segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novo quartel apodrece vazio


O novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, concluído há três anos, ainda não foi inaugurado e já está a precisar de obras. Os bombeiros recusam-se a mudar para as novas instalações e os sinais de degradação do edifício são cada vez mais evidentes. O caso resulta de um impasse entre a direcção e o comando dos bombeiros.

A deterioração externa do edifício é visível, mas é no interior que os sinais são ainda mais gritantes devido à humidade. A direcção da corporação diz não ter 78 mil euros para mobilar o quartel, enquanto os bombeiros alegam que o edifício resulta de um projecto com mais de 11 anos e que está desactualizado das necessidades de uma corporação. "Não tem vestiários nem camaratas condignas e não está preparado para receber material informático", reitera uma fonte dos voluntários. Os bombeiros continuam no antigo quartel, sem condições, enquanto o novo se degrada à espera de uma solução.

O vice-presidente da Câmara de Macedo, Duarte Moreno, também admite que este é um problema, no mínimo, "estranho". No entanto, diz, a autarquia "não pode mandar na casa dos outros".

O CM não conseguiu uma reacção do presidente da Associação Humanitária dos bombeiros de Macedo, nem do comandante, que aguarda eleições para a direcção para tomar uma posição.

Fonte: Correio da Manhã

Parabéns… 88 anos de existência



Desde 31-01-1923
Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros

Veste a bata às sextas-feiras para consultar gratuitamente


A vida ocupada como médico ortopedista no Centro Hospitalar de Bragança não impede Benjamim Rodrigues de fazer voluntariado no posto médico na freguesia de Talhas, Macedo de Cavaleiros, da qual também é presidente da Junta.

Há cerca de um ano que preenche as suas tardes de sexta-feira são dando consultas gratuitas. Um sucesso entre a população, que passou a contar com "o luxo de ter o doutor ao pé da porta", sintetiza Adília Dias, utente. Sem qualquer presunção, o autarca tanto faz serviço de domicílio, como aplica injectáveis ou curativos. "Antes de ser especialista fui um médico. Se fazia tudo antes, também o posso fazer agora", explicou, ao JN.

Simultaneamente, contraria a oposição que, durante a campanha eleitoral das autárquicas, o acusou de ser responsável pelo encerramento do posto médico, há uns anos, na sequência da restruturação do sector na região. Benjamim Rodrigues reage às acusações: "Comprometi-me a abrir o posto. Cumpri ".

Adquiriu uma viatura para transportar gratuitamente os doentes até ao Centro de Saúde local e fazer chegar medicamentos ao domicílio. Convicto da importância da sua actividade, garante que veste a bata para ser o médico de todos, quer tenham ou não votado nele. Tal como quando era jovem e jurou sobre os mandamentos de Hipócrates, o doente é a prioridade máxima. "Tudo o que poder fazer para aliviar a dor das pessoas farei", frisa.

A cada passo constata a realidade da falta de médicos no interior. Já encontrou doentes cancerosos que pioram por falta de assistência e idosos com pneumonias por diagnosticar. "Trato o doente como trataria o meu pai, o meu avô ou a minha filha", refere.

Todavia, mesmo perante o visível reconhecimento da população de Talhas, a meio do mandato Benjamim Rodrigues assume uma decepção com a política. "Se soubesse que era assim não me tinha candidatado, nunca pensei que as pessoas ficassem tão presas ao fanatismo político", conta.

Fonte: JN

domingo, 30 de janeiro de 2011

O mesmo “calor humano” mas “melhores condições”


Urgência do novo Hospital Pediátrico abriu ontem, após uma mudança que acabou por demorar bem menos tempo do que se esperava

Rodrigo, de três anos, já tinha sido levado pelos pais por três vezes à urgência, em Oliveira do Hospital. Mas a febre não baixou. Por isso, ontem, foi directamente para o novo Hospital Pediátrico de Coimbra para que os pais percebessem a origem das altas temperaturas. Eram 15h50 quando deu entrada no novo espaço e nem chegou sequer a ir ao velho hospital. Por não ser um caso grave os pais esperaram. Às 16h00 em ponto faziam a sua inscrição e, dez minutos depois, o pequeno deu entrada na sala de triagem. Foi a primeira criança a estrear as urgências do novo Hospital Pediátrico.
A face vermelha não lhe escondia as altas temperaturas e nem os novos e sofisticados brinquedos da sala de espera lhe puxavam a atenção. «Roda daí que eu rodo daqui», dizia a enfermeira a experimentar um dos novos brinquedos, tranquila nos seus afazeres porque a “clientela” no novo hospital era ainda diminuta.
«Já fomos três vezes com ele à urgência em Oliveira do Hospital. Agora decidimos vir aqui. Não sabíamos que abria só às quatro», dizia a mãe do Rodrigo. Do velho Pediátrico, desde ontem praticamente encerrado, os pais do Rodrigo recordam o «excelente atendimento», mas em «instalações muito degradadas». Por isso, do novo espaço esperam, tão só, «o mesmo humanismo, mas outras condições».

Espera-se serviço “cinco estrelas”
Os pais de Leonor partilham da mesma opinião. Depois de um telefonema para a linha Saúde 24, os pais da pequena com apenas 14 dias perceberam que o melhor era ir ao Pediátrico confirmar a conjuntivite de que se suspeitava que Leonor sofresse. Chegaram quando faltavam poucos minutos para as 16h00. Também eles esperaram pela hora certa para fazer a respectiva inscrição da filha. «Acredito que vai ser um dos melhores hospitais pediátricos», dizia o pai, Cláudio Bermudes. Porquê? Desde logo porque «é novo», mas, acima de tudo, «porque é em Coimbra», cidade «tão bem servida ao nível da saúde». Por isso, «se me perguntarem o que espero do serviço respondo cinco estrelas», afirma. E acrescenta que o «calor humano» que se sentia no velho hospital, onde «as cadeiras eram muito pouco confortáveis», se deverá sentir neste novo espaço, como o mesmo corpo clínico, mas com outras condições.
Ontem, na primeira meia hora de funcionamento das novas urgências apareceram quatro crianças a necessitar de cuidados médicos. Juntaram-se às restantes 48 crianças que, desde as 9h00, foram sendo transportadas por equipas do INEM para as novas instalações. «Correu tudo bem», concluiu Rosa Reis Marques, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Coimbra, enquanto observava o movimento, ainda lento, das novas urgências. Por ali procedia-se ainda a trabalhos de última hora, nomeadamente algumas limpezas, enquanto entravam, a pouco e pouco, os primeiros doentes.

Rápida transferência
Lá dentro, bem dentro do hospital, estavam instaladas as crianças transportadas durante a manhã. Num tempo que a administração considera recorde, foram transportados todos os doentes, ou seja, sublinhou Rosa Reis Marques, a operação que estava prevista para se prolongar até meio da tarde, acabou por terminar às 12h30, com a entrada, no novo Pediátrico, da última criança internada nas velhas instalações. Seguiu-se um período de transporte dos doentes da urgência e, às 16h00 de ontem, quando abriam os serviços da urgência, apenas permanecia nas velhas instalações uma criança. «Está a ser observado para ver se vem para aqui ou se vai para casa», justificou a presidente do Conselho de Administração.
Ao longo de toda a tarde, os profissionais da urgência do Pediátrico dividiram-se em duas equipas: a partir das 16h00 receberam os pacientes nas novas instalações, enquanto no velho hospital permanecia uma equipa a encaminhar os doentes para o novo espaço (caso ali se dirigissem) ou, em situação de grande emergência médica, a proceder ao respectivo socorro. Amanhã o novo Hospital Pediátrico deverá estar a funcionar praticamente em pleno, servindo agora um universo bem mais alargado de crianças e jovens, já que a prestação de cuidados foi alargada até aos 18 anos.
O primeiro hospital pediátrico do país construído de raiz custou mais de 100 milhões de euros e vai servir crianças e jovens de toda a região Centro.


INEM assegurou transporte das crianças
Desde as 9h00 da manhã de ontem que várias equipas do INEM asseguraram o transporte das crianças das velhas para as novas instalações. Às 12h30 todo o trabalho estava concluído e cerca das 14h00 começou o transporte das crianças da urgência que terminou muito antes da hora marcada. Em jeito de balanço de uma operação que não é a missão do Instituto Nacional de Emergência Médica, a directora regional do INEM sublinhou a «programação» feita que permitiu resultados bem sucedidos. Por isso, os riscos «foram nenhuns», disse Regina Pimentel, garantindo que as crianças foram acompanhadas «por profissionais que sabem».

Fonte: DC

sábado, 29 de janeiro de 2011

OPSAS/Força Aérea Portuguesa: Bombeiros com asas


A Força Aérea Portuguesa tem na sua orgânica inúmeras especialidades. Uma delas é a Secção de Assistência e Socorro, onde se encontram destacados os operadores de sistemas de assistência e socorros (OPSAS), os chamados “bombeiros da Força Aérea”.

Decorria o ano de 1959 quando foi criada a especialidade de serviço geral/sapador bombeiro, trabalho que anteriormente era realizado com reduzidos recursos humanos e materiais. Após a sua criação, 12 sargentos ficaram aptos para a prestação de apoio e segurança nas operações desenvolvidas nas bases aéreas portuguesas durante os 15 anos de guerra colonial. No ano de 1977, surge o primeiro curso desta especialidade, integrado na manutenção de material terrestre. Conheça a história dos «bombeiros com asas» na edição em papel do «BP».

Texto: Sérgio Santos
Foto: Rui Tomás
Fonte: BP

Bombeiros exigem que Governo revogue despacho de transporte de doentes até Julho

A Federação de Bombeiros de Lisboa ameaçou denunciar o contrato entre as associações e o Ministério da Saúde caso o Governo não aceite, até Julho, revogar o despacho que impõe restrições ao transporte de doentes.

A decisão da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa foi tomada na noite de sexta-feira durante uma assembleia-geral, realizada no quartel de Agualva Cacém. Em causa está um despacho do secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, que entrou em vigor a 1 de Janeiro, e que determina que o acesso ao transporte pago pelo Ministério da Saúde passa a ter que responder obrigatoriamente a dois requisitos: prescrição clínica e insuficiência económica.

O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa, António Carvalho, alertou que o novo despacho “pode comprometer o futuro do socorro às populações”. “Exigimos que o ministério abra negociações que possam levar à revisão do actual regulamento. Caso não mostrem disponibilidade até Julho para o fazer iremos avançar para a denúncia do contrato, com efeito a partir de 1 de Outubro de 2011”, explicou.

