quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acaba hoje época mais crítica de incêndios


A época mais crítica em incêndios florestais termina hoje, depois de um Verão marcado pela morte de três bombeiros e a maior área ardida dos últimos quatro anos.

A chamada fase "Charlie" de combate a incêndios começou a 1 de Julho e termina hoje. Durante este período, estiveram operacionais perto de 10 mil elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Os fogos florestais não deram tréguas aos bombeiros, sobretudo, na primeira quinzena de Agosto, quando os incêndios consumiram 49.389 hectares de floresta.

Até 15 de Setembro, e de acordo com os últimos dados da Autoridade Florestal Nacional (AFN), os fogos florestais consumiram quase 117 949 hectares, mais 58% do que no mesmo período do ano passado.

Dos quase 118 mil hectares ardidos, 90.818 foram o resultado dos 9.222 incêndios que deflagraram em Agosto.

A área ardida este ano é a maior dos últimos quatro anos, embora esteja longe do que se verificou em 2003 (418.330 hectares) e em 2005 (312.062).

O distrito da Guarda contabiliza a maior área ardida (23.345 hectares), seguindo-se os distritos de Viana do Castelo (19.877), Vila Real (18.751) e Viseu (15.321).

O maior incêndio deflagrou no concelho de São Pedro do Sul (Viseu) e consumiu cinco mil hectares de floresta.

Foi a caminho do combate a este fogo que faleceu um dos três bombeiros mortos este ano. O bombeiro de Alcobaça morreu na sequência do despiste do autotanque de combate a incêndios.

Também um acidente vitimou o segundo comandante dos bombeiros de Cabo Ruivo, que fazia parte de uma equipa que ia combater fogos na zona do Porto.

Outro dos bombeiros mortos foi uma mulher de 20 anos, que pertencia à corporação de Lourosa, Santa Maria da Feira, e estava a combater um incêndio no concelho de Gondomar.

A partir de sexta-feira e até 31 de Outubro, entrará em vigor a fase "Delta" de combate a incêndios florestais, sendo o dispositivo composto por cerca de 5450 elementos e 1230 veículos.
Fonte: Renascença

Incêndio em Lousa mobiliza 23 bombeiros

Um incêndio está a lavrar desde ontem numa zona de difícil acesso no lugar de Lousa, concelho de Torre de Moncorvo (Bragança). No combate ao incêndio estão 23 bombeiros, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O incêndio deflagrou ontem à tarde, por volta das 16h00, no lugar de Lousa. Às 10h00 de hoje mobilizava 23 bombeiros, cinco viaturas e um helicóptero.

Desde as 00h00 de hoje, a ANPC já registou a ocorrência de 10 incêndios no país, sendo que dois continuavam em curso às 10h00.

Ontem, durante todo o dia, o mesmo organismo contabilizou 91 fogos. No combate às chamas estiveram 1172 forças especiais, apoiados por 285 veículos operacionais.

Fonte: Público

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ENB encerra Centro de Formação de Bragança




Já não aparece o Centro de Formação de Bragança no sitio enb encerrou? Sem informar ninguém? Quais os critérios?

Não havia mais concelhos com condições para receber o centro de formação de Bragança?

Justifica o Unidade de Formação de Izeda a justificação do encerramento do Centro de Formação de Bragança?

Fica a vossa discussão

veja em www.enb.pt

Tutela vê sucesso no combate a incêndios e promete investimento


O secretário de Estado da Protecção Civil admite que “há sempre que melhorar a coordenação” no combate a incêndios florestais, mas afirma que, no pior ano da década em número de ignições, “as coisas correram bem”. Em entrevista à Antena 1, Vasco Franco desvaloriza as críticas de autarcas e promete “um investimento muito grande em reequipamento”, apesar do “contexto de grande contenção da despesa pública”.

O país viveu, nos últimos meses, “a situação pior da última década” em número de incêndios. O balanço é deixado aos microfones da Antena 1 pelo secretário de Estado da Protecção Civil. “Não houve ainda oportunidade de analisar para trás, mas acreditamos que, desde que há registos, não deverá haver muitas situações como esta”, reforça o governante.

“Nós tivemos 27 dias com mais de 250 incêndios, quando nos piores anos da década, que foram 2003 e 2005, esse número foi inferior, 25 dias em 2005 e 26 em 2003. Mais grave do que isto, nesses 27 dias, 24 foram seguidos, portanto nós tivemos 24 dias seguidos com mais de 250 incêndios por dia, quando em 2003 foram 17 dias e, em 2005, 15”, indica Vasco Franco.

É a partir destes números que o secretário de Estado traça um balanço positivo da resposta à época mais crítica dos incêndios florestais, que chega ao fim na quinta-feira. Vasco Franco considera mesmo que “as coisas correram bem”: “Porque, num ano tão difícil, nós termos conseguido um resultado final que se traduz numa área ardida que é cerca de um terço em relação a 2005 e pouco mais de um quarto em relação a 2003 significa que, em condições climatéricas ainda piores dos que as desses anos, nós tivemos resultados muito melhores”.

“Uma questão é termos a ideia de que o Verão será quente, outra é percebermos que ia ser o mais quente dos últimos 80 anos e isso naturalmente dificultou as coisas”, reforça.


Críticas “muito pontuais”

Questionado sobre as críticas de autarcas à coordenação de meios no terreno, Vasco Franco reconhece que “há sempre que melhorar”. Contudo, alega também que se trataram de “casos pontuais”.

“Tivemos um discurso completamente contraditório entre o presidente da Câmara e o vice-presidente e aquela pessoa que se comportou com total seriedade, empenho e presença permanente no terreno foi o presidente da Câmara. Estamos a falar de São Pedro do Sul”, exemplifica. “Aquilo que pareceu descoordenação foi, pelo contrário, uma grande capacidade de iniciativa das várias equipas para proteger as casas. E só com um esforço muito grande e uma grande competência e uma grande dedicação de todos os combatentes foi possível, num incêndios desses, evitar que tivessem ardido casas”, argumenta.

Vasco Franco refere, em seguida, o caso de Boticas, “o último grande incêndio já em Setembro, em que houve uma primeira declaração do senhor presidente da Câmara que não era no mesmo sentido”: “Eu estive lá, com o senhor presidente da Câmara, e aquilo que foi dito perante todos os presentes foi que ele tinha recebido informações que não corresponderam àquilo que ele verificou no terreno. Portanto, são dois casos muito pontuais”.


Investimento em “contexto de contenção”

No que toca a futuros investimentos no reforço de meios de combate, o secretário de Estado da Protecção Civil começa por ressalvar que está “absolutamente solidário” com o Ministério das Finanças num “contexto de grande contenção da despesa pública”. “Mas é preciso continuar a investir”, frisa Vasco Franco, para depois garantir que “vai haver um investimento muito grande em reequipamento dos corpos de bombeiros com recurso às verbas do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional]”.

“Há um esforço muito grande que está ser feito, mais cerca de 30 contratos do QREN, em relação à melhoria das instalações, construção de novos quartéis, ampliações, obras de conservação. Esse esforço vai decorrer durante o próximo ano. As candidaturas, algumas, serão abertas ainda este ano. Aliás, a do Algarve já está aberta com um montante um pouco superior a três milhões de euros. Sabemos que o Norte e o Centro irão abrir com valores superiores. Ainda não temos os valores da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] do Alentejo”, adianta.

Vasco Franco explica, por outro lado, que a tutela tenciona “manter o dispositivo” de helicópteros pesados e médios no âmbito da “empresa de meios criada pelo Governo anterior”. Relativamente ao “dispositivo que é contratado anualmente para o período mais crítico dos incêndios florestais”, o plano passa por “começar a fazer os concursos ainda este ano”, de forma a “obter as melhores condições em relação aos meios aéreos”. “Haverá alguns ajustamentos. Procuraremos melhorar o dispositivo utilizando as mesmas verbas que tivemos este ano”, antecipa o governante.


“Poupar esforço aos bombeiros”

Com o objectivo de “poupar esforço aos bombeiros”, o Governo conta também conseguir a integração de “cerca de mil pessoas que estão nos centros de emprego” em “projectos relacionados com a limpeza das matas e com o desenvolvimento de acções preventivas ao longo do ano”, a somar à utilização de reclusos em regime aberto, um processo desencadeado pelo Ministério da Agricultura.

Outros dos “aspectos fundamentais” passam, segundo o secretário de Estado da Protecção Civil, pela “limpeza dos 50 metros envolventes de todas as edificações, particularmente as habitações, mas também zonas industriais e centros empresariais vários”, pela segmentação das “grandes manchas florestais, através de estradões e abertura de caminhos”, e pelo investimento “na criação de pontos de água”.

Vasco Franco salienta, por fim, o “esforço” que tem vindo a ser feito “para permitir a profissionalização de equipas nos corpos de bombeiros voluntários”: “Há já algumas centenas de bombeiros nestas condições, em equipas criadas nos últimos dois anos. Pensamos que este é um caminho possível”.

Fonte: RTP

Época mais crítica termina quinta feira com a maior área ardida dos últimos 4 anos


A época mais crítica em incêndios florestais termina na quinta feira, num verão que ficou marcado pela morte de três bombeiros e a maior área ardida dos últimos quatro anos.

Durante a fase "Charlie" de combate a incêndios, que começou a 01 de julho e termina na quinta feira, estiveram operacionais perto de 10 mil elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Com um dispositivo praticamente idêntico ao dos anos anteriores, os fogos florestais não deram tréguas aos bombeiros sobretudo na primeira quinzena de agosto, quando os incêndios consumiram 49 389 hectares de florestas.
Fonte: RTP

Liga dos Bombeiros Portugueses quer debate "sério" para avaliar dispositivo

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) propôs hoje um debate "sério" e "no imediato" para avaliar o dispositivo de combate a incêndios, cujas últimas alterações foram este verão "verdadeiramente posta à prova".

As alterações introduzidas no dispositivo nos últimos anos geraram "resultados positivos, mas estão muito longe de serem consideradas como ideais", disse à agência Lusa o presidente da LBP, Duarte Caldeira.

