hoje o secretário de Estado do Desenvolvimento Florestal.
Rui Barreiro participou hoje na ação realizada na Mata Nacional do Escaroupim, concelho de Salvaterra de Magos, no âmbito das Jornadas de Gestão Florestal, que decorreram à tarde neste espaço e, de manhã, na Mata Nacional do Valado (Nazaré).
"Queremos dar a conhecer o trabalho que está a ser feito pelos sapadores florestais em todo o país e ser exemplo para os privados", disse, adiantando que as jornadas se vão realizar também nas regiões Norte e Centro do país.
Segundo o presidente da AFN, Amândio Torres, até ao final do ano serão investidos mais de 700 000 euros em operações de silvicultura preventiva com o objetivo de reduzir a ocorrência de fogos florestais.
O Estado é detentor de cerca de 100 000 hectares de floresta, apenas 3 por cento da floresta nacional, que abrange uma área de 3 milhões de hectares, frisou o secretário de Estado.
Rui Barreiro disse esperar que, em breve, haja um milhão de hectares de floresta inseridos nas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), que têm vindo a permitir criar regras de gestão, sobretudo nas zonas do país em que a propriedade é muito fragmentada.
Esse número corresponderá ao dobro do que tinha sido colocado como objetivo até 2012, adiantou.
"A única forma da pequena propriedade fazer este trabalho (de prevenção dos fogos) é através das ZIF", que são geridas por organizações de produtores florestais e contam com incentivos e apoios para a sua ação, sublinhou.
O secretário de Estado adiantou que o decreto-lei que regula as ZIF está em revisão, procurando tornar ainda mais atrativo para os proprietários a adesão a estas estruturas de gestão da floresta.
Segundo o responsável, os sapadores florestais, que na sua maioria têm por entidades patronais organizações de produtores florestais, são pagos em 50 por cento pelo Estado, para prestarem serviço público como o que hoje foi mostrado.
O desbaste e limpeza das matas, com o subsequente aproveitamento do chamado "combustível" resultante dessa ação para produção de aglomerados de madeira ou de biomassa, está a ser feito com verbas do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), afirmou.
Rui Barreiro frisou que o programa com os sapadores florestais tem permitido a criação de postos de trabalho especializados em zonas com dificuldade de criação de emprego.
Como objetivo para 2011 está também a certificação do sistema de gestão sustentável.
Fonte: MLL/Lusa BP

Condutor de pesado morre em despiste na VRI


O condutor de um pesado de mercadorias que hoje, terça-feira, entrou em despiste na VRI, no Porto, faleceu na consequência do acidente.

O alerta para o acidente foi dado às 16.20 horas, disse à Agência Lusa fonte do Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) do Porto . Segundo a mesma fonte, o pesado de mercadorias entrou em despiste na VRI, sentido Porto/Maia, na saída para a A41.

No local, segundo o CDOS, estiveram os Bombeiros da Maia, a VMER do Hospital S. João e o Batalhão dos Sapadores do Porto.

Fonte: JN

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ministro faz balanço "positivo" das atuações nos distritos



O ministro da Administração Interna fez ontem um balanço “positivo” no ano de 2010 em matéria de trânsito, segurança, ordem pública, criminalidade e Protecção Civil, depois de uma reunião com os governadores civis dos 18 distritos do país.

Em declarações à agência Lusa, Rui Pereira afirmou que, durante a reunião, foi feito um balanço “positivo” ao nível distrital das matérias que são da competência do ministério que dirige.

“Vimos que, de forma geral, se regista uma tendência para a descida da criminalidade e que o QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional] constitui uma boa oportunidade para modernizar o setor da Protecção Civil”, disse o ministro.

No que respeita à segurança rodoviária, Rui Pereira esclareceu que “ficou determinado que nos vários distritos fossem realizadas campanhas intensas para evitar acidentes graves com mortes e feridos”. E sustentou: “Esta é uma altura em que há muita circulação rodoviária e, por isso, há que realizar fortes campanhas de prevenção.”

Na reunião que decorreu ontem estiveram presentes os governadores civis de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Além do ministro Rui Pereira e dos representantes distritais, participaram também na reunião o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Conde Rodrigues, a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, e o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.