Outra das exigências da Federação é a actualização da tabela de preços a praticar pelas corporações de bombeiros. “Vamos aguardar até Julho por uma resposta do Governo. Não vamos tomar nenhuma decisão que vá contra a lei”, assegurou.

Fonte: Público

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Macedo de Cavaleiros: Bombeiros adquirem limpa neves para servir Distrito de Bragança


Os bombeiros de Macedo de Cavaleiros adquiriam recentemente um limpa neves que irá reforçar a capacidade operacional no Distrito de Bragança.

Os Bombeiros de Macedo de Cavaleiros investiram recentemente 60 mil euros na aquisição de um limpa neves que irá reforçar a sua capacidade operacional, mas também a do Distrito de Bragança.

Os bombeiros de Macedo de Cavaleiros já tinham um limpa neves, embora com menor capacidade.

Fonte: BP

Protecção Civil: Gaia já aplica Taxa Municipal e Lisboa pode ser a autarquia que se segue

Uns contra, outros a favor. A Câmara Municipal de Lisboa está a ponderar a aplicação da Taxa Municipal de Protecção Civil, uma prerrogativa inscrita na Lei das Finanças Locais. Em Gaia a autarquia já avançou com a medida. O “BP” teve acesso ao despacho do autarca do município nortenho e foi tentar perceber o que pensa a equipa de António Costa, em Lisboa.

Todas as autarquias do País já passaram pela situação de terem de suportar a totalidade dos custos financeiros inerentes à derrocada de um prédio, em pleno centro urbano, devido à sua degradação e não intervenção por parte dos proprietários que, por “falta de dinheiro”, dizem não ter capacidade para a reabilitação dos seus imóveis. Nestes casos, as câmaras acabam por ter de suportar sozinhas os custos do policiamento que assegura o perímetro de segurança, o realojamento de eventuais desalojados e todo um conjunto de responsabilidades financeiras decorrentes de uma situação destas. A Lei das Finanças das locais, aprovada em 2007, define um novo quadro legal que permite a cobrança de taxas pelas autarquias… Conheça toda a história na edição em papel do jornal «Bombeiros de Portugal».

Fonte: BP

Mulher resgatada com vida no Rio Douro

Uma mulher que caiu ao Douro, junto à foz do rio, ao final da tarde de hoje, foi resgatada com vida, mas prosseguem buscas para encontrar duas crianças que supostamente a acompanhariam, disseram fontes policiais.

A mulher, que foi resgatada por populares e tem pelo menos 50 anos, disse às autoridades que se encontrava sozinha, mas uma testemunha identificada pela polícia referiu que estaria acompanhada por duas crianças, afirmou o comandante Fragoso Gouveia, da Capitania do Douro.

“Estamos a proceder a buscas na zona”, explicou o oficial, indicando que estão no local três embarcações e três mergulhadores.

A fonte adiantou que está a chegar ao local um helicóptero com capacidade de iluminação.

As operações envolvem além da PSP e da Polícia Marítima, meios do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto.

Fonte desta corporação disse que a mulher resgatada do Douro foi levada para um hospital.

Acrescentou que continua sem confirmação o eventual desaparecimento das crianças.


Fonte: GP. / com Lusa.

Prevenção dos fogos florestais exige mobilização geral

A Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, que presidiu ontem, dia 27, a uma reunião da Comissão Distrital de Defesa da Floresta, apelou ao empenhamento de todas as entidades com responsabilidade nesta área, para uma planificação atempada das acções de prevenção dos incêndios florestais, de forma a garantir que o Algarve atinja este ano resultados “tão bons, ou ainda melhores” do que os registados em 2010, em matéria de área ardida.

Segundo Isilda Gomes, em 2010 tivemos "resultados muito bons, devido à excelente colaboração de todos os Agentes de Protecção Civil Distrital e Municipal, bem como dos organismos e associações ligadas a esta área", e é com esse empenho e essa cooperação que a Governadora Civil conta mais uma vez de modo a assegurar a defesa da nossa floresta durante este ano, destacando, entre outros, o papel indispensável das autarquias. “É digna de registo a participação das autarquias, nomeadamente no que diz respeito ao pleno cumprimento da responsabilidade que lhes compete nesta área, e espero que continuem a assumir esse papel, porque há de facto neste momento sinergias que podem ser catalisadas no sentido de reforçarmos os meios no terreno, garantindo a prevenção eficaz dos incêndios florestais”, referiu a Governadora Civil, para reforçar mais uma vez a necessidade do cumprimento escrupuloso da legislação por parte das autarquias e dos proprietários, no sentido de procederem à limpeza dos terrenos, nomeadamente junto das habitações.

Isilda Gomes considerou ainda que a região possui actualmente instrumentos fundamentais para garantir o êxito das acções de prevenção e combate, nomeadamente os Planos de Defesa da Floresta Contra Incêndios de nível distrital e municipal, mas é necessário actuar cada vez mais. “O Algarve tem planos muito bem elaborados, mas agora é necessário passar da planificação à acção, ou seja, aplicarmos no terrenos as orientações indicadas por esses instrumentos técnicos, no sentido de minimizarmos custos e problemas relacionados com os incêndios florestais na região”, observou a Governadora Civil, para quem a redução da área ardida depende muito da boa organização da floresta, ou seja, da facilidade de execução da primeira intervenção de combate aos fogos.

Desempregados vão ocupar-se da prevenção cointra fogos florestais

No âmbito da reunião foram discutidos propostas e projectos a integrar no programa de defesa da floresta contra incêndios para 2011, entre os quais os Contratos Emprego-Inserção e Emprego Inserção+, resultantes de um protocolo entre o Ministério da Administração Interna, Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

As candidaturas a este projecto estarão disponíveis no site do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) já a partir de Fevereiro, permitindo integrar, a nível nacional, um total de mil desempregados que usufruem do subsídio de desemprego ou do subsídio social de desemprego, bem como beneficiários do rendimento social de inserção.

A prevenção dos incêndios florestais e a minimização dos seus efeitos, nomeadamente através da concretização de acções de silvicultura preventiva, bem como de manutenção e beneficiação de infra-estruturas e equipamentos, no âmbito da defesa da floresta e da vigilância, constitui um dos objectivos principais do protocolo.

Será desenvolvido na região, no âmbito desta iniciativa, um plano de acção pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e a Autoridade Florestal Nacional (AFN), em articulação com o IEFP, podendo candidatar-se como promotoras dos referidos contratos as entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, de que são exemplo as Câmaras Municipais ou as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários.

Para a Governadora Civil do Distrito de Faro, o referido protocolo constitui uma mais-valia que o Algarve não pode dispensar e manifestou a sua confiança no empenho das entidades da região, no sentido de aderirem à iniciativa através de candidaturas que permitam abranger todo o território florestal.

Por determinação do protocolo foi já constituída a Comissão de Acompanhamento e Avaliação dos projectos a desenvolver no Algarve, com coordenação directa da Governadora Civil.

Fonte: Diarioonline

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rui Pereira inaugura novo quartel dos bombeiros em Santa Marta

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, vai presidir à inauguração do quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Marta de Penaguião. A sessão terá lugar no próximo domingo, dia 30 de Janeiro, pelas 12.30h.

O novo quartel foi construído ao abrigo de um contrato-programa de financiamento assinado em parceira pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Marta de Penaguião.

Distribuídos kits de correntes de neve às forças de segurança do Distrito de Vila Real


Na passada segunda-feira, dia 24 de Janeiro de 2011, no Governo Civil de Vila Real e na sequência de um acordo de colaboração entre esta instituição e o Governo Civil de Lisboa, foram distribuídos kits de correntes de neve às forças de segurança do Distrito de Vila Real. Os Governadores Civis dos distritos envolvidos, Alexandre Chaves de Vila Real e António Galamba de Lisboa, estiveram nesta ocasião acompanhados dos comandantes distritais das forças de segurança, que receberam os equipamentos referidos.
Para além da melhoria das condições de socorro em situação meteorológica de neve, esta iniciativa pretende também aumentar a sensibilidade dos condutores, de uma forma geral, para a necessidade de possuírem estes equipamentos, nomeadamente se costumam circular no distrito de Vila Real.
Em Vila Real foram distribuídos 32 kits de correntes de neve, sendo que 16 dirigiram-se à GNR, 9 aos GIPS, 6 à PSP e 1 ao SEF.
Numa segunda fase está previsto o fornecimento destes equipamentos às corporações de bombeiros do distrito.

Fonte: Notícias do Douro

Neve condiciona estradas do distrito de Bragança

Dois meses depois, a neve regressou ao distrito de Bragança e começa já a causar condicionalismos na região. O alto de Rossas, no IP4, é a zona mais crítica a esta hora, com o trânsito a fazer-se de forma condicionada naquele local.

Por volta das oito e meia da manhã chegou a estar parado e alguns automobilistas fizeram meia-volta.

No entanto, segundo informação da Protecção Civil do distrito, já estão no local limpa-neves a proceder à limpeza da estrada e a GNR a regular o trânsito.

Também na estrada nacional 103, entre Bragança e Vinhais, o trânsito faz-se de forma condicionada.

Fonte: Brigantia

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Consternação por morte de ex-comandante dos Voluntários


O ex-comandante dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, António J. Almeida Santos Saroca, de 57 anos, actualmente no quadro de honra, foi encontrado sem vida na noite de domingo na residência onde vivia com a família, na aldeia de Rocha Forte. Ter-se-á suicidado, por motivos que se desconhecem.

Comandante dos bombeiros voluntários do Cadaval entre 1996 e 2000, foi chefe da equipa de logística da missão portuguesa no Haiti, ao serviço da Autoridade Nacional da Protecção Civil, em Janeiro do ano passado, por altura do socorro prestado por causa do sismo.

Actualmente era responsável pela célula de logística do Comando Nacional de Operações de Socorro e formador externo da Escola Nacional de Bombeiros.

Na sequência da divulgação do sucedido, através da Internet, foram diversas as mensagens de homenagem por parte de bombeiros, ex-colegas e pessoas que com ele trabalharam ou receberam dele formação. Todos manifestaram o seu espanto pela ocorrência e enalteceram o carácter, a integridade e profissionalismo de António Saroca.