Nesse sentido, o responsável propõe uma reflexão para o dispositivo ser avaliado.
Fonte: RTP

Especialistas sugerem melhor coordenação, profissionalização e aposta na intervenção rápida

Especialistas em incêndios florestais consideram que Portugal está no bom caminho no combate aos fogos, mas "ainda não é suficiente", sugerindo melhorias na coordenação, profissionalização dos bombeiros e aposta nas equipas de intervenção rápida.

Especialistas sugerem melhor coordenação, profissionalização e aposta na intervenção rápida.
Fazendo um balanço da época mais crítica de incêndios florestais, que termina na quinta feira, o investigador do Departamento Florestal da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) Hermínio Botelho refere: "A surpresa para mim é que tenha ardido tão pouco".

Isto porque, adiantou em declarações à agência Lusa, este verão foi um dos "piores anos de conjuntura meteorológica" para os incêndios de grande dimensão e nos últimos quatros anos "ardeu muito pouco".

Fonte: RTP

Hospitais devem mais de 20 milhões aos bombeiros

As dívidas dos hospitais às associações de bombeiros ultrapassam os 20 milhões de euros e estão a sufocar muitas das 476 corporações nacionais, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses, que hoje, terça-feira, vai ao Ministério da Saúde pedir "ordem" nas contas.

"A liga está consciente das dificuldades do Governo, mas disponível para discutir o problema. Não somos é parceiros de quem nos paga tarde e mal", argumenta, em declarações ao JN o vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. Rui Silva suspeita mesmo que a dívida dos hospitais será bastante mais elevada do que o valor estimado, uma vez que está por concluir um levantamento mais rigoroso, que decorre junto das várias federações distritais.

Rui Silva sublinha, no entanto, que as dívidas dos hospitais são apenas uma parte do problema. Somado o dinheiro em falta das administrações regionais de saúde e do INEM, os bombeiros serão credores "de mais de 50 a 60 milhões de euros", frisa.

"Vamos iniciar um processo de levantamento ao cêntimo sobre todas estas dívidas. Este é um assunto que nos está a causar grande preocupação, já que asfixia as corporações e as deixa com as receitas muito diminuídas", explica.

O responsável revela que a situação no distrito de Setúbal, onde já há dados mais consistentes, o deixa "francamente preocupado". Só as corporações da região são credoras de mais de 189 mil euros de dívidas pendentes desde 2009, de hospitais e de outros organismos de saúde, a que se somam mais 706 mil euros do primeiro semestre de 2010.

A liga teme que o retrato do distrito de Setúbal acabe por ser o espelho do que se passa nos outros distritos. Este foi, aliás, um dos temas que esteve em cima da mesa na reunião do Conselho Nacional da organização, que decorreu sábado em S. João da Madeira.

Na reunião desta tarde, a liga vai exigir ao secretário de Estado da Saúde que obrigue os hospitais a cumprir o acordo que assinaram com o Ministério em Agosto do ano passado, no que se refere aos pagamentos das unidades de saúde aos bombeiros.

Rui Silva garante que há hospitais que ignoram o acordo ou o interpretam de maneira diferente. "Uma cabeça partida pode ser diferente no Norte ou no Sul do país. Há hospitais que devolvem as facturas do transporte de doentes em ambulância, alegando que não se tratou de uma urgência", salienta.
O vice-presidente lamenta ainda que o transporte de doentes - que na sua óptica deveria ser encarado como um serviço público - seja tão mal remunerado e que o preço pago por quilómetro tenha sido actualizado em apenas um cêntimo. "Só temos prejuízo", diz.

Fonte: JN

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Governo anuncia 23 novos quartéis de bombeiros financiados em 70% pelo QREN


O Ministério da Administração Interna (MAI) assinou hoje contratos que vão permitir a construção de 23 novos quartéis de bombeiros e a aquisição de oito viaturas de combate a incêndios em zonas protegidas.

Numa cerimónia em Lisboa, o MAI assinou 25 contratos com associações de bombeiros, municípios, Autoridade Nacional de Protecção Civil, Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e Instituto Geográfico.

Os 25 contratos correspondem a um investimento superior a 35 milhões de euros na área da Protecção Civil, dos quais 70% são financiamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) constitui o enquadramento para a aplicação da política comunitária de coesão económica e social em Portugal no período 2007-2013.

No final da cerimónia, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, salientou a importância deste financiamento para a modernização do sistema de Protecção Civil.

"É um esforço global de 35 milhões de euros, que permitirão construir 23 novos quartéis de bombeiros e desenvolver dois projectos inovadores, um dos quais diz respeito ao cadastro geográfico que vai ser desenvolvido a partir de uma experiencia piloto no norte e que vai permitir conhecer a natureza do nosso território e programar melhor o trabalho no âmbito da Protecção Civil", disse.

Foi também celebrado um contrato para aquisição de oito viaturas de combate a incêndios em Parques Naturais e Áreas Protegidas.

Com a assinatura destes 25 contratos, ascende a 110 milhões de euros o investimento total apoiado pelo MAI no âmbito do QREN, sendo que mais de 60 milhões são investimentos de associações humanitárias de bombeiros voluntários e bombeiros municipais em equipamentos, veículos de combate a incêndios e de socorro, quartéis e outras infra-estruturas de Protecção Civil.

Para Rui Pereira, o financiamento no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional é uma "janela de oportunidade única e irrepetível", sendo o total disponível de 200 milhões de euros a atribuir a 2013.

Fonte: Jornal Economico

Distrito de Bragança já tem unidade de formação de bombeiros em Izeda


Izeda tem, desde ontem, a primeira Unidade Local de Formação para Bombeiros. Joaquim Marinho, da Escola Nacional de Bombeiros, explica que esta unidade é única no país e vai permitir dar formação a Voluntários de todo o distrito e até de Vila Real, evitando grandes deslocações.

“Há formação que só podia ser feita na Lousã, em S. João da Madeira ou em Sintra. Agora pode ser feita aqui, em Izeda. Esta é uma formação essencial para o bombeiro progredir na carreira.”

A formação começa já no próximo sábado, em horário pós-laboral.
segundo João Lima, comandante dos Bombeiros de Izeda, há já 212 inscritos de todo o distrito. Esta Unidade vai permitir formação em combate a incêndios florestais, urbanos e em matérias perigosas, algo que nunca tinha sido feito no distrito de Bragança.

“A unidade tem uns contentores armadilhados, o fogo deflagra lá dentro e os bombeiros têm de entrar com fatos especiais para resgatar as vítimas. Quanto aos incêndios florestais, já temos toda a ferramenta necessária. O campo de treino é três quilómetros a norte de Izeda.”

Mas João Lime confessa que gostava de alargar ainda mais o âmbito desta unidade.
“O nosso objectivo era criar uma piscina e ministrar o curso de mergulhador. Não temos absolutamente nada ainda. Faltam as finanças.”

Mais concretamente, 30 mil euros, que se somam aos 50 mil já gastos na construção das instalações da unidade local de formação, ontem inaugurada em Izeda.

Fonte: Brigantia

INEM tem ambulâncias a sair menos de uma vez por dia


O INEM tem ambulâncias em várias zonas do Norte e do Centro que saem em missão de socorro menos de uma vez por dia. Há casos em que são accionadas duas vezes por semana. Os bombeiros das mesmas localidades fazem dezenas de serviços para o INEM.

De acordo com um relatório interno do INEM a que o JN teve acesso, a ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV) do INEM de Celorico de Basto, sedeada no Centro de Saúde, saiu no primeiro semestre de 2009, 52 vezes, o que dá uma média de uma saída em cada três dias.

Em contrapartida, no mesmo período, o INEM pagou aos Bombeiros de Celorico de Basto 175 saídas da ambulância da corporação (Posto de Reserva). Manter uma SBV custa por mês, aproximadamente, 20 mil euros ao INEM.

Em Vieira do Minho, a ambulância do INEM, que está no Centro de Saúde, saiu 143 vezes nos primeiros seis meses de 2009 (menos de uma saída por dia). Porém, os bombeiros locais saíram com a ambulância do INEM que está no quartel ( PEM) 264 vezes.

Em Figueiró dos Vinhos, na zona Centro, a ambulância do INEM saiu 34 vezes em seis meses, enquanto os bombeiros saíram 235 vezes em ambulância própria, com quilómetro pago pelo INEM. Em Mortágua, a SBV saiu 60 vezes em 180 dias. No mesmo período, o INEM pagou 372 saídas de ambulância (Posto de Reserva) aos bombeiros.

A situação repete-se no Sabugal, em Vouzela, em Figueira de Castelo Rodrigo, em Santa Comba Dão, Oleiros e Fratel, onde o INEM tem ambulâncias com pouca actividade.

Confrontado com os números, Ricardo Rocha, presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE), conclui que as populações do interior preferem ligar para os bombeiros em vez de ligar para o 112. “Sabem que os bombeiros não fazem tantas perguntas e que até transportam ao Centro de Saúde, enquanto que a ambulância do INEM só pode levar ao hospital”, analisa.

Resultado: “as ambulâncias do INEM sedeadas nessas localidades só saem em serviço quando os bombeiros estão ocupados”, conclui.

O STAE defende que as ambulâncias com pouca actividade deveriam ser relocalizadas para onde fazem realmente falta, até porque a experiência de um TAE depende do número de emergências pré-hospitalares.

“Se os bombeiros dessas zonas já fazem a maior parte dos serviços, dêem-lhes mais formação e confiem-lhes todos os serviços de emergência”, argumenta Ricardo Rocha, lembrando que a carreira dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar pela qual têm lutado, pressupõe mais formação também para as corporações.

O INEM tem outra visão dos números. Ao JN, o instituto referiu que “a avaliação do movimento assistencial dos meios pré-hospitalares não pode ser efectuada com base em critérios apenas quantitativos como o número de saídas por tipo de meio”.

É necessário, diz o INEM, “considerar outros factores, designadamente, os da acessibilidade e articulação dos meios com os serviços de urgência hospitalares disponíveis em cada região”.

Os meios no terreno, estão em constante avaliação e, em consequência disso, foi recentemente deslocalizada a ambulância de Silves, no Algarve. A ambulância do INEM em Baião foi cedida no ano passado aos bombeiros locais.