Fonte: Lusa

Esperou três horas por ambulância

Um corticeiro esperou, ontem, três horas por uma ambulância que o levasse ao hospital, depois de ter caído na rua e vomitado, após o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) ter recusado accionar o transporte, por não considerar urgente.

Mário Mendes Pereira, 43 anos, corticeiro em Santa Maria de Lamas, tinha acabado de sair das instalações da Segurança Social de Aveiro, quando subitamente caiu na rua, ficando um pouco roxo e vomitando.

Esteve alguns minutos estendido no chão, acompanhado da sua companheira Maria Oliveira, esperando por socorro. Pouco passava das 14.15 horas mas só depois das 17.15 horas uma ambulância dos Bombeiros Novos chegava ao local - o corticeiro foi, entretanto, transferido para o interior das instalações da Segurança Social, queixando-se de dores na coluna. O transporte foi feito depois de diligências de agentes de uma patrulha da PSP que passou pelo local e se inteirou da situação.

O CODU, através do 112, alertado para a situação, considerou que não se tratava de um caso urgente, não accionando o transporte do corticeiro para a Urgência hospitalar. Aquele só poderia ser feito por uma ambulância desde que o transporte fosse pago (10 euros). "É uma vergonha", disse, ao JN, a companheira do corticeiro. "Ele tem problemas na coluna cervical, as mãos não têm firmeza, quando ele caiu ficou roxo e começou a vomitar", adiantou.

O comandante dos Bombeiros Novos, Ricardo Fradique, disse, ao JN, que o transporte foi feito por conta da corporação. "Era uma situação que estava a tornar-se insustentável e a pessoa não ia ficar ali", referiu. Para o comandante dos Bombeiros Novos, a recusa do CODU em considerar urgente é um problema nacional. "Temos tido muitas situações. Ainda no outro dia um familiar de um dirigente nosso teve uma trombose, o CODU não considerou urgente e a pessoa morreu", referiu. O JN tentou, sem sucesso, ouvir a versão do CODU.

Fonte: JN

Forças de segurança e bombeiros de 5 distritos vão receber correntes de neve



Os distritos contemplados são a Guarda, Castelo Branco, Viseu, Vila Real, e Bragança.

O objectivo é reforçar a segurança das condições de mobilidade das várias entidades, no cumprimento das missões de protecção e socorro, em condições meteorológicas adversas.

O Governo vai entregar correntes de neve ás forças, serviços de segurança e Bombeiros.

O Ministro da Administração Interna já presidiu à cerimónia de assinatura do protocolo entre o Governo Civil de Lisboa e o Automóvel Clube de Portugal, no âmbito da iniciativa “Com neve, redobrada segurança rodoviária, segurança na protecção e Socorro”.

Desta forma, vão ser dotadas com correntes de neve as forças de segurança de vários distritos, incluindo da Guarda.

O Governador Civil da Guarda sublinhou a importância da iniciativa, numa cidade de neve, e referiu que já foi entregue a tipologia das viaturas existentes no distrito ligadas à protecção Civil e Policia de Segurança Pública.

Recorde-se que o objectivo do Governo é reforçar a segurança das condições de mobilidade das várias entidades, no cumprimento das missões de protecção e socorro, em condições meteorológicas adversas.

Fonte: Rádio F

Protecção Civil alerta para cuidados devido ao mau tempo

A Protecção Civil do distrito de Bragança emitiu ontem um alerta devido ao mau tempo.

Em causa estão previsões de vento forte, com rajadas até 90 quilómetros por hora, e descida significativa da temperatura já a partir de quarta-feira.

A Protecção Civil aconselha a população a vestir mais do que uma camada de roupa, ventilar as divisões onde haja lareiras ou braseiras e ter atenção na condução.

Em caso de emergência ligue o 112.

Fonte: Brigantia

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Já foi distribuído material de combate a fogos pelos bombeiros do distrito de Bragança



Já foram entregues os equipamentos de combate a incêndios aos bombeiros do distrito de Bragança. A candidatura a fundos do QREN permitiu adquirir equipamentos para as 15 associações, num valor que ultrapassa os 430 mil euros.

João Venceslau, comandante dos bombeiros voluntários de Macedo de Cavaleiros, acredita que os soldados da paz vão poder agora prestar melhor socorro à população.