O corpo esteve em câmara ardente no Quartel dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, realizando-se a cerimónia fúnebre na tarde da passada terça-feira.

Por: Francisco Gomes
Fonte: Jornal Oeste

Mais 100 DAE até ao Verão: INEM garante consumíveis aos bombeiros


Depois de uma longa e polémica espera, o INEM entregou no passado dia 29 de Dezembro os primeiros 30 DAE aos bombeiros.

Depois de uma longa e polémica espera, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entregou no passado dia 29 de Dezembro, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém, os primeiros 30 DAE, através do seu Programa de Desfibrilhação Automática Externa, depois de ter sido ministrada a formação necessária para a sua utilização. Saiba os pormenores na edição em papel do jornal «Bombeiros de Portugal».
Texto: Patrícia Cerdeira
Foto: Marques Valentim
Fonte: BP

Grandes obras no distrito de Bragança podem ter contribuído para o aumento da sinistralidade

As obras de construção das estradas e barragens podem ter contribuído para o aumento da sinistralidade no distrito de Bragança, em 2010. Apesar de o relatório da Autoridade Nacional de Protecção Civil ainda não estar finalizado, pois falta contabilizar as vítimas que morreram nos hospitais nos 30 dias a seguir aos acidentes, já é possível observar que houve mais dois mortos do que em 2009 e mais 17 feridos graves em todo o distrito.

Jorge Gomes, o Governador Civil do distrito e máximo responsável pela protecção civil mostra-se sobretudo preocupado com o aumento de acidentes sobretudo nas áreas urbanas.

“Tivemos mais acidentes nas áreas urbanas e isso é uma coisa que nos preocupa. Este ano vamos tentar fazer uma maior vigilância. E também admitimos que todo o volume de obras nas vias de comunicação possa ter contribuído para aumentar a sinistralidade”, diz Jorge Gomes, sublinhando que “é ao cidadão que cabe, em primeira instância, a obrigação de diminuir a sinistralidade”.

Para Jorge Gomes, o aumento de tráfego nas estradas transmontanas devido às obras de construção de estradas e barragens possam explicar parte do aumento de acidentes.

“Há um aumento de tráfego muito grande. Viaturas a circular não só das empresas mas do transporte de trabalhadores. E há sempre pressas de chegar a casa mais cedo. Não esperava estes números mas temos de trabalhar para os reduzir. Isso compete a todos nós”, destaca.

Por isso, admite que haja um reforço do policiamento nestas vias, sobretudo no IP4.

“Sim, estamos bastante atentos e todos devem reparar no trabalho excelente que a GNR tem feito na área das obras, que acompanha todas as áreas que estão a ser intervencionadas. Este ano vamos aumentar essa vigilância. E esperemos que a abertura de alguns troços contribua para diminuir a sinistralidade.”

Por outro lado, o Governador Civil não vê qualquer relação entre a extinção da Brigada de Trânsito da GNR e o aumento do número de vítimas.

“Não, estabeleço relação nenhuma. A GNR cumpre a sua missão, independentemente de ter ou não ter Brigada de Trânsito. Todos os homens que andam no terreno são responsáveis. Pode ter criado mal-estar mas não deixaram que isso se reflectisse na segurança dos cidadãos.”

Em 2010 houve 12 mortos nas estradas do distrito de Bragança, mais dois do que no ano anterior, e 75 feridos graves, mais 17 do que em 2009.

Nesta contabilidade não entram os acidentes com tractores que fizeram ainda mais quatro mortos.

Fonte: Brigantia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Transporte de doentes pelos bombeiros vai depender do rendimento mas há excepções


O Ministério da Saúde vai limitar os casos em que os doentes não urgentes têm direito a transporte gratuito pelos bombeiros, passando a situação a depender do rendimento dos mesmos. No entanto, há excepções: doentes transplantados, com cancro, que estão a fazer hemodiálise ou com problemas visuais graves estão isentos.

De acordo com as alterações da tutela, os médicos passam a ter responsabilidade exclusiva na requisição do transporte no caso dos doentes que estão abrangidos pela isenção, noticia a TSF. A credencial deve ser emitida por via informática para evitar registos incompletos ou provas insuficientes.

Apenas uma justificação clínica ou o requisito relativo à insuficiência económica dão direito ao transporte gratuito assegurado pelos bombeiros para os doentes com um rendimento inferior a 419 euros, segundo valores citados pelo Correio da Manhã.

Na semana passada, a Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa (FBDL) garantiu que as corporações recorrerão aos tribunais em casos de transporte de doentes não urgentes cujo pagamento seja recusado pelo Ministério da Saúde. As direcções das 56 associações e corpos de bombeiros do distrito estiveram reunidas em Lisboa e convocaram uma assembleia da FBDL esta quinta-feira para decidir medidas que poderão passar pela “possível denúncia do contrato existente entre as associações de bombeiros e o Ministério da Saúde para o transporte de doentes”. A federação considera impossível, por exemplo, verificar em tempo útil o rendimento do utente.

Detectados “abusos”

Em causa está o Despacho 19.264/2010 do Ministério da Saúde, publicado a 29 de Dezembro, que determina que o Estado só assumirá o pagamento do transporte em ambulância, quando o utente comprove com justificação médica e insuficiência económica. O problema já motivou uma posição da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que decidiu convocar um congresso extraordinário. A LBP, após reunião com o secretário de Estado da Saúde, já pediu a anulação do decreto.

O Ministério da Saúde apresentou como justificação para pôr os doentes a pagar pelo transporte não-urgente os “abusos” detectados numa auditoria encomendada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Mas o presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros (LBP) garantiu que o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, adiantou que nenhuma das irregularidades identificadas "tem a ver" com corporações de bombeiros.

A auditoria, já divulgada pelo PÚBLICO, detectou inúmeros casos em que foram feitos pagamentos sem a justificação médica, facturação de viagens fictícias, pagamentos em excesso e reembolsos sem o respectivo comprovativo. Permitiu ainda perceber que o preço pago por quilómetro variava nas cinco administrações regionais de saúde e que o transporte prescrito em modalidade de “grupo” surgia várias vezes facturado como transporte “individual”.

Fonte: Público

Bombeiros de Leiria sem dinheiro para novas viaturas


Governador Civil não tem verba para ajudar corporações do distrito, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Faro.
As corporações de bombeiros do distrito de Leiria estão descontentes com a dualidade de critérios no concurso ao QREN que vai ser lançado em breve para distribuição de novas viaturas.

No caso de Leiria, as corporações vão ter de suportar 30% do valor do investimento total (2,3 milhões de euros), o que não acontece, por exemplo, no Algarve. O Governo Civil de Leiria diz que não tem capacidade financeira para assumir esse custo.

Nélio Gomes, presidente da Federação de Bombeiros do distrito, receia que algumas corporações, por dificuldades de tesouraria, não venham a candidatar-se.“Esta dualidade de critérios não se percebe. Penso, por uma questão de justiça, que os governos civis em articulação com as autarquias, pudessem fazer um esforço para que as viaturas chegassem a custo zero aos corpos de bombeiros”, disse.

Em conferência de imprensa, o Governador Civil de Leiria admitiu que não tem capacidade para financiar os 444 mil euros que os bombeiros terão agora de arranjar junto dos municípios. “O nosso Governo Civil tem um orçamento anual de 1,2 milhão de euros e o que vem do Orçamento do Estado é um décimo, o resto é feito com receitas próprias”, referiu Paiva de Carvalho.

Foi também revelado que, no Algarve, os 30% serão suportados pelo Governo Civil, pela Associação de Municípios e pelas próprias Câmaras.

No anterior concurso ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) a candidatura tinha sido apresentada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil que assumira os 30%, pelo que as viaturas ficaram a custo zero para os bombeiros.

Paula Costa Dias
Fonte: RR

Bombeiros realizam “Quartel Aberto”

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Riba de Ave, com o intuito de dar a conhecer as suas valências e necessidades às populações da sua área de intervenção inicia este Sábado, dia 29 de Janeiro uma campanha denominada de Quartel Aberto.
Assim, no Sábado na freguesia de Serzedelo e de Guardizela, inicia-se uma acção dos bombeiros com resposta a dúvidas e auscultação de sugestões, eventualmente apresentadas no sentido de melhorar a nossa acção.
Já no Domingo, dia 30, pelas 10.30 horas, terá lugar o desfile da fanfarra da corporação, em agradecimento à população pelo apoio dado ao longo dos anos. Pelas 11.00 horas será celebrada uma missa, aberta à população, em sufrágio dos bombeiros e sócios já falecidos. E na parte da tarde haverá uma ligação directa à população, encerrando-se a iniciativa pelas 17.00 horas.

Fonte: Entre Vilas

Direção dos bombeiros demitiu-se por falta de apoios financeiros

A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique demitiu-se, dez meses depois de ter tomado posse, alegando que não tem apoios financeiros para “manter a gestão eficiente” dos bombeiros.

“A situação financeira é preocupante e agrava-se a cada dia que passa, e não há resposta das entidades a quem pedimos apoio”, disse à Lusa o presidente demissionário, José Furtado, que lamenta “o silêncio” da Câmara de Monchique face aos constantes pedidos para que a direção seja recebida.

“Enviámos documentos a dar conta da situação, pedimos reuniões urgentes, e até agora não obtivemos qualquer resposta da autarquia”, disse o presidente demissionário.

José Furtado alega que os 16 250 euros que recebe mensalmente da autarquia “são insuficientes” para fazer face às despesas de funcionamento da associação que rondam os 30 mil euros por mês.

“Sem receitas próprias e com 26 pessoas assalariadas, a verba não chega para pagar todos os encargos”, sustentou.

“Quando tomámos posse, fomos confrontados com um passivo de cerca de 300 mil euros, mas entrámos cheios de força e com a esperança que o poder autárquico pudesse colaborar, como primeira entidade da proteção civil no concelho, mas tal não se verificou”, lamentou.

Segundo José Furtado, “são necessários cerca de 500 mil euros para equilibrar as contas e manter em pleno a atividade dos bombeiros” no concelho da serra algarvia, com uma área de cerca de 400 quilómetros quadrados.

A agência Lusa tentou ouvir a posição da autarquia, mas apesar das várias tentativas não obteve ainda qualquer resposta.