Fonte: JN

domingo, 26 de setembro de 2010

Guerra aberta entre Câmara e Bombeiros


Os órgãos sociais dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez acusam o presidente da Câmara, Francisco de Araújo, de "irresponsabilidade" por este ter dito, na última Assembleia Municipal, "que a Câmara cortara relações institucionais" com a direcção dos bombeiros e que "cancelaria qualquer transferência de verbas", algo que consideram "uma birra pessoal" do autarca.

Pedro Silva, presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros, manifestou "surpresa e indignação" e alertou "a população para a gravidade da situação que põe em causa serviços essenciais aos arcuenses, nomeadamente a emergência pré-hospitalar e a capacidade de resposta operacional em caso de emergência ou catástrofe". "É uma grande irresponsabilidade que o responsável máximo da Protecção Civil assuma um corte de relações com o primeiro pilar operacional que são os bombeiros", disse, ontem, em conferência de imprensa.

Atendendo à gravidade da situação os órgãos sociais solicitam uma audição pública com o executivo municipal a realizar com maior brevidade para o esclarecimento deste diferendo. Em causa estará a utilização de verbas recebidas pelos bombeiros para fazer face a despesas no período de incêndios. "O Plano de Emergência Municipal (PEM) foi accionado a 27 de Junho, mas já antes, havia bombeiros de outras localidades no concelho a quem tínhamos de pagar a alimentação e combustível. Com a verba que recebemos pagamos essas facturas. Não houve qualquer desvio de verbas. Com o PEM accionado, a responsabilidade das despesas passa para a autarquia que nos veio cobrar facturas que lhes correspondem", disse Pedro Silva.

O autarca, Francisco Araújo, diz que estas verbas foram um "adiantamento" para a época de incêndios tendo a Associação Humanitária "recusado saldar a despesa, obrigando o município a gastar 60 mil euros". Dada a despesa "havia verbas que não serão transferidas". Considera ainda que "as declarações dos órgãos sociais são abusivas, pois o município está disponível para apoiar o corpo activo".
Fonte: JN

Mais de cem fogos apenas num dia


Os incêndios voltaram ontem a dar trabalho aos bombeiros um pouco por todo o País. A situação mais complicada registou-se em Pepim, no concelho de Castro Daire, onde, só num fogo, estiveram mais de 100 homens apoiados por 21 veículos e três meios aéreos. Até às 21.00 de ontem, tinham ocorrido 108 fogos.
Fonte; DN

Prontos a ajudar enquanto pedalam

Os Bombeiros Voluntários do Porto andam a vigiar a marginal do Porto, entre o Freixo e a Foz, de bicicleta. A iniciativa, pioneira no distrito e que começou no final de Agosto, pretende “ganhar força” na próxima época balnear. Até à data, já ajudaram seis pessoas.

Um rapaz que se magoou enquanto jogava futebol na praia, uma criança que caiu quando andava de patins ou uma mulher de idade avançada que se sentiu mal por causa do calor são alguns dos exemplos que contaram com a ajuda dos Bombeiros Voluntários do Porto que, desde o mês passado, estão a vigiar, circulando de bicicleta, a marginal entre o Freixo e a Foz , Porto.

A experiência, pioneira no distrito do Porto (assim garantem os Bombeiros Voluntários do Porto), tem-se revelado “positiva”, disse, ao JN, o comandante da corporação, José Carlos Coelho.

“É uma forma de garantir segurança extra aos cidadãos”, acrescentou o comandante, explicando que os bombeiros transportam na bicicleta “ todo o material para estabilização da vítima (como máscaras de oxigénio) e de trauma”.

Mas a intenção dos Voluntários do Porto é que o seu plano de acção “venha a ser melhorado na próxima época balnear”, conform salientou Luís Silva, segundo comandante dos bombeiros.

“Era interessante que estes 20 elementos pudessem ter a oportunidade de tirarem o curso de nadador-salvador a fim de ajudarem as equipas que estão nas praias e colaborem em estreita parceria com o Instituto de Socorros a Náufragos”, realçou.

Para isso é, no entanto, preciso dinheiro. E o comandante José Carlos Coelho lembra que, apesar das “ideias”, o projecto só “ganhará projecção, no próximo ano, se houver patrocinadores”. “Não nos podemos esquecer que este trabalho é feito unicamente com o esforço voluntário de um grupo de pessoas”, sublinhou.

“Cada bicicleta custou cerca de 500 euros. E, depois, ainda falta incluir o material usado no socorro”, disse,Luís Silva, revelando que a corporação está “disponível para receber qualquer donativo”. “Até o pequeno-almoço aos bombeiros aceitamos se algum café da marginal estiver interessado”, acrescentou.

No terreno, “enquanto as pernas aguentarem e as condições climátéricas deixarem” estará uma “equipa muito jovem”, pronta para agir em qualquer situação.

Fonte: JN

Nova escola para bombeiros no Alentejo


Foi ontem inaugurada a Unidade Local de Formação de Bombeiros de Viana do Alentejo, que servirá essencialmente os soldados da paz do distrito de Évora. A cerimónia decorreu no quartel da Associação Humanitária da vila e contou com a presença do secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.
A escola alentejana contará com dois campos, um situado na serra de Viana para treinos de incêndios florestais e outro nas imediações do quartel para treinos de incêndios urbanos e industriais. "A formação hoje em dia é essencial e deve aproximar-se dos bombeiros" disse ao CM Vasco Franco, que admite a necessidade de continuar a investir nos homens e nos meios, apesar dos tempos de contenção de despesas. Esta infra-estrutura representou um investimento de cem mil euros, suportado pela Câmara de Viana do Alentejo e pela própria Associação Humanitária, e resulta de uma parceria com a Escola Nacional de Bombeiros.
Fonte: Correio da Manhã

sábado, 25 de setembro de 2010

Bonito de se VER

Liga dos Bombeiros Portugueses reúne em S. João da Madeira


O Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) reúne-se este Sábado nas instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira. Da ordem de trabalhos constam vários pontos, incluindo, uma proposta sobre o programa tipo do 41.ª Congresso Ordinário da LBP. Neste congresso deverão ser eleitos os órgãos sociais da confederação para o próximo triénio. O Conselho Nacional da LBP vai também debater e votar uma lista de propostas de atribuição da Fénix de Honra a associações humanitárias que completam ou ultrapassaram os 125 anos. O transporte de doentes em ambulância, a regulamentação das relações de trabalho nas associações humanitárias de bombeiros e o ponto de situação do processo de revisão legislativa serão outros pontos a debater durante o Conselho Nacional da LBP.

Entretanto, Em espinho, há colóquio nacional da Associação Portuguesa de Portadores de Pacemaker e CDIs decorre no Museu Municipal da Cidade de Espinho e será aberto a todos os portadores destes dispositivos, cerca de 200 mil, seus familiares e público em geral. Especialistas em cardiologia participam neste encontro.

Ovar aposta em mais uma iniciativa “Limpar Ovar, Conhecer, Limpar e Preservar”. Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Ovar, Amigos do Cáster, LEME e Agrupamento de Escolas de Ovar, que pretende dar continuidade ao projecto “Limpar Portugal”, promovendo a educação ambiental, o crescimento sustentável, removendo todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes. A iniciativa decorrerá entre as 9 e as 17:30 horas de hoje com concentração na Câmara municipal de Ovar. Os locais a limpar no âmbito da iniciativa são a foz do Rio Cáster, lugar da Marinha e Zona Escolar – Floresta.
Fonte: Rádio Terranova

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Bombeiros pedem veículo de intervenção musculada

Comandante está preocupado e quer acautelar eventuais riscos com a instalação de novas empresas no parque empresarial de Sôsa

O comandante dos Bombeiros de Vagos começa a ficar preocupado com a segurança dos seus homens. Admitiu-o claramente na intervenção pública que fez, no passado fim-de-semana, no decorrer das comemorações do aniversário daquela associação.
Segundo Miguel Sá, em causa está a construção do parque empresarial do Fontão. Localizado na freguesia de Sôsa, já começou a receber empresas de grande e média dimensão, obrigando futuramente os bombeiros a terem “cuidados acrescidos”.
“Será mais um foco de preocupação para esta corporação”, adiantou o comandante, que pretende que a corporação vaguense, a exemplo do que sucede noutros municípios, seja dotada, a breve prazo, de um “veículo de intervenção musculada”, destinado a acautelar ou acudir a situações de grave risco.
A solução poderá passar, ainda de acordo com Miguel Sá, por um “compromisso”, em regime de parceria, entre a Câmara de Vagos, as empresas e a própria associação. Tanto quanto apurámos, um veículo de combate a incêndio industrial, que existe em Oliveira do Bairro, custa mais de 200 mil euros.
Apesar de não estar inscrita no orçamento, para o corrente ano, trata-se, por enquanto, de verbas “impraticáveis para esta associação”, como disse ao Diário de Aveiro o presidente em exercício dos bombeiros.

Fonte: Diário de Aveiro

Saiba quem são os incendiários e o que os motiva


Os casos de fogo posto em manchas florestais a troco de dinheiro têm pouca expressão, apontam dados recolhidos por uma equipa do Instituto Superior da Polícia Judiciária para traçar o perfil do incendiário português, citados pela agência Lusa.
As linhas essenciais do perfil foram elencadas esta quinta-feira, no Porto, durante a conferência «Crime e Ambiente», promovida pela Universidade Fernando Pessoa.
O grupo dos que ateiam fogos a troco de dinheiro «não é central», garantiu Cristina Soeiro, uma das envolvidas no trabalho, explicando que os poucos incendiários que confessaram o crime por razões financeiros falaram em valores «ridículos».
Cristina Soeiro, que é coordenadora do Gabinete de Psicologia e Selecção do Instituto Superior da PJ e Ciências Sociais, explicou que a elaboração do perfil resulta de entrevistas a 234 incendiários, parte delas feitas em meio prisional.
Das conclusões ressalta também que 9,8 por cento dos envolvidos são mulheres e uma parte significativa delas na zona centro, uma particularidade que Cristina Soeiro classificou de «curiosa».
Entre outras as particularidades detectadas, sobressai ainda o caso de mulheres que põem a mata arder depois de problemas amorosos mal resolvidos, mas também há casos em que se age por fascínio, por gostar de ver o «espectáculo».
Há mesmo situações em que os criminosos chegam a reaparecer no local, após a comparência dos bombeiros e, às vezes, até os ajudam a combater as chamas.
Quem pega fogo a matas tem em geral 20 a 35 anos (uns 70 por cento), é geralmente solteiro ou viúvo, está reformado, é desempregado ou ocupa-se somente em lides domésticas, têm baixos índices de escolaridade.
Em alguns casos, os incendiários padecem de epilepsia, atraso mental, depressão ou hiper-dependência do álcool.
São pouco elaborados na forma como cometem o crime, optando em regra pela ignição directa através de fósforos, isqueiros ou velas.