“Em primeiro lugar, vai fazer com que os nossos bombeiros tenham equipamento adequado à intervenção. Vai aumentar o nível de segurança do utilizador e vai cobrir todas as áreas de intervenção de emergência. Incêndios estruturais, acidentes e, acima de tudo, incêndios urbanos, para que os nossos homens, de forma mais eficaz, consigam estar à vontade em determinado tipo de situações em que até agora estariam com risco da própria vida”, explica.

A candidatura esteve a cargo da Federação de Bombeiros do Distrito de Bragança. Humberto Martins, o presidente, admite que ainda há material em falta para os bombeiros do distrito.

“Há muita coisa que está em falta. Isto é material que se utiliza diariamente e tem desgaste”, notou.A cerimónia de entrega de equipamentos decorreu no último sábado, em Bragança. Uma cerimónia que serviu também para homenagear o Governador Civil do distrito de Bragança.
Jorge Gomes foi agraciado com uma medalha de mérito grau ouro, pelo apoio que tem dado às corporações do distrito.

Uma distinção que apanhou o próprio desprevenido.“Informaram-me agora que ia ser homenageado. E uma surpresa total para mim”, sublinhou. “Embora sinta com muita alma o viver dos bombeiros e faça tudo por eles, quero ver os fundamentos que levaram a isto. Estou grato e reconhecido”, disse.Também Luis Adelino Batista, colaborador da Federação, foi agraciado, recebendo a medalha de mérito grau prata. Lista de equipamento:143 capacetes urbanos120 camisas84 fatos nomex151 pares de luvas de combate a incêndio urbano277 botas fogos urbanos149 capacetes fogos florestais178 fatos de protecção em incêndios florestais57 APS4 fatos protecção química11 aparelhos respiratórios com cilindro em aço35 aparelhos respiratórios com cilindro
em carbono.

Fonte: Brigantia

Primeiro troço do IP2 abre hoje

Abre hoje ao trânsito o primeiro lanço da nova fase do IP2, entre Celorico da Beira e Trancoso. Para os próximos dias está também prevista a abertura no primeiro troço do IC5, entre o IP4, na zona do Pópulo, e o nó de Carlão.

O lanço do IP2 que hoje abre tem uma extensão de 29 quilómetros com perfil de auto-estrada. Ficam a faltar cerca de 70 quilómetros entre Valbenfeito, em Macedo de Cavaleiros, e Trancoso. Porém, o lanço entre Junqueira (Torre de Moncorvo) e Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) encontra-se suspenso devido a questões ambientais, não se sabendo quando poderá ser executado.

A abertura dos dois primeiros troços das duas estradas que fazem parte da concessão do Douro Interior chegou a estar prevista para finais do passado mês de Novembro. No entanto, a inauguração teve de ser adiada para corrigir algumas deficiências.

Fonte oficial da Acendi explicou-nos que “na sequência da vistoria realizada pelas entidades competentes a 29 e 30 de Novembro, houve necessidade de avançar com trabalhos adicionais ao nível da sinalização e guardas de segurança”.

No caso do IC5, o presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo, confirma que foi a correcção de algumas falhas que adiou abertura do troço do seu concelho:“Tivemos inspecções da Estradas de Portugal, também da EDP. Há pormenores que à vista desarmada pode parecer que está tudo pronto mas que falta afinal. A nossa expectativa é que ainda possa abrir antes do Natal.” Ora, com a abertura do troço do IC5 fica completa a ligação rápida da vila de Alijó ao IP4 e à futura Auto-Estrada Transmontana. O autarca entende que este acesso se reveste de enorme importância para o concelho: “É fundamental para a ligação de Alijó ao IP4 e à futura A4 e vai atrair um novo tipo de acessibilidade. Já estamos a sentir investidores que se dirigem a nós pela expectativa criada pelo IC5 e pela auto-estrada”, admite.
O lanço do IC5 que liga o IP4 ao nó de Carlão, em Alijó, representa menos de 10 quilómetros dos 145 que a via vai ter até Miranda do Douro, cruzando todo o sul do distrito de Bragança. Uma obra que está a ser executada em toda a sua extensão.

Segundo a Ascendi, “os diversos lanços em obras serão abertos à medida que forem ficando concluídos”. O próximo troço a abrir, “em início de Julho de 2011”, será o do IP2 “entre Longroiva (Meda) e Trancoso”.
A Ascendi também confirmou que “os prazos de conclusão dos restantes lotes são os acordados com a Estradas de Portugal”. Ou seja, tanto o IC5 como o IP2 vão ficar concluídos no final de 2011.