FONTE: Lusa

Neste quartel exige-se aproveitamento escolar

Nasceu em 1980. É jovem e dinâmica, a corporação de Penela. Tem "site" actualizado, Clube do Ambiente e Gabinete de Apoio ao Estudante. Este último foi criado, há cerca de seis anos, para dar a volta aos maus resultados escolares de alguns elementos, mais novos, que "ligavam muito aos bombeiros", explica o comandante, Raul Vasconcelos.

Para que "não se descuidem do seu trabalho diário: estudar", são contratados explicadores que se deslocam ao quartel, diz Raul Vasconcelos. "Aqui, é preciso confirmar o aproveitamento escolar ao fim de cada período", prossegue, adiantando que a corporação tem um número significativo de estudantes, sobretudo do Ensino Secundário.

O Gabinete é coordenado por Ana Brásio, de 26 anos, investigadora no Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra que está nos Bombeiros Voluntários de Penela desde 2006.

O esforço de reciclagem também é visível no quartel, onde há ecopontos e se recolhem tinteiros, pilhas ou tampas. Afinal, foi ali que, em 2007, nasceu o Clube do Ambiente, através de um grupo de jovens bombeiros apostado em sensibilizar para a importância de um "consumo sustentável", como explica um dos responsáveis, António Rodrigues. Tem 21 anos, frequenta o 12º ano e pretende avançar para o Ensino Superior mantendo-se na corporação.

A sensibilização começou por dentro, mas já está na rua. "Somos a primeira entidade, em Penela, a fazer recolha de óleos usados" com vista à produção de biodiesel, exemplifica António Rodrigues. Ali, uma das viaturas funciona com 10% de biodiesel e a caldeira de aquecimento central pode utilizar até 50%.

A julgar pelo que conta Raul Vasconcelos, dedicação é coisa que não tem faltado por ali desde a fundação, por iniciativa de "meia dúzia de pessoas". Inicialmente, o corpo de bombeiros "não tinha instalações, viaturas, nada, e essas pessoas davam o seu contributo até com viaturas próprias para combater os incêndios", recorda.

Fonte: JN

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ex-Comandante dos Bombeiros do Cadaval António Saroca Põe Fim à vida


O Bombeiros de Macedo, entrega as condolências para a família, bombeiros e amigos do Ex- Comandante António Saroca.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tudo Sobre os Bombeiros


Encomendas para o email, bombeiros@cmdesign.pt

QREN 2011: 12 milhões garantidos em candidaturas abrem no primeiro dia de Fevereiro

Faltam poucos dias para a abertura das candidaturas às verbas do QREN relativas ao ano de 2011, numa altura em que já são conhecidas as verbas disponíveis para a região Centro e Algarve. O dia 1 de Fevereiro marca o arranque das candidaturas que devem ser apresentadas num prazo de 60 dias.

Para os distritos de Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa estão disponíveis nove milhões de euros. Já o Algarve vai contar com apenas 3 dos 6 milhões previstos inicialmente. Depois das reuniões realizadas entre autarcas, comissões de coordenação regionais e federações de bombeiros, entre outras entidades, o Algarve viu-se obrigado a ‘ceder’ 3 milhões de euros aos distritos da região Centro do País. A região Norte é a mais atrasada, não se sabendo ainda o montante a disponibilizar para os respectivos distritos. Também relativamente ao Alentejo, as contas não estão fechadas. De referir que apesar dos esforços envidados, as federações de bombeiros do País viram recusada a hipótese de se candidataram em nome das suas federadas. Assim, mantêm-se tudo como dantes, ou seja, apenas as autarquias, os bombeiros municipais e as associações humanitárias de bombeiros poderão continuar a presentar candidaturas no âmbito da “Prevenção e Gestão de Riscos” do Programa Operacional Valorização do Território (POVT), do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Saiba mais sobre esta matéria na edição em papel do "BP".
Fonte: BP

Mais um caso de Gripe A

É o segundo caso de gripe A registado este mês no distrito de Bragança.

Uma mulher, de 54 anos, deu entrada esta quarta-feira no hospital de Bragança com sintomas de gripe A e permanece internada, em estado grave.

A paciente, que já tinha problemas de saúde, desenvolveu complicações pulmonares e está internada, em estado crítico, na unidade de cuidados intermédios.

Este é o segundo caso de gripe A registado este mês no distrito de Bragança, depois de há duas semanas um outro doente ter sido transferido para um hospital do Porto também com problemas pulmonares.

Nesse caso houve mesmo necessidade de recorrer a um procedimento inovador de respiração assistida, feito pela primeira vez no Centro Hospitalar do Nordeste.

Fonte: Brigantia

Miranda tem única Unidade de Cuidados Paliativos ao domicílio do distrito

Cerca de 60 famílias de doentes em fase terminal, no Planalto Mirandês, já recebem apoio 24 horas por dia graças à Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos, criada há um ano.

Um projecto pioneiro na região e que tem como objectivo melhorar a qualidade de vida dos doentes e suas famílias.

É a segunda unidade do género no país e funciona em articulação intermunicipal abrangendo os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.

É composta por uma equipa multidisciplinar de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e voluntários.

O objectivo é dar apoio a doentes crónicos incuráveis.

“Estão envolvidas as três câmaras do planalto mirandês, as santas casas da misericórdia e centros de saúde dos três concelhos” explica coordenadora da unidade, acrescentando que o objectivo “é prestar cuidados de saúde e acção social, psicologia e apoio nutricional a todos os doentes que padeçam de doença grave, progressiva, crónica e incurável e que estão no domicilio ou nos lares”.

Camas articuladas, andarilhos, cadeiras de rodas, cadeirões relax são alguns dos equipamentos de apoio que a unidade empresta aos doentes.

Um projecto que não se destina apenas aos doentes crónicos, mas também ao acompanhamento permanente das famílias.

“Os doentes precisam de ser tratados e apoiados, mas a família também precisa muito de ser acompanhada porque tem um grande peso sobre as costas” refere Jacinta Fernandes.

A unidade está contactável 24 horas por dia, mas os responsáveis ponderam vir a implementar o sistema de Tele-Alarme.

Um meio de comunicação que permite ao doente maior segurança e independência em casa.

“É um aparelho que a pessoa. Carrega num botão e pode contactar com o call-center ou até mesmo com a família. Já temos sinalizados alguns doentes que podem usufruir desse sistema e esperamos que a curto prazo possam ser servidos por esse meio de comunicação” acrescenta.

O projecto é financiado pelos três municípios envolvidos, pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) e pela Fundação Gulbenkian.

Esta unidade é composta por uma equipa em que 75% dos profissionais envolvidos tem formação em Cuidados Paliativos.

Escrito por CIR

sábado, 22 de janeiro de 2011

Simulacro de incêndio em navio testa capacidades de reacção ao largo de Cacilhas


Um incêndio num navio ao largo de Cacilhas obrigou hoje, sábado, à retirada dos passageiros que faziam a viagem entre Lisboa e a margem Sul, um exercício planeado pelos bombeiros para testar capacidades de reacção.

"Quisemos testar os meios operacionais e o plano de emergência da Transtejo, bem como os procedimentos de emergência dos funcionários da empresa. Além disso o exercício visou coordenar a ligação entre as várias entidades e autoridades no caso de sinistro num navio", explicou à Lusa o comandante dos Bombeiros de Cacilhas, Miguel Silva.

Do "incidente" desta manhã, de acordo com o comandante dos bombeiros, resultaram 11 vítimas, duas delas politraumatizadas e uma intoxicada por inalação de fumos.

A quantidade de fumo acumulada no interior do navio obrigou ainda à retirada dos restantes passageiros.

Na operação estiveram envolvidos 40 homens e dez veículos, entre carros de bombeiros e ambulâncias.

O saldo do simulacro é positivo. "Correu bem, mas há sempre erros a corrigir. É para isso que fazemos os exercícios: corrigir os erros e a coordenação entre as diversas entidades", referiu Miguel Silva.

A simulação do incêndio na coberta inferior de um cacilheiro, que atraiu alguns curiosos que àquela hora passavam na estação fluvial de Cacilhas, decorreu no âmbito das comemorações do 120.º aniversário da corporação.
Fonte: JN

Autarquia entrega viatura aos Bombeiros de Fajões

A Câmara de Oliveira de Azeméis cedeu gratuitamente à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões um veículo usado que irá reforçar o combate aos incêndios.

A viatura, que será adaptada agora à nova função, integrou a frota de recolha dos resíduos sólidos mas foi desactivada .

Os encargos da readaptação e da manutenção do veículo serão da responsabilidade dos bombeiros de Fajões.
Fonte: Notícias de Aveiro

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

FRIO – Siga os conselhos


De acordo com as informações disponibilizadas pelo Instituto de Meteorologia, os próximos dias serão caracterizados por uma descida da temperatura mínima do ar, com efeito já a partir desta quinta-feira, dia 20 de Janeiro, e até Terça-feira, dia 25 de Janeiro, em particular no Norte e interior Centro, mas afectando também o litoral, sentindo-se sobretudo durante o final das madrugadas. A sensação de desconforto térmico poderá acentuar-se com vento forte do quadrante leste. É possível a formação de geada no interior.

Siga as seguintes recomendações:

•Mantenha-se atento aos noticiários da Meteorologia e às indicações da Protecção Civil transmitidas pelos órgãos de comunicação social.
•Use várias camadas de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso. Evite as roupas muito justas ou as que façam transpirar.
•O ar frio não é bom para a circulação sanguínea. Evite as actividades físicas intensas que obrigam o coração a um maior esforço.
•Se suspeitar que você ou alguém que o rodeia está com sinais de hipotermia (corpo frio com tremuras, pele roxa e falta de reacção) ligue imediatamente para o 112.
•Atenção redobrada à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação e persistência de gelo, aumentando o perigo de acidentes rodoviários, pelo que se aconselha uma condução prudente.


Siga ainda os seguintes conselhos da Protecção Civil:


Aquecer o lar:
· Afaste os aquecedores de móveis;
· Não seque a roupa nos aquecedores;
· Afaste os produtos inflamáveis de uma fonte de calor;
· Guarde os líquidos inflamáveis em recipientes fechados e coloque-os em locais ventilados;
· Proteja devidamente a lareira para que não se torne um foco de incêndio;
· Não abandone velas acesas ou mal apagadas;
· Nunca se esqueça do ferro de engomar ligado.