Fonte: IOL Diário

Especialista defende banco de terras como uma solução para prevenir incêndios

O banco de terras pode ser uma solução para resolver os problemas dos incêndios de Verão, mas só pode avançar depois de estar feito o cadastro das propriedades.
Francisco Rêgo, presidente do Instituto Superior de Agronomia e um dos participantes no congresso internacional sobre Floresta, que decorre em Bragança ao longo desta semana, diz mesmo que é uma “vergonha nacional”.
“Eu julgo que pode ser uma boa iniciativa, mas antes disso há uma necessidade imperiosa do cadastro porque todo o sistema está completamente desactualizado e inoperacional” refere, acrescentando que “é uma vergonha nacional que no séc. XXI e no domínio das novas tecnologias que o país não saiba ainda a quem pertence muito do seu território”.
“Esse devia ser um imperativo nacional que depois permitiria a construção de bancos de terras, a promoção da boa gestão florestal” acrescenta.
Até sexta-feira vão decorrer várias conferências e workshops com peritos de 45 países que, em Bragança, discutem os problemas da floresta e das alterações climáticas.
Fonte: Brigantia

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Liga acusa Proteção Civil de "gastar a mais" o que "faz falta aos bombeiros"


A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) acusou hoje a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) de estar "a gastar a mais", em custos para manter essa estrutura, com "o que faz falta aos bombeiros".

Em comunicado hoje divulgado, a LBP refere uma carta enviada ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, onde transmitiu que "dos 2,8 por cento da receita dos jogos sociais transferidos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para a ANPC, destinados a finalidades de proteção civil, apenas uma mínima percentagem é direcionada para as associações humanitárias de bombeiros".

Os bombeiros lamentam "a desproporcionada dimensão da estrutura operacional da ANPC", essencialmente vocacionada para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), já que, "para além do período de incidência deste, constata-se uma incompreensível e dispendiosa improdutividade da mesma".
Fonte: RTP

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Câmaras não multam falta de limpeza de matas


Deputado do CDS diz que autarquias bloqueiam a aplicação de coimas por questões políticas. Autarcas não comentam

Cerca de 90% dos autos levantados pela GNR por falta de limpeza das matas não resultam na aplicação da coimas porque "as câmaras fazem a gestão política do processo". As acusações são de Hélder Amaral, deputado do CDS, que diz que as autarquias "vivem à margem da lei", por não cumprirem nem fazerem cumprir o Plano de Defesa da Floresta Contra Incêndios. Só até 31 de Agosto, o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, da GNR já tinha detectado 613 infracções deste tipo.

"A GNR deu nota que muitas queimadas são ilegais, mas as autarquias não multam", frisou culpando os municípios "por não cumprirem uma lei com a qual concordaram". Hélder Amaral não indica quantos autos sinalizados este ano não avançaram, mas salienta que as câmaras "preferem votos a fazer cumprir a lei".

O deputado, que iniciou um périplo pelos comandos da Protecção Civil, esteve ontem reunido com o comandante de Viseu e constatou que "os municípios não têm definidos planos municipais de emergência nem têm nos seus quadros os técnicos de protecção civil previstos".

Para Hélder Amaral "os municípios não estão a actuar na prevenção dos fogos florestais e não olham para a floresta como um valor económico que lhes cabe proteger", avisou o deputado que pertence também à Subcomissão Parlamentar de Agricultura.

Há ainda outras responsabilidades que os municípios não estão a cumprir. E por isso há apenas quatro "únicos concelhos do distrito que têm comandante da protecção civil municipal". Um factor que "está na origem de uma quebra na cadeia de comando que provoca falhas no combate inicial.

O deputado avisou que "os fogos florestais não são para amadores". Por isso, irá propor "iniciativas para reforçar os meios de combate, porque num dia com 300 ignições basta dividir pelo dispositivo existente para ver que é insuficiente". "

Na mira do deputado está ainda o reequipamento das corporações de bombeiros que diz não ser uniforme. "Enquanto umas vão para os fogos de Ferrari, outras andam de carro de burros." E defende "a criação de um programa de reequipamento que dote os bombeiros de condições eficazes de combate".

Contactado pelo DN, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses não quis comentar o assunto. Fernando Ruas diz que, se for o caso, responderá ao deputado no Parlamento.
Fonte: DN

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dois homens desaparecidos numa mina de água em Ponte de Lima


Dois trabalhadores que procediam à limpeza de uma mina de água, na localidade de Boa Morte, no concelho de Ponte de Lima, estão desaparecidos desde as 15h30. Os dois homens, ambos com cerca de 30 anos, deixaram de comunicar com os colegas que se encontravam no exterior. Os bombeiros de Ponte de Lima estão a tentar chegar aos trabalhadores, numa operação complexa. “Trata-se de um poço com oito metros e depois entra-se numa mina que cabe um corpo deitado, praticamente, que tem cerca de 60 metros de comprimento. Não temos comunicação, não conseguimos sequer falar com eles”, explicou o comandante Carlos Lima. As equipas de resgate já progrediram “sensivelmente 30 metros”, mas não conseguiram “localizar nem os trabalhadores, nem conseguem ouvir ninguém”, acrescentou. O comandante Carlos Lima explicou ainda que, neste momento, estão “dez bombeiros a progredir na mina em direcção às vítimas”, e que “devido a falta de espaço só conseguem entrar dois bombeiros de cada vez e temos que utilizar também aparelhos respiratórios que traz alguma dificuldade na nossa progressão na mina”. Aos bombeiros voluntários de Ponte de Lima vai juntar-se uma equipa dos municipais de Viana do Castelo mais especializada nestas situações.
Fonte: Rádio Renascença

domingo, 19 de setembro de 2010

Novo Blog Torre de Dona Chama


Abriu recentemente ao público o site, no formato de Blog, dos Bombeiros Voluntários da Torre de D. Chama.

Os temas desenvolvidos são generalizados, com o intuito de dar a conhecer ao mundo o trabalho desenvolvido por estes nobres colegas da Torre de Dona Chama.

Mergulhadores retiram meia tonelada de lixo do fundo do mar

Pneus, latas, garrafas de vidro, botas de borracha, cordas, covos, tubos, restos de chapéus-de-chuva e de sol e todo o tipo de plásticos foram recolhidos ontem, sábado, da Baía de Sesimbra por 64 mergulhadores voluntários, participantes numa limpeza subaquática.
A campanha, que atingiu este ano a 15ª edição, permitiu retirar do fundo do mar meia tonelada de poluentes encaminhados para aterro. Contudo, os participantes encontraram menos poluição do que estavam à espera. “Vimos mais peixe do que lixo”, assegura o mergulhador Paulo Guerreiro, reconhecendo que a situação “está a melhorar de ano para ano”.
O que importava a todos era ajudar a limpar o mar. Foi esse, mesmo, o motivo que levou um grupo de dez voluntários a viajar 350 quilómetros desde Cete, Paredes, até Sesimbra para participar na iniciativa. “Imediatamente disponibilizamo-nos para vir”, salienta o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete, Rui Gomes, que liderava a equipa. “Encontrámos de tudo, desde sacos de plástico, a uma caixa de ferramentas, pneus e uma faca”, contou ao JN, lembrando que “alguém se podia ter magoado” naquele objecto cortante.
Os banhistas que se encontravam na praia do Ouro foram atraídos pela curiosidade e sempre que algum mergulhador saía da água aproximavam-se para ver o que trazia. Manuel Moreira, de 57 anos, ficou surpreendido com o que foi retirado do mar. “Num espaço tão perto de onde tomamos banho, não imaginava que houvesse tanta coisa”, disse ao JN o residente em Viseu, que se encontra a passar férias em Sesimbra. “Esta é uma boa atitude”, enalteceu.
Entre os mergulhadores havia dois com necessidades especiais que entraram no mar em cadeiras Tiraló. “Ainda há muito lixo no mar. É impressionante”, nota Luís André, de 37 anos, paraplégico. “Apanhei algum lixo, como vidros e papéis. Encontrámos um pneu, o que é triste, e cordas presas no fundo do mar”, relata o morador em Ourique.
“Ao final de não sei quantos mergulhos hoje pudemos dar também o nosso contributo. É muito gratificante”, salienta o lisboeta Carlos Nogueira, de 42 anos, que tem sequelas de poliomielite. Sandra Brazinha
Cerca de uma dúzia de pessoas voluntárias dedicaram a manhã de ontem a limpar o areal da praia do Ribeiro de Cavalo, no concelho de Sesimbra.
Fonte da Câmara Municipal de Sesimbra avançou ao Jornal de Notícias que foram trazidos para terra 86 sacos de lixo de 50 litros, não sendo, porém, todos provenientes da campanha de limpeza terrestre, que se realizou ontem pelo segundo ano consecutivo.
Aproveitando a deslocação por mar na barca Santiago, cedida pelo Clube Naval de Sesimbra, os participantes limparam o areal do Ribeiro de Cavalo e, pelo caminho, foram recolhendo o lixo que tinha sido removido anteriormente de outros locais e que aguardava meio de transporte.
Fonte: JN