Fonte: CIR

domingo, 19 de dezembro de 2010

Rebentamento de caldeira faz 2 mortos e 2 feridos


Duas mulheres morreram hoje em Nogueira do Cravo, concelho de Oliveira de Azeméis, na sequência do rebentamento de um recuperador de calor.

O acidente deu-se por volta das 15h00 numa residência particular e provocou a morte de duas mulheres, confirmou uma fonte do comando distrital de Aveiro do Bombeiros Voluntários e outra do Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.

"A informação que temos é de que terá sido um recuperador de calor que rebentou numa casa individual, em Nogueira do Cravo", afirmou fonte do CDOS de Aveiro. "O acidente provocou a morte de duas mulheres adultas", acrescentou Julieta Vieira, chefe de Equipa do Serviço de Urgência do Hospital S. Sebastião.

O acidente provocou ainda dois feridos, que os Bombeiros Voluntários de Fajões, também de Oliveira de Azeméis, encaminharam para o Hospital de S. Sebastião.

A chefe do serviço de Equipa do Serviço de Urgência adianta, contudo, que esses "são feridos ligeiros, estão bem e praticamente não sofreram traumatismos nenhuns, além dos psicológicos". "Não têm lesões de maior", garante Julieta Vieira.

O acidente em Nogueira do Cravo implicou operações de socorro por 15 homens da corporação de Fajões, também de Oliveira de Azeméis. Acorreram ao local com seis viaturas, cujo trabalho foi complementado com duas equipas médicas e um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica.
Fonte: RR

Roubo de ambulância acaba em despiste

Uma ambulância dos Bombeiros Sapadores de Braga foi ontem ao final do dia roubada por um indivíduo mas acabou por ser recuperada pouco depois já que o veículo se despistou na Rua do Carmo, embatendo num carro estacionado. A PSP e os Sapadores confirmaram a ocorrência, sem adiantarem mais pormenores.

Fonte: DN

Bebés encontram-se com bombeiros que os viram nascer

As dez crianças que nasceram nos últimos seis anos em ambulâncias dos bombeiros de Santa Marinha do Zêzere, em Baião, reuniram-se este sábado com os bombeiros parteiros.
Aproveitando o espírito natalício, bombeiros e mães aproveitaram o momento para partilhar de experiências e histórias.

O último nascimento aconteceu há um mês e meio. «Foi rápido e nasceu na ambulância», conta a mãe.

Para que o tempo não apague as recordações, a corporação dos voluntários de Santa Marinha do Zêzere decidiu juntar o grupo dos «filhos dos bombeiros».

«Todos são nossos filhos, todos são nossos irmãos, mas estes são mais um bocadinho, porque desde o primeiro suspiro que deram tiveram bombeiros à sua espera», explica José Miranda, comandante dos bombeiros de Santa Marinha do Zêzere.

No total são dois rapazes e oito raparigas. A maior parte não vai recordar a festa organizada pelos parteiros de ocasião, tal como só daqui a alguns anos é que vão saber que a primeira imagem que tiveram do mundo foi o interior de uma ambulância dos bombeiros.

Diário Digital / Lusa

sábado, 18 de dezembro de 2010

Estamos no ...


Duas mulheres morreram em acidente de tractor

Duas mulheres morreram ontem em Cótimos, no concelho de Trancoso, após um acidente com um tractor.
No veículo agrícola seguia ainda uma terceira mulher, que ficou gravemente ferida.
Ao local do acidente acorreram os bombeiros de Trancoso e Vila Franca das Naves, e também o INEM, mas apesar das tentativas de reanimação as equipas de socorro não conseguiram salvar as duas vítimas mortais.
Um helicóptero do INEM transportou a mulher em estado grave para o hospital da Guarda, onde ficou hospitalizada.
Fonte: JNG

Rui Pereira quer criar Sistema Nacional de Emergência Infantil


O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmou hoje que tudo fará para ajudar a criar um Sistema Nacional de Emergência Infantil com a metodologia e modelo desenvolvido e praticado pelo Refúgio Aboim Ascensão, em Faro.