Rede eléctrica:
· Não faça reparações improvisadas;
· Substitua os fios eléctricos em mau estado;
· Use fusíveis adequados;
· Evite sobrecarga – não ligue demasiados aparelhos na mesma tomada, principalmente os de elevado consumo;
· Nunca apague com água um incêndio de origem eléctrica;
· Não aproxime água de instalações eléctricas – há perigo de ficar electrocutado.


Rede de gás:

· Faça a revisão periódica das tubagens – para verificar se há fugas aplique água com sabão. Nunca utilize uma chama;
· Se detectar alguma fuga chame imediatamente um técnico do gás. Se cheirar a gás não faça qualquer tipo de chama, não ligue nem desligue interruptores ou aparelhos eléctricos, abra as janelas, feche as válvulas de segurança do contador e de corte do redutor e contacte de imediato um técnico qualificado.


Cozinha:
· Nunca saia de casa com o fogão ou o esquentador ligado;
· Não deixe, junto a janelas, aparelhos a gás ligados;
· Se a gordura da frigideira se incendiar desligue de imediato o gás, não retire a frigideira do fogão, pois iria espalhar o fogo e use uma tampa, um prato ou uma toalha húmida para extinguir o incêndio;
· Mude periodicamente o filtro do exaustor;
· Não avive as chamas do fogareiro com álcool, gasolina ou qualquer outro líquido inflamável.


Para quem pretende viajar:
· Evitar fazer viagens para as zonas onde se prevê a queda de neve, procurando antecipar ou adiar essas viagens;
· No caso de ter de o fazer, deve:


ü Procurar informar-se através das concessionárias ou das forças policiais, de quais os condicionamentos de trânsito existentes e vias alternativas de circulação;
ü Estar atento antes e no decurso da viagem às informações difundidas pelos Órgãos de Comunicação Social;
ü Circular preferencialmente utilizando as vias rodoviárias mais seguras;
ü Tomar algumas medidas preventivas como sejam munir-se de correntes, alguns agasalhos e alimentação suplementares e garantir o abastecimento do depósito do veículo, para fazer face à possibilidade de ser forçado a paragens prolongadas durante a viagem devido à neve e ao gelo.

· Nos locais onde se verifique a queda de neve:

ü Seguir escrupulosamente as indicações transmitidas pelas autoridades policiais no que concerne ao respeito pelos cortes de estrada, percursos alternativos, sinalização e outras informações;
ü Evitar parar ou abandonar a viatura na faixa de rodagem, contribuindo para o aumento do congestionamento de trânsito;
ü Ter especial atenção à brusca formação de gelo na estrada, que poderá dificultar a condução e provocar o atravessamento dos veículos e a ocorrência de acidentes;
ü Evitar comportamentos de risco que poderão originar acidentes.

Simulacro Unidade Hospital de Macedo de Cavaleiros


Depois de Mirandela foi a vez da unidade de Macedo do Centro Hospitalar do Nordeste ser palco de um simulacro de incêndio.

Rui Vaz, responsável pelos planos de emergência não quis fazer comparações, mas garante que em Macedo a operação foi bem sucedida.

“Não queria fazer comparações nem devo fazê-las porque este é o exercício de Macedo e a preocupação é com esta unidade” afirma, acrescentando que “em relação ao que são os procedimentos do pessoal interno, tudo funcionou em pleno”.

“Depois do balanço na reunião final, se eventualmente alguma coisa esteve menos bem essa é a nossa primeira preocupação para que em situação real isso não aconteça”, salienta.

Ainda assim diz que só depois de se reunir com os restantes membros do Centro Hospitalar é que pode ser feita uma avaliação completa de eventuais falhas.

Também o comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros diz que a operação foi bem sucedida.

“Vamos ajustar pequenos pormenores, mas daquilo que eu vi gostei porque as pessoas agiram conforme está no plano”, afirma João Venceslau.

O sucesso ficou também a dever-se ao facto de os meios de combate se encontrarem a poucos metros do hospital quando soou o alarme.

João Venceslau explica que foi uma medida para não perturbar o trânsito do centro da cidade e não criar o pânico na população que não tinha conhecimento do simulacro.

Desvaloriza ainda a diferença de tempo na chegada ao local em situação real.

“Estaríamos a falar de dois ou três minutos de diferença e isso era insignificante: para nós o importante é a primeira actuação das equipas e colaboradores internos do hospital que têm de ter uma resposta clara e eficaz”, refere.

O simulacro envolveu 16 bombeiros e 5 viaturas.

Fonte: Rádio Onda Livre

Bombeiros em exercício distrital

Bombeiros e agentes dos serviços de Protecção Civil do distrito de Aveiro participaram em Vagos num simulacro de incêndio florestal de grande envergadura, enquadrado na acção de formação «Organização do Teatro de Operações», anunciou fonte do Governo Civil.

A acção, ministrada ao longo da semana por peritos franceses em incêndios florestais, foi promovida pela Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro e o Comando Distrital de Operações de Socorro de Aveiro.

De acordo com a mesma fonte, a iniciativa inseriu-se nos intercâmbios entre estas duas entidades aveirenses e os bombeiros franceses do SDIS 33 (Departamento da Gironde), cujos resultados têm tido «uma repercussão muito positiva ao nível da apreensão de novos conhecimentos, conceitos e técnicas, com importantes reflexos» no trabalho desenvolvido pelos «soldados da paz» do distrito.

Fonte: O Principal

Número de mortos já ultrapassou os 700

São já 710 as vítimas mortais na sequência das fortes chuvadas de há uma semana no Brasil. Estes são os números negros da última contagem oficial.

Os números oficiais apontam já para os 710 mortos na sequência das fortes chuvadas que afectaram há cerca de uma semana a região serrana do Brasil. Nesta altura, ainda não é possível determinar o número de pessoas desaparecidas. O risco de deslizamento de terras mantém-se e com este os receios de que o número de vítimas possa aumentar ainda mais. Entretanto, as entidades de saúde iniciaram já uma campanha de vacinação contra a difteria e o tétano.

Fonte: BP

Bombeiros recorrem à Justiça para cobrar dívidas

Desde o passado dia 1, os Bombeiros Voluntários de Beja instauraram sete processos judiciais contra devedores de serviços prestados por aquela associação. Os processos dizem respeito a dívidas entre 80 e 160 euros, totalizando cerca de 900 euros. Mas, o total dos serviços que ainda não foram pagos ascende aos 22 mil euros. São dívidas que dizem sobretudo respeito a transportes em ambulância e outros serviços prestados a particulares.

Fonte: BP

Bombeiros recorrem à Justiça para cobrar dívidas

Desde o passado dia 1, os Bombeiros Voluntários de Beja instauraram sete processos judiciais contra devedores de serviços prestados por aquela associação. Os processos dizem respeito a dívidas entre 80 e 160 euros, totalizando cerca de 900 euros. Mas, o total dos serviços que ainda não foram pagos ascende aos 22 mil euros. São dívidas que dizem sobretudo respeito a transportes em ambulância e outros serviços prestados a particulares.

Fonte: BP

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CHNE


Houve falta de colaboração de alguns funcionários do hospital de Mirandela durante um simulacro de incêndio e de uma alegada vítima em paragem cardíaca, realizado esta terça-feira naquela unidade de saúde.

Segundo o comandante dos bombeiros de Mirandela, Carlos Ricardo, esta foi a razão para o teste não ter passado com distinção.

“Foi um incêndio numa enfermaria com vítimas queimadas, retiradas pelas equipas do hospital e outra vítima cardíaca. Correu tudo bem, mas tenho de lamentar que se isto fosse a serio algumas pessoas do hospital punham em risco o nosso trabalho”, afirma o responsável acrescentando que “ali do lado direito estavam lá pessoas que parecia que estavam à espera que se lançasse o fogo de artificio da Sra. Do Amparo”.

Estes simulacros nas unidades de saúde do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) servem para testar a capacidade de resposta dos diversos meios envolvidos na resolução de possíveis situações de risco.

Depois de feito o balanço o responsável pelos planos de emergência do CHNE diz que serão corrigidas as falhas detectadas.

“Vamos agora tentar saber o porquê, para que situações dessa natureza não se repitam, de forma alguma em situação real”, refere Rui Vaz. “Neste tipo de exercício estamos à procura de situações que possam não funcionar, mas vamos resolver a situação”, garante.

Esta quarta-feira será a vez da unidade de saúde de Macedo de Cavaleiros “ser posta à prova” com mais um simulacro.

Fonte: CIR

Bomberos Melilla








Mulher caiu ao rio Douro, mas foi resgatada com vida


Uma mulher caiu à água na zona da foz do Douro, no Porto, mas foi resgatada com vida cerca de 30 minutos depois, disse à Lusa fonte da Polícia Marítima.

A mulher terá «batido com a cabeça» e apresentava «vários hematomas», tendo sido assistida no local pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e transportada para o hospital, afirmou a mesma fonte.

O alerta foi dado por volta das 15:40 e as autoridades conseguiram resgatar a vítima por volta das 16:10, acrescentou.

De acordo com a fonte da Polícia Marítima contactada pela Lusa, havia no local «uma certa ondulação», não se sabendo, no entanto, se a mulher «escorregou ou foi arrastada pelas ondas».

Fonte: iol

Cão 'Caramelo' ajuda a resgatar corpos de donos

brasil Chama-se Caramelo e não descansou até chamar a atenção das equipas de resgate que têm estado a tentar localizar os corpos soterrados pelos deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro. Os donos de Caramelo não conseguiram sobreviver à tragédia que já matou pelo menos 640 pessoas, mas o cão não abandonou o local e continuou a escavar até localizar os corpos dos donos e atrair a atenção das equipas de emergência.

A história, reportada pela Folha de São Paulo, é mais uma entre centenas de relatos daquela que é já considerada a pior catástrofe natural da história do Brasil.

No município de Teresópolis, o tribunal de menores decidiu criar um gabinete improvisado para encontrar familiares, vizinhos ou conhecidos de crianças que ficaram órfãs e que tenham condições para acolher os menores .

Cerca de 130 pessoas continuam desaparecidas e 14 mil tiveram de abandonar as suas casas invadidas pela lama. Polícia, bombeiros, elementos exército e centenas de voluntários estão a participar nas buscas e a prestar auxílio às populações. Uma das maiores preocupações neste momento é levar alimentação e água potável às regiões isoladas, bem como localizar e enterrar os corpos para evitar a propagação de epidemias. Ontem, o estado de São Paulo enviou para o local uma equipa médica especializada em resgates e treinada para prestar assistência em locais de difícil acesso. As equipas estão preparadas para, por exemplo, fazer rappel a partir de helicópteros.