Foto: Blog Bombeiros Macedo de Cavaleiros

Área ardida aumentou 58% face a 2009


A área ardida em Portugal até 15 de Setembro atinge perto de 118 mil hectares, mais 58% do que o valor registado em igual período do ano passado e que ultrapassa a meta definida no Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios para 2012 de ficar abaixo dos 100 mil hectares/ano.
O relatório provisório de incêndios florestais, divulgado sexta-feira pela Autoridade Florestal Nacional (APN), revela que o ano 2010 será o pior dos últimos cinco anos em matéria de área ardida. Os grandes incêndios, com mais de 100 hectares, correspondem a 84% do total da área ardida. Só os distritos da Guarda, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Braga totalizam mais de três quartos da área contabilizada até à data.
Embora longe das cifras negras de 2003 e 2005 - os piores dos últimos dez anos, respectivamente com 418 mil e 312 mil hectares ardidos até 15 de Setembro - 2010 vai ficar na história como o ano em que Portugal voltou a superar a barreira dos 100 mil hectares de área ardida. Um objectivo que o Governo quer atingir dentro de dois anos, mas que Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), considera "extremamente ambicioso", pelo menos "enquanto não houver alterações estruturais que diminuam o perfil de risco da floresta portuguesa".
O presidente da LBP não está surpreendido com os valores apurados pela AFN, quer por considerar que "estava à vista desarmada" que este seria um ano "diferente" - havia muito combustível na floresta, até pelo facto de nos últimos anos ter ardido menos, explica -, quer pelo facto de os anos anteriores terem sido "completamente atípicos e beneficiado de condições excepcionais em termos meteorológicos".
Para Duarte Caldeira, este ano foram efectivamente testadas as mudanças feitas anteriores em matéria de combate a fogos florestais, pelo que entende que deve ser feita uma avaliação dos resultados. O responsável considera que a primeira intervenção "é um caso de êxito" e que também se registou uma "melhoria significativa na gestão dos meios aéreos", mas defende que é preciso reunir informação de detalhe e avaliar o que correu mal, designadamente quando ao facto de ter havido vários incêndios que ultrapassaram as 48 horas.
"Temos de identificar falhou e apurar onde é que há dificuldade de mobilização de meios", disse ao JN, anunciando que está a fazer esse levantamento e que o pretende apresentar, em Outubro, à tutela.

Fonte: JN
Foto: Blog Bombeiros Macedo de Cavaleiros

sábado, 18 de setembro de 2010

Governo quer presos e Exército a limpar matas

Reclusos em regime aberto e mais militares vão ter formação para ir para o terreno

O Governo vai pôr o Exército e os reclusos a limparem as matas já para o próximo ano. Em declarações ao DN, Rui Barreiro, secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e responsável pela Autoridade Florestal Nacional (AFN), admitiu que já está previsto um acordo com o Exército e serviços prisionais para que ajudem nas operações de prevenção dos fogos, com limpezas das florestas e vigilância. Apesar disso, só depois de 15 de Outubro - fim da actual época de incêndios - serão oficializados e assinados os protocolos.
"Consideramos que a floresta é uma riqueza nacional, por isso o Exército e a GNR têm de ser mobilizados. É importante que o Exército seja chamado para acções durante o ano inteiro para a defesa da floresta, prevenção e vigilância nas piores épocas", disse ao DN o secretário de Estado que pretende, até 2012, que ardam menos de 100 mil hectares por ano.
Já este ano, 200 militares estiveram no terreno a prevenir os fogos. O porta-voz do Exército, tenente- -coronel Hélder Perdigão, explicou que já existe um protocolo com a AFN: o plano Vulcano tem 12 equipas - num total de cerca de 200 militares - com formação específica para prevenção e combate aos incêndios.
"O protocolo, assinado apenas com o Exército, foi aplicado na vi- gilância das principais matas na- cionais e inclui desmatações e uso de engenharia militar para pre- venção de incêndios." O porta-voz deu como exemplo a serra de Sintra, onde os militares estão a abrir 12 quilómetros de estradas que permitam a deslocação mais rápi- da dos meios de combate. "A operação de abertura de estrada vai a meio, nesta altura", acrescentou.
"Temos um bom exemplo no País, no Algarve, onde o Exército foi chamado no âmbito da Protecção Civil. A articulação entre a AFN, o Exército português e a Protecção Civil foi feita de tal maneira que, nessa região, não tivemos praticamente incêndios nenhuns. A presença dos militares foi dissuasória do número de ocorrências", explicou o secretário de Estado das Florestas.
Quem vai passar a apoiar a prevenção a incêndios vão ser os reclusos em regime aberto.
Apesar de o acordo também ter sido adiado para o fim da época de fogos, já se sabe que os reclusos terão acções de formação para fazer a limpeza das matas. Mas nem todos vão ter liberdade para participar neste tipo de trabalho: "Os presos terão formação e só podem participar os que tenham acesso ao regime aberto", explica Rui Barreiro. "Apesar de não ser obrigatório, é uma oportunidade que lhes permite sair da prisão e estar em contacto com a natureza. A formação pode ainda permitir-lhes arranjar um emprego, como sapadores florestais", indicou. Segundo a Direcção--Geral dos Serviços Prisionais, existem de momento 131 reclusos neste regime.
Este Inverno será também implantado o Plano Nacional do Uso do Fogo. "Vamos aproveitar o Inverno e a Primavera para queimarmos a matéria combustível. Assim o prejuízo provocado pelos incêndios é menor, pois só arde mato", explicou. Este plano já foi testado no ano passado num total de 1500 hectares, mas para a próxima época o objectivo é "multiplicar por dez" este número. "Queremos tornar a floresta mais resistente aos incêndios florestais", assumiu o secretário de Estado.
Fonte: DN

Caiu de uma carrinha e foi colhido pelo rodado

Seguia na parte de trás de uma carrinha de caixa aberta e, de repente, caiu e foi colhido pelo rodado do camião. Renato Escobar, 16 anos, que seguia com trabalhadores da apanha da maçã, anteontem, em Candoso, Vila Flor, perdeu a vida.

Um jovem de 16 anos morreu, anteontem, ao final da tarde, na aldeia de Candoso, em Vila Flor, quando se encontrava num pomar, onde vários trabalhadores da aldeia colhiam maçãs para um proprietário agrícola.
O rapaz seguia na parte traseira de uma carrinha de caixa aberta, quando caiu e foi colhido pelas rodas traseiras do veículo, que tranportava ainda outros trabalhadores. Não se conhecem os motivos da queda, mas presume-se que se deva a um desiquilíbrio.
O comandante dos Bombeiros de Vila Flor, António Martins, referiu que quando o socorro chegou ao local do acidente, “o jovem apresentava ferimentos muito graves. Os bombeiros que o assistiram informaram o comando que o miúdo estava muito magoado e não se mexia”, explicou. Ainda foram accionados outros meios, nomeadamente, o helicóptero estacionado em Macedo de Cavaleiros, mas quando chegou a Candoso, o rapaz já estava morto.
Na localidade criou-se uma cortina de silêncio sobre o caso. Ontem, ao início da noite, realizou-se o velório de Renato Alexandre da Assunção Escobar que juntou familiares, amigos e a maior parte da população, uma vez que era muito querido na aldeia. O clima era de uma profunda tristeza e revolta. Vários familiares deslocaram-se de França para acompanhar as cerimónias religiosas e dar apoio moral aos pais e irmã. João Miguel, emigrante em França, primo do jovem, não queria acreditar no sucedido. ?Ele tinha ido ao campo dar um recado à mãe que andava na apanha da maçã, não trabalhava lá?, contou. O primo nega que Renato Escobar estivesse a trabalhar, mas, ao que o JN apurou, é habitual alguns jovens fazerem a campanha da maçã no final do Verão para ganhar algum dinheiro.
Fonte: JN

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mulher esperou mais de uma hora pelo INEM no Porto


Foi preciso esperar mais de 60 minutos para que o INEM-Porto decidisse accionar os meios de socorro para assistir uma mulher que anteontem à tarde se sentiu mal no seu local de trabalho, na Rua da Alegria, na Baixa do Porto. E para que isso acontecesse foi fundamental a intervenção dos bombeiros.
A história conta-se em poucas palavras. Uma mulher de meia-idade queixou-se de dores no peito, dificuldade em respirar, pés e mãos dormentes, sintomas idênticos aos de um ataque cardíaco, segundo relataram ao PÚBLICO. Imediatamente foi accionado o INEM, que terá recomendado que fosse feito novo contacto daí a 30 minutos, esperando que um calmante que entretanto lhe fora ministrado actuasse. Meia hora depois, os sintomas agravaram-se. "Não falava, a cara estava roxa (cianose) continuava ofegante, mantendo a dor no peito", disse uma responsável da empresa, revelando que informou o INEM. Quem atendeu a chamada terá dito que aquele caso não correspondia a uma emergência, sugerindo que fosse levada a um hospital.

Os Bombeiros Voluntários do Porto foram o passo seguinte. Face ao quadro descrito, os bombeiros encaminharam a chamada para o INEM, que pouco tempo depois ligou a perguntar como estava a funcionária, que viria a ser transportada para o Hospital de São João. Ataque de pânico terá sido o diagnóstico feito pela equipa que a assistiu. E quem lá esteve terá anuído que "os sintomas de um ataque cardíaco são muito idênticos aos de um ataque de pânico, pelo que em caso de dúvida deve ligar-se para o INEM".

Fonte do gabinete de comunicação e imagem do INEM tem uma posição diferente. "A situação não se afigurava como um caso de emergência médica e que a doente apresentava um quadro de ansiedade (...)", adiantou a fonte, sublinhando que os sintomas que tinham sido referidos aos bombeiros não haviam sido relatados na chamada efectuada para o Centro Operacional de Doentes Urgentes (CODU) da Região Norte. Referiu também que o INEM acabou por transportá-la para o hospital porque os BVP não tinham uma ambulância disponível pelo que alertaram o CODU. "A gestão dos meios de socorro do INEM é feita de forma criteriosa para que estes meios não faltem em situações em que são realmente necessários", acrescentou ainda o INEM.

Fonte: Público

Hospitais com qualidade acreditada

As unidades hospitalares de Macedo de Cavaleiros e Mirandela receberam ontem a acreditação internacional de qualidade.

Foi atribuída pelo CHKS (Healthcare Accreditation and Quality Unit).
A acreditação traduz-se numa melhoria dos serviços sobretudo ao nível das acessibilidades, sinalização, saídas e planos de emergência, higiene, esterilização e outros procedimentos que garantam a seguranças de profissionais e utentes.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Nordeste salienta que o processo é para continuar.

“A acreditação não é propriamente um prémio, é antes um desafio” refere Henrique Capelas, acrescentando que ela “atribui-nos um nível de qualidade de funcionamento que é o exigível, mas não podemos parar em direcção à qualidade total”.