“Essa é uma questão que se dirige a todo o Governo, mas pela minha parte tudo farei para apoiar esse desígnio que já foi apresentado pelo dr. Villas-Boas (director do Refúgio) ao Governo. Sendo uma matéria que diz respeito ao Governo no seu conjunto também diz respeito ao MAI, porque a criança é uma prioridade para nós”, afirmou Rui Pereira aos jornalistas após visitar a instituição.

O Sistema Nacional de Emergência Infantil voltou hoje a ser defendido por Luís Villas-Boas durante a visita de Rui Pereira.

O director do Refúgio Aboim Ascensão considera “essencial” haver uma rede nacional e europeia de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que atuem com a mesma metodologia utilizada pelo Refúgio, que abriga provisoriamente crianças entre os 0 e os 5 anos em situações de risco, por indicação de tribunais, da Segurança Social ou de Comissões de Proteção de Menores de todo o país até poderem regressar às suas famílias.

Rui Pereira disse que a visita serviu para “transmitir uma palavra de apoio e público apreço ao dr. Villas-Boas pelo trabalho magnífico desenvolvido” e defendeu que “esse trabalho deve ser um estímulo para todos para replicar esta experiência em todo o país e no estrangeiro”.

“Vimos aqui dezenas de crianças com histórias muito problemáticas de abandono, de abuso, de maus tratos e, apesar dessas histórias tristes, vimos despertar um sorriso nessas crianças, que resulta do trabalho competente e dedicado do senhor diretor e de toda a sua equipa”, frisou o governante.

Rui Pereira sublinhou ainda que também “na perspetiva do Ministério da Administração Interna (MAI), dos serviços e forças de segurança e dos serviços de Proteção Civil as crianças são consideradas uma primeira prioridade”.

“Desenvolvemos as nossas missões de segurança e Proteção civil a pensar em todos os cidadãos, porque a segurança é um direito de todos, mas à cabeça pensamos nas crianças, com pessoas especialmente vulneráveis e que representam, afinal, o nosso futuro”, afirmou.

O ministro precisou que esta perspetiva “vale para os serviços e forças de segurança, que se empenham em programas de policiamento de proximidade apontados justamente para as crianças, como o Escola Segura”, mas também para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que “está a desenvolver o programa o SEF Vai à Escola” com o objetivo “de retirar o estigma da imigração ilegal das crianças” estrangeiras.

O ministro considerou ainda que o trabalho da instituição de Faro pode ajudar a prevenir a delinquência juvenil.

Fonte: Público

Funcionamento de ambulâncias está garantido


O Instituto de Emergência Médica (INEM) garante que o funcionamento das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) "está completamente garantido", desmentindo assim a Direcção Regional de Faro do Sindicato dos Enfermeiros.

O sindicato afirma que nada foi feito para manter os enfermeiros em fim de contrato, mas o INEM assegura que não só tomou "em devido tempo as medidas necessárias para a continuidade destes enfermeiros", como "assegurou que todos os enfermeiros interessados se vão manter ao serviço dos meios de emergência médica pré-hospitalar".

Quanto aos 22 enfermeiros em fim de contrato nos centros de saúde, a Administração Regional de Saúde diz que está a tentar resolver o problema.F

Fonte: CM

Macedo de Cavaleiros acolhe sede de agência de desenvolvimento

A Agência de Desenvolvimento de Trás-os-Montes (ADT) da Rede Ecocitras vai ser instalada em Macedo de Cavaleiros já no próximo ano.

Um objectivo da autarquia macedense previsto no orçamento para 2011, que contempla ainda a construção de um Centro ambiental.


A Agência de Desenvolvimento da Rede Ecocitras da qual fazem parte seis cidades transmontanas vai ser instalada nas antigas casas dos magistrados de Macedo de Cavaleiros.

A instalação desta agência faz parte da candidatura de Macedo de Cavaleiros à Rede Ecocitras que já foi aprovada e os 12 milhões de euros.

“Macedo de Cavaleiros é uma das cidades de Trás-os-Montes que compõem a Rede Ecocitras e prevê a instalação de uma agência de desenvolvimento que é um organismo com funções de dinamização que irá ficar sediado aqui em Macedo” revela o presidente da câmara, acrescentando que “vai ficar nas antigas instalações do IFADAP que eram também as antigas casas dos magistrados e que irão sofrer obras de melhoramentos”.