Para facilitar o início das operações de reconstrução das zonas devastadas, o governador do Rio de Janeiro, decidiu decretar o estado de calamidade nos sete municípios mais afectados: Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal. A medida entrou ontem em vigor e elimina a necessidade de abertura de concursos públicos para a prestação de serviços e compra de materiais, agilizando o processo.

Fonte: DN

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Apenas a minha opinião... Luís Rock


Olá!

Uma vez fui acusado de ser um prevaricador…

Agora que me chamaram, porque não fazer jus ao meu status conseguido por sempre ter sido um inconformado Bombeiro?

O quartel novo, é motivo de várias conversas típicas de uma cidadezinha pacata como Macedo de Cavaleiros… as pessoas quando não têm vida própria têm tendência em criticar o trabalho de outros, mesmo que estes outros, estejam empenhados em socorre-los ou então zelar pela segurança dos seus bens…

O quartel novo, ou melhor, novo velho, ainda não está ocupado por vários motivos que não se percebem, mas lá que há muita falta de interesse e má vontade, disso não tenho dúvida e por favor guardem para vocês o argumento mesquinho de que “ os Bombeiros não vão para o quartel novo ( velho ) porque querem ver passar as gajas em frente ao quartel…”

Realmente a limitação do intelecto de alguns não me surpreende, acontece no entanto que nem todos se resumem ao aprecio da bela raça feminina…

Porque chamo quartel novo velho às novas instalações? Simples, pesquisem quando foi lançada a primeira pedra e rápido chegam a uma conclusão… e depois basta visitar o quartel novo ( velho ) e poderem ver ao ponto de degradação que já se encontra e uma bela escadaria feita em ripas de madeira que ninguém se deu ao trabalho de pintar…

Para que tenham uma pequena ideia, o quartel de Bombeiros em Macedo de Cavaleiros levou 10 anos ( para já ) a edificar, corporações vizinhas como por exemplo Izeda e Torre de Dona Chama, levaram no máximo dois anos… afinal o que se passa assim de tão anormal em Macedo de Cavaleiros?

A falência de um empreiteiro?

Parece-me uma justificação tão absurda como a das “ gajas boas” ou pelo facto de os Bombeiros não quererem ir… parecem-me justificações demasiado dúbias…

A falta de mobiliário é outra justificação que não me convence também… mas se opinarem de que há um desinteresse da actual direcção e uma mistura de interesses politico-partidários ao barulho e pessoais, então aí, sou obrigado a dar o braço a torcer…

Já sei que estou a ser incomodo... inconveniente… vá não se esqueçam do prevaricador!

Mas há coisas que quando são demais, começam a chatear…

Resolvam-se, acima de tudo, entendam-se, no verão está um calor que não se suporta, no inverno, um frio difícil de suportar… refiro-me ao quartel velho, o mesmo mesmo velho…

Poderia esticar um pouco mais a corda, mas como há gente demasiado interessada em ver se me enforco, fico-me por aqui…

Sem empenho, nada se consegue e se é verdade que se têm que pagar as dívidas e os vencimentos, e desfazer os disparates que “alguém” fez e que nunca se responsabilizou, também é verdade que para angariar dinheiro, por vezes é preciso ter uma dinâmica assim em tudo semelhante à da secção desportiva que tiveram a ousadia de participar e organizar eventos para a angariação de fundos e afinal, se um “ bando de garotos” o conseguiram, não se percebe como “ilustres Macedences” se limitam tanto…

Vá, venham de lá os vossos mimos…

Fonte: http://luisrok.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MAI: 23 milhões de euros para contratar serviços à EMA em 2011


O Conselho de Ministros decidiu recentemente autorizar o MAI a gastar 23 milhões de euros em serviços da EMA em 2011.

O Ministério da Administração Interna (MAI) vai poder gastar 23 milhões de euros em 2011 em serviços da Empresa de Meios Aéreos (EMA). A autorização saiu de uma reunião recente do Conselho de Ministros.

O referido montante deverá ser gasto em serviços para missões como «a prevenção e o combate aos incêndios florestais, a vigilância de fronteiras, a prestação de socorro às populações sinistradas, a segurança rodoviária e o apoio às forças e serviços de segurança, protecção e socorro».

Fonte: BP

Federação de Bombeiros decide a 28 futuro do transporte de doentes no distrito

A Federação de Bombeiros de Lisboa marcou para o próximo dia 28 uma reunião em que irá debater o futuro do transporte de doentes no distrito.

Num comunicado recentemente divulgado, a Federação de bombeiros do Distrito de Lisboa informa que vai discutir o futuro do transporte de doentes no distrito numa assembleia-geral marcada para o próxima dia 28.

Em causa estão as novas regras e restrições impostas pelo Ministério da Saúde, e em vigor desde o passado dia 1 e que, para os bombeiros, poderão significar reduções significativas no número de ambulâncias e efectivos ao serviço dos corpos de bombeiros.

Em cima da mesa de discussão dos bombeiros do distrito de Lisboa está inclusivamente a denuncia do contrato que os bombeiros têm com a Saúde para o transporte de doentes.

O mesmo comunicado refere que a federação poderá accionar judicional o Ministério da Saúde caso este recuse o pagamento de transporte de doentes não urgentes.

Fonte: BP

Produtos regionais em Feiras de Caça e Turismo


As potencialidades do concelho de Macedo de Cavaleiros estão em destaque entre 27 e 30 de Janeiro, durante a XV Feira da Caça e a V Feira do Turismo. Os certames decorrem no Parque Municipal de Exposições.

A actividade cinegética, os produtos regionais, a gastronomia, o turismo e o lazer são as temáticas que nesses dias atraem milhares de visitantes a Macedo de Cavaleiros, vindos das mais variadas zonas do País, em especial do Norte, e também de algumas regiões espanholas.

No total, são cerca de duas centenas os expositores que vão povoar o parque municipal.

"A Feira da Caça é um evento que divulga o concelho de Macedo de Cavaleiros na sua vertente cinegética", explica Sílvia Garcia, vereadora do Turismo da autarquia local.

O programa engloba as tradicionais montarias (quinta-feira, sábado e domingo), a Prova de Santo Huberto - VI Prémio Galaico Português (sábado), a Largada de Perdizes (sexta-feira), a Corrida de Galgos (domingo) e a IV Copa Ibérica de Cetaria.

Fonte: DN

Motociclista morre no centro de Mirandela

Um jovem de 27 anos morreu na sequência de um acidente de viação, ontem à tarde, no centro da cidade de Mirandela.

A tragédia resultou de uma colisão entre uma moto e um automóvel, na rua da República.

A vítima seguia na moto quando se terá deparado com uma viatura a fazer inversão de marcha na via, não conseguindo evitar o choque.

“Era uma moto que embateu numa viatura ligeira que fazia inversão de marcha na via pública” explica o comandante dos bombeiros de Mirandela, Carlos Ricardo.

Assistido no local pela equipa da ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) e pelos bombeiros voluntários de Mirandela, o jovem ainda foi transportado, com sinais vitais, ao hospital de Mirandela, onde foi sujeito a manobras de reanimação.

O helicóptero do INEM foi accionado, mas quando chegou ao hospital já nada havia a fazer.

“O helicóptero foi accionado quando se fez a primeira triagem à vítima” afirma. “No hospital ainda houve uma esperança que iria ser transportado mas já não houve condições” acrescenta.

Domingo trágico, em Mirandela, com a morte de um jovem de 27 anos envolvido num acidente de viação em pleno centro da cidade.

Para além da equipa da SIV e dos bombeiros de Mirandela, estiveram ainda no local vários agentes da PSP.

Escrito por CIR

domingo, 16 de janeiro de 2011

Novo quartel continua inutilizado


Fogo à volta do assunto continua por apagar

A grande parte da população macedense desconhece os motivos porque existe um quartel dos Bombeiros Voluntários acabado há alguns anos e os bombeiros continuam no “velhinho” edifício, junto ao tribunal, do qual foram já feitas notícias acerca das condições “desumanas” do mesmo. Por isso, a oposição voltou a levar o assunto a reunião de Câmara pedindo ao executivo que tente resolver a questão, provavelmente quezília, entre o comando dos voluntários e a direcção da Associação Humanitária.
Na última Assembleia dos Bombeiros foi referido pelo actual presidente da AHBVMC que apenas faltava mobiliário para que o corpo activo se pudesse mudar. Contudo, e praticamente um ano depois ainda não há “fumo branco” em relação a este assunto, que na óptica do PS local já atingiu há muito o seu tempo limite. O vereador da oposição começa a chamar o assunto de “novela” e diz que “basta”, que “é necessário colocar cobro a esta situação”. Rui Vaz, em reunião de Câmara, pediu ao executivo que “assuma um compromisso com os Bombeiros Voluntários, no sentido de fazer a mudança imediata para o quartel novo, e de forma a que aquilo que não estiver bem se possa num futuro próximo ultrapassar”.

O assunto ultrapassa a autarquia

Duarte Moreno, que presidiu a sessão, afirma que o assunto se trata de uma questão interna dos bombeiros e que a Câmara pouco ou nada poderá fazer para resolver a situação. O próprio vice-presidente afirma desconhecer qual o motivo que leva os bombeiros a permanecerem no antigo
quartel. “Não faço a mínima ideia. É uma questão de gestão da própria casa. Não em nada a ver com a autarquia”. Na visão do autarca, o trabalho que a Câmara Municipal tinha que fazer já foi feito. “A autarquia comprometeu-se a efectuar todos os trabalhos exteriores ao complexo dos bombeiros, o que já efectuou. E, nesse aspecto, o novo quartel tem as condições todas prontas para que que possa haver a transferência”.
Duarte Moreno fez ainda referência ao facto de o executivo autárquico reunir frequentemente com a direcção dos bombeiros. “A Câmara reúne com a direcção com alguma frequência. Vamos transmitir-lhe essa situação da reunião de Câmara e vamos auscultar a opinião da própria direcção.”
Contactado o comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, João Venceslau remeteu a sua opinião para a carta que foi emitida em 2008. O comandante considera que as necessidades e pontos negros do novo quartel estão sinalizadas nessa carta e nada mudou desde então.
O comandante diz ainda que o comando ainda não foi informado que o novo quartel esteja pronto e, só depois disso, poderá ver se o novo edifício reúne ou não condições e nessa altura pedirá as alterações necessários, caso o sejam.
A direcção da AHBVMC não atendeu as nossas chamadas, daí que não tenha sido possível ouvir a sua opinião acerca deste assunto.
Por: Miguel Midões

Marinha encontra veleiro que estava à deriva há seis meses


A Marinha Portuguesa encontrou ontem, a 17 milhas a sudoeste da ponta de Sagres, um veleiro com bandeira francesa que andava à deriva desde 13 de Julho último depois de ter sido abandonado em águas inglesas.