Por outro lado, diz que “outra questão muito importante é a humanização dos serviços aliado à qualidade em hospitais”.

O representante da CHKS para Portugal diz que as práticas foram mudadas para melhor e aponta a maior dificuldade.

“Em qualquer organização, a maior dificuldade é sempre a mesma: é a adesão das pessoas” afirma Carlos Goes. “Na área da saúde uma das questões com que nos deparamos é precisamente a dificuldade da aceitação do erro” acrescenta.

Segue-se agora a acreditação da unidade hospitalar de Bragança onde ainda estão a decorrer obras de requalificação.

“Vamos iniciar o processo mas ainda há algumas obras básicas que têm de ser feitas, mas penso que ainda este ano vamos dar os primeiros passos na acreditação do hospital de Bragança” avança Henrique Capelas.

A cerimónia de oficialização da atribuição da acreditação aos Hospitais de Macedo e Mirandela decorreu em Bragança.

Segundo Henrique Capelas, para não criar conflitos entre as duas unidades e para estimular o processo no hospital-sede.

Fonte: Brigantia

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Homem recupera no hospital depois de ser picado mais de 1200 vezes


Lamar LaCaze trabalhava nos seus terrenos quando um enxame o atacou. No hospital, os médicos retiraram mais de 1200 ferrões do corpo deste homem que, por milagre, sobreviveu.

Lamar LaCaze é um americano de 65 anos, reside no Texas e está há duas semanas no hospital a recuperar de um ataque de abelhas, que o picaram mais de 1200 vezes.

O texano, que trabalha como barbeiro, estava a lavrar o seu terreno "quando as abelhas simplesmente apareceram na minha cara", contou à imprensa local. "Não me conseguia levantar. Elas continuavam a picar-me".

Lamar conseguiu sair do trator em que estava e ligar para o filho a pedir ajuda. Trey LaCaze, o filho, apenas conseguiu perceber "abelha" e ouvir barulho de um enxame.

Quando Trey chegou ao local, encontrou o pai que "parecia ter uma colmeia na cabeça". Tentou com baldes de água afastar as abelhas de cima do pai, sem sucesso, assim como a tentativa de um vizinho ao usar um extintor.

1200 ferrões

Só quando os bombeiros chegaram, com equipamento especializado, conseguiram levar Lamar para o hospital. Os médicos tiveram de remover mais de 1200 ferrões em todo o corpo, incluindo de dentro dos ouvidos, boca e nariz deste homem.

Ainda a recuperar no hospital, coberto de hematomas em todo o corpo, Lamar deverá receber alta nos próximos dias.

Os familiares pensam que a colmeia deverá estar num velho reservatório de água nos terrenos da família, que querem exterminar os insetos, já que "elas não fazem muito mel" queixou-se a vítima das 1200 picadas.

Fonte: Expresso

Risco de incêndio muito elevado em oito distritos

O Instituto de Meteorologia (IM) colocou hoje vários concelhos de oito distritos de Portugal sob aviso de risco Muito Elevado de incêndio, o segundo mais grave de uma escala de cinco.
O aviso de risco «Muito Elevado» de incêndio está activo para os distritos de Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Leiria e Faro.
O risco de incêndio determinado pelo IM engloba cinco níveis, que variam entre o «reduzido» e o «máximo», e o seu cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00, na temperatura do ar, na humidade relativa, na velocidade do vento e na quantidade de precipitação ocorrida nas últimas 24 horas.
De acordo com a informação a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), foram registados, na quarta-feira, 88 incêndios florestais, os quais foram combatidos por 975 bombeiros, apoiados por 231 veículos, e obrigaram à realização de cerca de 55 missões aéreas.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais encontra-se na «Fase Charlie», considerada a de maior risco de incêndios, até 30 de Setembro.
Fonte: diariodigital

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

13 distritos em alerta máximo

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre e Faro encontram-se esta quarta-feira em alerta máximo de incêndios, de acordo com as previsões do Instituto Português de Meteorologia (IM).
De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, na terça-feira foram registados 158 incêndios florestais, que foram combatidos por 1812 bombeiros, apoiados por 459 veículos, e obrigaram à realização de cerca de 90 missões aéreas.
Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Os Bombeiros Voluntários

Nem sempre o país tem a perfeita noção do trabalho dos Bombeiros Voluntários e da sua importância para a sociedade, sob diversos pontos de vista.

Desde logo pelas acções de socorro que garantem em matéria de acidentes rodoviários, combate a incêndios e a toda a sorte de desastres naturais e industriais, assim como na emergência pré-hospitalar e transporte de doentes ou abastecimento de água às populações, a navios e os socorros a náufragos.

Depois, pelas acções de prevenção que prestam, sensibilizando e preparando assim as populações para possíveis e prováveis situações de desastre que venham a ocorrer. Contribuem, com a sua acção, para uma sociedade mais responsável e preparada.

Não menos importante é o trabalho desenvolvido na área da captação, treino e formação de jovens, ajudando a desenvolver cidadãos socialmente mais responsáveis e a formar homens e mulheres mais maduros.

Mas também pela função sócio-cultural que desempenham, ao promover ou apoiar festas populares, manifestações culturais e desportivas, na vertente da segurança e não só.

E até mesmo por aquelas pequenas acções necessárias à vida quotidiana das pessoas, que quase ninguém valoriza mas para as quais as populações pedem ajuda justamente aos Bombeiros, porque mais ninguém se dispõe a executá-las. Como, por exemplo, ir buscar um gato assanhado a um apartamento ou tirá-lo de uma árvore.

Mas os Voluntários são ainda uma das reservas morais da sociedade. E isto não é menos importante. Homens e mulheres que expõem a própria vida para salvar bens públicos e particulares, assim como a vida dos seus concidadãos, não podem deixar de ser considerados. Constituem, portanto, uma das expressões colectivas mais elevadas da solidariedade humana, visíveis na sociedade organizada.

Os Bombeiros Voluntários são, assim, uma estrutura básica indispensável da sociedade portuguesa, pelo que o país não se pode dar ao luxo de os ignorar, em especial quando não há catástrofes. Nem os governantes se podem demitir da responsabilidade que lhes cabe de garantir às centenas de associações que suportam os corpos de bombeiros, em todo o país, as condições mínimas de bom funcionamento e operacionalidade.

É que os Bombeiros Voluntários fazem falta sempre e não só em tempo de situações críticas ou de catástrofe.

por Brissos Lino(Docente Universitário)
Setúbal na Rede

Calor trouxe os incêndios de regresso ao norte de Portugal


Os fogos regressaram ontem ao País. O distrito de Viseu foi o mais atingido com o reacendimento das chamas. Desde o inicio do mês já deflagraram quase 1200 fogos.

De acordo com a informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil foram registados desde o inicio do mês 1171 incêndios florestais. Ontem o dia voltou a ser de muito trabalho para os bombeiros sobretudo no distrito de Viseu.

"As situações mais complicadas foram vividas nas povoações de Caselho, Silvares e Carvalhal da Mulher, mas não houve casas em risco", adiantou o comandante de bombeiros de Oliveira de Frades Fernando Farreca.

Do outro lado da serra, em, Alcofra, as chamas também só ficaram dominadas a meio da tarde. Nos dois fogos estiveram envolvidos 130 homens e 30 viaturas ajudados por dois helicópteros e dois aviões pesados. Houve ainda registo de fogos em Monção, distrito de Viana do Castelo e Gache, concelho e distrito de Vila Real.

A PJ anunciou a detenção de um homem de 42 anos, "fortemente indiciado pela prática de um crime de incêndio florestal" que deflagrou, no concelho de Cabeceiras de Basto, Braga. O detido foi ouvido em Tribunal e vai ficar a aguardar julgamento com apresentações diárias na GNR. Com esta detenção, eleva-se para 29 o número de incendiários florestais detidos durante este Verão.

Para reduzir o risco de incêndios, o Governo simplificou a apresentação de candidaturas a fundos comunitários para a beneficiação florestal em áreas inferiores a 25 hectares. Até aqui estes proprietários estavam obrigados a associar-se em zonas de intervenção florestal (ZIF) mas com as simplificações introduzidas podem agora apresentar os projectos a nível individual para terem acesso aos fundos comunitários para a floresta. A resolução do Conselho de Ministros diz que as novas regras serão "menos burocráticas" para promover "maior celeridade processual".

Fonte: DN

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Davide Costa


Carta de agradecimento

O meu nome é Davide Costa, sou bombeiro em Macedo de Cavaleiros exercendo a profissão de motorista na mesma Associação. Tenho 28 anos de idade e fui notícia há cerca de 5 meses pelas piores razões.
Tive um acidente de mota, como quase toda a gente sabe, que me provocou, entre outras coisas, um Hemopneumotórax sendo este a situação mais grave. Estive mais ou menos 2 semanas em coma induzido totalizando um mês de internamento no Hospital de Vila Real, onde também nasceu a minha filha durante o meu internamento.

Neste momento estou quase recuperado ficando apenas com uma pequena incapacidade permanente a nível pulmonar.

Queria agradecer a todos os intervenientes no meu socorro e posterior tratamento entre outros, a todas as pessoas que participaram na caminhada ao Santo Ambrósio que mesmo a chover decidiram fazer a caminhada na mesma, foi uma coisa que me comoveu muito e ainda comove quando vejo as imagens da mesma, a todos os meus colegas que têm feito de tudo para o meu bem-estar, da minha filha e da minha mulher.

Queria também agradecer a todos aqueles que apoiaram a minha mulher na altura do acidente, uma vez que as coisas não foram fáceis para ela visto que ela estava grávida e em fim de tempo, a todas as pessoas que na impossibilidade de me visitarem e de entrarem em contacto comigo para saberem do meu estado, mas que de uma forma ou outra demonstraram a sua preocupação para comigo.

Houve umas pessoas mais importantes que outras tenho a noção disso e essas pessoas também o sabem, mas no geral todos são importantes para mim, de uma forma ou outra todos me deram o seu apoio, uns mais, outros menos, mas todos contribuíram e continuam a contribuir.

Alem disso como se costuma dizer o que conta não é o acto em si mas sim a intenção embora o acto também tenha o seu valor.
Resumindo, o meu obrigado a todos.