As obras de requalificação das antigas casas dos magistrados estão previstas no orçamento da autarquia de Macedo de cavaleiros, que ligado à Rede Ecocitras prevê ainda a construção de um Centro ambiental no valor de mais de um milhão de euros em frente ao Centro Escolar.

Um projecto que o Beraldino Pinto considera estruturante.

“2011 fica marcado pelo aparecimento do novo centro ambiental da cidade que é um investimento de um milhão de euros que também está associado à candidatura do Ecocitras” afirma.

A Rede de Cidades Ecológicas e Inovadoras de Trás-os-Montes prevê ainda o Eco Polis, um centro de competências em Energia e Ambiente a ser implementado em Bragança, o Aqua, Centro de competências em turismo, termalismo, saúde e bem-estar instalado em Chaves.

Miranda do Douro e Mirandela vão ter uma Plataforma de Desenvolvimento Rural e Sustentável e Valpaços investe na Casa do Vinho.

Fonte: CIR

GIPS defende terceiro helicóptero de combate a incêndios


Falta mais um helicóptero de combate aos incêndios no distrito de Bragança.

Actualmente há dois, um estacionado na Serra da Nogueira, em Bragança, e outro no Serra de Bornes, em Alfândega da Fé, mas a parte sul do distrito está longe do raio de acção dos aparelhos, sobretudo o Parque Natural do Douro Internacional.

A constatação é feita pelo comandante distrital do Grupos de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR (GIPS).

“O ideal seria haver mais um helicóptero para uma triangulação no distrito. Quantos mais meios aéreos tivermos melhor, mas sido eficazes com os dois que temos” refere Jorge Barbosa, adiantando que a situação “está a ser estudada entre a GNR e a Autoridade Nacional de Protecção Civil. Vamos ver se se justifica ou não”.

Mesmo assim, Jorge Barbosa, garante que a distancia ao parque do Douro Internacional não é caso para alarme. “Realmente fica fora do raio do helicóptero, mas apesar de estar longe, no máximo em 15 minutos conseguimos estar no local, o que nos permite uma intervenção eficaz” garante o responsável.

Apesar disso, decorrem já negociações com a Autoridade Nacional de Protecção Civil para tentar colocar mais um helicóptero de combate a incêndios no distrito de Bragança no próximo Verão.

Fonte: Brigantia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Neve: Municípios de Bragança sem planos específicos


A quase totalidade dos municípios do Nordeste Transmontano não tem um plano específico para a neve que se encontra enquadrada nos planos municipais de proteção civil entre a diversidade de ocorrências que podem afetar as populações.

Ainda assim, alguns autarcas ouvidos pela Lusa asseguram que conseguem dar resposta a nível local e que as "principais falhas" ocorrem no plano distrital, nomeadamente ao nível da rede viária principal.

"A Estradas de Portugal (EP) tem meios insuficientes para a rede de estradas do Distrito", na opinião do presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes.

Bragança é dos concelhos mais fustigados pela neve no Nordeste Transmontano, mas também uma exceção na região em que, além de um plano específico, este ano reforçou os meios.

O autarca social democrata explicou à Lusa que o plano identifica os recursos e contempla as orientações de atuação e adaptação ao evoluir da situação.
Numa "situação excessiva, como está a acontecer em alguns países da Europa, não há outra solução senão parar", ressalvou, porém entende que não é o caso de alguns dos constrangimentos que se repetem nesta região.
"Não adianta ter as estradas municipais transitáveis, quando a nacional 206 e outras estão cortadas", observou.

As estradas nacionais são da responsabilidade da EP que tem dois limpa neves e espalhador de sal.
A principal via da região, o IP4, que liga ao litoral e à fronteira, está gora sob a alçada da Autoestradas XXI, a concessionária que está a transformar o itinerário em autoestrada e tem dois limpa neves.

O Distrito dispõe ainda de outro limpa neves dos bombeiros de Macedo de Cavaleiros afeto à zona de Bornes, onde a nacional 315 é recorrentemente encerrada quando neva.

O mesmo acontece com a nacional 103 que liga Bragança a Vinhais e que o presidente da Câmara, o socialista Américo Pereira, aponta como um dos casos em que a proteção civil municipal não tem responsabilidade.
"Eles só descoordenam, só servem para aparecer na Comunicação Social e para afastar as pessoas", afirmou, referindo-se à proteção civil distrital.