Eram 13h50 quando o Centro de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa recebeu a informação do avistamento de uma embarcação de casco cor-de-laranja que se encontrava virada a 17 milhas a sudoeste da ponta de Sagres, refere um comunicado da Marinha divulgado hoje.

De imediato se iniciaram os procedimentos de busca e salvamento e foi enviada para o local a lancha N.R.P. Dragão, que confirmou a existência de um veleiro à deriva. A embarcação foi colocada na sua posição natural, de forma a ser identificada, confirmando-se de que se tratava de um veleiro de bandeira francesa. Na sequência dos contactos estabelecidos com o Centro de Busca e Salvamento de Gris-Nez, em França, confirmou-se tratar-se de uma embarcação que fora abandonada no dia 13 de Julho de 2010, com o mastro partido, depois de os tripulantes terem sido resgatados em águas inglesas, após um pedido de socorro.

A Marinha já enviou para o local onde está o veleiro, a corveta António Enes para proceder à remoção da embarcação para local seguro e emitiu avisos à navegação para serem tomadas as devidas precauções de todos os navios em trânsito naquela zona.

Fonte: Público

Despiste faz três mortos e dois feridos graves

Um despiste de um automóvel ligeiro na Estrada Nacional (EN) 125, em Vale Verde, Albufeira, provocou hoje três mortos e dois feridos graves, confirmou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

O acidente, segundo fonte do Comando, "deu-se às 6h37" e, quando se despistou, "o veículo foi embater num semirreboque que estava estacionado do outro lado da estrada, provocando a morte de três pessoas e ferimentos graves em três".

As vítimas, ainda de acordo com a mesma fonte, eram "todas jovens" e ocupantes do automóvel que se despistou.

No local, a prestar socorro ao acidente, estiveram os Bombeiros de Albufeira, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a GNR e a concessionária da via, a Rotas do Litoral do Algarve.

Fonte: OA

Ligou o gás e morreu abraçado à mulher

Um casal de idosos foi encontrado morto na cama, tudo indica devido a intoxicação de gás, na Rua do Mergulhão, em Santarém. Jacinto Zanguinete, de 82 anos, deixou meia dúzia de cartas endereçadas às filhas, a amigos e vizinhos, e embora o conteúdo não tenha sido revelado, terá sido uma carta de despedida. "Tudo aponta para um quadro de homicídio seguido de suicídio", segundo fonte da Polícia Judiciária que tomou conta da investigação e interrogou as testemunhas ao longo de toda a tarde.

Foram as duas funcionárias do serviço de apoio domiciliário do Centro Interparoquial de Santarém que estranharam o facto de os idosos não responderem ao toque da campainha. A mulher, Aldegundes Zanguinete, de 81 anos, estava acamada, o casal dependia do apoio domiciliário para os serviços de higiene e alimentação. "Tocámos uma primeira vez, logo de manhã, quando viemos para fazer a higiene, e como não atenderam pensámos que pudessem ter ido ao hospital, porque a senhora estava muito doente e ia frequentemente ao hospital", disse ao DN uma das auxiliares do apoio domiciliário. "Verificámos depois que afinal não tinham dado entrada no hospital e batemos novamente à porta, já ao final da manhã, e como voltaram a não responder, decidimos alertar as duas filhas do casal, uma delas resi-dente em Lisboa", acrescentou a técnica.

Os Bombeiros de Santarém foram chamados por causa de uma suspeita de fuga de gás na casa dos idosos e acabaram por descobrir o casal deitado na cama e já sem vida. A casa tinha um forte cheiro a gás e teve de ser arejada para permitir a entrada.

O casal foi encontrado abraçado na cama. Os dois estavam já mortos, apresentando os corpos alguma rigidez, segundo disseram os bombeiros. Compareceram no local, na Rua do Mergulhão, nove elementos dos Bombeiros Municipais e Voluntários de Santarém, apoiados por três viaturas.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Lisboa, mas tudo indica que terá sido o homem a abrir o gás que provocou, intencionalmente, a sua morte e a da mulher.

Fonte: JN

Corporação da Guarda abre inscrições para novos bombeiros

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, na Guarda, está a abrir a nova escola de bombeiros para 2011/2012. Assim, a corporação apela à inscrição de pessoas, a partir dos 18 anos de idade para o corpo activo e a partir dos 16 anos para o corpo de cadetes e dos 6 anos para os infantes. Uma missão que permite ajudar a sociedade, fazendo emergência médica, salvamento de pessoas, combate a incêndios, resgate em montanha/altura, apoio à população, sensibilização e formação, transporte de doentes, entre outras actividades.

Fonte: Jornal Nova Guarda

sábado, 15 de janeiro de 2011

EMS ANTHEM

“Os bombeiros não podem ser o parente pobre da protecção civil”


Joaquim Rebelo Marinho é presidente da Federação dos Bombeiros do distrito de Viseu. Apresentou na passada semana a candidatura à presidência da Liga dos Bombeiros Portugueses, com eleições marcadas para Outubro. Nesta conversa explica as razões da decisão e as propostas que tem para os bombeiros.

Na apresentação pública da candidatura definiu como uma das ideias fortes a necessidade dos bombeiros se autonomizarem em relação à Autoridade Nacional de Protecção Civil. Apresenta-se como um candidato de ruptura?

Não direi isso, é uma candidatura de realismo e de respeito pela identidade dos bombeiros.

Porquê a necessidade desta separação?

A separação nunca se devia ter feito. Foi um erro estratégico para os bombeiros e uma aposta descabida. O que fazia sentido era melhorar o antigo serviço nacional de bombeiros, que estava gordo, super dimensionado e torná-lo um serviço mais forte. É a minha bandeira do triénio e só deixarei de me bater por isso, quando a alcançar, que é os bombeiros terem a sua própria estrutura, à semelhança da que tem a Polícia de Segurança Publica, as Forças Armadas, o INEM e, naturalmente, que essa estrutura reporte à Autoridade Nacional de Protecção Civil enquanto instituição de supervisão e o chapéu de todos os agentes.

Quem vai pagar os custos de mais uma estrutura?

O que reclamo é que se pegue na estrutura que está constituída e se separe fisicamente, organicamente e funcionalmente. Não vai criar nenhum [aumento de custos] é a mesma estrutura autonomizada da Autoridade Nacional da Protecção Civil. Queremos ter um comandante dos bombeiros, como há um comandante da polícia, como há um comandante da GNR, e [hoje] o comandante distrital não é um comandante dos bombeiros, é um comandante da protecção civil. Os bombeiros é o único agente que precisa de estar na dependência da estrutura da protecção civil.

O que perderam os bombeiros com esta integração?

Perda de identidade, perda de sensibilidade na Autoridade Nacional de Protecção Civil. Estamos diluídos numa entidade que não é apenas a nossa entidade. O que é feito de um plano de equipamento para bombeiros? O que é feito da participação dos bombeiros a nível distrital em tudo aquilo que tem a ver com o nosso sector? Os bombeiros não participam na construção do dispositivo, não participam na construção da intervenção formativa, não participam na construção na produção legislativa. Hoje, a liga é ouvida a nível nacional, mas as estruturas distritais deixaram de ser ouvidas. Eu não sei qual é o dispositivo operacional no distrito de Viseu. Eu não sei qual foi o critério para a constituição das EIP’s no distrito, eu não sei qual é o critério da constituição dos GIP’s no Verão, no distrito de Viseu. A Liga não sabe isto, sabe no conjunto nacional. Porque é que a estrutura distrital não é ouvida?

Os comandantes das corporações são ouvidos pelo comandante distrital.

Provavelmente. Não chega, é uma questão de identidade dos bombeiros. Os bombeiros aceitam que haja uma estrutura de Estado que mande neles, mas que a estrutura não trate os bombeiros como seus funcionários, mas como elementos que integram estruturas associativas e voluntárias, que têm o direito de ser ouvidas. Se o problema é poupar, então emagrecemos tudo, INEM sem estrutura própria na protecção civil, PSP sem estrutura própria na protecção civil. Mas todos. Os bombeiros não podem ser o parente pobre da protecção civil. Querer fazer economias à custa dos bombeiros, não me parece equilibrado nem justo.

Como bombeiro sente-se usado?

Sinto que os bombeiros são o grande agente da protecção civil, mas, na prática, somos tratados de uma forma diferente dos outros agentes, somos menorizados nas circunstâncias de estarmos integrados num serviço em que somos apenas o único.

Faz sentido uma confederação de associações de voluntários (Liga) ter uma estrutura profissional?

Essa é a opção que os bombeiros têm que fazer. Se os bombeiros quiserem ter um presidente a tempo parcial, que vai à liga os fins-de-semana, que vai às festinhas e aniversários, não podem ter um presidente interventivo. A liga hoje já tem uma estrutura com profissionais a ganharem o seu vencimento, por acaso o presidente (Duarte Caldeira) é permanente e não remunerado, porque fez outras opções. O meu projecto é de um presidente permanente na liga, em exclusivo e naturalmente remunerado.

Porque defende um sistema alternativo de transporte de doentes?

Porque assim não vamos lá. Os bombeiros vêm tendo ao longo dos anos problemas no transporte de doentes. Não dá lucro às associações, hoje dizemos que não dá prejuízo porque nunca imputamos aos custos de transporte de doentes os custos das ambulâncias, porque normalmente são oferecidas.

Qual é a alternativa?

Todos os anos verificamos que o preço do quilómetro pago pelo Estado não é suficiente para dar rentabilidade às associações. Todos os anos propomos um aumento, o Estado dá sempre dez cêntimos e todos os anos andamos aqui pedintes para termos isto. O transporte de doentes decresceu 30 por cento nos bombeiros e as razões são as políticas restritivas que o Governo tem tido no transporte de doentes. No entanto, temos uma estrutura feita com pessoas que não queremos desempregar e com viaturas que temos que manter. A alternativa não é continuar nesta dependência, é termos o nosso modelo próprio, se não for assim, os bombeiros vão à ruína. Ao decréscimo do número de transportes ainda vamos ter mais um volume de facturação que não vai ser paga pelo Estado desde que o cidadão ganhe mais que o ordenado mínimo.