Atenciosamente,
Davide Graciano Rodrigues Costa

Guarda queria multar carro de bombeiros

O desfile automóvel dos Bombeiros da Lixa (Felgueiras), comemorativo dos 121 anos da corporação, foi ontem, domingo, interrompido por uma situação invulgar. Um guarda da GNR quis multar o condutor de uma das viaturas, por esta ter aceso um pirilampo rotativo na viatura.
Aconteceu a meio da manhã, na rotunda do Alto da Lixa. O motor do jipe todo-o-terreno de comunicação e operações aqueceu de mais. O condutor parou e assinalou a avaria com um pirilampo no tejadilho. Dois guardas da GNR de Penafiel dirigiram-se ao bombeiro condutor, estando um deles predisposto a multá-lo por conduzir uma viatura com um pirilampo ilegal aceso. Graças à intervenção do comandante da corporação, José Campos, a situação resolveu-se e a viatura continuou a marcha.
Contactado pelo JN, o comandante lamentou o excesso de zelo do agente da autoridade. Comprada há 20 anos, esta viatura tinha de ter semáforo e sirene para ser isenta de impostos.
Fonte: JN

domingo, 12 de setembro de 2010

ECIN desactivada e reactivada em 24 horas

O comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Braga, Hercílio Campos, desactivou a equipa de combate a incêndios nascentes (ECIN) dos Bombeiros Voluntários de Braga (BVB) por esta “não estar a cumprir o que está acordado” com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).De acordo com o CODIS, na sequência de uma inspecção de rotina, anteontem, constatou que dois dos cinco elementos da ECIN tinham sido afectos a outro serviço que não o combate a incêndios, neste caso o transporte de doentes.Hercílio Campos admitiu que a ECIN dos BVB pode ser reactivada logo que estejam reunidas as condições.
Aliás, ontem mesmo, e depois de questionado pelo ‘Correio do Minho’, o comandante distrital deslocou-se ao quartel dos BVB para reactivar a equipa.

Da parte dos BVB, o comandante, António Cerqueira, admitiu que dois elementos que integram a ECIN foram terminar um serviço de transporte de doentes, na sequência da avaria de uma das viaturas da corporação.“Não íamos chamar ninguém de fora e temos compromisssos a cumprir” argumenta António Cerqueira, que fala de “excesso de preciosismo”, até porque: “é um serviço que prestamos à ANPC” e “sempre que haja um problema não vão estar os cinco”.

Fonte: Correio do Minho

“Pensava já não ver fogos de uma semana”


O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, defendeu ontem, em Coimbra, uma reorganização da Protecção Civil para acabar "de uma vez por todas com a deficiente coordenação no combate aos incêndios florestais". "Depois de 2003 e 2005, pensava que não voltava a assistir a incêndios de uma semana em Portugal. Este ano alguma coisa falhou e é preciso pedir responsabilidades a quem tem capacidade decisora", afirmou aquele dirigente ao CM após as comemorações do Dia Nacional do Bombeiro Profissional.

Segundo o dirigente da ANBP, houve uma melhoria significativa na estratégia de combate aos fogos, mas falta ainda que os decisores técnicos "adquiram uma nova aprendizagem académica e no terreno". "Não podemos ficar agarrados ao passado, sem procurarmos novos métodos, novos conceitos e novas estratégias, correndo o risco de no próximo ano as deficiências serem ainda maiores e com dramáticas conclusões", alertou.
No seu discurso, Fernando Curto pediu ao Governo que financie os bombeiros profissionais através das autarquias, como faz com as associações de voluntários, e exigiu mais investimento na prevenção. Presente na cerimónia, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, reconheceu que nem tudo está feito na protecção civil: "Queremos continuar a investir no sector. O QREN vai ser alargado a nível regional, o que poderá ser fundamental na aquisição de viaturas para os bombeiros, por parte dos municípios."
"É PRECISO APERFEIÇOAR A LOGÍSTICA": Fernando Curto, Pres. Ass. Nac. Bombeiros Profissionais
Correio da Manhã – O que tem falhado no combate aos fogos?
Fernando Curto – É preciso aperfeiçoar logística, coordenação, rescaldos, primeira intervenção e estratégias de prevenção, envolvendo os bombeiros e os serviços municipais e distritais.
– Porque desmarcaram a manifestação de dia 15?
– Porque vamos iniciar negociações com o Governo para definição do Regime Jurídico dos Bombeiros Profissionais.
– Defende a criação de uma Inspecção para a Protecção Civil?
– Sim. Autónoma e supervisionada pelo MAI. Não podemos deixar que as situações profundas deste sector possam continuar a ser superficiais.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 11 de setembro de 2010

Bombeiros profissionais desmarcam manifestação nacional


O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, anunciou hoje o cancelamento da manifestação nacional agendada para 15 de Setembro por falta de legislação no sector.

O dirigente associativo, que falava no Dia Nacional do Bombeiro Profissional, disse que a ANBP vai analisar o ante-projeto do Regime Jurídico dos Bombeiros Profissionais, que visa regularizar a progressão na carreira, horários de trabalho e sistema de avaliação. Na presença do ministro da Administração Interna, Fernando Curto anunciou que a associação vai “analisar a proposta do Governo e vai encetar de imediato negociações”. “O objectivo é chegar à versão final deste diploma para que os bombeiros profissionais vejam solucionadas as suas justas reivindicações”, afirmou o presidente da ANBP, numa cerimónia que juntou em Coimbra 300 bombeiros profissionais de todo o país.“Neste momento estamos em condições de dizer que na terça feira vamos receber o documento pelo qual reivindicávamos [regime jurídico], que irá ser negociado numa sequência muito mais profunda” para “tentar salvaguardar aquilo que são os direitos e as garantias dos bombeiros profissionais”, disse Fernando Curto em declarações aos jornalistas. O líder associativo queixou-se da “falta de efectivos, de organização legislativa, de financiamento às câmaras por parte do Governo”. “Nós queremos que isso tudo seja contemplado numa perspectiva de organização e numa perspectiva de mais valias, porque não se entende que uma câmara municipal não tenha apoios do Governo e uma associação privada tenha”, frisou. Confrontado com esta situação, o ministro Rui Pereira, que presidiu às comemorações, anunciou que no sector da protecção civil o Governo vai alargar o Quadro de Referência Estratégico Nacional às autarquias, permitindo que se candidatem para adquirirem viaturas de combate a incêndios e outros equipamentos. O titular da pasta da Administração Interna mostrou-se também satisfeito com o anúncio do cancelamento da manifestação agendada para 15 de Setembro e a “disponibilidade” da ANBP para continuar a “trabalhar de forma estreita, leal e construtiva”. O governante elogiou ainda o trabalho dos bombeiros “numa situação difícil”, quando se registaram dias “com mais de 400 e 500 ignições” de incêndios, considerando que “revelaram ao longo destes meses uma dedicação e uma competência inexcedíveis”. Nesta sessão, promovida pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, foram celebrados protocolos, entregues condecorações a bombeiros profissionais no activo e aposentados, homenageados bombeiros falecidos e atribuída a medalha de mérito da ANBP ao presidente da câmara de Coimbra.

Fonte: Público

Bombeiros profissionais descontentes devido a falta de efectivos


O Dia Nacional do Bombeiro Profissional assinala-se hoje em “clima de descontentamento” devido à “falta de efectivos” nas principais cidades do país, segundo o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP).

Fernando Curto disse à agência Lusa que neste momento há “um défice de centenas de bombeiros profissionais”.“É preciso lembrar neste Dia que há falta de efectivos de bombeiros profissionais nas grandes cidades do país. As cidades crescem, mas os bombeiros profissionais não estão na proporção que se exige para socorrer as populações”, acrescentou Fernando Curto, a propósito do Dia do Bombeiro Profissional, que hoje se comemora em Coimbra.Segundo o dirigente associativo, há bombeiros que se aposentam e não são repostos novos efectivos, além da entrada de novos bombeiros não acompanhar o aumento das cidades. Fernando Curto adiantou que o rácio um bombeiro profissional por mil habitantes está longe de ser alcançado.O presidente da ANBP salientou que o Dia do Bombeiro Profissional serve também para “lembrar a todos os políticos e governantes as grandes preocupação da proteção civil e a necessidade de se investir nos bombeiros profissionais”, que têm cada vez mais “um papel preponderante na salvaguarda da vida e haveres das populações”.Além da “falta de efectivos”, a organização do socorro e o financiamento são outros problemas apontados por Fernando Curto. O presidente da ANBP defendeu que as associações de bombeiros voluntários devem “ter dotações orçamentais específicas para salvaguarda dos efectivos remunerados”.Considerou também que o Governo tem transferir para as câmaras municipais “mais verbas no âmbito do apoio aos bombeiros profissionais”.No início de Agosto, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais marcou uma manifestação nacional, em Lisboa, para 15 de Setembro caso o Governo não apresente nova legislação para o sector e que ponha fim à "falta de efectivos" em algumas cidades do país.A cerimónia do Dia do Bombeiro Profissional, que se realiza em Coimbra, será presidida pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e contará com a presença de 300 bombeiros profissionais de todo o país.Nesta sessão, promovida pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, serão celebrados protocolos e entregues condecorações a bombeiros profissionais.Segundo a ANBP, actualmente existem entre sete mil e 10 mil bombeiros profissionais, entre sapadores, profissionais, municipais e “Canarinhos”.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Despiste de ambulância causa um morto e feridos

O despiste de uma ambulância dos bombeiros de Melo, esta madrugada, na Estrada Nacional 17, próximo de Nabainhos, no concelho de Gouveia, provocou um morto e dois feridos.A ambulância fazia o transporte de um doente que tinha sido transportado ao Hospital da Guarda.A vítima mortal, um idoso de 75 anos, era transportado na ambulância, acompanhado pela esposa, de 77 anos, que sofreu ferimentos ligeiros.Também o condutor da ambulância, bombeiro de 64 anos, ficou ferido.O Núcleo de Investigação Criminal a Acidentes de Viação do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda está a investigar as causas do despiste.
Fonte: Jornal Nova Guarda

1º Forum de Emergência do Distrito de Bragança


Um morto e dezenas de feridos em incêndio

Pelo menos uma pessoa morreu e três dezenas ficaram feridas na explosão e incêndio registados na quinta feira à noite (hora local) próximo do aeroporto internacional de San Francisco, informaram as autoridades.