Também no município de Miranda do Douro, segundo explicou à Lusa o vereador responsável, Ilídio Rodrigues, o plano municipal de proteção civil contempla a situação da neve e identifica "os três ou quatro pontos mais críticos".
Relativamente à situação que se repete com frequência de os transportes escolares não circularem com a neve e gelo, o vereador considerou que "é mais por uma questão de segurança para não correr riscos com autocarros com cinquenta crianças por estradas onde a EP não tem condições para chegar a todo o lado".

Contactado pela Lusa, o comandante distrital da Protecção Civil, Carlos Alves, escusou-se a comentar as críticas à atuação distrital e à falta de meios.
"O comandante operacional joga com as peças que tem à disposição", declarou, explicando que a sua função é "não deixar o Distrito isolado dos distritos adjacentes e da fronteira".

Ainda assim, Carlos Alves disse recentemente, numa entrevista à Lusa, que "se a neve atingisse todo o país como os incêndios a "preocupação" com os constrangimentos recorrentes causados por esta intempérie seria diferente".

Foto: www.bombeirosmacedo.blogspot.com
Fonte: HFI/Lusa

Neve: Beira Interior enfrenta fatura crescente para ações de limpeza

Os custos com a limpeza da neve e gelo representam uma fatura de milhares de euros para os serviços de proteção civil municipais da Beira Interior com tendência para crescer nos últimos anos, segundo autarcas e técnicos ouvidos pela Agência Lusa.
Na Guarda, o serviço municipal de proteção civil ainda não fez as contas aos custos que os seis dias de neve e gelo (entre 29 de novembro e 04 de dezembro) tiveram para a autarquia, mas o coordenador garante que "são elevados".
"Os seis dias de neve e gelo representam custos elevados, nomeadamente em combustível para viaturas e horas extraordinárias de cerca de trinta elementos da autarquia" que colaboraram na desobstrução de ruas e estradas, segundo Eduardo Matas, coordenador do serviço municipal de proteção civil da Guarda.
Matas realçou à Lusa que os serviços gastaram cerca de 50 toneladas de sal-gema e já repuseram o stock (cada tonelada custa 81 euros, totalizando 4050 euros), tendo também adquirido 70 toneladas de pó de pedra (a um custo de sete euros cada, somando 490 euros).
No concelho de Trancoso, segundo Rogério Castela, coordenador do serviço municipal de proteção civil, foram gastas "mais de 40 toneladas de sal".
Em sal-gema, combustíveis e pagamento de horas extraordinárias aos funcionários, admite que a autarquia terá gasto "cerca de 25 mil euros" com o primeiro nevão da época de 2010/2011.
Rogério Castela indicou que cada dia de neve representa "cerca de cinco mil euros " de despesa para o Município de Trancoso.
A Câmara do Sabugal gastou "cerca de 2500 euros por dia no funcionamento das viaturas, em gasóleo, no pagamento de ajudas de custo ao pessoal, em sal-gema e em alimentação", pelas contas de Vítor Proença, responsável pela proteção civil no município.
Adiantou que o orçamento anual da proteção civil "é de cerca de 10 mil euros, podendo ser reforçado em caso de necessidade".
Em Pinhel, segundo Rui Ventura, vice presidente da Câmara e dirigente do serviço municipal de proteção civil, para além dos custos inerentes ao funcionamento das viaturas, "a autarquia gastou 800 quilogramas de sal-gema" para derreter a neve e o gelo do primeiro nevão da época.
Mais a Sul, o município da Covilhã estima ter gasto 25 mil euros de forma direta com os trabalhos de limpeza da neve e gelo no último Inverno, para além de outro tanto de apoio aos Bombeiros Voluntários da cidade para aquelas tarefas.
Os custos diretos estão relacionados "com sal, horas de utilização de máquinas, gasóleo dos equipamentos e horas extraordinárias dos operadores", explicou Pedro Silva, vereador com o pelouro da proteção civil.
O valor "tem vindo a aumentar, com a severidade das condições meteorológicas", sublinhou.
Este ano, só à custa da fatura de reposição de stocks de sal, a autarquia estima já ter gasto os mesmos 25 mil euro e o Inverno ainda nem começou.

Fonte: Lusa