E qual é a sua proposta?

Os bombeiros têm que se autonomizar, trabalhar em rede. O nosso modelo é de racionalizar e rentabilizar as estruturas deixando de ter uma visão paroquial para isto.

Há associações de bombeiros à beirada falência?

Há associações de bombeiros à beira da falência, precisamente, porque se dimensionaram para o transporte de doentes. Sobretudo essas. Hoje não temos uma associação de bombeiros com menos de seis/sete funcionários. Se temos um decréscimo significativo no transporte de doentes, se temos atrasos nos pagamentos, em que é que isto vai resultar?

Defende uma cada vez maior profissionalização do socorro em Portugal.

Continuo com a ideia de que é preciso criar estruturas permanentes de resposta que assegurem os serviços de protecção e de socorro. O conjunto das missões dos bombeiros não é apenas transportar doentes. O modelo passa por um envolvimento do Estado e das câmaras municipais. É o modelo que temos hoje das EIP’s, só temos que as melhorar, todos os corpos de bombeiros têm que ter seis/sete homens criados e mantidos pelo Estado central e local que prestam um serviço de emergência.

Qual deve ser o papel das autarquias?

Devemos ter uma aproximação cada vez maior com as autarquias e com a Associação Nacional de Municípios. Os municípios são centrais na política de protecção civil onde os bombeiros se inserem.

O modelo das EIP’s pode ter os dias contados.

Lamentavelmente. Este é o modelo de futuro. Temos que ter uma estrutura combinada de voluntariado e de permanência. O Estado tem que assumir as suas responsabilidades. Com as exigências actuais da sociedade, não é possível estar lá sempre apenas com o voluntariado.

Vai ter como adversário Jaime Soares, presidente da Federação Distrital de Bombeiros do distrito de Coimbra, presidente da câmara municipal de Vila Nova de Poiares É um adversário de peso?

É um adversário de respeito. É um adversário difícil.

Qual é a sua vantagem em relação a Jaime Soares?

As coisas vão medir-se pelo programa e pelas equipas que vão ser constituídas. O Jaime tem o seu percurso e eu tenho o meu, são percursos diferentes.

Estando o Rebelo Marinho ligado ao PS e sendo Jaime Soares um autarca social-democrata, admite uma politização das duas candidaturas?

Eu sou assumidamente do Partido Socialista há muitos anos, agora, não confundo esta luta com lutas eleitorais. Admito que no terreno alguém faça essa leitura e interpretação. Garanto é que a minha candidatura não tem nenhum cunho partidário. Vai haver uma mudança significativa nas pessoas que integram a equipa e vai haver uma componente forte operacional no conselho executivo. Eu quero que o conselho executivo da Liga de Bombeiros Portugueses e os seus 11 elementos tenham uma presença significativa de comandantes de bombeiros no activo.

Cinquenta por cento?

Menos que isso não.

A sua candidatura não tem recuo possível até Outubro?

Nenhum recuo possível. Sempre disse que jamais seria candidato à liga se o dr. Caldeira o fosse. Não atraiçoo ninguém, nem esqueço amizades, identidades e cumplicidades. Jamais o Joaquim Marinho será o candidato de plástico.

Se Duarte Caldeira reconsiderar, retira a sua candidatura?

Terei que reconsiderar a minha.

Fonte: jornaldocentro

A salvar vidas há 27 anos


Unidade de Emergência da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa comemora hoje 27 anos e o técnico de socorro responsável pela unidade, Manuel Rodrigues, faz “um balanço positivo do trabalho desenvolvido no âmbito da prestação de assistência humanitária e social, especialmente aos mais vulneráveis”.

A unidade trabalha a nível da preparação, desde a prevenção, formação de elementos e aquisição de equipamentos, na fase de socorro e na fase de recuperação. “Felizmente não temos tido solicitações, mas mantemos uma relação com a protecção civil e todas as situações a nível distrital são comunicadas”, frisou aquele técnico de socorro, que está na unidade desde o seu início, sublinhando o facto de “90 a 100% dos utentes estão satisfeitos com os serviços prestados e isso é muito gratificante”.

Actualmente com 59 voluntários, a unidade conta com o serviço de transporte a doentes particulares, do INEM/CODU, do serviço de fisioterapia e inter-hospitalar.
No caso de situações de catástrofe, “a delegação tenta dar resposta com meios integrados na intervenção do socorro, mas dá, ainda, apoio nas áreas da alimentação, do vestuário, do alojamento e a nível psicológico”, informou o técnico responsável, evidenciando “o trabalho no momento próprio, mas também a continuidade e acompanhamento das pessoas para minorizar o sofrimento e até para estabilizar situações”.

A unidade tem, ainda, uma equipa que está habilitada para intervir em situações de grande ângulo, normalmente de intervenção mais difícil em espaços em que o acesso não é facilitado em altura ou em zonas com mais profundidade.
Outra equipa tem capacidade de montagem de postos de atendimento ou hospital de campanha. Depois há, também, a equipa de urgência e reanimação com socorristas habilitados com suporte básico de vida.

Formação é fundamental

A formação é a ‘pedra pilar’ da Unidade de Emergência da delegação de Braga da Cruz Verme- lha, que acabou de abrir a 12.ª Escola de Formação de Socorristas.
Neste momento estão prestes a começar o curso 39 candidatos, dos 56 que se inscreveram. “Em termos de voluntariado temos tido uma boa adesão, porque as pessoas conhecendo a Cruz Vermelha acabam por vir ter até nós. Aparecem enfermeiros, farmacêuticos, professores, advogados e até mecânicos ou electricistas”, contou o técnico de socorro daquela unidade, Manuel Rodrigues.

Os candidatos vão agora ter formação de 100 horas, divididas em três fases, sendo cada uma delas eliminatória. “Vão chegar ao fim cerca de 20, apenas os melhores”, frisou Manuel Rodrigues, admitindo que se trata de “um processo de formação bastante exigente, onde os formandos vão ter formação a nível do desporto e das competências operacionais”.

A aposta da unidade continua a ser a formação. “Os activos têm formação permanente em várias áreas, fazem certificações dos cursos obrigatórios e mantemos com frequência os níveis de exigência”, garantiu aquele responsável.
Em termos de meios, a unidade também está “bem apetrechada”. E Manuel Rodrigues justificou: “temos uma ambulância medicalizada (unidade de cuidados intensivos) e duas viaturas equipadas com desfibrilhador automático, em que 29 socorristas estão habilitados com curso”.
Fonte: correiodominho

Bombeiros da Póvoa com dificuldades financeiras

O pagamento atempado de salários na Real Associação Humanitários dos Bombeiros da Póvoa tem sido cada vez mais difícil nos últimos tempos.

A confissão foi feita no programa “Praça do Almada” da Rádio Onda Viva pelo presidente da Direcção, Rui Coelho, que esteve muito preocupado para conseguir pagar uma verba de pouco mais de 30 mil euros, referente ao último vencimento do ano passado.

O dirigente aponta também para os sérios riscos de normal funcionamento que os bombeiros poveiros poderão enfrentar caso o governo corte no subsídio de transportes dos doentes, como está previsto.

Rui Coelho conta, porém, que a associação vai fechar as contas de 2010 com balanço positivo.

Fonte: Rádio Onda Viva

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Transmontanos desconhecem qualidade do “seu” azeite


A Produção de Azeite de 2010 foi a melhor no “Solar dos Cortiços 1748” desde que a produção foi retomada em 2004. Mesmo Assim o azeite de Denominação de Origem Protegida (DOP) ainda não é reconhecido pelos próprios transmontanos. Quem o afirma é Bernardo Patrício, um dos responsáveis pelo Núcleo Museológico do Azeite dos Cortiços, em Macedo de Cavaleiros.

Bernardo Patrício garante que têm sido vários os visitantes do Museu do Azeite dos Cortiços que procuram o azeite (DOP) “Solar dos Cortiços 1748”. No entanto são os próprios transmontanos que muitas vezes não reconhecem as qualidades deste azeite.

“As pessoas, quando provam um azeite de qualidade, dizem que amarga, que pica. Mas, isso é uma das características da nossa azeitona, da cobrançosa transmontana. Essa azeitona é colhida na devida altura e laborada a baixas temperaturas, sendo conservado o verdadeiro sabor da azeitona. Antigamente elevavam as temperaturas

Maria Helena Chéu, presidente do Piaget de Macedo de Cavaleiros reforça as qualidades deste azeite, através de um estudo realizado na sua dissertação de mestrado.

“Sem dúvida alguma que é um produto de excelente qualidade, porque reúne características excelentes a nível sensorial, a nível químico e físico-químico, distinguindo-se de vários azeites aqui da região transmontana. Principalmente a nível sensorial”.

Bernardo Patrício alerta ainda para o facto de muita gente comprar azeite no supermercado sem saber que tipo de produto vai consumir.

“Muitas pessoas vão ao supermercado e não sabem que estão a consumir um azeite misturado com um azeite refinado. Pelo preço julgam que é idêntico a este, mas não é. Este é mesmo o que sai da polpa da azeitona, é natural. Queixam-se que é mais caro, mas este tem todas as garantias de qualidade. Por vezes chama-se azeite a um produto que já foi alterado com químicos, que perdeu o sabor e que é misturado com azeite bom”.

Para que o azeite mantenha o verdadeiro sabor, Bernardo Patrício revela ainda que a azeitona deve ser colhida entre meados de Novembro e meados de Dezembro, precavendo-se contra as fortes geadas que podem alterar a qualidades naturais do fruto. Considerada a melhor época desde que foi retomada a produção do azeite dos cortiços em 2004, este inverno já foram produzidos cerca de 5 mil litros deste azeite DOP mas o responsável conta produzir pelo menos mais mil até ao final do mês.

Bernardo Patrício aponta as condições climatéricas como o factor principal para a boa produção deste ano.

“Nunca tivemos uma produção tão boa como este ano, devido às condições climatéricas. Muita chuva e sem problemas na altura da floração.”

Este foi o melhor ano de sempre para a produção deste azeite DOP.

Fonte: CIR