A explosão, que foi ouvida pouco depois das 18:00 locais (03:00 em Lisboa), ocorreu numa importante conduta de gás natural subterrânea, situada no bairro residencial de San Bruno, perto do aeroporto, obrigando à evacuação da área.

Até ao momento, as chamas destruíram 53 casas e afetaram 120, informaram os bombeiros.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Discussão por causa de terrenos acaba em morte de agricultor com quatro facadas


Boticas O suspeito do homicídio de um homem de 39 anos, ocorrido ontem na localidade de Atilhó, no concelho de Boticas, foi detido por militares do Posto Territorial de Boticas. O crime terá sido originado por uma discussão relativa à utilização de água para a rega de terrenos vizinhos.

Segundo fonte da GNR de Chaves, a vítima terá sido encontrada por um popular, com golpes de arma branca no pescoço.

O popular, que se encontrava num terreno junto ao local do crime, terá presenciado o crime, avisou os bombeiros e os elementos da GNR de Boticas fornecendo-lhes os elementos identificativos do suspeito.

Este foi detido, horas mais tarde, com base na descrição do popular, nas imediações do local do crime e não ofereceu resistência aos militares.

O detido, de 25 anos, vai ser hoje presente ao Tribunal Judicial de Boticas para aplicação das adequadas medidas de coacção. Visto tratar-se de um crime do homicídio, o caso está agora entregue à Policia Judiciária, a quem o suspeito foi entregue pela GNR.

Segundo apurou o DN, os dois intervenientes, ambos da localidade de Atilhó, já tinham problemas há algum tempo. Ontem aconteceu mais uma discussão e acabou em homicídio., com o suspeito a desferir quatro facadas na vítima.

O homem ainda foi socorrido pelo INEM e transportado ao Hospital de Chaves mas acabou por não resistir aos ferimentos.

Fonte: DN

Corpo de Bombeiros de Amareleja à espera de parecer da LBP

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Amareleja continua a aguardar o parecer da Liga dos Bombeiros Portugueses, para dar seguimento ao processo de criação do corpo de Bombeiros na vila. Manuel Ramalho, presidente da direcção da Associação, explica que neste momento, é aguardado aquele parecer para posteriormente o processo ser enviado à Autoridade Nacional de Protecção Civil. A ser constituído, o corpo de Bombeiros de Amareleja, deverá ficar sedeado junto à creche, na zona industrial da vila.

Fonte: Rádio Planície

Mais vale prevenir do que combater

No dia 16 de agosto, visitei, com mais cinco parlamentares, a área ardida do Parque Nacional da Peneda-Gerês e reuni com as autoridades da proteção civil do distrito de Braga, círculo por onde me orgulho de ter sido eleito.

Dessa visita resultou claro que o país progrediu na sua estratégia de combate aos incêndios. Há aperfeiçoamentos a fazer, nomeadamente ao nível da logística, mas, atualmente, há mais meios e mais competências.

A maior parte dos incêndios, no distrito de Braga e no país, é extinta no decurso da primeira intervenção. Tal evidencia que a primeira intervenção concentra, quase sempre, meios eficazes para evitar a expansão do incêndio. Deixo uma palavra de apreço aos bombeiros.

Infelizmente, é muito significativo o número de incêndios florestais com início no período da noite. Período, durante o qual, sabe-se, os aviões e os helicópteros não podem voar. A este facto não pode deixar de ser associado um determinado planeamento e a consequente mão criminosa. No mesmo sentido, não deixa de aguçar as nossas curiosidades que os incêndios se concentrem a norte do Rio Mondego.

Até ao dia 15 de agosto e segundo os dados da Proteção Civil, cerca de 75% dos incêndios ocorreram em cinco distritos (Porto, Aveiro, Braga, Viana do Castelo e Viseu). A conclusão é óbvia e conhecida: há interesses que se alimentam dos incêndios.

A mão criminosa não é a única causa dos incêndios florestais. A negligência humana faz-lhe companhia. Daqui resulta a necessidade absoluta do desenvolvimento de estratégias sustentáveis de prevenção.

Os incêndios sempre fizeram, e farão, parte da floresta. O fogo faz parte da natureza. O que é novo, nestas últimas três décadas, é a sua dimensão, bem como os elevados prejuízos e os custos daí decorrentes. O nosso maior desafio é, pois, o da prevenção dos incêndios.

Há largos anos, essa prevenção era, essencialmente, natural. Decorria da relação entre as pessoas e a floresta. Dessa relação resultava um benefício económico, em particular, com a sua limpeza. Hoje, a limpeza é muito cara e, aparentemente, não compensa. Por outro lado, não podemos ignorar que mais de dois terços das florestas pertencem a privados. Ora, estes factos apontam para a necessidade de a prevenção assentar em políticas públicas e num forte compromisso cívico de cada um de nós.

Portugal só tem a ganhar com a elaboração de estratégias de prevenção que valorizem a floresta e, sempre que possível, a associem a atividades económicas, desde a pastorícia, passando pela produção de energia, à qualidade ambiental e turismo da natureza, até ao aproveitamento da madeira para fins industriais adequados.

É evidente que uma estratégia de prevenção deve ser multifacetada e deve englobar ações de sensibilização, limpeza, vigilância humana e tecnológica, gestão e ordenamento do território. Há muitas e boas propostas já apresentadas e, algumas, em execução. Mas a rentabilidade da nossa floresta é essencial. Estou convicto de que só assim conseguiremos reduzir o número e a dimensão dos incêndios florestais, em Portugal.

António José Seguro (www.expresso.pt)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Bombeiro ferido no combate às chamas em Vila Soeiro


Um elemento da Brigada Helitransportada da Guarda ficou hoje ferido sem gravidade durante o combate a um incêndio em Vila Soeiro, naquele concelho, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Segundo a fonte, o bombeiro "canarinho" ficou ferido cerca das 10:20 quando "deu uma queda" durante o combate às chamas registadas numa área de difíceis acessos do Parque Natural da Serra da Estrela.

Adiantou que foi transportado para o serviço de urgências do hospital da Guarda, onde foi submetido a avaliação médica, tendo tido alta hospitalar cerca das 14:00.

"Só ficou magoado, não partiu nada e já saiu do hospital", adiantou o elemento do CDOS.

A fonte disse que o incêndio onde o bombeiro ficou ferido teve o seu início pelas 10:00, muito próximo do local onde lavrava um outro declarado pelas 21:41 de quarta feira.

Adiantou que o incêndio encontra-se "em fase de rescaldo", estando no local duas viaturas dos bombeiros voluntários da Guarda e de Gonçalo.

Fonte: DN

Homem ferido com gravidade em explosão de gás

Um homem de 69 anos ficou esta quinta-feira gravemente ferido devido a uma explosão de gás, em Paço dos Negros, Almeirim, disse à agência Lusa fonte da protecção civil.
Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, a explosão ocorreu de manhã no anexo de uma habitação e padaria.

A vítima foi conduzida ao hospital de Santarém.

No local esteve a viatura médica de emergência e reanimação do hospital de Santarém, os bombeiros de Almeirim e a GNR.

Fonte: Correio da Manhã

Susto com avião da academia de Évora


Um avião da Academia Aeronáutica de Évora, que transportava apenas o piloto e formador da escola, esteve esta tarde em risco de cair no aeródromo da cidade devido a avaria no trem de aterragem.
O problema técnico, segundo adiantou ao CM fonte do CDOS de Évora, foi resolvido uma hora depois do alerta quando o piloto sobrevoava o aeródromo para esvaziar o tanque de combustível e minimizar o impacto de explosão em caso de queda.
“O alerta foi registado cerca das 13h30. Aterrou uma hora depois sem causar danos materiais nem vitimas”, informou o CDOS de Évora.
Para o aeródromo foram enviados por precaução 18 bombeiros, apoiados por seis veículos da corporação de Évora e pela equipa do INEM.
Há um ano, no dia 15 de Setembro, a queda de uma aeronave desta academia, perto da aldeia de Sete, concelho de Castro Verde, causou a morte aos três tripulantes, dois alunos holandês de 18 e 20 anos e o formador, de 27 anos e nacionalidade espanhola.
Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Equipas GAUF


As equipas GAUF, abreviatura para Grupo de Análise e Uso do Fogo, reúnem elementos tecnicamente habilitados no planeamento e execução do fogo técnico, certificados pela Autoridade Florestal Nacional (A FN), com experiência consolidada sobre o fogo e sobre todos os elementos que influenciam o seu comportamento, impacto ambiental e gestão. As alterações recentes introduzidas no Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios relativas ao uso do fogo permitem uma maior clarificação das regras de utilização desta ferramenta, de forma a aumentar a sua eficácia e eficiência, salvaguardando a defesa de pessoas, de bens e do património florestal. É introduzido e definido o conceito de fogo técnico, que engloba todas as atividades do uso do fogo, bem como as necessidades de formação específica e de credenciação dos seus responsáveis. As equipas GAUF têm definido na sua missão garantir apoio técnico à Autoridade Nacional de Proteção Civil, nos diferentes níveis das estruturas de coordenação operacional, em incêndios florestais com potencial de grande incêndio ou com potencial de dano elevado, na fase de ataque ampliado e no apoio à gestão do fogo. Atuam a pedido do Comando Nacional de Operações de Socorro e são parte integrante do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais. A identificação da necessidade de utilização das equipas GAUF poderá também ser feita pelos Comandantes Operacionais Distritais, pelos Comandantes de Operações de Socorro, pelos técnicos de ligação da A FN, ou pelos elementos GAUF, passando a requisição, em qualquer uma dessas situações, pelo CNOS. A ativação é solicitada aos coordenadores GAUF, que por seu turno desencadeiam a ativação das equipas em função da localização dos elementos, do tempo de chegada à ocorrência, do potencial do incêndio e da organização da própria equipa.
Neste momento, a nível nacional, existem 7 equipas, com 3 elementos cada. Todos os membros das equipas são credenciados em fogo controlado, e recebem formação específica anual sobre análise e combate a incêndios florestais, sendo os chefes de equipa os únicos habilitados a tomarem a decisão e a coordenação das ações de utilização de fogo de supressão.


Fonte: prociv